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Cultura

30 de Agosto de 2016, 13:39 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Adriana Passos resgata em novo disco o samba de sua família

19 de Julho de 2018, 23:27, por Desconhecido


A carioca Adriana Passos nasceu em berço rodeado de sons. Foi criada na tradição do samba desde muito cedo, tendo participado das rodas caseiras promovidas por seu pai, Aldo Passos, também compositor. O DNA musical, porém, vem de antes, pois seu avô, Arnaldo Passos, foi um dos expoentes de sua geração, parceiro de bambas como Geraldo Pereira, Monsueto e Luís Vieira. 

Seu novo trabalho, o CD "Sal do Samba", vem exatamente resgatar a obra de seu avô, coautor de “Mora na Filosofia”, “Menino de Braçanã”, “Escurinha”, “Samba Bom” e tantos outros sucessos cantados e gravados ainda hoje. O CD inclui também composições próprias e outras inéditas, de compositores como Adler São Luiz, Ednaldo Lima, Marco Jabú, Ricardo Mansur, Augusto Bapt e Rodrigo Braga.

Contando com a participação especial de Moyses Marques, o CD reúne ritmos como coco, tambor de criola e jongo, ao samba tradicional de Arnaldo Passos, com o frescor da renovação. O passeio pela obra do avô começa em “Mora na Filosofia”, samba canção que o consagrou na música brasileira, composto ao lado de Monsueto, um sucesso de 1952, que foi regravado por Caetano Veloso, Maria Bethânia e vários outros.  


“Escurinha”, “Samba Bom” e “Boca Rica”, sambas genuínos do estilo da época, foram parcerias de Arnaldo Passos  com um dos maiores compositores populares do país, Geraldo Pereira. Outra parceria com Geraldo, “Ministério da Economia”, é uma crônica ainda atual, que fala da esperança de melhoria de vida para a população proletária brasileira.

Ainda no espírito do resgate artístico, Adriana Passos revitaliza “Mais que Saudade”, sua primeira parceria com seu pai, Aldo, um samba canção sobre um amor antigo. A segunda parceria com o pai, “Saravá”, foi concluída, depois da morte dele, com a ajuda de Ricardo Moreno.

O CD inclui ainda “Bateu Tambô”, primeira música gravada profissionalmente por Adriana Passos, na época como backing vocal, para o maranhense Adler São Luis. Dos parceiros Marco Jabu e Ricardo Mansur, “Loco de Coco” narra uma lenda baiana composta em ritmo do coco. Já “Dona Maria”, composição do percussionista Eurico Zen, parceiro de longa data, ganha o registro tipicamente de uma música ribeirinha brasileira. De sua própria autoria, Adriana canta em “Nação” a luta e o desafio de ser brasileiro. Jongo de Augusto Bapt e Rodrigo Braba, parceiros da extinta banda Caixa Preta, “Cachanga Rosa” é interpretada por Adriana pela primeira vez ao lado de Seu Jorge, na inauguração do hoje famoso palco carnavalesco dos Arcos da Lapa. O disco ganha pincelada final com “Xodó de Mãe”, música cedida por Dudu Nobre.

Talento precoce, aos 18 anos Adriana Passos já era atriz formada pela CAL - Casa de Artes de Laranjeiras -, e participou da Companhia de Menestréis, de Oswaldo Montenegro, na qual atuou como cantora e atriz por três anos. Decidindo-se pela música, formou-se pela UNIRIO, e atuou nas noites do circuito Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, até partir para uma turnê de três anos pelos Estados Unidos - Miami, Boston e Nova York.

De volta ao Brasil, Adriana mergulhou na essência rítmica da música brasileira, participando ativamente do movimento de resistência cultural da Pedra do Sal nos anos 2000 - O Sal do Samba. Acompanhada pelo Grupo Panela de Barro, Adriana se juntou a nomes como Claudio Camunguelo, Velha Guarda da Portela, Monarco, e a madrinha Beth Carvalho, reconquistando espaço na cultura carioca.  
 

Vídeos de Adriana Passos, incluindo o recente show no Teatro Rival, no Rio, em dezembro de 2017, podem ser assistidos em www.youtube.com/channel/UCFgvBcmZbT3FiQPvn2n2oiA

Vídeo pesquisa sobre a obra de Arnaldo Passos está em 
www.youtube.com/watch?v=Z1YqIIOhAqw&feature=youtu.be

(Informações da assessoria de Adriana Passos)



Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho

14 de Maio de 2018, 14:00, por segundo clichê

Carlos Motta


"A Banca do Distinto" é um dos mais conhecidos sambas de Billy Blanco, paraense que se formou em arquitetura no Rio, mas que depois viu que seu negócio era outro: compôs cerca de 500 músicas, 300 das quais gravadas pelos maiores nomes da MPB: Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina, Hebe Camargo...

Entre seus sucessos destacam-se "Sinfonia Paulistana", "Tereza da Praia", "O Morro", "Estatuto da Gafieira", "Mocinho Bonito", "Samba Triste", "Viva meu Samba", "Samba de Morro", "Pra Variar", "Sinfonia do Rio de Janeiro" e "Canto Livre". "Sinfonia do Rio de Janeiro" é composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960.

"A Banca do Distinto" tem uma história interessante. Foi composta a pedido da então namorada Dolores Duran, talentosíssima cantora e compositora morta precocemente, aos 29 anos. Dolores estava incomodada com um cliente da boate em que ela cantava, nos anos 50, no famoso Beco das Garrafas, no Rio. O sujeito ia todas as noites ao seu show, sentava-se na primeira fileira de mesas, mas sempre de costas para o palco. Não dirigia uma única palavra a ela. E sempre pedia uma música. Chamava um garçom, dava a ele um bilhete e dizia: “Manda a neguinha cantar essa música aqui.”

No meio da madrugada, ia embora, levando um embrulho com a refeição que encomendava. Mas não o carregava: pedia que o garçom o levasse até o seu carro.
Dolores, inconformada com a atitude do indivíduo, contou a história a Billy que, sem mais, compôs o samba “A Banca do Distinto”. Dolores então se vingou: cantou o samba para o “doutor”, que depois disso sumiu da boate.

"A Banca do Distinto" foi gravado em 1959 pela própria Dolores, e posteriormente por Isaurinha Garcia, Elza Soares, Neusa Maria, Dóris Monteiro, Elis Regina e Jair Rodrigues, entre outros. 

Como este é o país dos "doutores", gente de bem que não fala com pobre, não dá mão a preto, nem carrega embrulho, a música continua atualíssima.


https://www.youtube.com/watch?v=mZNp3p5X1UI

Não fala com pobre, não dá mão a preto
Não carrega embrulho
Pra que tanta pose, doutor
Pra que esse orgulho
A bruxa que é cega esbarra na gente
E a vida estanca
O enfarte lhe pega, doutor
E acaba essa banca
A vaidade é assim, põe o bobo no alto
E retira a escada
Mas fica por perto esperando sentada
Mais cedo ou mais tarde ele acaba no chão
Mais alto o coqueiro, maior é o tombo do coco afinal
Todo mundo é igual quando a vida termina
Com terra em cima e na horizontal



Hot Club de Piracicaba comemora dez anos de música e amizade

18 de Abril de 2018, 9:54, por segundo clichê

Carlos Motta

O palco do belo Teatro Erotídes de Campos, no Engenho Central, em Piracicaba, vai se iluminar neste sábado, 21 de abril, com uma constelação de músicos de primeira grandeza, que vão apresentar, a partir das 20 horas, o novo álbum do Hot Club de Piracicaba, que neste ano completa sua primeira década de existência. 

Para quem não sabe, o Hot Club de Piracicaba (HCP) não é um clube com associados, mas sim um conjunto musical, fundado em 2008 pelo juiz de Direito José Fernando Seifarth de Freitas, que tem a música por hobby, e pelos profissionais liberais Alcides Lima (Cidão) e Marcos Mônaco, respectivamente baterista e clarinetista da prestigiada banda paulistana Traditional Jazz Band Brasil.

O grupo foi formado para o tocar o “jazz manouche”, ou "cigano", aproveitando elementos do jazz tradicional e da música brasileira. Atualmente há uma infinidade de "Hot Clubs" em todos os continentes, que se dedicam a preservar o estilo criado pelo violonista belga Django Reinhardt na década de 30 do século passado. O nome Hot Club deriva do grupo que imortalizou a música de Django, o Quintette du Hot Club de France.

O HCP gravou, em 2008, o seu primeiro CD, "Jazz a La Django", inspirado na obra de Django Reinhardt. Em 2010 lançou o CD “Quinteto do Hot Club de Piracicaba”.  Seu novo trabalho, “Amigos”, tem participação de músicos nacionais (Bina Coquet, Florian Cristea, Seo Manouche) e internacionais (Howard Alden, Richard Smith, Robin Nolan e Paul Mehling). Misturando instrumentos de metais, típicos da bandas de jazz tradicional, com violões ciganos, o HCP foi o primeiro grupo brasileiro a ter incluída uma música no prestigiado selo europeu “Hot Club Records”, de Jon Larsen, dedicado exclusivamente ao jazz cigano.

O grupo realizou inúmeras apresentações nos teatros municipais de Piracicaba, nos Sesi e Sesc do Estado de São Paulo, e na capital, em locais como os prestigiados Bourbon Street Music Club e Jazz nos Fundos. Tocou no palco principal da Virada Cultural Paulista em 2015 e acompanhou artistas internacionais no Brasil, como Eva Scholten e Paul Mehling. É o grupo anfitrião do Festival Internacional de Jazz Manouche de Piracicaba e encabeçou o movimento do jazz cigano brasileiro, que surgiu justamente por meio desse festival.

 
O HCP é integrado por André Grella (piano), Eliezer Silva (trompete), Fernando Seifarth (violão/guitarra), Frank Edson (tuba), Giliadi Richter (washboard/bateria), Pa Moreno (vocal) e Eloy Porto Neto (trombone). 
 
No sábado, além desses músicos, o show de lançamento do CD "Amigos" contará com a participação do violonista inglês radicado em Nashville Richard Smith, Tjb Brasil, Estela Manfrinato, Saulo Ligo, Renata e Paulo Bandel, o multi-instrumentista Sandro Haick, Wana Narval, Wagner Wagnão Silva, Otiniel Aleixo, Iuna Tuane Sanches, Bina Coquet, Nando Vicencio, Renata Meireles, Carlos André Donzelli e Guilherme Ribeiro Ferreira.
 
A pedido do blog, o violonista Fernando Seifarth, um dos fundadores do HCP, deu um depoimento sobre os dez anos do grupo: "Toda vez, repito, toda vez, é um enorme prazer tocar com essa turma. Nenhuma briga em dez anos, muita risada e história para contar", resume.

"Tenho muito orgulho do que conquistamos"

Em 2008, eu e meus dois grandes amigos Cidão e Mônaco, membros da Traditional Jazz Band, tivemos a ideia de fundar o Hot Club de Piracicaba. Seria uma banda com a ideia de receber convidados, para ser um verdadeiro clube de jazz.

Muito embora tivéssemos como referência inicial o jazz cigano de Django Reinhardt, a nossa linguagem tinha muito do jazz tradicional, talvez pela própria formação, com uso de instrumentos de metais e influência da Tradional Jazz Band. Isso é bem perceptível no primeiro CD, lançado em 2008.


Ao longo do tempo, fomos amadurencendo e encontrando outros caminhos e formações.
Constituímos um quinteto e gravamos o segundo CD, com a participação do violonista piracicabano Otiniel Aleixo (Legal). Ele trouxe a proposta de misturar música brasileira com o jazz manouche. Foi um projeto muito bem sucedido, que nos rendeu a participação no selo europeu Hot Club Records numa coletânea de jazz manouche (Django Festival nº 6), com a música “Caravan”. Uma formação instrumental única nesse tipo de grupo, com dois violões ciganos, trompete, trombone e tuba.


Depois, a cantora Pa Moreno ingressou na banda, e trouxe a sua influência do blues. E o pianista André Grella incorporou ao grupo uma linguagem mais moderna.


O trabalho com Bina Coquet, a partir de 2015 (e durante toda a gravação do novo CD “Amigos”), inseriu o Hot Club na trilha  que eu sempre desejei: a linguagem virtuosística do jazz manouche nos solos de violão, com uma sólida banda e arranjos criativos com os instrumentos de metais, bateria e piano, em músicas instrumentais e vocais.


A par disso, formou-se uma amizade muito forte entre os integrantes do grupo, o que, para mim, é o segredo do seu sucesso e longevidade.


É uma energia explosiva o encontro dos músicos nas apresentações.


Além daqueles que podem ser considerados “fixos” no grupo (André Grella, Eloy Porto, Eli Silva, Frank, Pa Moreno, Gilliadi e eu), há aqueles que sempre que podem se juntam ao grupo, como Wagnão (bateria), Augusto (saxofone), Edu Belloni (guitarra) e Ricardinho (trombone), além das cantoras Iuna Sanches, Estela Manfrinato e Wana Narval. O fotógrafo Antonio Trivelin, o publicitário Luis Castel, o luthier Fabiano Lima e o engenheiro de gravação Renato Napty fazem parte dessa família. O mais novo integrante da trupe é o chileno Sebastian Abuter Pinto, que também tem tocado clarinete conosco.


Tenho muito orgulho do que conquistamos. Além de sermos verdadeiros anfitriões do festival de jazz manouche de Piracicaba, nos apresentamos com músicos incríveis como Robin Nolan, Eva Scholten, Richard Smith e Paul Mehling.


A maior dificuldade da banda é conciliar atividades e horários. Porque é um time muito grande e todos tem outros trabalhos. Mas sempre damos um jeito de tocar ao menos uma vez por mês. E uma coisa é verdade: toda vez, repito, toda vez, é um enorme prazer tocar com essa turma. Nenhuma briga em  dez anos, muita risada e história para contar. 



Viva para sempre, senhora da canção!

17 de Abril de 2018, 10:18, por segundo clichê
 
Carlos Motta


O Brasil ficou mais pobre, artística e culturalmente, com a morte de Dona Ivone Lara segunda-feira, 16 de abril, aos 97 anos completados três dias antes.

Escrever sobre a imensa e incomparável obra dessa extraordinária compositora e cantora é desnecessário.

Há artistas que dispensam as palavras para louvá-los - seu talento fala por si.

Dona Ivone Lara há muito tempo era uma instituição, uma frondosa e altiva árvore, generosa em frutos, saborosos e opulentos.

 
Em sua maravilhosa carreira, Dona Ivone Lara firmou inúmeras parcerias com outros craques, mas foi com Delcio Carvalho que trabalhou mais. Pertencem à dupla inúmeras canções que se tornaram clássicos da música popular brasileira: "Acreditar", "Sonho Meu", "Alvorecer", "Minha Verdade" e "Doces Recordações" são apenas algumas dessas pérolas.
 
Mestre Ariano Suassuna lembrava, sempre que podia, que outro grande brasileiro, Machado de Assis, dividia o país em dois: o real e o oficial. 
 
O Brasil real é esse que se expressa na criatividade, na força e na persistência do seu povo. O oficial é aquele caricato que frequenta os salões e se esconde em gabinetes bem mobiliados.
 
Dona Ivone Lara personifica o Brasil real, essa nação que, contra todas as probabilidades, produziu, produz e produzirá, gênios em todas as áreas da atividade humana.
 
Ainda bem que Dona Ivone Lara teve, em vida, o reconhecimento merecido. Como nesse lindo samba de Claudio Jorge e Nei Lopes, "Senhora da Canção".
 
Uma música como essa vale muito mais que qualquer discurso de algum representante do Brasil oficial.
 
Viva o samba, viva a rainha do samba, viva a grande dama do samba, viva para sempre a senhora da canção!
 
 
Lá vou eu que bom subindo outra vez
O domingo está tinindo e assim eu sei
Que os canários, tangarás e os rouxinóis.
Já afinaram os gogos
Só falta minha voz somando
Lá vou eu pra onde o samba manda ver
Sem confeito bem do jeito que Deus fez
Ouvir reais melodias
Imperiais harmonias
Dissonâncias não têm vez
Beber de um gole a poesia
Me embriagar de alegria
Na mais pura lucidez
Ivone lara ra ra ra ra ra
Perola rara no compor e no cantar
Senhora da canção doce instrumento
Pastora da emoção, do sentimento.
Ivone lara ra ra ra
Tudo se aclara sobre a luz do teu luar
Lavando a nossa alma
Com a mais fina inspiração
Meu samba de pega na palma
E beija sua mão


O mecanismo da dominação

26 de Março de 2018, 15:21, por segundo clichê

 
Carlos Motta
 
Cancelar a assinatura da Netflix, como fiz, por causa da canalhice produzida por eles sob o disfarce de uma série televisiva, é apenas uma atitude simbólica - mesmo que outros milhares façam como eu, a Netflix continuará a existir, a faturar bilhões de dólares e a produzir obras de propaganda do american way of life, pois afinal, ela existe para isso.
 
Num chute por alto, 80% de que exibe, seja séries de televisão, dramas, comédias, ficção científica, policiais etc etc, faz parte do que se chama de "soft war", guerra suave, ou seja, é instrumento de dominação dos Estados Unidos, o grande império contemporâneo, sobre os outros povos e culturas.
 
Os americanos fazem isso desde que o cinema foi inventado, desde que se iniciou o processo de gravações musicais, desde sempre. 
 
Hollywood é uma fantástica fábrica de ilusões - nela se fabricam os sonhos de que somente os Estados Unidos são capazes de proporcionar às pessoas a liberdade, o luxo, a riqueza, a felicidade, os carrões ultravelozes, as mulheres de tirar o fôlego, a vida esplendorosa, enfim, que todos almejam.
 
O trabalho de Hollywood e da indústria de entretenimento dos EUA é incomparável.
 
Sem disparar um tiro real, subjugou nações inteiras, bilhões de almas e corações, para a ideologia que evidencia o self made man, a "meritocracia", o egoísmo, a democracia representada por dois partidos quase gêmeos, a supremacia do homem branco sobre os de outra cor de pele, o destino inexorável de ser o dono do planeta.
 
E transformou, a bel prazer, quem nada contra a corrente, em inimigos desprezíveis, abjetos, monstruosos - alguém já viu, por exemplo, um russo que não seja mafioso, violento, um verdadeiro facínora, nessas produções hollywoodianas?
 
A série sobre a "corrupção" brasileira, que mereceu forte investimento publicitária em seu lançamento, nada mais é do que uma peça desse enorme mecanismo de dominação cultural - e econômica, é bom lembrar - americana.
 
Os seus autores apenas trocaram os papéis dos vilões - saem os russos, chineses, iranianos, norte-coreanos e muçulmanos, e entram os esquerdistas brasileiros, esses seres corruptos até a medula. 
 
É um enredo que dá sono, de tão batido.



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