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Direita vence no Chile, com 52% de abstenção

17 de Dezembro de 2017, 22:12 , por Blogoosfero - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Chilenos repetem erro dos argentinos, por omissão, e Plano Condor Neoliberal avança na América Latina. Se houver eleição no Brasil em 2018 será farsa a legitimar o golpe de estado neoliberal.

Direita vence no Chile, com 52% de abstenção

Chile 17122017

Por Fernando Brito

Tido como um país de alta cultura, o Chile mostra o quanto avança o desinteresse pela política.

Sebastian Piñera, pela segunda vez, vai presidir o país, com 3,8 milhões de votos, 600 mil a mais que o seu contendor, Alejandro Gullier, um ex-jornalista vagamente de centro-esquerda.

Não se questiona a legitimidade da vitória, claro, mas é preocupante que os 7 milhões de votos (incluindo brancos e nulos) representem apenas 48% dos 14,3 milhões de eleitores chilenos.

Nas eleições de 1970, quando os chilenos elegeram Salvador Allende (na época, a eleição era em dois turnos, um direto e o segundo pelo Congresso), a participação foi de 83,7% dos eleitores populares.

Em 2013, o Chile  adotou primeira vez o voto facultativo em 2013. O resultado foi que a abstenção, que  girava em torno de 15%, saltou para a metade do eleitorado.

Não se surpreenda se, aqui, os adeptos da exclusão social partirem para a extinção do voto obrigatório.

A rejeição à política serve ao conservadorismo, que domina os meios de comunicação e joga sempre, como vemos agora, no “são todos a mesma porcaria”.

O voto direto e universal, conquista de milênios de história humana, é a partilha de um destino comum.

Piñera assumirá com o voto de 27,1% dos eleitores chilenos.

Quem não precisa da vontade nacional para se eleger, depende do poder econômico e da mídia para se sustentar.

 


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