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Sociedade

28 de Fevereiro de 2014, 13:45 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

O que seríamos sem a água?

9 de Fevereiro de 2015, 11:43, por Rafael Pisani Ribeiro

Atualmente na mídia, jornais, canais de televisão e internet retratam uma triste realidade. O Brasil está enfrentando uma crise hidráulica. A partir dessa cena, toda a população está preocupada e mais do que isso, todos começaram a pensar na real importância dessa relíquia natural.

É comportamento típico do ser humano: Começar a dar valor quando está prestes a perder algo importante. Nessa fase, a consciência pesa, a memória assombra e o pensamento acelera na expectativa de se descobrir uma solução. A partir desse conceito e com base à possível falta da água em nossas casas, façamos esse questionamento: O que seríamos sem a água?

Todos os dias, saímos das nossas casas rumo ao trabalho, faculdade, cursos. Seja lá qual for o local de destino, no caminho cruzamos por semáforos, outdoors, iluminação pública. Também falamos ao telefone, utilizamos computadores e demais tecnologias para nos comunicar e resolver questões tanto profissionais, quanto pessoais. Na correria do dia-dia, nem pensamos no assunto, mas nada disso existiria se não houvesse a água para gerar energia nas hidrelétricas e nos possibilitar exercer a todas essas atividades.

Na verdade, não é preciso pensar tão profundamente. O ser humano não teria condições de viver sem ingerir essa substância, tendo em vista que mais da metade de nosso corpo é composta por água. Não conseguiríamos tomar banho, lavar louça ou arrumar a casa. Ficaríamos impossibilitados de executar tarefas simples no cotidiano. Uma vida sem água é uma vida impossível.

Estamos enfrentando essa crise e sentindo em nossa rotina uma pequena amostra do que pode ocorrer caso esse bem natural acabe. É triste dizer, mas o maior responsável por essa situação é o próprio homem. Toda a população gastou água demasiadamente, desperdiçou-a tomando banhos demorados, não fechando a torneira ao escovar os dentes e de inúmeras outras maneiras.

O fato é que ninguém esperava que o clima quente, a falta de chuvas e o consumo excessivo gerassem a diminuição no reservatório. Todos sempre ouviram dizer sobre a necessidade de economizar água e se conscientizar com relação a esse assunto, porém, a sociedade não deu a devida atenção aos alertas por pensar que esse dia nunca iria chegar, mas chegou.

Agora estamos na luta contra o tempo: precisamos reduzir tal consumo bruscamente. Com as notícias se espalhando, todos preocupados tentam minimizar o gasto de água da maior forma possível. Já não seria tarde demais? Tarde demais ou não, no momento atual todos já refletiram e sabem que sem a água, viver na Terra não seria possível. E respondendo à pergunta inicial: É melhor não esperarmos sentados e fazermos a nossa parte da melhor maneira que conseguirmos, pois certamente ninguém gostará de descobrir na pele o que seremos sem a água.

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Escrito por: Stephanie Mendes

 

 



Quem roubou a água?

2 de Fevereiro de 2015, 16:51, por Rafael Pisani Ribeiro

    Há um clima de tensão pela falta de água em São Paulo e as notícias midiáticas tradicionais tendenciosas. Por isso o tema do mês de Fevereiro será: “Cadê a água?”.

    É preciso analisar a estrutura política democrática. O Brasil possui 26 estados, cada um com seus Municípios. Em termos hierárquicos, o Presidente representa o país, o Governador o Estado, o Prefeito o Município. Nas instâncias de poder existe o1legislativo, executivo e Judiciário. O primeiro cria as leis, o segundo as executa e o terceiro fiscaliza sua execução. Os Deputados Federais, Estaduais e Vereadores representam o legislativo. Portanto, em tese o sistema é perfeito. Leis são criadas, executadas, podendo ser revistas em ato e necessidade.

    Em função disso, o presidente não pode cuidar de tudo. São as esferas federal, estadual e municipal. O presidente sempre tem participação no todo, mas em um estado ou município, governador ou prefeito são os principais responsáveis. O presidente só é o responsável se algo ocorrer no todo mais ou menos simultaneamente ou com intervalos de tempo curtos. O único modelo político em que uma única pessoa é responsável pelo todo é a ditadura, que possui um ditador. Ainda assim na democracia existem jogos de poder criados pelos elementos, mas sua estrutura se mantém. O que se conclui disso?

    Nem tudo é culpa dos partidos unicamente, quaisquer que sejam. Eles são os elementos que disputam o poder, mas não derrubam a lógica da Democracia. E a questão da água? São Paulo2 foi o primeio Estado a ter falta dela. Portanto a responsabilidade (não culpa) é principalmente do Governador, com seu respectivo partido. Só se o problema fosse simultâneo em todo o país seria questão do Presidente e seu respectivo partido. O objetivo não é defender ou criticar partidos específicos, mas analisar a estrutura política. No fim eles podem não ter sido de fato culpados, quem sabe meros participantes.

    Evidentemente uma crise não se apresenta sem antes dar avisos. Mas a necessidade de consumo,3 lucratividade e movimentação da economia impede qualquer tentativa de pensar em uma resolução. Só é problema quando afeta o lucro. E então?

   Ninguém roubou a água, talvez tenha sido uma ideologia que o fez.Chega dessa de sempre culpar o Presidente. Se informe para ter opinião!

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Escrito por: Rafael Pisani

Referências:

Disponível em: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/vestibular/noticia/2013/07/conheca-as-funcoes-dos-poderes-legislativo-executivo-e-judiciario-e-a-quem-cabe-questoes-que-estao-em-pauta-4194553.html Diário Catarinense/ http://diariocatarinense.clicrbs.com.br Data de acesso: 30 de janeiro de 2015

Disponível em: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/12/sao-paulo-sofreu-pior-crise-de-agua-de-sua-historia-em-2014 Fernanda Cruz/: http://www.ebc.com.br Data de acesso: 28 de janeiro de 2015

Disponível em: http://www.ecodebate.com.br/2014/11/05/a-crise-hidrica-em-sao-paulo-e-no-sao-francisco-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/ redação/ http://www.ecodebate.com.br Data de acesso: 28 de janeiro de 2015

 

1  Para mais detalhes sobre os três poderes:  http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/geral/vestibular/noticia/2013/07/conheca-as-funcoes-dos-poderes-legislativo-executivo-e-judiciario-e-a-quem-cabe-questoes-que-estao-em-pauta-4194553.html

2Fonte:  http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/12/sao-paulo-sofreu-pior-crise-de-agua-de-sua-historia-em-2014

3Sobre a falta de água e o lucro:  http://www.ecodebate.com.br/2014/11/05/a-crise-hidrica-em-sao-paulo-e-no-sao-francisco-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/



Velhos podem estudar?

19 de Janeiro de 2015, 11:24, por Rafael Pisani Ribeiro

Esse texto é o terceiro do tema “Escolha de carreira”, escolhido devido ao início de um novo ano e ao ingresso de muitas pessoas a universidade. O objetivo da série de textos não é dar respostas, e sim mostrar as variáveis que incidem no processo. Já explorou-se as [1]variáveis da escolha e o [2]processo de preparação. Este, visa analisar uma questão quase tabu.: Terceira idade e universidade. 

  Como dito no primeiro texto, a questão da maioridade e os 18 anos tem grande significado na vida do jovem. É a entrada na vida profissional e formação da identidade em âmbito sexual, ideológico e profissional. Nesse momento, o significado da Universidade é a formação da identidade profissional, ou em outras palavras: onde irei trabalhar? Isso faz frente ao valor dado as pessoas na sociedade em que vivemos, isto é, a sociedade capitalista, que visa ao capital.

A partir daí, destaca-se à comparação jovem x idoso. O jovem está no auge produtivo de sua vida, acaba de ingressar no mercado de trabalho e/ou se prepara para ele. Parafraseando Charles Chaplin em Tempos modernos, é o jovem que movimenta as engrenagens do capitalismo. É o jovem sendo explorado pelo capital. A partir disso, se abrem mercados menos custosos como o programa Jovem aprendiz, estágios e outros. Não é uma crítica ou aprovação aos programas, e sim mostrar que nesse sentido é possível se ingressar no mercado de trabalho cada vez mais cedo. Mas o problema é: esse jovem envelhece.

E o idoso, apesar de ter sido produtivo durante toda sua vida agora perdeu valor, isto é,[3] não é mais produtivo e, portanto, inútil. Por isso,ocorre o fenômeno de os filhos não cuidarem de seus pais [4]quando estão doentes. A  mesma questão incide sobre a [5]violência ao idoso, o abandono em uma Instituição de longa permanência ou simplesmente largá-lo frente à uma [6]televisão. Há muitas dificuldades quanto aos idosos, mas dentre tudo isso o valor de que são sujeitos não produtivos se esconde. Portanto, “Porque cuidar desses sujeitos não produtivos?”. Sabendo de tudo isso, é possível ter outro olhar sobre os sujeitos.

Não mais um olhar puramente produtivo, e sim do que é, o que pode aprender e ainda ensinar. Um olhar mais humano, menos capital. Assim, ir a uma universidade pode ter um outro paradigma. Não mais uma profissão, mas o conhecimento, e esse conhecimento ser utilizado. Pelo acaso da história esse “uso” é chamado profissão e já tem função dada.

Portanto, o objetivo do idoso na universidade é socializar, continuar parte da sociedade e aprender.  Dessa forma ele não vai à uma universidade para conseguir trabalho e sim para aprender, exercitar a mente, se integrar novamente a sociedade, que nega isso a ele constantemente. Lá incluso, pode ser possível ele aprender, ainda que com mais dificuldade em comparação aos jovens. Mas também ensinar, devido a sua experiência, que também pode facilitar o aprendizado.

O idoso pode tirar tanto ou até mesmo, mais proveito da universidade quanto o jovem.  A questão colocada ai é outra. O errado não é o idoso tentar se emancipar mesmo que dentro de seus limites. Errada é a ideia e os atos que visam impedir essa emancipação, percebendo o idoso meramente como ser improdutivo.

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

 

Referências:

 

Disponível em: http://cev.org.br/biblioteca/impactos-improdutividade-velhice-o-papel-possivel-educacao-fisica/  Carolina Vilas Boas/  http://cev.org.br . Data de acesso: 14 de Janeiro de 2015

Disponível em: http://www.cuidardeidosos.com.br/o-perigo-mora-em-casa/   Luciene C. Miranda/ http://www.cuidardeidosos.com.br . Data de acesso: 14 de Janeiro de 2015 

Disponível em: http://www.cuidardeidosos.com.br/os-filhos-nao-querem-cuidar-de-seus-pais/  Luciene C. Miranda/ http://www.cuidardeidosos.com.br . Data de acesso: 14 de Janeiro de 2015 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u2829.shtml   Foha de S. Paulo/ http://www1.folha.uol.com.br . Data de acesso: 14 de Janeiro de 2015 

 


[4]Fonte de não cuidar dos pais quando estão doentes: http://www.cuidardeidosos.com.br/os-filhos-nao-querem-cuidar-de-seus-pais/

[5]Fonte da violência ao idoso e Instituição de Longa permanência: http://www.cuidardeidosos.com.br/o-perigo-mora-em-casa/

[6]Fonte do “largá-los em frente a televisão”: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u2829.shtml

 



Vestibular, enem e concorrência

12 de Janeiro de 2015, 19:30, por Rafael Pisani Ribeiro

Esse texto é o segundo do tema “Escolha de carreira”, escolhido devido ao início de um novo ano e engresso de muitas pessoas a universidade. O objetivo da série de textos não é dar respostas, e sim mostrar as varíáveis que incidem no processo. Esse texto visa dar possibilidades de analisar toda a situação e dai concluir como melhor se preparar. Essa dúvida e a questão da concorrência é algo que de fato afeta o vestibulando. Antes de falar sobre o vestibular é preciso falar sobre o Enem.

Pulando as edições anteriores a 2004, foi nesse ano que o MEC (Ministério da Educação) criou o ProUni (Programa Universidade para Todos) e o vinculou ao Enem. Em 2009 veio a proposta da prova substituir os vestibulares das Universidades Federais1 e a partir disso as maiores Universidades Federais substituiram seus vestibulares pelo Enem.2 O mesmo ocorreu com as faculdades particulares, mas elas incluíram o Enem3 em suas opções e mantiveram os vestibulares.4 Agora, quanto a concorrência.

Utilizando o 5vestibular de 2014 de Medicina da USP como exemplo é possível explicar esse fator. Haviam um total de 142 mil inscritos, 55 candidatos por vaga, portanto 2581 vagas. No entanto, essa média só leva em conta o número de sujeitos inscritos, e esquece a diferença de preparação entre eles. Nisso, portanto, existe um contingente de sujeitos que decidem simplesmente tentar, portanto a chance de passar é mínima ou quase inexistente. Existe um outro que é experiente, mas tem uma preparação mínima, e portanto contam somente com probabilidade de passar. E por último, aqueles que de fato estão preparados.

São poucos, podem ser pessoas que tentaram várias vezes e não conseguiram, ou vão de primeira mas fizeram grande preparação. O fato é: eles stão preparados. Pode-se então dizer em um chute estatístico otimista que 50% de fato são concorrentes, o que reduz para 27, 5 por vaga. A pergunta que o vestibulando deve se fazer ai é em qual das três classficações está. E dai saber o que é mais provável esperar. Agora sobre a prova.

É preciso saber seu tipo e estrutura, e no caso do Enem se faz presente em vários sites, inclusive nesse (pergunta 19)6. Pode ser um facilitador ver as provas anteriores, e conhecer os fatos “principais” do ano, isto é, que mais bombaram midiáticamente. Isso ajuda a prever as temáticas da prova do ano em questão. A redação no Enem é de grande importância e é bom se ligar na escrita. E claro, o fator sorte ajuda muito. Como as vezes se é melhor em um tema que e outro, pode ser que haja uma tendência maior sobre o tema em que haja mais facilidade ou sobre o o que há mais dificuldade. Sobre o estudo, é preciso pensar que cada sujeito é único, e portanto seu estudo rende melhor em uma forma específica. É importante saber isso, até mesmo para saber se vai ou não fazer cursinho. Há dezenas de textos falando sobre esse tema na internet, basta 7procurar. Mas, ainda há um item extremamente importante para todos.

Devido ao fao de o Enem ser uma prova grande e de longa duração se feito de forma cansativa qualquer estudo pode ser anulado devido a fadiga. É preciso ter estratégias para não se cansar ou ao menos se cansar menos durante a prova. Uns preferem fazer a redação primeiro, outros as questões difíceis, outros as fáceis. Até a marcação em gabarito merece estratégia, como por exemplo fazer as questões sempre pulando uma e diretamente marcando no gabarito, dando a ilusão visual de que boa parte da prova foi feita.

Dessa forma visualmente boa parte do gabarito vai estar preenchida, quando ainda vai estar faltando metade. Caso se faça na ordem (1, 2, 3 etc..), a outra metade vai estar toda vazia e pode dar a impressão de que falta muito. A forma de preencher o gabarito pode gerar ânimo ou cansaço. Todas essas questões valem também para provas de concurso, com algumas especificações. Mas o mais importante é saber de tudo isso na hora de pensar em fazer a prova, e dai saber o que esperar!

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

 

Referências:

Disponível em: http://blogs.una.br/vestibular/?gclid=CM3Mrub18sICFTFp7Aod0QIAVg / http://blogs.una.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

 

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/enem-vai-mudar-vestibular-das-maiores-universidades-do-pais-em-2013,2de50bc65c6ad310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html Angela Chagas/ http://noticias.terra.com.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

 

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=13427:perguntas-frequentes-novo-enem&catid=195:.. MEC/ http://portal.mec.gov.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

 

Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2014-11-10/medicina-e-o-curso-mais-concorrido-do-vestibular-da-usp-55-candidatos-por-vaga.html IG São Paulo/ http://ultimosegundo.ig.com.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

 

Disponível em: http://www.colegioweb.com.br/vestibular/14839.html Colégio Web/ http://www.colegioweb.com.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

 

Disponível em: http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/especial.asp?EditeCodigoDaPagina=243 Professor Felipe de Souza/ https://www.psicologiamsn.com . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

Disponível em: http://www.glaf.com.br/vestibular-estacio-2015/ Estácio/ http://www.glaf.com.br . Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vestibular/noticia/2014/10/enem-leva-a-universidades-federais-e-particulares-no-brasil-e-no-exterior-conheca-os-caminhos-da-prova-4631305.html Guilherme Justino/ http://zh.clicrbs.com.br. Data de acesso: 01 de Janeiro de 2015

7Texto que fala sobre fazer ou não cursinho: http://www.colegioweb.com.br/vestibular/14839.html



Vestibular: Fazer ou não fazer ? A lógica social

5 de Janeiro de 2015, 18:46, por Rafael Pisani Ribeiro

Esse texto é o primeiro do tema “Escolha de carreira”, escolhido devido ao início de um novo ano e ao ingresso de muitas pessoas a universidade. O objetivo da série de textos, não é dar uma resposta do que e como escolher, mas sim mostrar as variáveis que incidem no processo, dando possibilidades de analisar toda a situação, para então fazer a melhor escolha. Sendo assim. a pergunta, “Fazer ou não vestibular?” é de extrema importância na vida de um jovem, não pelo jovem em si, mas pela marca social que a maioridade traz.

 Em termos do cotidiano, a vida do jovens continua a mesma, mas se altera em grau da lei e cobrança social. Pelo lado da lei, este agora é responsável por seus atos, portanto, pode ser colocado sob o controle dela. Pela cobrança social, um jovem que antes podia ser “livre” e ainda era considerado adolescente, tem a cobrança aumentada consideravelmente, chegando-se em um empasse.

Existe a perspectiva social, legalista e a do desenvolvimento do jovem. Sobre a primeira já foi dito, mas esta influencia a segunda, no sentido de as pessoas ao redor criarem outra imagem, a de que o sujeito já é capaz, deve ser independente. Agora, entra-se no campo das classes sociais. O destino do jovem, independente de seu desenvolvimento, pode já ser dado.

Em classes economicamente inferiores pode ser que na época do vestibular, o jovem já esteja trabalhando, ou seja, cobrado para tal e tudo isso para cumprir necessidades básicas da vida como alimentação e moradia. Já em classes mais abastadas, pode haver possibilidades de o jovem escolher trabalhar ou ir para uma universidade, mas sobre este individuo, talvez exista uma pressão maior para que ele frequente uma universidade.  Nesse sentido, fazer 18 anos representa um passo, a transformação de adolescente para socialmente adulto, e isso pode ser considerado um rito de passagem.

Ir a uma universidade em outras idades possui outros significados, importantes, mas não tanto quanto para os jovens, exceto o tabu de idosos irem para a faculdade, mas isso já é outro tema. Agora pela perspectiva desenvolvimentista.

Há de se salientar os três aspectos do desenvolvimento do jovem segundo Erick Erickson:[1] ideológico, sexual e profissional.  O primeiro, diz respeito à ideologia do jovem e também a escolha ou não religiosa. O segundo sobre a opção sexual. A terceira é o que importa e escolher uma universidade, ou ingressar no mercado de trabalho entra neste tema. Em termos da adolescência, [2]não há um critério cronológico para determinar a fase. Em termos da clínica, usa-se um critério funcional, isto é, aquele que funciona sistematicamente como um adolescente (em qualquer idade) é um adolescente. [3]Mas, socialmente está ligado a questões sócio econômicas, entrada em uma universidade ou casamento.  A Universidade implica em dependência financeira dos pais na maioria das vezes, ou seja, com o foco nos estudos, os jovens passam mais tempo morando na casa dos pais ou responsáveis. Para tornar-se adulto, de fato é preciso ser capaz de assumir as responsabilidades da vida adulta. Como tudo isso se relaciona com a escolha de fazer ou não vestibular?

É preciso que o sujeito esteja consciente da própria situação, isto é, em questão econômica e social. Essas duas questões irão influenciar de forma muito marcante sua escolha, devido ao momento e sua história passada. Depois, mas principalmente é preciso olhar para si, saber se irá ou não a uma universidade, e se caso vá, para qual curso pretende ir. É importante se perguntar quais são seus interesses, onde se enxerga trabalhando e não levar em conta de forma predominante, o aspecto econômico da escolha.

 Primeiro porque em [4]nenhuma profissão uma alta remuneração é garantida. Segundo, a escolha profissional é séria, e em alguns cursos uma formação mal feita pode significar menos uma vida .No entanto, mesmo que inicialmente tenha feito a escolha errada, o caminho pode ser corrigido, porque não necessariamente [5]é para toda vida. O que não vale nesse sentido é ter uma má formação. E terceiro, mesmo que as duas questões anteriores não fossem problema, o caminho até a formação é longo.

Não ter prazer ou não ver sentido algum no que se faz durante esse tempo pode ser extremamente angustiante, podendo fazer o sujeito simplesmente desistir e “perder tempo”, apesar de ter adquirido algum conhecimento.  E principalmente, não é preciso sentir vergonha se não estiver preparado (a) para ir a uma universidade aos 18. Apesar de isso ser cobrado socialmente nem todos devem fazer assim, existe o aspecto individual, cada um a seu tempo. Além de que nem sempre é preciso ir a uma universidade, pode-se viver sem ela muito bem econômica e socialmente. E pior, ingressar em uma universidade sem estar preparado pode ter sérias consequências, portanto é mais saudável esperar se estiver preparado.

Parece que a escolha ou fica em critério da remuneração ou do gosto, mas ambos isolados não funcionam. O melhor nesse sentido é a síntese dos dois, isto é, [6]ganhar dinheiro fazendo o que se gosta. O melhor parece ser tornar seu talento rentável, não só para isso, também para si mesmo. Mas, o que deve influenciar mais na escolha? O sujeito, pois a escolha é dele, e por isso deve arcar com suas consequências.

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

 

Referências:

 

Adolescência prolongada:o tempo que não se quer deixar passar; A.R CRUZ-M.M CÂMARA; Disponível em: http://www.educaremrevista.ufpr.br/arquivos_15/camara_cruz.pdf  . Data de acesso: 27 de Dezembro de 2014

A ORIENTAÇAO VOCACIONAL: SUA IMPORTÂNCIA NA DEFINIÇÃO PROFISSIONAL DE ESTUDANTES ADOLESCENTES; A.P.S VIVEIROS-A.R  JUNIOR; Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/114/236  . Local de publicação: revista educação, ; 2007, vol. 2, numero 2. Universidade nacional de Guarulhos (UNG);  Data de acesso: 01 de janeiro de 2015

Conflito de gerações nas organizações: um fenômeno social interpretado a partir da teoria de Erik Erikson; B.R.G PEIXOTO; G.L Fusari; R.M CHIUZI; Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v19n2/v19n2a18.pdf  . Revista de publicação: Temas em Psicologia; 2011, vol. 19, numero 2, páginas 579-590, ISSN 1413-389x;  Data de acesso: 28 de Dezembro de 2014

Disponível em: http://www.sejabixo.com.br/vestibular/como2.asp?id=458  Nube- Núcleo Brasileiro de Estágios / http://www.sejabixo.com.br  . Data de acesso: 27 de Dezembro de 2014

Disponível em: https://www.psicologiamsn.com/2013/05/ganhar-dinheiro-ou-fazer-o-que-se-gosta.html Professor Felipe de Souza/  https://www.psicologiamsn.com . Data de acesso: 27 de Dezembro de 2014

 

 

[1]Fonte dos três aspetctos da identidade: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v19n2/v19n2a18.pdf Consultar página 7

[2] Fonte até critério funcional: http://www.educaremrevista.ufpr.br/arquivos_15/camara_cruz.pdf Consultar página 2

[3]Fonte até “responsabilidades da vida adulta.”:http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/114/236 Consultar página 1

[4]Fonte desta frase: https://www.psicologiamsn.com/2013/05/ganhar-dinheiro-ou-fazer-o-que-se-gosta.html

[5]Fonte desta frase: http://www.sejabixo.com.br/vestibular/como2.asp?id=458

[6]Fonte de “até para si mesmo”: https://www.psicologiamsn.com/2013/05/ganhar-dinheiro-ou-fazer-o-que-se-gosta.html

 



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