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Jornalistas na posse de Bolsonaro são proibidos de circular e têm acesso restrito a água e café

1 de Janeiro de 2019, 14:50 , por Nocaute - | No one following this article yet.
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Jornalistas brasileiros e estrangeiros denunciam restrições na cobertura da posse do presidente eleito Jair Bolsonaro em Brasília, nesta terça-feira (1). Alguns chegaram a abandonar o evento por causa das más condições de trabalho. Segundo reportagem da CBN, correspondentes da China e da França deixaram o local por serem proibidos de sair de uma sala de imprensa sem janelas, por exemplo.

Profissionais da imprensa ficarão em média sete horas fechados em locais pré-determinados e, pela primeira vez em uma cobertura de posse presidencial, não podem se deslocar entre locais-chave de Brasília, como o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty, espaços que sediarão as solenidades.

De acordo com a CBN, alguns profissionais receberam credenciais especiais que permitem o trânsito livre entre os locais, entre eles blogueiros pró-Bolsonaro.

A jornalista Amanha Audi, em Brasília para a posse de Bolsonaro pelo site The Intercept Brasil, reclamou das condições pelo Twitter.

“Não se trata cachorro como os jornalistas são tratados na posse de Bolsonaro. Não tem água, precisa de autorização pra ir ao banheiro, não pode circular pra lugar nenhum, jornada de 14 horas, fomos revistados duas vezes e nos alertaram que há risco de levar bala dos atiradores”, escreveu.

Mais de cinco de horas de espera assim: sem cadeira, sem estrutura, sem poder sair, sem nada acontecer. pic.twitter.com/PNYPvACNwK

— Amanda Audi (@amandafaudi) 1 de janeiro de 2019

.#PosseBolsonaro no Congresso: jornalistas assistiam o trajeto do pres. eleito até a Esplanada num telão. Alguém da organização mudou o canal p/ TV Câmara, que não estava transmitindo, e disse que ñ podia ser outro canal. Bate-boca. “Não podemos nem saber o que está acontecendo?” pic.twitter.com/eLtZxLhtdZ

— Amanda Audi (@amandafaudi) 1 de janeiro de 2019


O jornalista Afonso Benites, do jornal El País, disse que maçãs foram barradas pela revista.

Maçã é um dos alimentos proibidos para os jornalistas que cobrem a posse de Bolsonaro. Na inspeção de segurança, os policiais pedem para quem as leva, cortá-las ao meio. Mas ninguém tem faca. O destino: lixeira. #possepresidencial2019

— Afonso Benites (@afonsobenites) 1 de janeiro de 2019

Enquanto esperam o início da cerimônia no Congresso, jornalistas se espalham pelo chão do salão verde. O acesso a água e ao café é restrito. Alguns parlamentares abriram seus gabinetes para receber os repórteres. Faltam 3 horas para a solenidade na Câmara #PossePresidencial

— Afonso Benites (@afonsobenites) 1 de janeiro de 2019

A jornalista Basilia Rodrigues, da CBN, afirmou que alimentos previamente autorizados foram jogados no lixo.

Sucos, iogurtes e frutas de jornalistas jogados no lixo durante revista no Palácio do Planalto, apesar de autorização inicial para levar lanches.

— Basilia Rodrigues (@Basiliarodri) 1 de janeiro de 2019

Em artigo publicado no Globo, a jornalista Miriam Leitão também denunciou o tratamento dado à imprensa: “A necessidade real de segurança do presidente eleito está sendo usada como pretexto para restringir o trabalho da imprensa. É claro que a segurança do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e dos chefes de Estado que estão entre nós exige a imposição de regras, mas o que está acontecendo com os jornalistas é impensável e inaceitável.”

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Fonte: https://nocaute.blog.br/2019/01/01/jornalistas-na-posse-de-bolsonaro-sao-proibidos-de-circular-e-tem-acesso-restrito-a-agua-e-cafe/

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