O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que não é “da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”. A despeito disso, Eduardo, filho de Bolsonaro, referiu-se a Maduro, no Twitter, como “narcoditador”. Uruguai se aproxima de Obrador, do México, e declara apoio a Maduro.
Os governos da China, Rússia e Turquia declararam apoio ao presidente venezuelano Nicolás Maduro. Além desses três países, Maduro já tinha, entre outros, o apoio do México, Uruguai, Cuba e Bolívia.
O governo chinês ressaltou a importância de proteger a soberania da Venezuela e a independência do país.
“A China apoia os esforços feitos pelo Governo venezuelano para proteger a soberania, a independência e a estabilidade do país”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, apelando a todas as partes para que encontrem uma solução pacífica.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a interferência do Ocidente nos assuntos internos da Venezuela.
“Os eventos na Venezuela mostram como a comunidade ocidental progressista está realmente lidando com o direito internacional, a soberania e a não-interferência nos assuntos internos dos Estados, deliberadamente mudando o poder lá”, escreveu Zakharova em sua página no Facebook.
“Condenamos aqueles que empurram a sociedade venezuelana para o abismo de uma guerra sangrenta”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
México e Uruguai emitiram um comunicado oficial em apoio ao governo de Maduro.
“De acordo com os princípios do direito internacional, o México e o Uruguai pedem a todos os atores que encontrem uma solução pacífica e democrática para o complexo panorama que a Venezuela enfrenta”, afirma o documento. Para alcançar este objetivo, os dois países propõem “um novo processo de negociação inclusivo e confiável”, com respeito ao estado de direito e aos direitos humanos.
Após se autodeclarar presidente interino da Venezuela, o líder da oposição Juan Guaidó, recebeu o reconhecimento dos Estados Unidos, Canadá e Brasil.
Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, publicou em sua conta no Twitter: “Total apoio ao povo na rua. Todos contra o narcoditador Nicolás Maduro!”
Invertendo o tom das declarações da família Bolsonaro, o presidente em exercício, general Mourão, afirmou que o Brasil não intervirá na Venezuela. “O Brasil não participa de intervenção. Não é da nossa política externa intervir nos assuntos internos de outros países”, disse Mourão.
O vice-presidente acrescentou que será preciso aguardar as consequências da decisão do Brasil e de outros países em rejeitar o governo de Nicolás Maduro. “O presidente [Jair Bolsonaro] tomou uma decisão em conjunto com os outros presidentes dos países americanos de não reconhecer o governo do Maduro pela questão da ilegitimidade da eleição. Vamos aguardar as consequências desse ato”, ponderou o general.
Logo após o anúncio de Guaidó, o presidente Nicolás Maduro rompeu relações diplomáticas com os Estados Unidos. Maduro deu 72 horas à equipe diplomática norte-americana para deixar o país. Se os funcionários não cumprirem o prazo para deixar a embaixada em Caracas correm o risco de ficarem sem serviços básicos com luz e gás, declarou o líder da Assembleia Constituinte da Venezuela, Diosdado Cabello.
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