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April 3, 2011 21:00 , by Unknown - | 1 person following this article.

Relator apresenta mudanças no Marco Civil da Internet

November 7, 2013 11:03, by Unknown - 0no comments yet

 

 

A Câmara dos Deputados ontem, 5 de novembro, foi literalmente invadida pelo marco civil da internet. A “Constituição da Internet”, que garante os direitos e deveres dos usuários da rede, foi amplamente discutida em plenário durante boa parte da manhã e início da tarde, com a participação de especialistas, ativistas, deputados, representantes de empresas e entidades relacionadas à telecomunicações e a internet e da sociedade civil.


O relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), apresentou o seu relatório que será encaminhado para votação, possivelmente na semana que vem. O texto tem algumas mudanças em relação ao anterior. A primeira delas é que incluiu vários dispositivos sobre privacidade, incorporando artigos sobre proteção de dados pessoais - que não estavam em nenhuma das versões anteriores - do Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP). A inviolabilidade da intimidade e o direito à sua proteção e indenização por dano decorrente de violação, por exemplo, são garantias dos usuários, segundo a nova redação do Marco Civil. O mesmo marco também obriga as empresas a informarem como estão coletando e usando os dados pessoais - e qualquer uso deve ser justificado e previsto em contrato. 


Os escândalos da espionagem realizada pela NSA, dos Estados Unidos, impulsionaram também a discussão sobre a guarda de dados pelos provedores de internet. O governo propôs a obrigatoriedade da guarda, mas a regulamentação acabou ficando de fora do do texto final de Molon. A alegação é que a guarda de logs por mais de um ano, como previsto, elevaria os custos de operação das empresas e atrapalharia a inovação.


Quanto a responsabilidade dos provedores, a ideia continua a mesma desde a formatação do projeto, realizada de forma colaborativa em 2012: as empresas só podem ser responsabilizadas se elas não removerem o conteúdo de um usuário após uma ordem judicial. A briga estava em um inciso em que a remoção não valia para conteúdo pirata,  o que permitia as empresas removerem conteúdos que violassem direitos autorais. A exceção foi mantida, mas ela diz também que o tema será regulamentado posteriormente - e há menção que a liberdade de expressão deve ser garantida. 


Neutralidade


Foi a questão mais discutida no Congresso e deverá ser o ponto mais conflituoso na votação final. O primeiro palestrante da audiência, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), disse ser contra a neutralidade da forma como foi proposta nas emendas de Molon. “Vamos votar o texto original apresentado pelo governo com as sugestões de emendas”, disse o deputado, líder do PMDB na câmara, sob os protestos de alguns representantes da sociedade civil presentes à Câmara. Pedro Ekman, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação/Intervozes, rebateu Cunha em sua fala ao defender a neutralidade e rede e a liberdade de expressão na internet e dizer que o Marco Civil da Internet acerta ao suprimir a possibilidade da retirada de conteúdos sem autorização judicial. 


“A indústria do direito autoral mira no direito patrimonial, mas acerta na liberdade de expressão. Conteúdos são retirados sem qualquer debate judicial”. Ele afirmou que o projeto está correto ao tirar a responsabilidade dos provedores por conteúdos postados por terceiros e ao colocar para a Lei do Direito Autoral a definição de mecanismos de retirada. 


Na tréplica, o deputado do RJ se exaltou, como mostra este vídeo.


A fala de Sérgio Amadeu, professor da UFABC e representante do CGI.br, resumiu a importância do marco e da neutralidade da rede:

"O mundo inteiro olha para o Brasil hoje. Enquanto no mundo inteiro se tenta mudar o jeito que a internet funciona, esse Marco Civil defende que a internet deve continuar como é hoje. Temos a responsabilidade de garantir que a internet continue livre. Quebrar a neutralidade é impedir que tenhamos multímidia disponível para todos. Temos que ter infraestrutura disponível, não tentar comprimir o tráfego crescente da internet em uma viela”, disse Amadeu.


Demi Getschko, diretor do Comitê Gestor de Internet, afirmou em plenário que “a proposta não é mudar nada, é se proteger contra coisas ruins que podem ser feitas no futuro. É uma vacina para impedir doenças futuras”. Pablo Ortellado, pesquisador da USP, completou: "Se aprovado, o Marco Civil será a melhor legislação sobre internet no mundo. Não é regulamentação da internet, é regulamentação de direitos na internet".


Segundo o presidente da Câmara, Henrique Alves, a votação do Marco Civil da Internet deve acontecer na próxima semana. A matéria tranca faz duas semanas a pauta de votações da casa.

Foto: Luís Macedo / Câmara dos Deputados



Relator apresenta mudanças no Marco Civil da Internet

November 7, 2013 11:03, by Unknown - 0no comments yet

 

 

A Câmara dos Deputados ontem, 5 de novembro, foi literalmente invadida pelo marco civil da internet. A “Constituição da Internet”, que garante os direitos e deveres dos usuários da rede, foi amplamente discutida em plenário durante boa parte da manhã e início da tarde, com a participação de especialistas, ativistas, deputados, representantes de empresas e entidades relacionadas à telecomunicações e a internet e da sociedade civil.


O relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), apresentou o seu relatório que será encaminhado para votação, possivelmente na semana que vem. O texto tem algumas mudanças em relação ao anterior. A primeira delas é que incluiu vários dispositivos sobre privacidade, incorporando artigos sobre proteção de dados pessoais - que não estavam em nenhuma das versões anteriores - do Projeto de Lei de Proteção de Dados Pessoais (LPDP). A inviolabilidade da intimidade e o direito à sua proteção e indenização por dano decorrente de violação, por exemplo, são garantias dos usuários, segundo a nova redação do Marco Civil. O mesmo marco também obriga as empresas a informarem como estão coletando e usando os dados pessoais - e qualquer uso deve ser justificado e previsto em contrato. 


Os escândalos da espionagem realizada pela NSA, dos Estados Unidos, impulsionaram também a discussão sobre a guarda de dados pelos provedores de internet. O governo propôs a obrigatoriedade da guarda, mas a regulamentação acabou ficando de fora do do texto final de Molon. A alegação é que a guarda de logs por mais de um ano, como previsto, elevaria os custos de operação das empresas e atrapalharia a inovação.


Quanto a responsabilidade dos provedores, a ideia continua a mesma desde a formatação do projeto, realizada de forma colaborativa em 2012: as empresas só podem ser responsabilizadas se elas não removerem o conteúdo de um usuário após uma ordem judicial. A briga estava em um inciso em que a remoção não valia para conteúdo pirata,  o que permitia as empresas removerem conteúdos que violassem direitos autorais. A exceção foi mantida, mas ela diz também que o tema será regulamentado posteriormente - e há menção que a liberdade de expressão deve ser garantida. 


Neutralidade


Foi a questão mais discutida no Congresso e deverá ser o ponto mais conflituoso na votação final. O primeiro palestrante da audiência, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), disse ser contra a neutralidade da forma como foi proposta nas emendas de Molon. “Vamos votar o texto original apresentado pelo governo com as sugestões de emendas”, disse o deputado, líder do PMDB na câmara, sob os protestos de alguns representantes da sociedade civil presentes à Câmara. Pedro Ekman, representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação/Intervozes, rebateu Cunha em sua fala ao defender a neutralidade e rede e a liberdade de expressão na internet e dizer que o Marco Civil da Internet acerta ao suprimir a possibilidade da retirada de conteúdos sem autorização judicial. 


“A indústria do direito autoral mira no direito patrimonial, mas acerta na liberdade de expressão. Conteúdos são retirados sem qualquer debate judicial”. Ele afirmou que o projeto está correto ao tirar a responsabilidade dos provedores por conteúdos postados por terceiros e ao colocar para a Lei do Direito Autoral a definição de mecanismos de retirada. 


Na tréplica, o deputado do RJ se exaltou, como mostra este vídeo.


A fala de Sérgio Amadeu, professor da UFABC e representante do CGI.br, resumiu a importância do marco e da neutralidade da rede:

"O mundo inteiro olha para o Brasil hoje. Enquanto no mundo inteiro se tenta mudar o jeito que a internet funciona, esse Marco Civil defende que a internet deve continuar como é hoje. Temos a responsabilidade de garantir que a internet continue livre. Quebrar a neutralidade é impedir que tenhamos multímidia disponível para todos. Temos que ter infraestrutura disponível, não tentar comprimir o tráfego crescente da internet em uma viela”, disse Amadeu.


Demi Getschko, diretor do Comitê Gestor de Internet, afirmou em plenário que “a proposta não é mudar nada, é se proteger contra coisas ruins que podem ser feitas no futuro. É uma vacina para impedir doenças futuras”. Pablo Ortellado, pesquisador da USP, completou: "Se aprovado, o Marco Civil será a melhor legislação sobre internet no mundo. Não é regulamentação da internet, é regulamentação de direitos na internet".


Segundo o presidente da Câmara, Henrique Alves, a votação do Marco Civil da Internet deve acontecer na próxima semana. A matéria tranca faz duas semanas a pauta de votações da casa.

Foto: Luís Macedo / Câmara dos Deputados



Proposta sobre privacidade na internet deve ter prioridade na ONU, diz Dilma

November 5, 2013 9:03, by Bertoni - 0no comments yet

Por Mariana Branco*, Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (3) que a proposta de resolução sobre privacidade na internet, apresentada à Organização das Nações Unidas (ONU) por Brasil e Alemanha na sexta-feira (1°), deve ter "tratamento prioritário". Dilma escreveu sobre o assunto em postagens em sua conta no Twitter. "O Brasil e a Alemanha apresentaram projeto de resolução conjunto à Assembleia Geral da ONU (...) Consideramos que a privacidade na internet faz parte dos direitos humanos e sua defesa deve ter tratamento prioritário", escreveu a presidenta.

No texto apresentado à ONU, os dois países observam que, apesar da necessidade de medidas de combate ao terrorismo, as práticas devem ser feitas de acordo com o direito internacional, os direitos humanos, o direito dos refugiados e o direito humanitário. Brasil e Alemanha pedem, no texto, garantia para proteção de dados em comunicações digitais; medidas para a cessação das violações do direito à privacidade (inclusive, por meio da adequação das legislações nacionais); revisão dos procedimentos adotados atualmente; estabelecimento de mecanismos nacionais de supervisão de atividades de espionagem e maior da transparência no âmbito das comunicações.

A proposta de resolução, que vai passar pela apreciação das delegações dos 193 países-membros da ONU, pede que a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apresente à Assembleia Geral da ONU, de forma prioritária, um relatório preliminar sobre a proteção do direito à privacidade e recomendações a serem consideradas pelos países nas próximas sessões da assembleia - em outubro de 2014 e 2015.

*Colaborou Carolina Sarres

Edição: Beto Coura
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

 



2º Encontro Nacional de Dados Abertos acontece em novembro

November 1, 2013 12:18, by Unknown - 0no comments yet

Para aprofundar a discussão sobre dados abertos governamentais e atrair novos públicos, o Ministério do Planejamento (MP), em parceria com o Escritório Brasileiro do Consórcio World Wide Web (W3C Brasil), realiza o  Encontro Nacional de Dados Abertos. O evento será realizado entre os dias 21 e 22 de novembro, na Escola de Administração Fazendária (Esaf ), em Brasília.

Publicados abertamente, os dados estão disponíveis para qualquer pessoa utilizar e republicar da maneira que achar melhor. A proposta conecta o governo ao cidadão e permite que sejam criados melhores serviços em benefício da sociedade a partir desses dados. A política tem ganhado relevância internacional não só sob a ótica da inovação tecnológica, mas também como uma estratégia de modernização da gestão pública.

A Política Brasileira de Dados Abertos sempre levou o conceito da participação social em seus princípios. Desde o começo, as reuniões de planejamento e construção do Portal de Dados Abertos (dados.gov.br) foram abertas para qualquer cidadão interessado. O dados.gov.br já está publicado há mais de um ano e neste momento, o desejo é ampliar o horizonte da política.

O evento contará com convidados internacionais. Anunciamos a confirmação de Irina Bolychevsky da Fundação do Conhecimento Aberto (OKFN do inglês) para falar sobre Política de Governo e Dados Abertos. Participe, dê sua contribuição, ajude a mudar a cultura de divulgação de informações governamentais e transforme esta ação numa política de Estado.

Anote na agenda:

2º Encontro Nacional de Dados Abertos

Inscrições:as inscrições são gratuitas e encontram-se abertas no site do evento.



Gigantes da web darão fim aos 'cookies' para controlar rio de informações na internet

October 30, 2013 8:16, by Bertoni - 0no comments yet

Enquanto os políticos só pensam em eleição e reeleição e se deliciam com suas bravatas, as empresas multinacionais de Tecnologia da Informação vão criando o maior monstro de controle e espionagem da história da humanidade.

Artigo do norteamericano The Wall Street Journal, traduzido para o português pelo brasileiro Valor Ecnômico não esconde o objetivo das multinacionais de TI.

Elas querem "controlar esse rio de informações, contornando as mais de mil empresas de software que colocam cookies em sites de internet".

Não! Não são conceitos tirados de um panfleto comunista, nem petista, nem sindical. Esta frase é dos jornalões hiper-mega-capitalistas.

Controlar a informação e destruir empresas pequenas. É só isso o que querem Google, Facebook e Microsoft.

Não acredita em mim? Entendo. Por isso, compartilho com vocês um trecho do referido artigo:

"O fim pode estar próximo para os "cookies", os pedacinhos de código que os departamentos de marketing das empresas implantaram nos navegadores da internet para rastrear os movimentos das pessoas, mandar anúncios dedicados a elas e reunir valiosos perfis de usuários.

No mês passado, a Microsoft, o Google Inc. e o Facebook Inc. disseram que estão desenvolvendo sistemas para penetrar e controlar esse rio de informações, contornando as mais de mil empresas de software que colocam cookies em sites da internet.

A estratégia poderia mudar radicalmente o equilíbrio de poder da indústria mundial de publicidade digital, que movimenta anualmente US$ 120 bilhões, e criar uma corrida entre as firmas que desenvolvem tecnologias de publicidade on-line para descobrir qual será sua próxima jogada."

Leia mais em: http://www.valor.com.br/impresso/wall-street-journal-americas/gigantes-da-web-darao-fim-aos-cookies#ixzz2jCmttb5M

No lugar de cookies, as empresas citadas rastrearão informações dando um número a cada usuário, tipo um RG digital, oque poderia ser facilitado pela adoção da versão 6 do Protocolo de Internet, conhecido como IPv6.

O Google faria o rastreamento do Gmail, Android e o Chrome. A Microsoft analisaria o usuário através das aplicações, softwares, que este usa. Os anunciantes passariam a ter que comprar estas informações diretamente das gigantes de TI, criando uma brutal concentração de poder e renda nas mãos destas empresas monstro.

E se Google, Facebook e Microsoft querem destruir as empresas pequenas, imagine o que não farão contigo, pobre e desprotegido usuário brasileiro...

Clique aqui, conheça o IPv6 e saiba o que o Brasil está fazendo para adotá-lo.



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