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Blog do Bertoni

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | 1 person following this article.
Licenciado sob CC (by)

E-CPF e E-CNPJ no Ubuntu 20.04 e derivados

11 de Setembro de 2020, 21:56, por Bertoni

Os cartões e tokens VALID Certificadora são gerenciados pelo programa SafeSign. Para o correto funcionamento do seu cartão, leitora ou token VALID no sistema operacional Linux é necessário instalar os pacotes e softwares disponibilizados no sítio da empresa.

O programa SafeSign Identity Client (versão 3.5.0) possui pacote de instalação para as versões x64 bits das distribuições Linux Ubuntu 18.4 LTS e Mint 19.1. As instruções do site da Valid Certificadora funcionam perfeitamente no Ubuntu 18.04 LTS e derivados. Quem já tinha o programa SafeSign instalado no Ubuntu 18.04 LTS e atualizou a versão do sistema operacional para o 20.04 LTS segue usando seu cartão ou token sem problemas. Porém, quem instalou primeiro o Ubuntu 20.04 LTS e depois tentou instalar o programa da Valid enfrentou alguns problemas devido a atualização das bilbiotecas e dependências.

Não tenho nenhuma ligação com a Valid Certificadora, mas a empresa merece respeito ao dar atenção aos usuários Linux, disponibilizando um pacote muito útil. 

Para instalar o SafeSign no Ubuntu você precisará instalar pacotes que já não se encontram nos repositórios oficiais do Ubuntu 20.04, tais como, libpng12-0, o libssl1.0.0 e o multiarch-support2.27, mas fazem parte do pacote Safesign.zip

Primeiro, verifique se tem instalados os pacotes pcscd e libccid, disponíveis no repositório oficial do Ubuntu 20.04. Se não os tiver, instale-os com os comandos:
$ sudo apt-get install pcscd
$ sudo apt-get install libccid

Segundo, faça o download do pacote Safesign.zip distribuído pela Valid Certificadora:
$ sudo wget https://s3-sa-east-1.amazonaws.com/shared-www.validcertificadora.com.br/Downloads/Safesign/Safesign.zip

Descompacte o pacote baixado:
$ sudo unzip Safesign.zip

Instale os pacotes:
$ sudo dpkg -i libgdbm3_1.8.3-14_amd64.deb
$ sudo dpkg -i libjpeg62-turbo_1.5.2-2+b1_amd64.deb
$ sudo dpkg -i libpng12-0_1.2.50-2+deb8u3_amd64.deb
$ sudo dpkg -i libssl1.0.0_1.0.2n-1ubuntu5.3_amd64.deb
$ sudo dpkg -i libwxbase2.8-0_2.8.12.1+dfsg2-dmo4_amd64.deb
$ sudo dpkg -i libwxgtk2.8-0_2.8.12.1+dfsg2-dmo4_amd64.deb
$ sudo dpkg -i multiarch-support_2.27-3ubuntu1_amd64.deb

$ sudo dpkg -i SafeSign.deb

Antes de utilizar o SafeSign reinicie o computador, conecte o token VALID ou a leitora e depois o cartão. Em seguida execute o programa instalado usando o atalho TokenAdmin.

Instale o programa como um módulo de segurança no Firefox. Para isso abra o SafeSign e localize o menu Integração e escolha a opção Instalar o SafeSign no Firefox.

Pronto, o programa está disponível está instalado permitindo que use seu E-CPF ou E-CNPJ!

Caso tenha algum problema durante a instalação, experimente baixar os pacotes dos repositórios oficiais da canonical e ppa.

Para instalar o libpng12:
$ sudo add-apt-repository ppa:linuxuprising/libpng12
$ sudo apt-get update
$ sudo apt-get install libpng12-0

Para instalar o libssl1.0.0:
$ sudo wget http://security.ubuntu.com/ubuntu/pool/main/o/openssl1.0/libssl1.0.0_1.0.2n-1ubuntu5.3_amd64.deb

$ sudo dpkg -i libssl1.0.0_1.0.2n-1ubuntu5.3_amd64.deb

Para instalar o multiarch-support:
$ sudo wget http://archive.ubuntu.com/ubuntu/pool/main/g/glibc/multiarch-support_2.27-3ubuntu1_amd64.deb

$ sudo dpkg -i multiarch-support_2.27-3ubuntu1_amd64.deb



“O trator vai curar a todos”

17 de Março de 2020, 21:44, por Bertoni

Além de ser útil na agricultura e na construção civil, descobrimos recentemente, no Brasil, que os tratores servem para combater o fascismo miliciano. E hoje, na Belarus, descobrimos que trator também serve para combater o coronavírus. Veja abaixo a revelação feita por Aleksander Lukashenko, presidente do país europeu.

“O trator vai curar a todos.” Como se defender contra o coronavírus. Dicas de Alexander Lukashenko

Em 16 de março, a Rússia e a Belarus discutiram sobre o coronavírus. O presidente da Belarus, Alexander Lukashenko, expressou perplexidade com a decisão da Rússia de fechar a fronteira comum. E o governo russo o censurou por esforços insuficientes para combater a infecção.

Na Belarus, onde 36 casos de infecção por coronavírus foram detectados, nenhuma medida de quarentena em larga escala foi de fato tomada até o momento. Instalações de entretenimento, escolas, universidades seguem em funcionamento e entrada de estrangeiros está liberada na Belarus, enquanto todos os países ao seu redor fecharam as fronteiras.

Alexander Lukashenko já tinha aconselhado os bielorrussos a não entrar em pânico por causa do coronavírus e a não comprar remédios e máscaras. Em 16 de março, depois da Rússia fechar a fronteira, ele voltou a falar sobre o tema - desta vez oferecendo conselhos sobre proteção contra infecções. Aqui está a lista:

    - Lave as mãos com mais frequência (os médicos o apoiam nisso).
    - Faça três refeições ao dia (café da manhã, almoço e jantar) no horário certo.
    - Beba vodka ("Não bebo, mas recentemente digo brincando que você precisa não só lavar as mãos com vodka, mas também, provavelmente, tomar uns 40-50 mililitros por dia, na qualidade de álcool puro, para envenenar esse vírus. Mas não no trabalho" )
    - Ir a uma sauna seca ("Umas duas ou três vezes por semana é muito útil. Os chineses nos disseram que esse vírus não sobrevive a temperaturas acima de 60° C").
    - Apenas trabalhe. Melhor no campo, no trator ("É bom assistir na TV - as pessoas [no campo] trabalhando no trator, ninguém fala sobre vírus. Lá, o trator cura a todos, o campo cura a todos").


Lukashenko: Vodka envenena este vírus! Mas não no trabalho!

Fonte: Meduza



Fariphone 3: lançada a nova versão do 'telefone justo'

27 de Agosto de 2019, 15:38, por Bertoni

Conforme adiantamos na semana passada, foi lançada a nova versão do "telefone justo"

Dimensões do Fairphone 3

A Fairphone, uma empresa social com sede em Amsterdam e integrante do movimento internacional de Comércio Justo, apresentou nesta terça-feira, 27/08, a terceira versão de seu smartphone modular e sustentável, o Fairphone3.

A proposta do Fairphone é ser um produto que dure muitos anos, não consuma tantos recursos naturais, respeite o meio ambiente e, principalmente, os Seres Humanos que trabalham na produção das matérias primas e dos aparelhos telefônicos propriamente ditos.

Desta forma a empresa coloca em discussão a obsolescência programada e o consumismo desenfreado estimulados pelas grandes transnacionais do setor.

O Fairphone 3 é para aquelas pessoas que querem um mundo melhor, menos injusto, que respeite os Seres Humanos e o Meio Ambiente.

Por remunerar melhor os Trabalhadores envolvidos em toda a cadeia de produção internacional, o preço do Fairphone é um pouco superior ao de dispositivos de outras empresas com as mesmas características técnicas, porém mais barato que os top de linha da Samsung, Apple ou Motorola e até mesmo que o prometido Librem5 com PureOS - sistema operacional livre, sem Android. O Fairphone3 custa € 450,00 (US$ 500,00 ou R$ 2100,00) e o Librem5 US$ 700,00 (ou R$ 2910,00), em 27 de agosto de 2019.

Modularidade e Reparabilidade

Um dos destaques do Fairphone é a modularidade do aparelho que permite que você mantenha seu equipamento sempre atualizado sem precisar gastar fortunas com o "técnico" da esquina. Você mesmo pode trocar as peças de seu Fairphone 3.

Para adquirí-las é só acessar a loja da empresa.

Fairphone3 modularidade

Especificações Técnicas

Sistema Operacional

Android 9

Desempenho

Qualcomm Snapdragon 632
4GB RAM

  • 64-bit Octa-Core processor
  • Velocidade do processor até 2.2GHz
  • Qualcomm Adreno 506 650 MHZ GPU

Armazenamento

64GB de armazenamento interno

Expansível com cartão microSD

  • Armazenamento externo: microSD
  • Volume de armazenamento externo: ilimitado

Bateria

Bateria removível de 3,000mAH

Suporte a Quick Charge™ 3.0

  • 3060 mAH de capacidade
  • 300 horas em stand-by
  • 20 horas de conversação
  • 3.5 horas para carregamento total

Tela

5.65 polegadas Full HD

  • Tela tátil LCD (IPS)
  • Proporção da tela 18:9
  • Resolução: 2160 x 1080 px
  • Densidade dos pixels: 427ppi
  • Proteção do vidro: Gorrilla Glass 5
  • 16 milhões de cores

Cameras

Traseira

  • Resolução: 12MP com HDR
  • Sensor: 1/2.55"
  • Abertura: f1.8
  • Autofocus + detecção de face
  • Sensor IMX363
  • Estabilização digital de imagem
  • Flash de LED duplo
  • Zoom digital 8X
  • Resolução máxima de vídeo: 3840 x 2160
  • 4K video @ 30fps
  • 1080p @ 30fps
  • 720p @ 30fps

Frontal

  • Resolução: 8MP com HDR
  • Sensor: 1/4"
  • Abertura: f2.0
  • Estabilização digital de imagem
  • Zoom digital 8X

Rede sem fio & localização

2.4 & 5 GHz WiFi • Bluetooth® 5 + LE
NFC para pagamentos e mais

  • WiFi com supporte a 802.11 a/b/g/n/ac
  • WiFi direct support
  • GNSS standards: GPS, Glonass, BeiDou, Galileo
  • A-GPS support

Network

Dual Nano SIM

4G (LTE)

  • Nano SIM (4FF)
  • Max SAR head (W/kg @ 10g) = 0.388
  • Max SAR body (W/kg @ 10g) = 1.405

 4G (LTE)

  • Tipo - Cat. 13
  • MIMO - 4x2
  • 2CA Carrier Aggregation
  • VoLTE + VoWiFi
  • Bandas - 1, 2, 3, 4, 5, 7, 13, 20, 26
  • Velocidade máxima de download 450Mbps
  • Velocidade máxima de upload 75Mbps

3G (HSPA+)

  • HSDPA - Cat 24
  • HSUPA - Cat 8
  • Frequencias - 800, 850, 900, 1700, 1900, 2100 Mhz
  • Velocidade máxima de download 42Mbps
  • Velocidade máxima de upload 11Mbps

 2G (GMS, GPRS, EDGE)

  • Tipo - Cat. 33
  • Frequencias - 850, 900, 1800, 1900 Mhz

Conectores e sensores

USB Tipo-C

Leitor de impressão digital

  • Suporte a USB 2.0
  • Luz Ambiente
  • Acelerômetro
  • Giroscópio
  • Proximidade
  • Barometro
  • Bússola

Mídia e áudio

Pulg do fone de ouvido de 3.5mm

Autofalantes Stereo

  • Autofalante externo: 95db @ 10cm
  • Radio FM com RDS
  • Suporte a Miracast

 Codecs de vídeo suportados

  • HEVC, H.264, MPEG-4, MPEG-2, H.263, VP8, VP9

Codecs de audio suportados

  • AAC/AAC+/eAAC+, MP3, WMA (v9, v10), WMALossless, WMAPro 10, AMR-NB, AMR-WB, FLAC, ALAC, Vorbis, AIFF, APE

Desenho

Chassi e capa Escuro Translúcido

  • Comprimento 158 mm
  • Largura71.8 mm
  • Espessura 9.89 mm
  • Peso: 187.4g
  • Certificação IP54

Embalagem

Fairphone 3 embalagem

Na caixa do Fairphone3 vem: Aparelho telefônico Fairphone3, Mini chave de fenda, Bumper, 2 anos de garantia e o guia de início rápido.

Acesssórios como cabo USB-C, carregador e Fones de ouvido podem ser adquiridos na loja da Fairphone.

Com informações da Fairphone. Fotos: Fairphone.



Fairphone 3: Nova versão do telefone justo está pintando por aí!

19 de Agosto de 2019, 17:28, por Bertoni

Recebemos um e-mail da Fairphone comunicando que um grande lançamento deve ocorrer no próximo dia 27 de agosto!

Fairphone 3

(Foto: @Evleaks Twitter)

Tudo indica que se trata da terceira geração do telefone ético, justo e de fácil manutenção, o Fairphone 3, cujas fotos circulam na internet, depois de sua publicação no perfil @evleaks de Evan Blass no twitter.

Segundo o Global Certification Forum, o Fairphone 3 foi homologado em 07 de agosto de 2019 sob Nº 8203. Clique aqui e confira!

Em um webinar para investidores no dia 15 de agosto de 2019, Eva Gouwens, a nova CEO da Fairphone, anunciou que a empresa pretende lançar um novo produto em 27 de agosto de 2019, mas não deu muitos detalhes no mesmo espírito marketeiro do e-mail que recebemos, fazendo suspense e buscando despertar a curiosidade do público.

O projeto Fairphone, como o próprio nome sugere, faz parte do conceito "Comércio Justo", que trabalha com empresas, fábricas e organizações que garantem um pagamento justo aos trabalhadores produtores de matérias primas e produtos finais, garantindo também direitos sindicais e trabalhistas aos Seres Humanos empregados nesta grande cadeia produtiva internacional que se norteia por valores éticos, ecológicos e Humanos.

estrutura modular dos aparelhos Fairphone permite uma rápida e eficaz manutenção do equipamento, além da Liberdade de escolher o sistema operacional que você deseja rodar em seu aparelho, garantindo ao seu equipamento uma longa e atualizada vida, sem o consumismo de trocar o telefone a cada um ou dois anos devido a obsolescência programada, prática comum nas grandes empresas do setor eletrônico.

As gerações anteriores do Fairphone, o FP1 e FP2, tem peças de reposição à venda no site da empresa. No Fairphone 2 é possível instalar 4 sistemas operacionais diferentes. O Android 7.1.2, o FairphoneOpen, o LineageOS (todos baseados em Android) e o Ubuntu Touch, a versão mobile do famoso sistema operacional livre para desktop.

Cerca de 175 mil Fairphones já foram vendidos no mundo e pelo menos dois exemplares do Fairphone 2 se encontram em operação no Brasil.

A nova geração do Fairphone deve aumentar o número de aparelhos justos e sustentáveis vendidos no mundo, assim como aumentar a quantidade de pessoas felizes com um aparelho que oferece durabilidade, reparabilidade e que respeita o planeta e as pessoas, tratando quem os produz com dignidade.



Os ráquis de Moro e a burrice brasileira!

28 de Julho de 2019, 10:01, por Bertoni

Republico aqui artigo de Manoel Neto que recebi de um amigo pelo Telegram.

No geral, com este artigo Manoel sistematiza o que já venho conversando com vários amigos e, principalmente, no trabalho de formiguinha que faço junto a porteiros, garçonetes, atendentes, manobristas, diaristas, motoboys e outros trabalhadores precarizados que se acham livres por não terem direitos trabalhistas nem horários fixos de trabalho...

Infelizmente, o camarada publicou isso naquela rede hegemônica, fonte de dados da direita norteamericana e seus serviços de espionagem, vigilantismo e bisbilhotismo.

Então, para você que não frequenta lugares perigosos, disponibilizo aqui o artigo do Manoel.

Trechos do texto em laranja são destaques desta edição.

Ráquis russos de araraquara

 

A Caixa de Pandora. Ou o exibicionismo matou a esquerda ingênua.

Por Manoel Neto

Resumo do caso, da Vaza Jato aos Hackers de Taubaté.

O The Intercept, teve acesso ao vazamento de conversas de membros do judiciário (não de autoridades do governo), em diálogos ocorridos entre 2016 e 2018 que sempre envolveram de alguma forma Dalagnoll e o juiz Sérgio Moro com membros do Ministério Público Federal no Paraná.

Esses vazamentos, ao que tudo indica, foram entregues ao jornalista de renome internacional Glenn Greenwald, do The Intercept, ainda em 2018. A manobra entre Jean Willys e David Miranda, marido de Glenn Greenwald, para assumir mandato federal, levantam suspeitas nesse sentido, pois ao que tudo indica foi de caso pensado e se foi, ocorreu há mais de um ano.

No mês de maio de 2019, Gleen procurou a Globo para fazerem o lançamento da série de artigos em conjunto, não tendo acordo, forçando o The Intercept, num primeiro momento, fazer solo as matérias. Logo, Folha, Veja, Reinaldo Azevedo e outros somaram nos esforços, confirmando a existências de milhares de comunicações autênticas.

Uma semana depois da reunião entre Glenn Greenwald e Globo, Moro declara ter sido hackeado, ato que teria ocorrido supostamente 6 de junho de 2019, mas a qual não entregou celular para perícia e não pode ser confirmado.

O suposto hacker na mesma época liga para Manuela D´avila, que não vendo se tratar de uma falseflag, armada provavelmente pelo próprio Moro, ouve e acredita no suposto hacker e dá o contato de Glenn Greenwald ao farsante.

Na mesma época, o The Intercept, que já tinha o material em mãos anteriormente ao suposto hackeamento do celular de Moro, passa a publicar série de artigos com vazamentos.

Moro, primeiro declara que não pode confirmar, depois assume que podem existir, mas não confirma a veracidade das declarações que ele e outros teriam feito, e diz que se existirem não tem nada demais (ainda que viole o código de ética da magistratura), para em seguida, surgir com a tese dos "hackers", tentando o enquadramento de crime contra a segurança nacional.

Nessa tese, ele aproxima o caso de crime, manda investigar os jornalistas o que viola a constituição, artigo 5, mudando os fatos de vazamento para imprensa, de atos terroristas, violação da segurança nacional, buscando relacionar o caso ocorrido no Paraná há 3 anos, com o atual governo, algo que é absurdamente fantasioso e inverossímil.

Para este fim de propaganda, uma conta no twitter O Pavão misterioso surge com documentos claramente forjados atribuindo a invasão a um dos hackers mais procurados do mundo chamado Slavic, onde alegam que The Intercept, Jean Willys, David Miranda e outros estariam envolvidos numa conspiração, onde teriam atacado autoridades, cometido crimes contra a segurança nacional e vazado material adulterado. Bastava ter escrito no editor de texto se quisessem adulterar conversas, escrever qualquer coisa e publicar, alegando ser do Moro. Versão que deixa essa história cada vez mais sem pé nem cabeça.

Surgem alegações de que esses hackers teriam invadido o Telegram, que nem o serviço secreto do Putin conseguiu, tanto que ao se recusar de entregar dados de usuários do aplicativo ao governo, o Telegram se tornou ilegal naquela nação e seus proprietários, para aumentar sua reputação, criaram prêmio de 300 mil dólares para quem conseguir invadir a criptografia do aplicativo.

Em seguida, Moro acuado e visivelmente perturbado nas audiências públicas que participou, some, vai para os EUA com agenda secreta. Retorna e uma semana depois são presos supostos hackers.

Um dos "hackers" é bolsonarista e fez campanha eleitoral, o outro filiado no DEM, ainda que tenha apelido de "vermelho", motivo provável da escolha dele pra bode expiatório.

Todos tem fichas policiais, condenados por porte de armas, tráfico, pequenos golpes que não exigem muito conhecimento. Ainda assim, sem acesso a tecnologia e nem qualificação saem declarando ter hackeado números de mil autoridades.

Um deles, o DJ, diz ter visto em tela uma conversa de Moro, e abalado, confirma às autoridades ter alertado o amigo do risco, mas que não teria participado.

Moro se recusa em confirmar a lista das tais 1.000 autoridades citadas, que não tem relação com a Lava Jato, nem com Vaza Jato, mas com o atual governo, PSL, e DEM e o presidente, portanto, não tendo um assunto relação com o outro.

Os supostos hackers, pretendiam segundo os advogados vender para o PT, sendo eles um do DEM e outro bolsonarista, uma versão que nem criança aceitaria. Se o objetivo era dinheiro, porque venderiam aos inimigos da esquerda, ao invés de ganhar o prêmio de 300 mil dólares do Telegram?

Em seguida, declaram ter entregue o material ao Glenn Greenwald de forma anônima e que conseguiram o contato do jornalista com a Deputada Manuela D´avila (PCdoB-RGS).

Os advogados já declararam que os hackers tem problemas psiquiátricos, familiares se dizem surpresos. Claro que estão, afinal, precisa ser pós doutor no MIT e um dos 10 maiores gênios do mundo para quebrar com a criptografia do Telegram.

Os familiares não ficaram surpresos pelo hackeamento, mas porque o golpe é inverossímil. Primeiro, porque fere as posições políticas dos mesmos, segundo, porque todos ali sabem que eles não tem essa capacidade. São meros trambiqueiros de uma das regiões mais pobres da cidade insignificante do interior paulista, pegos diversas vezes em pequenas armações, portanto pessoas com capacidade intelectual limitada para serem os responsáveis por invasões dignas de gênios.

Ainda assim, a PF e Moro sustentam, que a esses trapalhões de Araraquara, que sequer conseguem proteger os próprios IPs e foram facilmente localizados pela PF, são os "hackers", uma piada que tomou conta de listas de hackers, desenvolvedores, programadores, e mesmo profissionais tecnólogos de TI de operadoras telefônicas, até lojistas de consertos de celulares, todos estão abismados com a ofensa a inteligência coletiva.

Esses hackers de Taubaté, ops, digo, Araraquara, no máximo conseguem movimentar bitcoins, ligar o celular, baixar apps pela playstore. Mas e quanto a clonar cartão de crédito? Bem isso, se encontra em tutoriais que se encontram até no Youtube, feitos por adolescentes de 12 anos em alguma comunidade pobre no RJ. Golpes de cartões, são 1000 x mais fáceis do que lidar com criptografia, que somente Alan Turing conseguiria.

Diante desta farsa Dantesca, o vermelho, não é comunista, o DJ é bolsonarista, o Pavão é Carlito, mentiu que o "hacker" era Russo, os celulares supostamente hackeados não tem relação com a Vaza Jato publicados pelo The Intercept.

O The Intercept está agindo na lei, protegidos pela constituição, e Moro perdeu a mão ignorando que fere a República e a democracia agindo em causa própria, criando novas mentiras para sustentar as velhas.

E Manuela D´avila nessa história? Não viu que o hacker, não era hacker, deu um contato, que consta da própria página do site The Intercept, e sem notar que estava de frente de uma Falseflag, que mudava a narrativa do jornalismo que revelava erros de conduta do ex juíz para crime contra a segurança nacional, acabou acreditando que este suposto hackeamento alardeado pela PF seria verdadeiro.

Manu, a Poliana Socialista padrão UJS, muito movimento (Gramsci), pouca capacidade de analise dialética (Marx), acreditando, que teria feito um bem ao fazer ponte do anônimo "hacker" com o jornalista que revelou a farsa de Moro contra Lula, vendo que seu papel seria relevante nessa história, ao ser supostamente citada como articuladora da defesa da inocência de Lula, confirma ingenuamente essa versão, do "hacker", fora do tempo. Posto que a ligação de um hacker em junho de 2019, de materiais que já estavam nas mãos de Glenn Greenwald anteriormente, revelam, que a ligação foi uma armação que ela caiu.

O que Manu não viu, é que este tal hacker, não tendo nada com o caso do The Intercept, na verdade estaria fazendo acordo de delação premiada com a PF, para serem inocentados dos crimes em que já são condenados, assumindo novos, mas imputando aos vermelhos e ao The Intercept crimes que não cometeram. Só precisavam de alguém inocente para confirmar uma ligação, que comprovasse a narrativa.

O que ela ainda não entendeu (nem o PT, PCdoB, etc) é que toda essa farsa foi criada, para mudar a narrativa e os fatos, apontando para ligação dos comunistas com suposto crime contra a segurança nacional, relacionado ligações entre The Intercept e supostos criminosos, que teriam supostamente invadido o celular até do Presidente, fatos que em nada tem relação com a Vaza Jato. Portanto, não pretendem assumir as falas ditas por Sérgio Moro (2016-2018), que provariam inocência de Lula, ou ao menos, que o julgamento foi parcial, mas mudar a história, para crimes terroristas contra a segurança nacional (2019).

Então, na pressa de assumir liderança na relação entre hackers e The Intercept, pensando que com isso iria provar de que mensagens são verdadeiras e de que Lula seria inocentado, (Manu) se antecipou e sem pensar, revelou que certo dia teria recebido ligação de supostos hackers, e que sim, queriam o contato de Glenn Greenwald.

O que fez foi macular a isenção e seriedade de Glenn Greenwald, associando a esquerda a criminosos comuns no caso do vazamento que até aqui era legítimo. Deu munição para o governo e população para condenação e criminalização da esquerda.

O problema é que ao abrir essa conexão, entre ela, hacker e The Intercept, não deve ter lido a portaria 666 de 25 de julho de 2019, onde Moro cria a expulsão em rito sumário, sem processo, de estrangeiros do Brasil por simples suspeita de crimes contra a nossa constituição.

Não deve ter lido também as leis e decretos recentes e aquelas que estão tramitando no congresso, que criminalizam movimentos sociais, e que tentam enquadrar partidos e movimentos vermelhos como terroristas.

Manu, abriu a caixa de Pandora, achando que estava recebendo um presente, algo que poderia usar perante seus eleitores e os Lulistas. Mas o que ela fez, foi dar as armas ao Moro, para a criação dos atos institucionais, do novo regime autoritário que surge.

Quem conta para ela?

*A esquerda ainda não entendeu a Guerra Híbrida, sua dinâmica, e enquanto não fizer essa capacitação, seguirá sendo o tempo todo pautada, e perdendo todas as batalhas, por erros grosseiros de estratégia e desconhecimento.



Bertoni