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Blog do Bertoni

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.
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1° Festival Literário Palestrino

24 de Agosto de 2016, 22:31, por Bertoni



Windows Phone fracassa e comprova: não há gigantes eternos

19 de Agosto de 2016, 11:44, por Bertoni

Artigo publicado pelo UOL em 18 de agosto de 2016 mostra que não existem gigantes eternos e que a Microsoft também fracassa, mas fica quietinha quando isso acontece.

Não era para menos, a gigante do Vale do Silício também tentou monopolizar o mercado de celulares e impor seu "padrão" fechado e proprietário. Só que desta vez os consumidores já conheciam outros produtos que lhes ofereciam melhores experiências de uso ou que, ao menos, lhes dão esta sensação.

A Nokia que já foi sinônimo de celular em todo o mundo, errou a mão ao demorar a lançar smartphones com tela sensível ao toque e liberar o código fonte de seu sistema operacional para que milhares de desenvolvedores em todo mundo pudessem aprimorá-lo.  Quando o fez, já tinha concorrentes de peso e perdeu o bonde da história. Agora tenta voltar ao mercado licenciando sua marca e terceirizando a produção física dos dispostivos.

A filandesa Nokia poderia apostar numa parceria com seu compatriota Linus Torvalds e lançar um sistema operacional realmente livre para seus smartphones, mas prefere adotar tardiamente o Android usado também por outras marcas que produzem celulares, desde os mais baratos até o mais sofisticados.

As perguntas que ficam são:

1) Por que alguém compraria um Nokia fabricado pela chinesa Foxconn que roda um sistema operacional igual ao de outras marcas consolidadas no mercado?

2) Se era para adotar o Android, por que a Nokia não o fez nos primórdios deste sistema operacional, quando tinha bala na agulha suficiente para contribuir com o desenvolvimento do mesmo?

3) Por que, mais uma vez, a Nokia perde a oportunidade de ousar no mercado e não adota um sistema operacional realmente livre?

A boa notícia é que, pelo menos em um mercado, os comsumidores se virão livres dos produtos da Microsoft.

Bye bye windows phone

Nokia pode voltar ao mercado de celulares rodando Android

A Nokia já foi a marca mais popular de celulares do mundo --isso antes do surgimento do iPhone e da era dos smartphones desencadeada por ele. Agora licenciada para a companhia finlandesa HDM, a marca prepara um ressurgimento.

A empresa finlandesa ficou para trás quando os antigos celulares com botões físicos foram superados pelos modelos com tela touchscreen. Em 2013, a Nokia foi comprada pela Microsoft, que vendeu-a neste ano após a linha Lumia (nome da linha Nokia de smartphones) com o sistema Windows Phone fracassar.

Em entrevista ao site chinês "The Paper", o presidente da divisão da Nokia no país, Mike Wang, disse que um dos detalhes da transação da Nokia com a Microsoft, concluída em 2014, era que novos telefones com o nome Nokia não fossem lançados em até dois anos. Esse prazo expira no final deste ano, quando a empresa recuperará os direitos sobre seu próprio nome.

No entanto, há a chance de novos produtos Nokia só saírem no primeiro trimestre de 2017. A fabricação ficaria a cargo de outra empresa: a Foxconn, que adquiriu os bens de infraestrutura da antiga Nokia.

O site "Nokia Power User", que acompanha as notícias sobre a companhia, crê que a afirmação de Wang combina com outros rumores sobre a marca: de que veríamos três ou quatro dispositivos móveis da Nokia --celulares e tablets-- rodando a mais nova versão do Android, a 7.0 Nougat, divulgada pela Google em maio deste ano.

Outras supostas especificações dos novos celulares seriam: telas de 5,2 e 5,5 polegadas Quad-HD com iluminação OLED, câmera de 22,6 MP, e resistência à água e poeira (certificação IP68).

Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/noticias/redacao/2016/08/18/nokia-pode-voltar-ao-mercado-de-celulares-rodando-android.htm#fotoNav=2



Projeto de cooperação cientifica com o Instituto de Sistemas Biotécnicas (BRICS Programme)

21 de Julho de 2016, 17:23, por Bertoni - 0sem comentários ainda

O Escritório Comercial da Rússia no Rio de Janeiro anunciou que o  Instituto de Sistemas Biotécnicas da Rússia está desenvolvendo projetos inovadores na área de saúde e busca novos parceiros entre as Universidades brasileiras para realizar o projeto de Monitor glicosímetro não invasivo fundamentalmente novo, permitindo o monitoramento contínuo do nível de açúcar no sangue, detecção de situações perigosas, a influência de drogas e o controle da bomba diabética.

Este projeto pode ser feito nos termos de uma chamada piloto do BRICS STI Framework Programme, no qual a Rússia é representada pelo Ministério da Ciência e Educação. Essa chamada piloto irá encerrar dia 25 de agosto de 2016 e candidaturas após essa data não serão aceitas.

Caso haja interesse dos pesquisadores brasileiros ou dos pesquisadores estrangeiros com visto permanente no país, o Escritório Comercial da Rússia no Rio de Janeiro pede a gentileza de ser informado sobre a sua possibilidade de participar neste concurso em parceria com o Instituto de Sistemas Biotécnicas.

A duração do BRICS STI Framework Program é de 3 anos, a contar de janeiro de 2017.  Para saber mais detalhes sobre o BRICS STI Framework Programme - Coordinated call for BRICS multilateral projects – Pilot call 2016, segue em anexo a brochura com maiores informações sobre as áreas temáticas abarcadas e os critérios de submissão de candidaturas.

Contato do Escritório Comercial da Rússia no Brasil - Rio de Janeiro:
Endereço: Av. Visconde de Albuquerque, 466 – Leblon, CEP: 22450-030
Tel: (55-21) 2274-0099 Fax: (55-21) 2274-0845 E-mail: otprusrio@infolink.com.br

Atenciosamente,

Giselle Torrens
Analista de Relações Internacionais/ International Relations Analist
Países Francófonos / Pays Francophones
Universidade Federal do Rio de Janeiro / Federal University of Rio de Janeiro
Diretoria de Relações Internacionais / International Relations Office
Av. Pedro Calmon, 550 – 2.º andar – Prédio da Reitoria -- UFRJ
Cidade Universitária – Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ – 21941-901
Phone: +55 21 2598-1610



A desigualdade no Brasil

30 de Junho de 2016, 18:53, por Bertoni

Por Clemente Ganz Lúcio 1

Tempos difíceis no mundo e no Brasil. Crise econômica profunda, desemprego, arrocho salarial, precarização dos direitos, violência crescente, migrantes em fuga, xenofobia, descontentamento com as instituições e insatisfação com a política compõem uma lista e tanto, mas são apenas parte dos problemas. Em busca de solução, há o desafio de entender o que está acontecendo, identificar causas e consequências. E há um desafio maior ainda que é transformar, pelo conhecimento, os problemas em questões que mobilizem a sociedade para atuar e intervir.

A desigualdade é uma das questões mais complicadas e a causa estrutural da maioria dos problemas que vivemos. Nasce na sociedade com e devido ao modo pelo qual se produz e distribui riqueza e renda. É isso que diz Thomaz Piketty no livro O capital no século XXI. Como afirma o autor, não há determinismo econômico na distribuição da renda e da riqueza, pois esta é uma construção histórica, feita em sociedade e, por isso, política. O debate sobre o que é justo e sobre as escolhas coletivas fazem parte do jogo social.

Recentemente (maio), a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou, pela primeira vez, breve estudo com base nos dados do Imposto de Renda da Pessoa Física 2014-2015 (Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira). Disponível do site do Ministério, o trabalho permite uma comparação com os dados produzidos por Piketty.

O estudo analisa os dados do imposto de renda de 26,5 milhões de pessoas, de um universo de 101 milhões que trabalharam nesse período, ou seja, um quarto desse contingente. Examina o rendimento e a riqueza (bens e direitos) por faixa de salários mínimos e por decil e centil de renda (como se dividíssemos o grupo de 26,7 milhões em 10, 100 ou 1.000 grupos de igual tamanho).

As 26,7 mil pessoas que estão no topo da pirâmide detêm 6% de toda a renda e riqueza daqueles que declararam o imposto de renda. Este grupo ganha 6.100% a mais do que a renda média dos que declararam imposto de renda e têm um volume de riqueza (bens e direitos) 6.450% superior à média dos declarantes. Os dados para os 1% ou 5% mais ricos também são revoltantes.

Considere que esses dados comparam a renda e a riqueza entre aqueles que declaram imposto de renda. Há, porém, 75 milhões de pessoas que estão no mundo do trabalho e não fazem declaração de IR, a grande maioria, justamente porque possui renda muito baixa. Incluindo-os na comparação, a desigualdade aumentará muito.

Considere ainda que esse dado trata de cada CPF, ou seja, de cada pessoa e que os ricos distribuem riqueza e renda entre os CPFs da família. Agregando CPFs de uma família, são obtidos números ainda mais assustadores de concentração de renda e riqueza num mesmo núcleo. E se for considerado ainda que se trata da renda e da riqueza de pessoas físicas e que os ricos detêm muito mais patrimônio e renda (lucro) como pessoas jurídicas, os números aumentam mais e mais. Levando em consideração ainda que muitos ricos, como revelam as operações denunciadas em paraísos fiscais, deixam parte relevante da riqueza escondida do fisco naqueles países, a riqueza dessas pessoas chega à estratosfera. Para expressar qualquer opinião sintética sobre essa situação toda, é necessário um longo e sonoro palavrão.

A desigualdade revelada nesse importante relatório é de obrigatório conhecimento, pois é essencial para fundamentar uma atuação incisiva para a tributação sobre a renda, a riqueza e os dividendos. Há outros importantíssimos estudos sobre o tema, que valem comentários em outras oportunidades.

Com o trabalho é produzida muita renda e riqueza, que poderiam gerar bem-estar e qualidade de vida para todos. Mas o que acontece, o que se cria, é essa absurda desigualdade, que produz muitos dos problemas que abrem esse artigo. É fundamental atuar, intervir e transformar esse quadro perverso.

1 Sociólogo, diretor técnico do DIEESE.



Pequenos são grandes

21 de Junho de 2016, 17:19, por Bertoni

Por Clemente Ganz Lúcio 1

As crises exigem novos óculos para enxergar a realidade e permitem ver coisas que não se via. Para olhar com lupa o mercado de trabalho e as políticas públicas de emprego, trabalho e renda, o DIEESE criou o Observatório do Trabalho, um projeto desenvolvido em cooperação com prefeituras, governos estaduais e o Ministério do Trabalho e Previdência Social (acesse http://www.dieese.org.br/materialinstitucional/obsApresentacao.html) e conheça o trabalho).

Atualmente, entre outras localidades, há Observatório do Trabalho na cidade de São Paulo, junto à Secretaria do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo, em Osasco, Curitiba e na Bahia.

Ao observar a dinâmica do emprego na cidade de São Paulo, nota-se que as micro e pequenas empresas são responsáveis pela maior parte do estoque e pela criação de ocupações. Segundo a PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego, em 2015, neste município, quase 60% das ocupações estavam nas micro e pequenas empresas, que eram responsáveis por 45% do emprego formal na cidade. Nesse período, as empresas com mais de cinco trabalhadores demitiram mais de 210 mil pessoas, aquelas com até quatro vínculos de emprego criaram mais de 74 mil novos postos de trabalho na cidade de São Paulo.

As políticas públicas precisam voltar-se para a geração de emprego e renda. Para isso, devem estruturar processos que incentivem e desenvolvam ambientes favoráveis aos negócios das micro e pequenas empresas, poderosas fontes de criação de emprego e renda. Esses empreendimentos podem estar mais bem distribuídos pelas diferentes regiões, aproximando os empregos dos locais de moradia dos trabalhadores, das creches e escolas dos filhos, entre tantos outros fatores positivos.

Um exemplo de iniciativa pública para fortalecer as micro e pequenas empresas é a organização e o fortalecimento do aparato regulatório no município que estimule essas empresas a participar de compras públicas, com transparência e probidade. Simplificar processos, oferecer capacitação, propiciar acesso ao crédito produtivo, entre outras, são exemplos de ações de políticas públicas que fortalecem a atividade produtiva de micro e pequenas empresas, com alto impacto na geração de empregos.

A iniciativa da PMSP é um exemplo nesse sentido. Os valores contratados pelas micro e pequenas empresas na cidade cresceram mais de três vezes, saltando de R$ 211 milhões (2011) para quase R$ 700 milhões (2015). No mesmo período, os contratos de micro e pequenas empresas abaixo de R$ 80 mil/ano saíram de R$ 14 milhões para R$ 77 milhões, valor 5,5 vezes maior.

Essa política tem impacto sobre os dados do emprego e da renda do trabalho, favorece o desenvolvimento de capacidade produtiva local, fortalece empreendedores, que podem assumir protagonismo econômico no território, mobilizando atividade econômica que produz transformações sociais no entorno. Uma política pública pode fazer dos pequenos negócios uma grande economia de interesse social.

O Observatório integra-se às políticas públicas para a construção de uma sociedade justa e igualitária, livre e democrática. A liberdade econômica precisa visar geração de empregos; a justiça deve buscar o crescimento dos salários; a igualdade, a distribuição da atividade econômica no território; a democracia, a eleição de governantes que façam escolhas de políticas públicas capazes de promover efetivamente o bem-estar e a qualidade de vida para todos. As micro e pequenas empresas são grandes instrumentos a favor dessas escolhas.

1 Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.



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