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Racismo e a diferença entre nós

2 de Junho de 2015, 22:04 , por Rafael Pisani Ribeiro - | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-sa)

Quando pensamos em racismo, logo relacionamos a negros. É um pensamento correto, mas incompleto. Como o nome diz trata-se de raça. De fato, em alguns momentos históricos as vítimas do racismo foram os negros. Mesmo assim, precisamos nos perguntar: “O que são raças?”.

É preciso trazer um conceito antropológico. Raça é um [1]grupo de pessoas reúnidas e semelhantes entre si por traços biológicos comuns, que definem variações na espécie. Partindo desse ponto é perceptível a diferença entre a etnias branca e negra, e também a diferença das raças dos Brasileiros, onde há mais negros e pardos, segundo o [2]senso de 2010do IBGE.

O ser humano que nasce na África é totalmente diferente do ser humano nascido na América. Isso ocorre devido às condições climáticas e uma série de outros fatores. Por exemplo, um ser humano nascido em local com temperatura alta, difere de quem nasce onde a temperatura é mais baixa. Quanto maior a temperatura do local, mais escura é a pele, pois dessa forma se[3]dá mais proteção aos raios [4]UVA e UVB emitidos pelo sol. Outro fator para explicar as diferenças de raças, é a passagem de gerações, pois o corpo [5]vai se alterando geneticamenteao decorrer dos anos e se adaptando ao meio onde se vive. Graças a essa adaptação natural, um sujeito pode ser mais acostumado ao frio ou o calor e a certas substâncias, algumas inclusive contidas nos alimentos.

As características herdadas por cada raça de acordo com o seu histórico predispõe diferentes características. Isso não significa uma raça ser mais inteligente em relação a outra, mas são corpos diferentes. Então, o ponto central é: o pensamento racista leva em conta todas essas características e os aspectos culturais. Baseado nisso o pré-conceito afirma uma raça ser melhor em relação a outra. Como pensar sobre isso?

Essa questão afeta a sociedade de maneira muito evidente na questão dos negros. Encontrando-se justificativas para torná-los escravos, como se não fossem seres humanos. Já se passaram séculos, mas ainda por ser de uma “raça diferente” da intitulada como padrão geram-se problemas. Para esses indivíduos pode ser mais difícil conseguir emprego e aceitação social. Assim, devemos pensar até onde vai o racismo e como isso nos afeta em nível social e pessoal. Aparece um ponto interessante.

Tudo isso mostra uma interpretação da diferença como perigo. Parece uma questão social, o elemento diferente tende a ser perigoso no sentido de destruir o já existente. Por essa razão pode aparecer um tendência a homegeneidade, podendo levar as pessoas a tentarem ser o máximo iguais as outras, como se não houvessem diferenças. Considero algo diferente. O diferente deve ser só diferente e nada mais. Essa mecanismo se mostra através dos rótulos, onde o diferente é esquisito, estranho e ainda outros. Portanto o diferente deve ser diferente e nada mais. Até mesmo porque se todos fossem iguais não haveria variedade humana. Outro ponto é a multideterminação do ser humano. Ele é biopsicosocial, ou seja, é definido por sua biologia, cultura e meio em que vive. Por isso é impossível homogeneizar as pessoas, sempre haverão diferenças, só não devem se tornar conflitos destrutivos. E mais, se é para tornar todos iguais, qual seria a referência para isso? A questão maior é: O preconceito nos tira do fator comum, seres humanos?

 Escrito por: Rafael Pisani

Referências:

 Disponível em: http://dssbr.org/site/2012/01/a-nova-composicao-racial-brasileira-segundo-o-censo-2010/  Gabriela Lamarca e Mario Vettore / http://dssbr.org . Data de acesso: 06 de outubro de 2013 

Disponível em: http://espectivas.wordpress.com/2011/01/22/definicoes-de-raca-e-etnia/ Espectativas / http://espectivas.wordpress.com . Data de acesso: 06 de outubro de 2013

Disponível em: http://mdemulher.abril.com.br/blogs/corpo-saudavel/pele/qual-e-a-diferenca-entre-uva-e-uvb/ Daniela Carasco / http://mdemulher.abril.com.br . Data de acesso: 06 de outubro de 2013

Disponível em: http://www.denisesteiner.com.br/publicacoes/pele_negra.htm Denise Steiner / http://www.denisesteiner.com.br . Data de acesso: 06 de outubro de 2013

No fio da navalha: raça, genética e identidades; RICARDO VENTURA SANTOS. Maria CÁTIRA BORTOLINI. MARCOS CHOR MAIO; Disponível em: http://www.usp.br/revistausp/68/03-ricardo-maria-marcos.pdf . Local de publicação: REVISTA USP; dezembro/fevereiro 2005-2006, n.68, p. 22-35, São Paulo;  Data de acesso: 06 de Outubro de 2014

 

 


Tags deste artigo: pré-conceitos e as diferenças