EUA utilizam crimes passados para legalizar crimes futuro
28 de Agosto de 2013, 1:19 - sem comentários aindapor Diana Johnstone [*]
Os falcões da guerra estão a tatear em busca de um pretexto a que possam chamar "legal" para travar guerra contra a Síria e têm sugerido a "Guerra do Kosovo" de 1999.
Isto não é surpreendente na medida em que um objetivo primário daquela orgia de 78 dias de bombardeamento dos EUA/OTAN sempre foi estabelecer um precedente para mais guerras assim. O pretexto de "salvar os kosovares" de um imaginário "genocídio" era tão falso como o pretexto das "armas de destruição maciça" para a guerra contra o Iraque, mas a falsificação teve muito mais êxito entre o público geral. Portanto o Kosovo mantém sua utilidade no arsenal de propaganda.
Em 24 de Agosto, o New York Times informou que ajudantes de segurança nacional do presidente Obama estão "estudando a guerra aérea da OTAN no Kosovo como um possível plano para atuar sem um mandato das Nações Unidas". (A propósito, a "guerra aérea" não foi "no Kosovo", mas atingiu a totalidade do que era então a Jugoslávia, destruindo principalmente infraestrutura civil da Sérvia e expandindo também a destruição ao Montenegro.)
Na sexta-feira, Obama admitiu que entrar e atacar outro país "sem um mandato da ONU e sem prova clara" levantava questões em termos de direito internacional.
Segundo o New York Times, "o Kosovo é um precedente óbvio para o sr. Obama porque, como na Síria, foram mortos civis e a Rússia tinha laços antigos com as autoridades governamentais acusadas dos abusos. Em 1999, o presidente Bill Clinton utilizou o endosso da OTAN e a racionalização de proteger uma população vulnerável para justificar 78 dias de ataques aéreos".
"É um passo demasiado grande dizer que estamos a formular justificações legais para uma ação, uma vez que o presidente não tomou uma decisão", disse um alto responsável da administração, o qual falou na condição de anonimato a discutir as deliberações. "Mas o Kosovo, naturalmente, é um precedente de alguma coisa que talvez seja semelhante".
Ivo H. Daalder, um antigo embaixador dos Estados Unidos na OTAN, sugere que a administração podia argumentar que a utilização de armas químicas na Síria equivale a uma grave emergência humanitária, assim como a administração Clinton argumentou em 1999 que "uma grave emergência humanitária" apresentava à "comunidade internacional" a "responsabilidade de actuar".
Uma guerra ilegal como precedente para mais guerra
A guerra dos EUA/OTAN contra a Jugoslávia, a qual utilizou força unilateral para fragmentar um estado soberano, destacando a histórica província sérvia do Kosovo e transformando-a num satélite dos EUA, foi claramente em violação do direito internacional.
Em Maio de 2000, a eminente autoridade britânica em direitos internacional, sir Ian Brownlie (1936-2010), apresentou um Memorando de 16 mil palavras , avaliando o status legal da guerra para o Comité sobre Negócios Estrangeiros do Parlamento Britânico.
Brownlie recordou que disposições chave da Carta das Nações Unidas declaram bastante claramente que "Todos os Membros abster-se-ão nas suas relações internacionais da ameaça ou da utilização da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou em qualquer outra maneira inconsistente com os Propósitos das Nações Unidas".
Brownlie acrescentou que o alegado direito à utilização da força para propósitos humanitários não era compatível com a Carta da ONU.
Durante a década passada, as potências ocidentais inventaram e promoveram um teórico "direito a proteger" ("right to protect", R2P) num esforço para contornar a Carta da ONU a fim de abrir o caminho para guerras cujo propósito final é mudança de regime. A utilização do R2P para derrubar Kadafi na Líbia mostrou o jogo, assegurando a oposição russa e chinesa a qualquer outra de tais manobras no Conselho de Segurança da ONU.
Em relação à guerra do Kosovo, no seu Memorando o professor Brownlie chegou às seguintes conclusões principais:
- A justificação primária para o bombardeamento da Jugoslávia foi sempre a imposição dos planos da OTAN para o futuro do Kosovo. Foi neste contexto que a campanha de bombardeamento foi planeada em Agosto de 1998.
- As ameaças de ataques aéreos maciços foram feitas no mesmo contexto e foram tornadas públicas pela primeira vez em Outubro de 1998. Nem o propósito dos ataques aéreos planeados nem a sua implementação relacionaram-se com eventos sobre o terreno no Kosovo em Março de 1999.
- A razão dos ataques aéreos era bastante simples: uma vez que a Jugoslávia não havia cedido às ameaças, as ameaças tinham de ser executadas.
- A base legal da ação, tal como apresentada pelo Reino Unido e outros Estados da OTAN, não foi em nenhuma etapa adequadamente articulada.
- Intervenção humanitária, a justificação tardiamente avançada pelos Estados da OTAN, não tinha lugar nem na Carta das Nações Unidas nem no direito internacional convencional.
- Se tivesse sido mantida a visão de que os Membros Permanentes do Conselho de Segurança reconheceriam a necessidade de ação humanitária, então sem dúvida uma resolução teria sido exigida.
- As intenções dos Estados Unidos e do Reino Unido incluíam a remoção do Governo da Iugoslávia. É impossível reconciliar tais propósitos com intervenção humanitária.
- A afirmação de estar a atuar em bases humanitárias parece difícil de reconciliar a desproporcionada quantidade de violência envolvida na utilização de munição pesada e mísseis. As armas tinham efeitos explosivos extensos e os mísseis tinham um elemento incendiário. Uma alta proporção de alvos estava em cidades. Muitas das vítimas foram mulheres e crianças. Após sete semanas de bombardeamento pelo menos 1.200 civis foram mortos e 4.500 feridos.
- Apesar das referências à necessidade de uma solução pacífica ser encontrada em Resoluções do Conselho de Segurança, as declarações públicas da sra. Albright, do sr. Cook, do sr. Holbrooke e outros e as ameaças reiteradas de ataques aéreos maciços, tornam muito claro que nenhuma diplomacia comum foi encarada.
O "tratamento Kosovo"
Como sinopse final, Brownlie escreveu uma nota profética sobre a utilização futura do "tratamento Kosovo":
"O autor tem contatos com um grande número de diplomatas e juristas de diferentes nacionalidades. A reação à campanha de bombardeamento da OTAN fora da Europa e da América do Norte geralmente foi hostil. A maior parte dos Estados tem problemas de separatismo e podiam, numa base seletiva, serem os objetos da "gestão de crise" ocidental. A seleção de crises para o "tratamento Kosovo" dependerá da geopolítica e da agenda colateral. É nesta base, e não numa agenda humanitária, que a Jugoslávia está destinada à fragmentação numa base racial, ao passo que a Rússia e a Indonésia não estão".
Ele acrescentou: "Intervenção coerciva para servir objetivos humanitários é uma pretensão possível apenas para Estados poderosos contra os menos poderosos. O destino da Jugoslávia terá provocado dano considerável à causa da não proliferação de armas de destruição em massa".
O Memorando Brownlie para o Parlamento Britânico é a mais completa avaliação do status legal da Guerra do Kosovo. É bastante notável que o falcões da guerra liberais em torno de Obama falem em utilizar aquela guerra como um "precedente legal" para uma nova guerra contra a Síria.
Isto equivale a dizer que um crime cometido uma vez torna-se um "precedente" para justificar o crime a ser cometido na vez seguinte.
Quantas vezes pode você enganar a maior parte do povo?
Se entendida corretamente, a guerra do Kosovo foi na verdade um precedente que deveria atuar como um sinal de advertência.
Quantas vezes podem os Estados Unidos utilizar um alarme falso para começar uma guerra agressiva? "Genocídio" não existente no Kosovo e na Líbia, armas de destruição maciça não existentes no Iraque e agora aquilo que parece para grande parte do mundo como uma "falsa bandeira" de armas químicas no ataque à Síria.
Os Estados Unidos habitualmente anunciam a presença de um casus belli desejado ignorando pedidos de prova concreta.
No Kosovo, os Estados Unidos obtiveram a retirada de observadores internacionais que poderiam ter testemunhado se sim ou não havia evidência de "genocídio" de kosovares. As acusações escalaram durante a guerra e quando, posteriormente, nenhuma evidência de tal assassínio em massa foi encontrada, o assunto foi esquecido.
No Iraque, nunca houve qualquer prova de ADM, mas os EUA foram em frente e invadiram.
Na Líbia, o pretexto para a guerra foi uma declaração citada erroneamente de Kadafi a ameaçar um "massacre de civis" em Bengazi. Isto foi denunciado como uma falsificação mas, mais uma vez, a OTAN bombardeou, o regime foi derrubado e o pretexto caiu no esquecimento.
Domingo, assim que o governo sírio anunciou estar pronto a permitir a inspetores internacionais investigarem alegações de utilização de armas químicas, a Casa Branca respondeu: "demasiado tarde!"
Um alto responsável da administração Obama, pedindo anonimato (pode-se razoavelmente admitir que o responsável era a falcoa Conselheira de Segurança Nacional de Obama, Susan Rice) emitiu uma declaração afirmando que havia "muito pouca dúvida" de que forças militares do presidente Bashar al-Assad haviam utilizado armas químicas contra civis e que uma promessa de permitir a inspetores das Nações Unidas terem acesso ao sítio era "demasiado tardia para ser crível".
No mundo para além das grandes auto-estradas, há uma grande dúvida – especialmente acerca da credibilidade do governo dos Estados Unidos quando se trata de encontrar pretextos para ir à guerra. Além disso, estabelecer "armas químicas" como um "limite" ("red line") que obriga os EUA a irem à guerra é totalmente arbitrário. Hás muitas maneiras de matar pessoas numa guerra civil. Selecionar uma delas como um disparador para intervenção estado-unidense serve primariamente para dar aos rebeldes uma excelente razão para executarem uma operação de "falsa bandeira" que introduzirá a OTAN na guerra que eles estão a perder.
Quem realmente quer ou precisa da intervenção dos EUA? O povo americano? Que bem lhe fará ficar envolvido em ainda outra interminável guerra no Médio Oriente?
Mas quem tem influência sobre Obama? O povo americano? Ou é ao invés "nosso mais firme aliado", o qual é o mais preocupado em reconfigurar a vizinhança no Médio Oriente?
"Não se deve permitir que esta situação continue", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, exprimindo notável preocupação por civis sírios "que eram tão brutalmente atacados por armas de destruição em massa".
"Aos regimes mais perigosos do mundo não se deve permitir possuírem as mais perigosas armas do mundo", acrescentou Netanyahu.
Incidentalmente, inquéritos efetuados mostram que para grande parte do mundo, o regime mais perigoso do mundo é Israel, ao qual é permitido possuir as armas mais poderosas do mundo – as armas nucleares. Mas não há probabilidade de que Israel alguma vez obtenha "o tratamento Kosovo".
[*] Autora de Fools Crusade: Yugoslavia, OTAN and Western Delusions,
diana.josto@yahoo.fr
O original encontra-se em www.counterpunch.org/2013/08/26/us-uses-past-crimes-to-legalize-future-ones/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/
Fonte: IRÃ NEWS
Uma Estratégia Nacional para Amazônia Legal
13 de Agosto de 2013, 15:00 - sem comentários aindaGen Ex RR Maynard Marques de Santa Rosa
“Se o governo federal entende que a Amazônia só faz parte do Brasil para lhe pagar imposto, não tem de que se estranhar se os habitantes de lá acharem que tal honra lhe sai muito cara, e procurarem constituir-se em nação independente”.
(Associação Comercial do Amazonas ao governador Jonathas Pedrosa, em Jul 1913 – Antonio Loureiro, em A GRANDE CRISE, pág. 146).
1. Considerações Básicas
A Bacia Amazônica é uma imensa região natural da América do Sul, provida de um sistema fisiográfico fechado, dotado de características ecológicas singulares e isolado do restante do continente. Essa configuração da natureza tem favorecido a unidade política da Amazônia Brasileira.
O território amazônico encerra um potencial incomensurável de recursos naturais, sendo a última fronteira biológica e mineral do planeta. Contudo, o conhecimento dessas peculiaridades ainda representa um desafio à ciência.
A “esfinge amazônica” de Djalma Batista destaca um dilema histórico: povoá-la e explorá-la, com o risco de desequilibrar os ecossistemas, ou preservá-la para o futuro, privando a geração presente do usufruto de seus recursos e aceitando um risco crescente à soberania nacional.
O professor Armando Mendes alertou que “o maior problema político da Amazônia é o seu vazio populacional”. Sem população, não existe atividade econômica, nem presença institucional. Daí, a causa principal da ausência do Estado.
O povoamento efetivo dos vales da calha Sul do rio Amazonas ocorreu durante o ciclo da borracha, graças ao atrativo da “hevea brasiliensis”, uma árvore de grande produtividade, que enriqueceu os seringais. Na Calha Norte, porém, o território permaneceu deserto, devido ao predomínio da seringueira “hevea benthamiana”, de baixa produtividade, que inviabilizava a sua exploração econômica. A área compreendida entre os estados de Roraima e Amapá, ainda hoje, continua como um grande vazio demográfico, potencializando o risco geopolítico da Região.
O professor Samuel Benchimol enfatizava que “a poluição maior é a da miséria”, e que “os anseios sociais da comunidade nativa não podem ser ignorados em favor de interesses exógenos”. A pobreza vem aumentando, com o crescimento vegetativo da população, que avança a uma taxa superior à média nacional. Segundo o IBGE, são 42% de pobres. Assim, dentre os 24 milhões de habitantes da Amazônia Legal, há cerca de 11 milhões de pessoas na pobreza.
Em acréscimo, a falta de condições de sobrevivência na área rural estimula um fluxo migratório contínuo, que engrossa as cidades e esvazia o interior. Atualmente, 80% dos nativos residem nas cidades, enquanto apenas 20% povoam o imenso deserto verde.
O abandono da Região Amazônica vem sendo inspirado pelas campanhas midiáticas do movimento ambientalista-indigenista internacional, que, sem dúvida, constitui o maior risco à soberania nacional. Outras ameaças menos decisivas provêm da biopirataria, que, de certa forma, é dirigida por esses mesmos grupos de interesse; do crime organizado transnacional e das guerrilhas do entorno estratégico.
Portanto, é preciso superar os óbices existentes, para integrar a Amazônia, desenvolvê-la em bases autossustentáveis e tornar a sua economia autossuficiente.
2. Plano Estratégico de Integração e Desenvolvimento
Um plano estratégico deve englobar um conjunto criterioso de políticas do setor público, com potencial sinérgico para provocar a deflagração de outras atividades do setor privado, atraindo investimentos que lhe complementem o escopo.
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| Petrobras - Projeto Urucu |
Para a Amazônia, a primeira providência há de ser legislativa e midiática. É preciso substituir o paradigma da “preservação ambiental” pelo da “sustentabilidade”, isto é, a preservação do equilíbrio ecológico. O ser humano não pode ser considerado um intruso na natureza. Se esse sofisma fosse verdadeiro, a Terra já teria entrado em colapso, devido à explosão populacional dos dois últimos séculos. Como exemplo, o projeto URUCU da Petrobrás mostrou que é possível explorar sem degradar.
Nesse contexto, também, é preciso reverter o paradigma da “interação indígena”, introduzido na Constituição Federal de 1988, por pressão do movimento indigenista internacional, retornando o País à política tradicional de “integração do índio à comunhão nacional”, como previsto no Estatuto do Índio, a fim de lhe proporcionar as condições de acesso ao progresso. A massa de 68,5% de mestiços na composição populacional da sociedade nativa indica o caminho natural a ser seguido, desmentindo as teses artificiais dos chamados “antropólogos da ação”. Essa providência visa a contribuir para a integração psicossocial da Região e do Brasil.
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| Organização do Tratado de Cooperação Amazônica |
Conectar fisicamente o território brasileiro a todos os países condôminos da Pan-Amazônia, a despeito das restrições existentes, como reservas indígenas e áreas da proteção ambiental contíguas à Faixa de Fronteira. Esses entraves foram criados, exatamente, para impedir ou retardar a integração.
Conceber um programa de infraestrutura, a exemplo do antigo POLAMAZÔNIA, que estimule investimentos públicos e privados para efetivar a vocação geoeconômica de Belém como entreposto de comércio internacional; de Manaus, como centro regional; de Vilhena e Porto Velho, como entrepostos entre a região Centro-Oeste e a Amazônia; e da região Acre/Rio Branco, como grande entreposto entre o Brasil e o Oceano Pacífico.
Desatar as restrições ambientais e indigenistas de Roraima, a fim de liberar o desenvolvimento do Estado, reativando o seu potencial agropecuário e mineral. Cabe observar que o território roraimense está inserido no espaço geopolítico definido como “Ilha da Guiana”, uma área de exclusão socioeconômica preconizada pelos centros decisórios do movimento indigenista-ambientalista internacional.
Planejar a autonomia progressiva do território do Alto Rio Negro/S. Gabriel da Cachoeira, mediante uma evolução institucional e da sua infraestrutura econômica e social.
Construir o complexo hidrelétrico do rio Trombetas, a fim de prover energia para o médio Amazonas, viabilizar a exploração do alumínio e expandir o polo estratégico de Oriximiná.
Transformar os canteiros dos empreendimentos hidrelétricos federais na Região em polos de desenvolvimento econômico e social.
Paralelamente, vitalizar a presença diplomática e de inteligência junto aos centros decisórios do movimento indigenista-ambientalista internacional, antecipando providências e neutralizando as suas campanhas midiáticas.
Simultaneamente, “quebrar o braço nacional” desse mesmo movimento, por meio de um controle estrito sobre as ONGs internacionais que operam no Brasil e suas subsidiárias nacionais. Essa estratégia implica estancar as transferências de recursos públicos para as ONGs indigenistas e ambientalistas, amparadas no Termo de Parceria previsto no Art. 2º da Lei das OSCIPs (Lei 9790, de 23 de março de 1999).
E, objetivando contribuir para a integração física dos centros estratégicos regionais, recomenda-se a execução dos seguintes projetos:
- restauração e pavimentação da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho);
- pavimentação da rodovia BR-163, para efetivar a ligação alternativa entre o Centro-Oeste (Cuiabá) e o Médio Amazonas (Santarém);
- pavimentação da rodovia Transamazônica, no trecho entre Altamira/PA a Humaitá/AM. Cabe esclarecer que é falso o noticiário de que essa estrada degrada o ecossistema amazônico, pois o seu traçado desenvolve-se na faixa de transição entre os ecossistemas da Bacia Amazônica e do Cerrado do Centro-Oeste.
- proteção do fluxo rodoviário regional, com a presença permanente da Polícia Rodoviária Federal em todas as rodovias federais.
- construção de um complexo rodoferroviário e de transmissão de energia e dados sobre o rio Amazonas, na região de Óbidos/PA, para integração da Calha Norte e do polo de Oriximiná/PA à região de Santarém.
No campo da saúde, criar programas destinados à erradicação das principais moléstias tropicais que flagelam a população nativa. Para isso, vitalizar e integrar os centros de pesquisa científica sediados em Manaus e Belém e estender a rede de pesquisa de campo às regiões endêmicas, visando ao desenvolvimento de vacinas e medicamentos de ponta.
No campo da Ciência e Tecnologia, implementar um plano estratégico de pesquisa e desenvolvimento, vitalizando e integrando as atividades e a comunidade científica dos institutos de pesquisa de Manaus e Belém (INPA, EMBRAPA, EMÍLIO GOELDI e outros). Fomentar, prioritariamente, os projetos de estudo e pesquisa do solo, da água e da flora, voltados à agricultura, à silvicultura, à fitoterapia e à aquicultura, assim como a atividade de extensão rural.
No quadro das políticas sociais governamentais, criar programas de nutrição, saúde e educação específicos para os indígenas e a população rural da Faixa de Fronteira. Mediante alterações na legislação geral, atribuir um tratamento preferencial aos indígenas, para ingresso no serviço público dessas áreas, priorizando o seu recrutamento como técnicos de saúde, vigilantes sanitários, fiscais de órgãos federais e outros serviços. Formar mão-de-obra indígena, para depois absorvê-la no serviço público, considerando que a melhor estratégia de assimilação é pelo recrutamento de seus membros para a assistência social às suas próprias comunidades. Esta proposta, que se inspira no trabalho do marechal Rondon, poderia ser concretizada com o apoio do Exército.
Finalmente, aumentar a presença militar no território, consoante o planejamento das Forças Armadas, e ampliar as atribuições da autoridade militar, concedendo-lhe poder de polícia em toda a Amazônia Legal, em acréscimo à sua destinação constitucional.
3. Epílogo
A indecisão política e as condições adversas geradas por pressões e outros óbices têm postergado indefinidamente a solução dos problemas amazônicos. Enquanto isso, cresce a população, potencializam-se as carências e esvai-se a esperança.
Como ficou demonstrado pelos jornalistas Lorenzo Carrasco e Silvia Palácios, em seu livro Quem Manipula os Povos Indígenas Contra o Desenvolvimento do Brasil, há uma estranha convergência de interesses socialistas e capitalistas ligados à Amazônia, em conspiração contra a soberania brasileira, fazendo com que grupos de aguerridos militantes de esquerda batalhem por objetivos inconfessáveis da elite capitalista global.
Em resposta a esse cenário conflituoso, este trabalho sintético visa a contribuir com uma agenda de propostas específicas para a conscientização patriótica em torno de um interesse nacional tão candente.
Um século depois, o brado de alerta de Euclides da Cunha, no auge do ciclo da borracha, permanece a ecoar, ainda mais forte, clamando a atenção das novas gerações: “Se as nossas autoridades não se preocuparem com a Amazônia, mais cedo ou mais tarde ela se destacará do Brasil, natural ou irresistivelmente, como se desprega uma nebulosa de seu núcleo, pela expansão centrífuga de seu próprio movimento”.
Fonte: DefesaNet
Imagens: Google
Escolarizando o Mundo
12 de Agosto de 2013, 17:31 - sem comentários aindaVocê mudaria o jeito de educar as crianças.
O governo estadunidense sabia disso quando, no século 19, forçou as crianças americanas nativas a entrarem nas escolas governamentais. Hoje, voluntários constroem escolas em sociedades tradicionais pelo mundo afora, convencidos que a escola é o único caminho para uma vida “melhor” para crianças indígenas.
Mas isso é verdade? O que realmente acontece quando nós trocamos um conhecimento canônico de uma cultura tradicional pelo nosso? A vida realmente fica melhor para essas pessoas?
ESCOLARIZANDO O MUNDO aceita um desafio, às vezes engraçado, mas ao final profundo, de olhar, problematizando, o papel da moderna educação na destruição das últimas culturas sustentáveis do mundo.
Lindamente gravado no local da cultura budista de Ladakh, no extremo norte dos Himalaias indianos, o filme entrelaça as vozes das pessoas de Ladakh com conversas entre quatro pensadores originais cuidadosamente escolhidos; o antropólogo e etnobotânico Wave Davis, um explorador da revista National Geografic; Helena Norberg-Hodge e Vandana Shiva, ambas ganhadoras do Prêmio Right Livehood pelos seus trabalhos com povos tradicionais na Índia; e Manish Jain, arquiteto de programas de educação da UNESCO, USAID, e do Banco Mundial.
O filme examina o pressuposto escondido da superioridade cultural por trás dos projetos de ajuda educacionais, que, no discurso, procuram ajudar crianças a “escapar” para uma vida “melhor”.
Aponta a falha da educação institucional em cumprir a promessa de retirar as pessoas da pobreza – tanto aqui nos Estados Unidos quanto no chamado mundo “em desenvolvimento”.
E questiona nossas definições de riqueza e pobreza – e de conhecimento e ignorância – quando desmascara o papel das escolas na destruição do conhecimento tradicional sustentável agroecológico, no rompimento das famílias e comunidades, e na desvalorização das tradições espirituais ancestrais.
Finalmente, ESCOLARIZANDO O MUNDO faz um chamado por um “diálogo profundo” entre as culturas, sugerindo que nós temos, ao menos, tanto a aprender quanto a ensinar, e que essas sociedades sustentáveis ancestrais podem ser portadoras do conhecimento que é vital para nossa própria sobrevivência no próximo milênio."
Fonte: DocVerdade, riseup.net
A filha de um intelectual palestino em Nova York
12 de Agosto de 2013, 0:40 - sem comentários ainda![]() |
| Najla Said e Edward Said |
Najla Said, filha do intelectual palestino e líder pós-modernista Edward Said, falecido, tentou ignorar a cultura e herança palestina que lhe foi passada por seus pais em sua casa de Manhattan, quando era jovem. Mas os ataques de 11 de Setembro e a subsequente atitude azeda com árabes-americanos a fez repensar.
Por Taly Krupkin*
Título original:
"Como ser filha de um intelectual palestino em Nova York pós-11/9"
Depois de representar um “show de uma só mulher” chamado “Palestina em Nova York, em 2003”, Najla decidiu descrever a sua infância em sua memória inaugural, “Procurando pela Palestina: Crescendo Confusa em uma Família Árabe-Americana”.
“Sou uma mulher palestina-libanesa-americana cristã, mas comecei minha vida como uma WASP”, escreve Najla em seu novo livro. “Fui batizada em uma Igreja Episcopal e enviada a uma escola feminina privada na seção leste de Manhattan, uma que se gaba entre seus alunos tão bem penteados de sangue azul e americanos, como a legendária Jacqueline Onassis. Foi naquele ponto em que me dei conta de que algo estava gravemente errado comigo”.
A filha de Said escreve sobre as diferenças entre ela e os outros alunos: “Eu estava profundamente orgulhosa do meu casaco verde novo com o seu emblema chique da escola e meus sapatos elegantes da França. Mas mesmo o mais elaborado uniforme poderia proteger contra minha consciência instantânea das minhas diferenças. Eu era um rato de cabelos pretos em um mar de perfeição loira. Não tinha uma cama de dossel, um quarto despojado, ou uma sala de estar perfeitamente decorada, como tinham meus colegas”.
“Eu tinha livros empilhados sobre prateleiras e mesas, cachimbos, canetas, tapetes orientais, paredes pintadas e visitas estranhas. Era cercada, em casa, não só por alguns dos maiores acadêmicos e escritores do mundo (Noam Chomsky, Lillian Hellman, Norman Mailer, Jacques Derrida, Susan Sontag, Joan Didion), mas também pelo creme do creme da resistência palestina”.
Edward Said nasceu em Jerusalém, de uma família árabe cristã, em 1935, e foi criado em Jerusalém e no Cairo, onde seu pai geriu vários empreendimentos. Em 1951, Said estudou nos Estados Unidos, e depois se tornou professor de literatura na Universidade Columbia, em Nova York. Após a Guerra dos Seis Dias [em 1967], Said começou a interessar-se pela questão palestina, e se tornou próximo dos líderes da Organização para a Libertação da Palestina.
Seu livro “Orientalismo” alcançou um grande público, e colocou-o no centro da controvérsia entre círculos intelectuais pelo mundo. Orientalismo, publicado em 1978, é uma crítica brilhante e eloquente do Ocidente, da academia, dos acadêmicos e artistas que investigaram sobre o modo de vida do Leste, não necessariamente pelo interesse do conhecimento, mas para perpetuar a conquista ocidental e a dominação sobre o Leste. Assim, de acordo com Najla Said, o mundo árabe foi visto como estagnado, submisso e atrasado, por oposição ao supostamente superior mundo ocidental.
Najla escreve que, quando pressionou seu pai para explicar o conceito de orientalismo em palavras simples, ele disse: “Historicamente, através da literatura e da arte, o ‘Leste’, como visto através das lentes ocidentais, se torna distorcido e degradado, para que qualquer coisa ‘diversa’ do que nós ocidentais reconhecemos como familiar não seja apenas exótica, misteriosa e sensual, mas também inerentemente inferior”. E ela completa: “Você sabe, como o Aladdin”.
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| Edward Said e Mariam |
No livro, Najla relembra que, como muitos filhos de imigrantes, ela cresceu confusa pelos valores conflitantes aos quais foi exposta. “Crescer como a filha de uma mãe libanesa e um proeminente pensador palestino na cidade de Nova York, na década de 1980 e 1990, foi confuso e perturbador”.
“Eu lutei desesperadamente para conciliar a cultura e o mundo amoroso, belo e confortável do meu lar, da minha cultura e da minha família com o lugar e a sociedade supostamente ‘bárbara’ e ‘retrógrada’, como os outros os percebiam”. Em uma entrevista para a Rádio Pública Boise State, Najla disse que, depois dos ataques de 11 de Setembro, ela sentiu-se aterrorizada e temia a sua morte, mas ao mesmo tempo, ela temia que os norte-americanos passassem subitamente a chama-la de árabe-americana.
Najla também aborda o legado e a autobiografia do seu pai. A luta de Edward Said pela independência palestina o tornou uma figura controversa em Israel e no mundo judeu-americano. Em 2000, uma foto de Said lançando uma pedra em direção a Israel, desde a fronteira do Líbano, deu a ele ampla publicidade.
Para algumas pessoas, escreve Najla, “ele é o símbolo da autodeterminação palestina; um campeão dos direitos humanos, igualdade e justiça social. Ainda assim, outros insistem que ele era um terrorista, apesar de as pessoas que o conheceram saberem que isso é quase como chamar Gandhi de terrorista”.
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*Taly Krupkin é um professor israelense que leciona em diversas universidades, em Israel e no exterior.
Fonte: Ha'aretz, Vermelho Tradução: Moara Crivelente, da redação do Vermelho
Imagem: Vermelho, Google (colocadas por este blog)
EUA proíbe crianças de falarem sobre exploração de xisto
8 de Agosto de 2013, 23:17 - sem comentários ainda![]() |
| Família Hallowich |
Além de não poderem falar sobre extração do gás, a família toda está proibida de comentar a respeito da empresa Marcellus Shale, uma das líderes do setor de produção de xisto nos Estados Unidos. Em troca, os Hallowich receberam 750 mil dólares.
Os dois irmãos, um menino de doze anos e uma menina de nove, moravam em uma pequena propriedade rural de 40 hectares em Mount Pleasant, adjacente a um grande terreno de extração da rocha, que tem se tornado progressivamente uma alternativa energética nos EUA e importante fonte de renda para alguns estados produtores. O xisto é fonte de combustível – seja através de óleo ou gás natural – sempre procurado em períodos de alta do preço do petróleo.
O acordo judicial foi fechado em agosto de 2011, mas só divulgado na semana passada pelo jornal local Pittsburgh Post Gazette. O diário divulgou parte dos autos, que mostra uma transcrição dos diálogos entre a família, a empresa e o juiz. A íntegra pode ser vista nesse link. O jornal afirma que tenta há algum tempo liberar todo o conteúdo do caso, que contém cerca de 900 páginas. Isso significa que as crianças foram censuradas quando possuíam apenas nove e sete anos de idade.
A decisão provocou indignação entre ambientalistas e defensores da liberdade de expressão. Segundo os ativistas, esses acordos sigilosos têm ajudado as empresas do setor a resistir a controles ambientais e de saúde mais rigorosos pois, dessa maneira, conseguem acobertam denúncias e evidências de contaminação da água, solo e ar, além dos problemas de saúde à população local que coabita com essas operações.
A disputa
O caso começou em 2010 quando a família entrou na justiça acusando as companhias envolvidas na produção de destruir sua fazenda, além de colocar a saúde das duas crianças em risco. A atividade econômica dos vizinhos teria causado problemas respiratórios, dores de cabeça e garganta além de ardência nos olhos.
Eles são vizinhos de grandes operações industriais: são quatro poços de gás, estações de compressão e um lago de dejetos industriais, o qual a família afirma ser responsável pela contaminação da água abastecida e os consequentes problemas de saúde.
Com o desgaste causado pela batalha judicial, a família decidiu aceitar o acordo e a “mordaça”. Nos autos, eles afirmaram que não tinham outra alternativa para criar seus filhos em um ambiente mais seguro. “Precisamos tirar as crianças de lá pela própria questão da saúde e segurança”, disse a mãe, Stephanie. Com o acordo, eles obteriam dinheiro para se mudarem para uma nova casa longe dos campos de gás. A empresa insistiu no caráter vitalício do sigilo e que este também incluísse as crianças.
A mordaça
Os Hallowich receberam uma “gag order” (termo jurídico em inglês equivalente a “ordem de mordaça”, ou “obrigação de silêncio”), um dispositivo legal que, mediante acordo (quase sempre com uma compensação financeira) impede a difusão pública de uma informação, opinião ou denúncia sobre o caso por uma das partes envolvidas. É aplicada em alguns países que adotam o sistema jurídico anglo-saxão. Nos EUA, onde são muito corriqueiras, quase sempre envolvem empresas que trocam uma indenização a indivíduos em troca de sigilo – muitas vezes tratam de questões ambientais. Até os próprios advogados chegam a ser proibidos de comentar publicamente sobre a questão, sem nem mesmo poderem evocar o artigo da Constituição norte-americana que evoca a liberdade de expressão.
Polêmica
O que chama atenção e parece não encontrar jurisprudência nos EUA, segundo especialistas consultados pelo jornal de Pittsburgh, é que a mordaça foi estendida para crianças, que naturalmente não participaram das discussões. O advogado da família, por sua vez, disse nos autos nunca ter visto uma “gag order” sendo imposta a crianças em seus 30 anos de exercício da advocacia.
Nos autos, a mãe, Stephanie Hallowich, disse que duvida que as crianças consigam manter a boca fechada por tanto tempo. “Minha preocupação é que eles são menores de idade. Não estou certa de que eles entenderão completamente a situação. Sabemos que estamos assinando um voto de silêncio para sempre, mas como essa decisão pode tirar os direitos de nossos filhos, que são menores agora? Afinal, minha filha tem sete anos, o menino tem dez”, questiona.
O pai, Chris, também advertiu a corte de que pode ser difícil manter o silêncio das crianças. “Eles irão se relacionar com outras crianças, filhos de famílias que trabalham nessa indústria (…) Até podemos dizer a eles: não falem sobre isso, não falem sobre aquilo, mas e quando eles estiverem sem nós em um playground?”
Depois que esse acordo se tornou público e gerou forte repercussão, um porta-voz da Range Resources falou ao Post Gazette que não acredita que o acordo se estenda às crianças e que a empresa não concordaria com isso. Ele afirmou também que não havia evidência de que os Hallowich foram afetados pelas atividades, e que os pais assinaram um documento afirmando que a saúde deles não foi afetada.
No entanto, a posição do porta-voz vai contra a afirmação do advogado da empresa, James Swetz, feita nos autos. Ao ser perguntado duas vezes sobre o acordo ser aplicado a crianças, ele foi enfático em dizer que sim: “Nossa posição [sobre o acordo] se aplica para toda a família. Nós certamente faremos valer isso”, disse o defensor à corte. Outro advogado da empresa, Peter Villari, perguntou formalmente aos pais se eles estavam conscientes de que o acordo anularia também os direitos dos filhos de recorrerem à primeira emenda da Constiuição norte-americana especificamente para esse caso. E os pais responderam que sim. “Estou fazendo essas perguntas para que não haja desacordo no futuro”, explicou Villari.
A primeira emenda desautoriza qualquer ramos dos três poderes a infringir direitos fundamentais, entre eles, o livre exercício da religião, a liberdade de expressão, de imprensa e de associação pacífica.
Fonte: OperaMundi
Imagens: Google
Bombardeios de Hiroshima completam 68 anos; EUA continuam impunes
6 de Agosto de 2013, 13:02 - sem comentários aindaNa marca dos 68 anos após o primeiro dos bombardeios nucleares das cidades japonesas Hiroshima e Nagasaki, a presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP) e do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, em declarações ao Vermelho, diz que a ação foi “um crime de lesa-humanidade”, e que é injustificável os Estados Unidos ainda não terem sido julgados por ela.
“A guerra, naquele momento, já estava praticamente terminada, e o Japão já estava derrotado. Quando os Estados Unidos lançaram a bomba, o objetivo era testá-las, assim como impor o medo à humanidade, a outros países e povos. Ou seja, ali os EUA, já como potência militar, aceleram na escalada da imposição do terror ao mundo”, explica Socorro.
Entretanto, até hoje, “é impressionante e injustificável que os Estados Unidos não tenham sido julgados e nem condenados, é algo que nunca podemos esquecer”, completa a presidenta do CMP.
Socorro conta que, “no Japão, inclusive, há conferências e campanhas por isso, pois há inúmeras vítimas que sofreram sequelas pelo que ocorreu. Os Estados Unidos impuseram aos japoneses e à humanidade o Inferno de Dante, e precisa ser julgado por isso”. O presidente de então era Harry S. Truman, que acabava de assumir o cargo.
O esforço pelo desarmamento tem sido descrito por seus defensores como um processo a ser realizado “de maneira não discriminatória, universal e verificável”. O Paquistão e a Índia, únicos países do sul asiático a possuírem armas nucleares, sustentaram que o desarmamento é viável, e deve ser um compromisso universal.
“O desarmamento nuclear mundial é factível se garantirmos uma segurança igual e sem menosprezo para todos os Estados”, disse o porta-voz do Ministério paquistanês de Relações Exteriores, Aizaz Ahmad Chaudhry, à agencia de noticias Kyodo News. A Índia e o Paquistão não são signatários do Tratado de Não Proliferação nuclear (TNP), aberto para assinatura em 1968 e em vigor desde 1970. São 93 países signatários atualmente e 190 países parte.
Desde 1947, todos os prefeitos da cidade têm promovido a campanha “Não mais Hiroshima”, e instado as potências nucleares a abandonar os ensaios deste tipo, para colocar um fim às ameaças das armas atômicas.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a Conferência sobre o Desarmamento, estabelecida em 1979 como o único órgão de negociações multilaterais sobre o desarmamento, providencia apoio organizacional para diversos acordos de não-proliferação e desarmamento.
A criação da conferência seguiu-se à primeira Sessão Especial sobre Desarmamento (SSOD I), na Assembleia Geral da ONU, ainda em tempo de Guerra Fria, em 1978.
Além disso, o governo do Japão, em cooperação com as cidades de Hiroshima e Nagasaki e com a ONU, tem trabalhado pela garantia de que os testemunhos dos sobreviventes da bomba atômica (os “hibakusha”) se tornem um legado. O Ministério de Assuntos Estrangeiros do Japão disponibilizou os testemunhos de 21 sobreviventes, traduzidos para diversas línguas.
Fonte: Vermelho
Imagem: Vermelho, Google
Exército israelense se prepara para guerra sangrenta no Líbano
4 de Agosto de 2013, 13:15 - sem comentários aindaA terceira guerra no Líbano será breve, agressiva e sangrenta. Esta afirmação tem sido exposta por altos oficiais israelenses, partindo da possibilidade de um confronto armado com o Hezbollah nos próximos meses. Eles elevam o tom de ameaças ao Líbano para tentar deter as vitórias - e fortalecimento - do Hezbollah na Síria.
Na opinião dos militares, Israel será alvo de centenas de mísseis capturados pelo Hezbollah na Síria. Curiosamente, esses mísseis foram entregues aos mercenários e terroristas que atuam na Síria justamente pelos governos de Israel, EUA, França e Inglaterra. Portanto, Israel vai provar do seu próprio veneno ao ver explodir em seu território as armas que enviou para tentar destruir um país vizinho, a Síria.
Analistas afirmam que os meios da defesa antiaérea israelenses e norte-americanas não conseguirão proteger totalmente o país contra o disparo de sucessivos mísseis vindos do Sul do Líbano.
Por parte do exército israelense, se esperam ataques aéreos em massa ao território libanês, massacrando principalmente a população civil indefesa, em uma manobra rápida mas agressiva. Temendo pressão internacional, os militares israelenses desejam promover ataques rápidos e sangrentos.
As ameaças de ataques ao Líbano por parte do governo de Israel são constantes, e são reflexos da impunidade em que atuam, promovendo ataques terroristas na Síria e na Palestina ocupada, diante do silêncio criminoso das Nações Unidas e da imprensa ocidental.
Fonte: Voz da Rússia, Marcha Verde
Imagem: Google
Exército israelense se prepara para guerra sangrenta no Líbano
4 de Agosto de 2013, 13:15 - sem comentários aindaA terceira guerra no Líbano será breve, agressiva e sangrenta. Esta afirmação tem sido exposta por altos oficiais israelenses, partindo da possibilidade de um confronto armado com o Hezbollah nos próximos meses. Eles elevam o tom de ameaças ao Líbano para tentar deter as vitórias - e fortalecimento - do Hezbollah na Síria.
Na opinião dos militares, Israel será alvo de centenas de mísseis capturados pelo Hezbollah na Síria. Curiosamente, esses mísseis foram entregues aos mercenários e terroristas que atuam na Síria justamente pelos governos de Israel, EUA, França e Inglaterra. Portanto, Israel vai provar do seu próprio veneno ao ver explodir em seu território as armas que enviou para tentar destruir um país vizinho, a Síria.
Analistas afirmam que os meios da defesa antiaérea israelenses e norte-americanas não conseguirão proteger totalmente o país contra o disparo de sucessivos mísseis vindos do Sul do Líbano.
Por parte do exército israelense, se esperam ataques aéreos em massa ao território libanês, massacrando principalmente a população civil indefesa, em uma manobra rápida mas agressiva. Temendo pressão internacional, os militares israelenses desejam promover ataques rápidos e sangrentos.
As ameaças de ataques ao Líbano por parte do governo de Israel são constantes, e são reflexos da impunidade em que atuam, promovendo ataques terroristas na Síria e na Palestina ocupada, diante do silêncio criminoso das Nações Unidas e da imprensa ocidental.
Fonte: Voz da Rússia, Marcha Verde
Imagem: Google





































