Apoio mundial ao Irã – Reações nos EUA
October 18, 2012 21:00 - Pas de commentairePor Anna Malm
Correspondente de Pátria Latina na Europa
Numa perspectiva global as posições de Bush e Obama em relação ao direito do Irã a um programa próprio para o desenvolvimento de um ciclo de combustão nuclear assim como para o enriquecimento do urânio em seu próprio território deixa os EUA fora da linha da demarcação mundial.[1]
Isso foi claramente demonstrado pela cúpula do Movimento dos Países não Alinhados, o que acarretou as reações americanas que iremos discutir abaixo. Os cento e vinte membros deste movimento representam 55% da população do planeta e quase 2/3 dos países membros da ONU. Nesse movimento o Egito, a Índia, a África do Sul, a China e a Yugoslávia tem papel de destaque, sendo que o Brasil vem acompanhando o movimento na qualidade de observador. [2]
A cúpula do movimento, que foi realizada em Teerã do 26 ao 31 de agôsto desse ano, marcou explicitamente um grande repúdio mundial quanto as posições unilaterais tomadas pelos EUA em relação ao Irã. Observe-se entretanto que a atitude obtusa dos Estados Unidos estende-se também a grande maioria dos países ditos “Não-Ocidentais” ou seja “No- Western” que já assinaram o Tratado de Não Proliferação Nuclear – TNP. [1]
Como se sabe o TNP é um tratado de não proliferação nuclear que foi assinado em 1968 e que entrou em vigor em 1970. O tratado conta com a adesão de 189 países, cinco dos quais detentores de armas nucleares – EUA, Rússia, Reino Unido, França e China. Estes são os mesmíssimos países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. O tratado da não proliferação foi revidado em 2010 e inclui agora uma total interdição de armas de destruição em massa, para o Oriente Médio. [2]
Aqui encontra-se então Israel à “luz da ribalta” e perguntas lógicas e justas se acumulam.
O caso é que nos Estados Unidos o repúdio internacional demonstrado claramente através das tomadas de posição na cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados causou uma reação imediata dos adeptos das posições de Bush e Obama.
Um desses adeptos que – ressalta-se, não é nenhum advogado ou estudante de Direito Internacional argumentou conjuntamente com associados que a declaração apresentada pelo Movimento dos Países Não Alinhados tinha interpretado erroneamente o Tratado de Não Proliferação Nuclear, o que teria então dado o apoio mundial ao Irã. [3]
Este argumento foi imediata e vigorosamente refutado por Daniel Joyner e aqui temos que ressaltar que o Dr. Joyner é Professor de Faculdade de Direito, e um dos mais reconhecidos e respeitados estudiosos do Tratado de não Proliferação Nuclear. Ele é também autor de um livro, que em português poderia ter o título “Interpretando o Tratado de Não Proliferação”. Este é um dos seus livros, que em sua forma original, foi publicado pela “Oxford Press”. Por ser um trabalho científico este livro foi, antes de sua publicação, submetido ao devido control por dois outros doutores especializados na questão da proliferação nuclear. Veja [1] e [4]
Centrando a atenção à argumentação pública entre o mencionado adepto e Daniel Joyner revela-se então muito do que se passa nos Estados Unidos em relação ao Irã. Sem causa ou razão de ser no caso da proliferação nuclear apresentam-se diversos atores como especialistas profissionais da questão. Simples opinião baseada em interesses políticos ou outros são depois divulgadas e celebradas como resultado de pesquisa profissional de peso.
Naturalmente que isto sendo levado ao seu extremo, como realmente é o caso nos Estados Unidos de hoje, tem como consequência uma grande deturpação dos fatos. [1]
Depois há também o problema dos próprios profissionais que alinhados com a linha oficial fazem o que podem e o que não podem para apoiar a linha de intimidação do governo. Observe-se aqui que isso não é sómente em relação ao Irã, como também em relação a outros países em desenvolvimento que costumam ser intimidados tanto na questão da energia nuclear como também em muitas outras áreas. [1] [4]
Temos então que os mencionados profissionais nos Estados Unidos estão tão ligados ao governo que não podem ser vistos como independentes ou neutrais em relação ao Irã. Ressalta-se agora o aspecto “provincial” da chamada “comunidade da não proliferação” uma vez que esta também na sua capacidade, dita internacional, por sua vez também tem seu núcleo centrado junto ao centro político de Washington.
Ressalta-se então que muito mais do que nos outros países os membros do agrupamento de profissionais envolvidos na questão da não proliferação nos Estados Unidos apresentam as seguintes características: [1]
a) contratos anteriores com o governo
b) interesse em ser contratado pelo governo no futuroc) teriam sido ou gostariam de ser financiados pelo governod) gostariam de manter ou ter acesso aos favores de representantes oficiais, ou pela informação a poder ser obtida ou pelo simples prazer de ser convidado especial em diversas circunstâncias.
Ao dito junta-se a tendência dos envolvidos na questão de apresentarem-se bem com a mídia institucional. Sendo assim estes profissionais nunca apresentarão os fatos que contradigam as posições oficiais, preferindo evadir-se ou ressaltar o que possa pesar bem para a posição já estabelecida pelos dirigentes. [1]
O Dr. Daniel Joyner [4] frente a tudo o que se passa nos Estados Unidos, ressalta que é necessário que os argumentos apresentados pelo governo da República Islâmica do Irã sejam analisados rigorosa e independentemente pela comunidade internacional, como seria o caso com argumentos apresentados por outros governos em situação comparável. As razões desta necessidade são muitas, mas tem-se que ser ressaltada a urgência de impedir a continuação das desnaturadas, injustas e desnecessárias sanções impostas ao povo iraniano.
A lei assim como o Direito Internacional tem que prevalecer nas relações internacionais e o Irã tem todo o apoio conferido pela Lei, a Justiça e o Direito Internacional.
Os conselheiros legais dos governos ocidentais tramam e fazem suas maquinações com falsos argumentos legais para poder dar uma aparência de credibilidade as suas políticas de intimidação.
REFERÊNCIAS E NOTAS:
[1] Flynt Leverett e Hillary Mann Leverett, “On U.S. Efforts to Take Away Iran´s Rights by (Unilaterally) Rewriting the NPT: And the Complicity of America´s Iran “Experts” in the Charade - (Os esforços unilaterais dos EUA para tirar do Irã os seus Direitos: A cumplicidade dos “peritos” americanos ) Em www.raceforiran.com Postado em 2012-10-14
[2] Vikipedia: “Movimento dos Países Não Alinhados”; “Tratado de Não Proliferação Nuclear” em http://wikipedia.org
[3] David Albright do “Institute for Science and International Security”
[4] Daniel Joyner – Alabama ´s School of Law. Livro mencionado:- Oxford Press: “Interpreting the Nuclear Non-Proliferation Treaty” by Daniel H. Joyner.
Fonte: Pátria Latina, IrãNews
Lula: Precisamos regulamentar imprensa no Brasil
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentaire![]() |
| Lula e Cristina Kirchner |
Por Vanessa Silva
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na Argentina, onde cumpre intensa agenda política: almoçou com a presidenta Cristina Kirchner, na quarta (17), e participa, nesta quinta (18), de um congresso empresarial. Em entrevista ao jornal La Nación, ecoando o amplo debate a respeito da entrada em vigor da Lei dos Meios naquele país, Lula foi taxativo ao avaliar a situação do Brasil: “aqui precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação”.
Lula também falou sobre o menor crescimento econômico do Brasil neste ano e destacou a necessidade de uma reformulação no FMI e nos organismos internacionais como a ONU. Com relação ao polêmico julgamento do “mensalão” e a possibilidade de ele também ser julgado, é categórico: “eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento”.
Relações internacionais
O fato de querermos fazer uma reforma nas instituições multilaterais não depende da crise. A crise apenas agravou este debate. O Brasil, há pelo menos 15 anos luta para que a ONU seja reformada, e que tenha uma representação do mundo geográfico correspondente a 2012 e ao século 21 e não que represente o mundo de 1948. Não há explicação para que apenas cinco países tenham o controle dos assuntos mais importantes do mundo, sem que haja um representante da América Latina, da África, sem um país de 1 bilhão de habitantes como a Índia ou mesmo a Alemanha. Queremos que a ONU e o Conselho de Segurança sejam representativos da realidade de hoje, e não do passado.
O FMI também tem que ser reformado para que possa funcionar como um banco que possa ajudar os países em crise e não como um banco para fazer pressão nas economias dos países pobres. Na crise atual dos Estados Unidos e Europa, o FMI não sabe o que fazer. Ninguém sequer quer escutar o FMI! É como se não servisse para nada! Dá a impressão de que foi criado para Argentina, Brasil, Bolívia ou México e não para a Alemanha nem Grécia. É por isso que nós queremos fazer um debate.
Irã
Vejamos o caso do Irã. Todos os dias vejo notícias que dizem que o Irã quer construir uma bomba atômica. Eu não acredito nisso. Eu desejo para o Irã o mesmo que desejo para o Brasil: utilizar a energia nuclear para fins pacíficos. E com esta ideia eu fui ao Irã. Os membros do Conselho de Segurança nunca tinham conversado com [Mahmoud] Ahmadinejad. A política foi terceirizada, colocam assessores para conversar e os presidentes nunca conversam. E quando eu disse que ia conversar com Ahmadinejad para que ele se comprometesse a aceitar as regras que eram impostas pela AIEA, disseram que era ingênuo. Fomos ao Irã, estivemos dois dias juntos com a Turquia, e conseguimos que o Irã se comprometesse com o que os norte-americanos e a União Europeia queriam. Para a minha surpresa, quando Ahmadinejad aceitou e nós apresentamos um documento assinado, o que aconteceu? Sancionaram o Irã. Por que? Porque não era aceitável que um país do terceiro mundo tivesse conseguido o que eles não conseguiram.
Chávez
É necessário analisar a Venezuela não em comparação com o Brasil ou Argentina, nem com a Europa. Tem que analisar a Venezuela de Chávez em comparação com a Venezuela antes de Chávez. E melhorou muito a Venezuela. O povo pobre ganhou dignidade. A América do Sul ganhou muito com o Chávez. Porque antes até os vasos sanitários eram importados dos Estados Unidos. Hoje importa de outros países: Brasil, Argentina… Venezuela começou a olhar a América Latina e por isso defendi a entrada da Venezuela no Mercosul. Pela importância estratégica da Venezuela, é uma das maiores reservas de petróleo do mundo e de gás, tem um potencial energético extraordinário. Nós precisamos, enquanto Unasul, discutir como nos tornar sócios dessa riqueza que temos. Por isso penso que Chávez foi importante para a Venezuela. (…) Com a minha chegada ao poder, a de Kirchner, de Chávez, de Evo Morales, foi que as pessoas começaram a perceber que gostamos de nossos países, que começamos a ver nossos países a partir de nossa própria realidade. Isso mudou. Quando cheguei ao governo, a relação comercial entre Brasil e Argentina era de US$ 7 bilhões. No ano passado, foi US$ 40 bilhões.
Meios de comunicação
Eu penso que poucos líderes políticos do mundo foram e são tão criticados pela imprensa como eu. No entanto, não reclamo. Eu nunca tive a imprensa a meu favor, e não é por isso que deixei de ser presidente com a maior aprovação de meu país. Me parece que devemos acreditar na sabedoria dos leitores, dos ouvintes de rádio e dos telespectadores. Eles saberão julgar os valores do comportamento de um político, e também do comportamento da imprensa.
Acredito que no Brasil precisamos instalar uma discussão política sobre um novo marco regulatório da comunicação. A última regulação é de 1962, não há nenhuma explicação para que no século 21 tenhamos a mesma regulação que em 1962, quando não havia telefones celulares, nem internet. A evolução que teve nas telecomunicações não está regulada. Essa briga existe na Argentina, na Venezuela, no México, onde Ricardo Salinas e Slim estão em guerra todo santo dia. E no Brasil preparamos uma conferência nacional – na qual participaram partidos, meios de comunicação, telefonia – e elaboramos uma proposta de regulação, que precisa ser discutida com a sociedade. Não há modelo definitivo, não há o modelo de O Globo, da Folha, de Lula ou de Dilma, isso não existe. Então vamos começar uma discussão com a sociedade para saber o que é o mais importante para que os meios de comunicação sejam cada vez mais retransmissores de conhecimento, de informação, cada vez mais livres e sem ingerência do governo.
Mercosul
Penso que o que fizemos na América do Sul já é muito. O problema é que éramos países com uma cultura colonizada, com uma mente colonizada. Fomos doutrinados para que nos víssemos como adversários, como inimigos e os amigos estavam no Norte. Quando na verdade, não tem que ter inimigos nem no Norte, nem aqui, temos que construir o que for bom para Argentina e Brasil. Lembro que há muito tempo realizamos reuniões onde muitos países diziam que o Mercosul já não interessava, que o Mercosul tinha acabado, e que havia que implementar a Alca. Hoje, nem o governo norte-americano fala da Alca. Sequer eles.
Mensalão
Não me manifesto sobre esse processo, primeiro porque naquela época eu era presidente da República e creio que um ex-presidente não pode opinar sobre a Suprema Corte. Principalmente quando o processo está em desenvolvimento. Vamos esperar que termine o processo e então com certeza poderei emitir minha opinião.
Eu já fui julgado. A eleição de Dilma foi um julgamento extraordinário. Um presidente com oito anos de mandato sair com 87% de aprovação é um tremendo julgamento e não me preocupo com nada. Cada poder: Executivo, Legislativo ou Judiciário, tem suas próprias responsabilidades e cada um deve cumprir com a mesma.
Economia
Sejamos sinceros. Há uma desaceleração econômica promovida pelo próprio governo. Obviamente há problemas com a crise econômica, mas acontece que em 2010 nós crescemos muito, o consumo era exageradamente alto e era necessário diminuir um pouco esse ímpeto da economia. Essa redução do governo também foi afetada pela crise internacional. Houve uma diminuição das exportações. As exportações da Argentina caíram quase 20%, houve uma diminuição importante, e no nível mundial a diminuição foi somente 6%. Era necessário controlar a inflação. As informações que tenho da Presidência e do ministro da Fazenda é que a inflação está controlada e para o próximo ano, Brasil voltará a crescer mais ou menos 4,5%.
Volta à presidência
Um político não pode nunca descartar [esta hipótese]. O problema é que cada vez que fazem esta pergunta... se eu digo que não o descarto, a imprensa diz: “Lula admite que será candidato”. Se eu digo o contrário, dizem “Lula nunca mais será presidente”. Eu sou um político, e creio que já cumpri minha parte. Toda a minha vida tive vontade de provar que era capaz de fazer o que eu reivindicava, e creio que conseguimos fazer muito mais. Hoje, o principal legado que deixamos para a sociedade brasileira, além dos 40 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média, além do aumento do salário mínimo, dos 17 milhões de empregos formais criados, o principal legado é a relação entre o Estado e a sociedade. Realizamos 73 conferências nacionais. As principais políticas de meu governo foram decididas em plenários, onde havia debates no âmbito municipal, estadual e nacional. Eram políticas de todas as áreas, tudo foi discutido. Queria provar a mim mesmo que um governante nunca, em hipótese alguma, deve ter medo de conversar com a sociedade. Não podemos ver em cada pessoa que nos cerca na rua um inimigo. Porque muitas vezes temos que nos perguntar por que é inimigo agora se votou em mim.
Integração
Sonho com a integração da América Latina. A integração não é um discurso, deve transformar-se em um ato cotidiano de cada cidadão e de cada governante. E ainda nos resta muito por fazer.
Fonte: Vermelho
Imagem: Google
Presidente francês François Hollande reconhece massacre de argelinos
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentaireO presidente francês, François Hollande, reconheceu na quarta-feira (17) a responsabilidade do país no massacre de um grupo de argelinos que reivindicavam a independência do país, na época sob o domínio da França, no dia 17 de outubro de 1961 em Paris.
Esta foi a primeira vez que um chefe de Estado francês admitiu a culpa da França no incidente, gerando polêmica por parte de seus opositores, mas também reações positivas de historiadores e do governo da Argélia.
“No dia 17 de outubro de 1961, argelinos que manifestavam o direito pela independência foram assassinados durante uma repressão sangrenta. A República reconhece com lucidez esses fatos. Cinquenta e um anos depois desta tragédia, eu homenageio a memória das vítimas”, declarou Hollande nesta quarta-feira.
As reações negativas vieram naturalmente dos partidos de direita do país. “Vivemos em um país em depressão nervosa quase permanente, não precisamos disso”, disse nesta quinta-feira (19) o ex-primeiro-ministro francês e candidato à presidência do partido de direita, François Fillon.
Para o presidente honorário do partido neofascista Front National (FN), Jean-Marie Le Pen, não é papel de Hollande reconhecer a culpabilidade da França. “Essas pessoas que colocam as responsabilidades da França em questão não tem propriedade para isso. Chirac [ex-presidente francês] ou Hollande não têm autoridade para reconhecer a culpabilidade ou a inocência da França”, vociferou.
Vitória anticolonialista
Do lado contrário, a declaração do presidente francês em favor dos argelinos foi saudada por historiadores e representantes de partidos de esquerda.
Para o Partido Comunista Francês (PCF), a intenção de Hollande é uma vitória anticolonialista. “É um golpe contra todos os que procuram hoje reabilitar as ditas vantagens da colonização”, disse o secretário nacional do PCF, Pierre Laurent, em um comunicado. Segundo ele, é necessário abrir os arquivos da época “para que a verdade sobre a responsabilidade do poder político da época possa ser esclarecida”.
Inúmeros historiadores franceses também se manifestaram a favor do reconhecimento do crime. Segundo o historiador francês especialista na Argélia, Benjamin Stora, muitos argelinos esperavam por este gesto. “Graças ao trabalho de historiadores, sabemos o que realmente aconteceu nesta noite do 17 de outubro de 1961”, disse lembrando que um dos primeiros gestos de François Hollande durante o início de sua campanha presidencial foi prestar homenagem aos participantes desta manifestação independentista no local do massacre.
“Durante 51 anos, as vítimas argelinas foram renegadas. Esta declaração foi indispensável porque, durante todos esses anos, a República viveu uma mentira do Estado”, afirmou o historiador francês Jean-Luc Einaudi.
O primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, saudou ontem “as boas intenções” do presidente francês em virar a página do trágico acontecimento de 1961.
Fonte: Diário Liberdade
Imagem: Diário Liberdade, Google (colocadas por este blog)
Cebrapaz critica ação dos EUA e Israel no Oriente Médio
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentaire![]() |
| A Comissão de Relações Exteriores quer reunir subsídios sobre como o Brasil pode atuar de forma concreta. |
De Brasília
Márcia Xavier
A defesa dos princípios da ONU (Organização das Nações Unidas), de autodeterminação e soberania dos povos, e a crítica aos Estados Unidos e a Israel, apontados como responsáveis pelos conflitos no Oriente Médio foi a tônica da fala da presidenta do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Socorro Gomes, no debate sobre "Os Meios de Comunicação em Zonas de Conflito e a Luta pela Paz", realizado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara nesta quarta-feira (17).
Socorro Gomes também criticou a mídia que, segundo ela, pratica uma política de demonização dos países que se insurgem contra os Estados Unidos e Israel. “A mídia joga um papel sórdido contra as liberdades, contra a verdade, contra a Justiça”, disse.
Ela avalia que “são grandes os impedimentos para a paz e podemos e devemos travar a luta pela paz e o Brasil e outros povos têm papel a jogar, mas é preciso respeitar a Carta das Nações, os princípios da ONU, senão é a barbárie”. E insistiu em dizer que o primeiro passo para se percorrer o caminho para a paz é respeitar os princípios da ONU.
Na avaliação de Socorro Gomes, os povos têm o direito e o dever de travar a luta pela paz e para isso têm que saber o que provoca a guerra. No Oriente Médio, segundo ela, os causadores dos conflitos são os Estados Unidos e seu aliado – o Estado de Israel, a quem acusou de sionismo, que usam a religião para espoliar a terra que deveria ser usada na formação do Estado da Palestina.
Segundo ela, a solução para a paz é a retirada das tropas dos países ocupados e que o diálogo substitua a força bruta das armas. Ela defendeu ainda uma campanha pela eliminação de todas as armas nucleares, a começar pelas grandes potências, que são as mais armadas e mais ameaçadoras.
Ela explica que os dois países – Estados Unidos e Israel – querem governos submissos à vontade deles e aqueles que se insurgem contra eles são combatidos. Para isso, usam pretextos como a democracia, direitos humanos, meio ambiente, etc., para invadir os países e não cumprem as resoluções da ONU.
A situação do Iraque e do Irã foi citada como exemplos dessa prática dos Estados Unidos. O Iraque foi acusado de possuir armas de destruição em massa para que os Estados Unidos invadissem o país e derrubassem o governo, e o mesmo ocorre no Irã, que é acusado de possuir armas nucleares.
Para Socorro Gomes, essa atitude do governo estadunidense demonstra uma “esquizofrenia”, porque os Estados Unidos e Israel possuem armas nucleares e os Estados Unidos já usaram as armas nucleares. Para ela, essa atitude conta com o apoio da mídia, que repercute o pensamento desses países sem questionar as causas verdadeiras dos conflitos.
Na Síria – tema do debate –, os Estados Unidos dizem que o chefe de Estado deve parar de usar armas, mas financia mercenários para manter o estado de guerra no país, acusa Socorro Gomes. “Todos têm que parar de usar as armas”, destaca ela, insistindo que o objetivo dos Estados Unidos na Síria é derrubar o governo de Bashar Al Assad e instalar um governante submisso a eles.
Socorro Gomes disse ainda que a defesa da autodeterminação dos povos não impede os atos de solidariedade, que é um valor evoluído do mundo, que deve ser cultivado, mas que nenhum Estado pode interferir em outro país e para isso existe a ONU.
Outros debates
O segundo debate no seminário realizado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara, para discutir "O Brasil no mundo: deveres e responsabilidades no Oriente Médio", reuniu ainda o jornalista Samy Adghirni, correspondente do jornal Folha de S. Paulo em Teerã, capital do Irã, e o jornalista Marcelo Rech, especialista em defesa e editor do site InfoRel.
Os jornalistas falaram sobre suas experiências de coberturas jornalísticas na região. A fala de Marcelo Rech, de que "a democracia israelense dá um baile na brasileira, em relação ao trabalho jornalístico", foi contestada por Socorro Gomes.
Em resposta a Rech, a presidenta do Cebrapaz disse que “não pode ser chamado de democrata um Estado que subtraiu o território de um povo com terror, com assassinatos em massa", declarou, lembrando que Israel tenta impedir a criação do Estado da Palestina como está determinada pela ONU.
A presidente da comissão, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), autora do requerimento para a realização do seminário, disse que o colegiado deverá realizar outros eventos semelhantes. "A ideia é colocar, semanalmente, outros temas na comissão. Um deles é a posição do Brasil com a responsabilidade de proteger (povos em situação de conflito)".
Segundo Perpétua, essa defesa deve ser feita com cuidado, pois há casos em que "países sofrem intervenções internacionais com a desculpa de proteger civis e acabam matando muito mais civis do que os que precisam de proteção".
Fonte: Vermelho
Que tal processar Tufão pela Lei Maria da Penha?
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentairePor Leonardo Sakamoto do Blog do Sakamoto
Eu era viciado em novelas – na época de Vamp… Hoje, prefiro dedicar a parte livre do meu tempo a reprises de House (que Deus o tenha), Big Bang Theory (nerd, eu?) ou Newsroom (sublime). Ontem, por acidente, acabei assistindo a um capítulo de Avenida Brasil, logo no momento em que o mocinho da novela sentava a mão na cara de Carminha – a megera. Desde então, protestos ganharam as redes sociais por conta da força simbólica de um homem traído agredir a sua companheira.
Muitos telespectadores sentiram-se vingados com a vilã levando uns tabefes. Compadeciam-se de Tufão e acharam que a personagem de Adriana Esteves recebeu o que merecia. Mas o que passa pela cabeça do sujeito em casa, que cresceu em uma sociedade machista como a nossa, quando vê um dos heróis da trama empregando violência doméstica? Provavelmente, vê reafirmado o mesmo modelo de comportamento que conhece desde que era um mancebo e que vem sendo questionado pela sociedade a conta-gotas. Se o Murilo Benício, que é o cara, pode, por que eu não?
Se fosse o vilão seria diferente? Em parte, sim, porque isso seria visto como uma ação ruim. Sei que a vida não é preto no branco – há muitos tons de cinza no meio do caminho. Mas esses folhetins televisivos são produzidos simplificando relações humanas, construindo um lado para que possamos torcer, acolher e nos identificar.
Algumas pessoas vão afirmar que uma novela pode até ser baseada em situações da vida real, mas é uma peça de ficção, com a arte alimentando-se da vida. Sabemos, contudo, que o processo não é de mão única, mas circular. A arte também serve para organizar a vida, reafirmando elementos simbólicos, ensinando padrões de comportamento e estruturando o dia a dia.
Esse sentimento de vingança que deve ter tomado parte dos telespectadores é semelhante – guardadas as devidas proporções – às cenas finais de Dogville, de Lars von Trier. Quando a personagem de Nicole Kidman comanda o massacre na pequena cidade que a humilhou, escravizou e estuprou durante todo o filme, matando homens, mulheres e crianças com requintes de crueldade, não foram poucas as pessoas no cinema que sentiram um calor percorrer o seu corpo. Acreditavam que era o sentimento de Justiça. Porém, pouco tempo depois, surgia, no lugar, um calafrio de vergonha ao perceber que não era Justiça, mas vingança em seu estado mais selvagem que as possuíra minutos antes. Com isso, o diretor conseguiu mostrar o quanto a parte mais bizarra de nossa programação ainda age em nós e como é longo o caminho para domá-la e desligá-la. Não individualmente, mas como coletivo, como sociedade.
Somos programados, desde pequenos, para que homens sejam agressivos. Ganhamos armas de brinquedo, espadas, luvas de boxe. Raramente a nós é dado o direito de que consideremos normal oferecer carinho e afeto para outro amigo em público. Ou de chorar e se fechar diante da tristeza. Manifestar nossos sentimentos é coisa de mulherzinha. Ou, pior, de “bicha”. De quem está fora do seu papel. Lavar a honra com sangue ou com porrada, pode. Bater em “vadia” pode. Em “bicha” pode. Em “maconheiro” pode. Em “mendigo” pode. E por que não em índio? Em vagabundo. Em sem-terra. Em sem-teto.
As pessoas envolvidas em casos de violência contra mulheres colocam em prática o que devem ter ouvido a vida inteira: quem não se enquadra em um padrão moral que nos foi empurrado – e que não obedece à hegemonia masculina, heterossexual e cristã – é a corja da sociedade e age para corromper o nosso modo de vida e tornar a existência dos “cidadãos de bem” um inferno. Seres que nos ameaçam com sua liberdade, que não se encaixa nos padrões estabelecidos pelos “homens de bem”.
Quando uma mulher tem uma relação extraconjugal, o coletivo não a agride por ter rompido unilateralmente um acordo interno do casal, mas por ter desrespeitado uma regra social que todas as outras pessoas estão obrigadas a obedecer. Quem é ela para achar que pode ser melhor do que os outros?
Uma amiga pediu a aplicação da Lei Maria da Penha para o Tufão. Em 1983, o ex-marido de Maria da Penha – o covarde Marco Antônio Herredia Viveiros – atirou nas costas da esposa e depois tentou eletrocutá-la. Não conseguiu matá-la, mas a deixou paraplégica. Muitos anos de impunidade depois, ele pegou seis anos de prisão, mas ficou pouco tempo atrás das grades. A sua busca por justiça tornou-a símbolo da luta contra a violência doméstica. E, em agosto de 2006, foi sancionada a lei 11.340, a Lei Maria da Penha, para combater crimes dessa natureza. O STF, posteriormente, ampliou as possibilidades da lei, afirmando que é desnecessária a denúncia da agredida para que o processo seja aberto.
A caminhada que a lei teve que percorrer até aqui é dura e ingrata. Lembro de um juiz de Sete Lagoas (MG) que rejeitou uma série de pedidos de medidas, baseadas na Lei Maria da Penha, contra homens que agrediram e ameaçaram suas parceiras. Edilson Rodrigues afirmou em suas sentenças: “Para não se ver eventualmente envolvido nas armadilhas dessa lei absurda, o homem terá de se manter tolo, mole, no sentido de se ver na contingência de ter de ceder facilmente às pressões.” E ainda: “A vingar esse conjunto de regras diabólicas, a família estará em perigo, como inclusive já está: desfacelada, os filhos sem regras, porque sem pais; o homem subjugado”.
Ainda bem que as decisões do Supremo sobre a interpretação da Constituição Federal visando à garantia de direitos humanos não são tomadas com base em pesquisas de opinião ou para onde sopra a opinião pública em determinado momento. Principalmente em finais de novela.
Em uma sociedade que canta um “tapinha não dói” e se sente vingada quando alguém que teve uma relação extraconjugal apanha em rede nacional, a Lei Maria da Penha é uma lufada de ar fresco. Mais do que apenas punição, é didática. Mas, como já disse aqui, deixou uma manada de babacas irritadíssimos com uma suposta “interferência do Estado na vida privada”. Afinal de contas, quem vocês pensam que são? Eu bato na minha mulher/filha/mãe/irmã na hora que quiser e com o objeto que quiser!
A esses, o meu desprezo. Bem como ao mocinho (sic) da novela.
Fonte: Blog do Sakamoto
Gaúchos fazem campanha para que o Rio Grande do Sul seja anexado pelo Uruguay
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentaireMujica, estoy listo para ser uruguayo
Enchi o saco de ser gaúcho y ahora estoy listo para ser uruguayo. Como escreveu o Samir Oliveira, do Sul21, as razões são múltiplas. Não, não queremos essa bobagem de meramente se separar do Brasil, queremos é ser anexados, queremos ser regidos por leis uruguaias e ter Mujica como presidente.
Queremos ser o vigésimo departamento do Uruguay (com ípsilon). A ser periferia de São Paulo, preferimos ser de Montevidéu.
Foi bom ter sido gaúcho. Agora quero mais.
#GovernaEuMujica
Fonte: Sul21
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Em 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845 teve a Revolução Farroupilha, revolução ou guerra regional, de caráter republicano, contra o governo imperial do Brasil, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul (hoje Rio Grande do Sul), e que resultou na declaração de independência da província como estado republicano, dando origem à República Rio-Grandense que estendeu-se de 20 de setembro de 1835 a 1 de março de 1845.
Houve também um MOVIMENTO PELA INDEPENDÊNCIA DO PAMPA ( como é chamado o Rio Grande do Sul pelos gaúchos) que foi fundado em Fevereiro de 1990, mas já atuava de fato desde meados da década de 1980. É o Movimento Separatista Gaúcho com reconhecimento internacional.
O auge das atividades do Movimento ocorreu em 1993, quando haviam centenas de Comissões Separatistas Municipais em todo o Rio Grande do Sul. Um abaixo-assinado visando chamar um plebiscito para consultar a população sobre a restauração da República Rio-Grandense estava sendo elaborado e já contava com mais de um milhão de assinaturas de eleitores gaúchos quando foi roubado pela polícia brasileira.
A partir de 1993 o Movimento Pampa passou a sofrer perseguição sistemática por parte do mega sistema que controla o Brasil (políticos corruptos, governos de alguns países estrangeiros adeptos do colonialismo, jornalistas corruptos encabeçados pela Rede Globo de Televisão, etc.). Apesar de se tornar vítima do ódio brasileiro, o Movimento sobreviveu e continua atuando, de forma pacífica, pela restauração da independência da República Rio-Grandense.
No Rio Grande do Sul sempre houve uma campanha separatista para que o Rio Grande do Sul se tornasse um Estado independente do Brasil, o Estado Gaúcho se situa numa região de fronteira com o Uruguai e Argentina.
Hoje o jornalista Samir Oliveira resolveu fazer esta campanha não de independência, mas sim de anexação do Rio Grande do Sul ao Uruguai.
(Burgos Cãogrino)
Vídeo de 2009
Uma genial lição dada por Rafael Correa
October 17, 2012 21:00 - Pas de commentaire
Por Jair de Souza
Os defensores do capitalismo neoliberal (e, logicamente, seus meios de comunicação) são ostensivamente contrários a qualquer programa de assistência social por parte do Estado. Para eles, nenhum recurso público deveria ser empregado para mitigar as penúrias dos mais necessitados. É populismo, bradam eles em voz alta! Só serve para acostumar o povo com a vagabundagem, a não querer trabalhar para ganhar a vida, e outras tantas argumentações de caráter semelhante.
As campanhas feitas contra este tipo de ajuda e contra os governantes que decidem implementá-las costumam ser arrasadoras. Os ideólogos das oligarquias se encarregam de ditar a linha através dos grandes meios de comunicação e seus serviçais tratarão de disseminá-la por meio das redes sociais. Quem nunca recebeu um e-mail condenando os governos Lula-Dilma por sustentar malandros com o bolsa-família, bolsa-escola, etc?
Porém, e sempre há um porém, nos períodos de campanha eleitoral os candidatos da oligarquia costumam receber licença para também prometer que vão manter e até mesmo ampliar todas as ajudas sociais em vigor. O próprio Serra não vacilou em prometer que manteria o bolsa-família e que iria até conceder o 13º do mesmo. Nestes momentos, compreensivamente, as máfias midiáticas sabem entender as propostas e evitam tecer críticas contra elas. Afinal, para eles, campanha é campanha, já governo é outra coisa!
Bem, este não é um privilégio nosso. Todos os governos de cunho popular da América Latina vêm passando por problemas semelhantes: são bombardeados impiedosamente durante quase todo o período de sua gestão por causa dos subsídios aos pobres, mas, nos períodos eleitorais, os candidatos oligarcas se dizem conformes com os mesmos e as máfias midiáticas se mantêm silenciosas a respeito. Com relação a isso, acaba de ocorrer um fato muito interessante e bastante educativo por parte de Rafael Correa. Numa didática muito clara e objetiva, o atual presidente do Equador nos mostra como se deve agir em tais situações. Vejamos o caso em detalhes.
No Equador, o governo de Rafael Correa introduziu um bônus de ajuda aos pobres no valor de US$ 35,00 por mês. É uma espécie de bolsa-família, chamado de Bônus de Desenvolvimento Humano (BDH) que atende a cerca de 1,9 milhões de pessoas. Nem é preciso dizer que esta pequena ajuda aos mais pobres foi alvo constante de todo tipo de condenações por parte dos banqueiros, dos demais integrantes das oligarquias e de seus meios de comunicação.
Um dos mais violentos adversários deste subsídio (e de todos os outros destinados aos pobres) foi o grande banqueiro Guillermo Lasso, que não perdeu nenhuma oportunidade de aparecer em todos os meios de comunicação privados para tratar de convencer à sociedade equatoriana do quão malignos são esses subsídios. Chegou mesmo a escrever um livro onde explica com muita clareza teórica porquê essas medidas “populistas” deveriam ser extirpadas da sociedade.
Mas, no começo do próximo ano vai haver eleição para Presidente no Equador. E Guillermo Lasso decidiu ser candidato. Consequentemente, na semana passada, Guillermo Lasso apareceu em todos os meios de comunicação expondo seu programa de governo. E, surpresa, ele agora defende a manutenção do BDH. E não apenas isso. Ele considera que o bônus tem um valor muito baixo e se compromete a elevá-lo a US$ 50,00. O dinheiro para cobrir esse aumento, disse ele, viria da redução das verbas governamentais destinadas à publicidade. Naturalmente, as corporações midiáticas não se manifestaram contra a proposta de Guillermo Lasso. Ou seja, agora, parece que há um consenso geral sobre a importância do BDH.
No entanto, a verba total que o governo emprega para sua publicidade durante todo um ano não ultrapassa US$ 12 milhões, e o acréscimo proposto exigiria US$ 340 milhões. Diante deste panorama, Rafael Correa tomou uma sábia decisão em uma transmissão ao vivo para todo o país. Como todo mundo agora está de acordo com o BDH e não há nenhuma crítica a que o mesmo seja elevado a US$ 50,00, Correa declarou que ele também está de acordo e, portanto, decidiu que o mesmo passará a estar em vigor a partir de janeiro de 2013. E de onde virão os recursos para cobri-lo? Tudo muito simples! Virão de uma taxação adicional sobre os lucros dos bancos. Os bancos que não estiverem de acordo com esta taxação poderão negociar a transferência de seus ativos ao governo.
Para mim, esta me pareceu uma maneira genial de lidar com as promessas de campanha feitas pelos agentes das oligarquias. Tomara que a moda pegue!
Fonte: Desacato.info
Reformulação do sistema de proteção a Programa Nuclear Brasileiro
October 16, 2012 21:00 - Pas de commentaire![]() |
| Militar do 1º Grupo de Artilharia Antiaérea durante operação Atlântico II, em 2010, em treinamento de defesa do Complexo Nuclear Almirante Álvaro Barreto. - Foto: Arquivo/EB |
Foi aprovada pelo Plenário proposta que reformula a definição dos órgãos participantes do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron). O texto é o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2881/04, do Executivo. A matéria será enviada à Presidência da República para sanção.
O texto dos senadores é mais enxuto que a primeira versão aprovada pela Câmara, em novembro de 2010. Enquanto os deputados especificaram as competências dos órgãos de coordenação setorial, de apoio e operacionais, a redação do Senado deixa esses detalhes para um regulamento posterior.
Segundo o texto do Senado, integram o Sipron: os órgãos, as instituições, as entidades e as empresas federais e estaduais responsáveis pela proteção e segurança do Programa Nuclear Brasileiro com o objetivo de executar ações para garantir a integridade, a invulnerabilidade e a proteção dos materiais, das instalações, do conhecimento e da tecnologia nucleares; e os órgãos, as instituições, as entidades e as empresas federais, estaduais e municipais responsáveis por situações de emergência nuclear com o objetivo de executar ações em caso de emergência nuclear.O objetivo do projeto é adequar o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro às várias reformas administrativas que extinguiram alguns órgãos e alteraram a competência de outros. Essas alterações teriam prejudicado o funcionamento do Sipron.
Atribuições
O texto não altera as atribuições do órgão central do Sipron, que continuará a coordenar as ações necessárias à proteção e à segurança do Programa Nuclear Brasileiro; assim como as necessárias à proteção dos conhecimentos e da tecnologia do setor.
Nas situações de emergência nuclear, deverá planejar e coordenar as ações para proteger as pessoas envolvidas na operação das instalações nucleares, a população e o meio ambiente situado nas proximidades, e as próprias instalações. Atualmente, a coordenação do Sipron é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
O texto dos senadores é mais enxuto que a primeira versão aprovada pela Câmara, em novembro de 2010. Enquanto os deputados especificaram as competências dos órgãos de coordenação setorial, de apoio e operacionais, a redação do Senado deixa esses detalhes para um regulamento posterior.
Segundo o texto do Senado, integram o Sipron: os órgãos, as instituições, as entidades e as empresas federais e estaduais responsáveis pela proteção e segurança do Programa Nuclear Brasileiro com o objetivo de executar ações para garantir a integridade, a invulnerabilidade e a proteção dos materiais, das instalações, do conhecimento e da tecnologia nucleares; e os órgãos, as instituições, as entidades e as empresas federais, estaduais e municipais responsáveis por situações de emergência nuclear com o objetivo de executar ações em caso de emergência nuclear.O objetivo do projeto é adequar o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro às várias reformas administrativas que extinguiram alguns órgãos e alteraram a competência de outros. Essas alterações teriam prejudicado o funcionamento do Sipron.
Atribuições
O texto não altera as atribuições do órgão central do Sipron, que continuará a coordenar as ações necessárias à proteção e à segurança do Programa Nuclear Brasileiro; assim como as necessárias à proteção dos conhecimentos e da tecnologia do setor.
Nas situações de emergência nuclear, deverá planejar e coordenar as ações para proteger as pessoas envolvidas na operação das instalações nucleares, a população e o meio ambiente situado nas proximidades, e as próprias instalações. Atualmente, a coordenação do Sipron é feita pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Fonte: DefesaNet
George Soros sugere que Alemanha deixe o euro…
October 16, 2012 21:00 - Pas de commentaireO mega-magnata George Soros, de 82 anos e com uma fortuna avaliada em 20 bilhões de dólares, está concorrendo ao prêmio “originalidade” em matéria de soluções para a crise do euro.
Na semana passada, enquanto continuava a feroz discussão sobre se a Grécia deve ou não deixar o euro, ou simplesmente ser expulsa dele, Soros sugeriu candidamente, numa entrevista em Viena, que talvez fosse melhor que a Alemanha deixasse o euro…
A sugestão de Soros veio em tom de desafio, naquele tom de “love it or leave it”, “ame-o ou deixe-o”, reformulado para “lead or leave”, “lidere ou saia”: ou a Alemanha assume completamente sua responsabilidade em relação à nova moeda, ou melhor seria se ela saísse de vez, retornasse ao marco, liberando os países falimentares para reestruturar suas economias sem o incômodo peso pesado do vizinho.
O argumento de Soros se baseia em que a retirada da Alemanha da moeda comum imediatamente a desvalorizaria, dando um impulso inicial às economias que nela ficassem em termos de competitividade no mercado internacional. Segundo ele, isso, embora fosse um “choque”, teria efeitos menos danosos do que uma desarticulação da moeda depois de uma retirada grega, ou mesmo de uma saída da Itália ou da Espanha (o que não está – pelo menos ainda – em cogitação). O impacto de uma dessas situações (saída da Grécia ou desarranjo com a saída da Espanha ou da Itália) seria enorme no sistema financeiro europeu, com quebras inevitáveis na Alemanha e na França, por exemplo.
Ao contrário, uma saída “amigável” da Alemanha possibilitaria uma união mais firme entre os países remanescentes, livres das peias que a política recessiva, preconizada pela “austeridade” alemã, vem impondo aos demais, com graves prejuízos em escala continental e mundial.
O argumento de Soros tem uma face política. Segundo ele, a União Européia deveria ser uma associação voluntária entre países em condição de igualdade, do ponto de vista legal. Entretanto, esse ideal cedeu o lugar a uma preocupação crescentemente unidimensional com a moeda, o combate à inflação e uma austeridade fiscal, o que está manientando a recuperação econômica e social do continente.
Além disso, disse ele, a União Européia tornou-se um território dividido entre Norte e Sul, entre credores e devedores, prósperos e insolventes, com prejuízos, na verdade, para todos. A Europa, ressaltou ele, é importante demais para o mundo, para ficar agrilhoada neste tipo de prisão. E uma prisão com riscos complementares: ele lembrou que, depois da Primeira Guerra, quando a Alemanha se viu de joelhos perante o resto da Europa, essa circunstância abriu o caminho para Hitler dar seus primeiros passos.
As declarações de Soros – publicadas em forma de artigo na página do Project Syndicate, em 08 passado – lembram que “mais cedo ou mais tarde, os devedores deverão rejeitar uma Europa a duas velocidades. Se o euro se desmoronar desordenadamente, o mercado comum e a UE serão destruídos, deixando a Europa pior do que estava quando a iniciativa da sua união surgiu, devido a um legado de desconfiança e de hostilidade mútuas. Quanto mais tarde se der o desmoronamento, pior será o desfecho. Por isso, é altura de ponderar alternativas que, até há bem pouco tempo, seriam inconcebíveis”.
Ele insiste em que a Europa vem perdendo uma oportunidade atrás da outra para aprumar-se devido à resistência alemã – o Leviatã do continente – em assumir suas responsabilidades, fazendo exigências apenas em relação aos demais. Isso vem fraturando a própria idéia de uma Europa unificada nos corações e mentes, com conseqüências imprevisíveis no médio e longo prazos. Assim sendo, é melhor que a Alemanha se retraia e libere os demais para que sigam seu próprio caminho, antes que ela mesma se veja engolfada por essa crise que não é apenas econômica ou financeira: é também social, política e moral.
Qualquer outra pessoa que fizesse uma proposta dessas, hoje em dia, seria vista como lunática em Berlim, talvez no resto do mundo também. Mas em se tratando de Soros, seus bilhões o qualificam para ser ouvido, mesmo que todo mu ndo disfarce e olhe para os lados. Até porque sua sugestão, por mais irrealizável que ela pareça (a Alemanha não vai querer largar o filé – embora cada vez mais esturricado e duro – que o euro representa para suas exportações) põe o dedo numa das feridas da questão: se algo falta à Europa em crise, é imaginação alternativa.
Fonte: Sul21
Imagem: Google
Senadores paraguaios pedem impeachment de Federico Franco
October 15, 2012 21:00 - Pas de commentaire![]() |
| "Presidente" do Paraguai Federico Franco |
Senadores paraguaios pediram nesta terça-feira (16) o julgamento político e sanções na justiça para o presidente Federico Franco por irregularidades em sua declaração de bens e aumento em sete vezes de sua fortuna pessoal, em apenas quatro anos.
Essas demandas se uniram em novas denúncias na imprensa, nas redes sociais e a admissão, por um fiscal público, de uma eventual acusação sem a investigação que se fará, surgem suficientes elementos do delito.
A declaração feita para a Controladoria em agosto, por Franco tornou-se um verdadeiro escândalo político para o mandatário, que assumiu o cargo após um golpe de Estado em Fernando Lugo.
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| Carlos Fillizola |
Paralelamente, o fiscal anticorrupção, Carlos Arregui, declarou que apesar da tentativa de Franco de “arrumar” sua declaração de bens, a Controladoria pode determinar que isso não é compatível com os fatos e o Ministério Público começará uma investigação penal.
Enquanto isso, o jornal paraguaio Ultima Hora, meio no qual publicou-se inicialmente a denúncia, dedicou nesta terça-feira (16) a manchete para apontar que as explicações de Franco não convencem e continuou divulgando grande quantidade de opiniões de seus leitores neste sentido.
Apesar dos esforços governamentais por tratar de contornar a repercussão do incidente, este tornou-se o principal assunto na atualidade política e continua afetando a credibilidade pública de Federico Franco.
Fonte: Prensa Latina, Vermelho
Imagens: Google

















