Ir para o conteúdo

Correio do Brasil

Voltar a CdB
Tela cheia Sugerir um artigo

Polícia Federal prende suspeitos de explorar e comercializar ouro ilegal

18 de Junho de 2019, 13:52 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
Visualizado 40 vezes

As investigações apuraram que vários estabelecimentos comerciais da cidade amapaense seriam destinos de ouro extraído clandestinamente da região fronteiriça entre do Brasil, da Guiana Francesa e do Suriname.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Policiais federais estão desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira cumprindo mandados judiciais em endereços localizados em cidades de três estados: Amapá, Goiás, Pará e São Paulo. As ações fazem parte da Operação Ouro Perdido, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para combater uma organização criminosa instalada no Oiapoque, no Amapá, especializada nos crimes de exploração e comercialização ilegal de ouro extraídos de garimpos clandestinos no Brasil, Suriname e na Guiana Francesa.

As ações da PF contam com apoio da Receita Federal, do Ministério Público Federal, da Força Aérea Brasileira e do Exército Brasileiro

As investigações apuraram que vários estabelecimentos comerciais da cidade amapaense seriam destinos de ouro extraído clandestinamente da região fronteiriça entre do Brasil, da Guiana Francesa e do Suriname. Além disso, os estabelecimentos investigados vendiam o ouro extraído ilicitamente “para pessoas físicas e jurídicas, incluindo uma instituição financeira, localizadas em diversas regiões do Brasil”.

“Durante as investigações houve troca de informações entre as autoridades brasileiras e francesas (Gendarmerie e Ministério Público Francês) acerca da possível prática de crimes em território francês. A Cooperação Policial Internacional foi realizada com auxílio dos Oficialatos de Ligação da Polícia Federal na Guiana Francesa e do Centro de Cooperação Policial existente na cidade de Saint-Georges-de-l’Oyapock”, diz a PF em nota.

Os policiais cumpriram 20 mandados de prisão temporária e 36 de busca e apreensão em endereços no Oiapoque em Macapá, no Amapá; em Itaituba, no Pará; em Goiânia, capital de Goiás; e em Guarulhos, Jundiaí, Limeira e São Paulo, no estado de São Paulo. A Justiça determinou também o bloqueio de aproximadamente R$ 146 milhões e a suspensão e proibição das atividades comerciais e financeiras dos investigados.

As ações contaram com apoio da Receita Federal, do Ministério Público Federal, da Força Aérea Brasileira e do Exército Brasileiro.

Segundo a PF, o nome da operação, Ouro Perdido, é uma referência ao fato de o minério extraído ilegalmente de áreas clandestinas no Brasil, Suriname e na Guiana Francesa, causando perdas financeiras e ambientais para os três países.

Odebrecht

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial do Grupo Odebrecht. A holding controladora e mais 19 empresas do grupo deverão apresentar um plano de recuperação em até 60 dias. Serão renegociadas dívidas em um total de R$ 51 bilhões, excluindo dívidas entre as próprias empresas do grupo e que não podem ser negociadas dessa forma, como créditos trabalhistas. O montante total de dívidas chega a R$ 83,6 bilhões.

A administração judicial será feita pela Alvarez & Marsal. O juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências de São Paulo, determinou prazo de 15 dias para que sejam apresentadas divergências sobre as dívidas colocadas no processo. O magistrado também suspendeu todas as execuções judiciais contra as empresas como forma de proteger as operações das companhias. As dívidas decorrentes de condenações trabalhistas serão incluídas diretamente no quadro de credores.

O juiz reconheceu ainda a relação de interdependência entre as diversas empresas do grupo e, por isso, a necessidade de um processo que promova a recuperação conjunta de todas as companhias. Nesse sentido, foram protegidas as participações societárias em empresas fora do acordo, como a Braskem e da Ocyan, que atuam nos ramos petroquímico e de perfuração de petróleo. Essas ações não poderão ser usadas para saldar dívidas fora do processo, ainda que tenham sido colocadas como garantia desses créditos.

América Latina

Também estão fora do processo de recuperação a Odebrecht Transport S.A., Enseada Indústria Naval S.A., Odebrecht, a Corretora de Seguros, a Odebrecht Previdência e a Fundação Odebrech, assim como alguns ativos operacionais na América Latina e suas respectivas subsidiárias. A Atvos Agroindustrial S.A. já está em recuperação judicial em outro processo, por isso, não foi incluída neste.

O grupo Odebrecht, que chegou a ter mais de 180 mil empregados há cinco anos, hoje conta com 48 mil. A Odebrecht atribui esse resultado à “crise econômica que frustrou muitos dos planos de investimentos feitos pela ODB, ao impacto reputacional pelos erros cometidos e à dificuldade pela qual empresas que colaboram com a Justiça passam para voltar a receber novos créditos e a ter seus serviços contratados”.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/policia-federal-prende-suspeitos-explorar-comercializar-ouro-ilegal/

Rede Correio do Brasil

Mais Notícias