A julgar pelas notícias que vem da Bahia, Estado de forte votação em Lula, judiciário tem planos audaciosos de fraude. Simplesmente cortam 25% dos eleitores de um dos Estados que mais vota em Lula.
POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO

Praticamente desconhecido do restante do Brasil, um sofrimento terrível está sendo aplicado aos habitantes de Salvador e de várias cidades da Bahia.
Esta palhaçada da identificação biométrica do eleitor – como se a fraude eleitoral no Brasil fosse alguém votar duas, três ou até mesmo cinco vezes, no lugar de outros: basta fazer a conta de quantas pessoas e riscos necessários para “forjar” votos desta maneira – está criando um drama, como você vê na foto de ontem “último dia” para o recadastramento digital de eleitores.
Diz o jornal A Tarde que, “segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.539.814 eleitores de Salvador (dos 2.034.329 aptos para votar) conseguiram realizar a biometria. Isso corresponde a 75,69% da população. Outras 494.515 não fizeram o procedimento e tiveram o título cancelado.”
Ontem, o TRE baiano negou, com uma alegação burocrática, que só juízes eleitorais o poderiam fazer – o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para estender o prazo. Dizem que, em março, vão ver “se” e como vão dar uma segunda chance aos eleitores cassados.
A OAB recorreu ao TSE, até agora, sem resposta.
A filas e os tumultos foram enormes e foi um deles que gerou o coro “Lula, Lula, Lula” nos eleitores amontoados por horas num dos postos, o da Estação do Trem da Calçada, mostrado aqui.
A monstruosidade que a Justiça Eleitoral baiana está fazendo deixa qualquer pessoa livre para achar que a exclusão do eleitorado de uma das maiores cidades do Nordeste não é, simplesmente, produto de uma trapalhada. É só olhar o Datafolha e ver que, por lá, os índices de intenção de voto em Lula chegam a 58%.
De qualquer forma, nada justifica o silêncio da imprensa nacional diante deste absurdo.