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Comunicação

28 de Fevereiro de 2014, 13:43 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Oficina sobre Software livre, jornalismo livre e independente no 9º Fórum Espírito Livre em Belém/PA

19 de Novembro de 2014, 14:40, por Desconhecido

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As tecnologias dominam a humanidade em sua utilização, compartilhamento, inovação, ciência e tecnologia. Todos os ciclos de produção na humanidade inexoravelmente não podem mais dispor das tecnologias. A cultura humana no senso comum sempre nos induzem a conhecer paradigmas, muitas vezes como se eles fossem os únicos existentes.

No mundo da comunicação com suas vertentes, como: jornalismo, marketing e mídias digitais as tecnologias proprietárias engendram a cultura de tecnologia única, de verdade absoluta. Esse velho paradigma produz um legado conservador que é o aprisionamento de nosso país ao conhecimento democrático.

O mundo não é mais o mundo das tecnologias proprietárias, há em curso uma diversidade tecnológica, cultural, comunicativa. Portanto, as tecnologias são convergentes nas mídias digitais. Com esse intuito o Fórum Espírito Livre – Edição Amazônia irá dialogar esse outro lado fascinador do jornalismo, dia 25/11, no horário de 09/12h00, numa oficina digital: o software livre e o jornalismo livre e independente.

A oficina será media por Corinto Meffe que é assessor da presidência do Serpro.

Esta e outras diversas palestras estarão rolando no 9º Fórum Espírito Livre, que ocorre nos dias 25 e 26 de novembro no IFPA – Instituto federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará – Campus Belém – Av. Alm. Barroso, 1155 – Marco – Belém/PA CEP 66093-020.

A programação de palestra está disponível aqui.

Não perca tempo e se inscreva aqui.



Lançamento do Livro Comunicação dos Trabalhadores e Hegemonia será em 06/11

5 de Novembro de 2014, 10:26, por Bertoni - 22 comentários

Durante o 20º Curso Anual do NPC, meu amigo e companheiro  Vito Giannotti lançará o livro Comunicação dos trabalhadores e hegemonia.

O lançamento coincidirá com a festa de comemoração dos 20 anos do NPC, que será realizada na quinta-feira, 6/11, a partir das 19h, na rua Alcindo Guanabara, Cinelândia, em frente à Ocupação Manoel Congo.

Na ocasião haverá uma animada roda de samba, com caldo de feijão e caipirinha.



Aonde Falta Informação

18 de Outubro de 2014, 8:47, por Thiago - 0sem comentários ainda

A Iniciativa de Governo Aberto no Brasil

Discurso da presidenta Dilma no lançamento da Parceria para o Governo Aberto

 

Dilma fala em Nova Iorque sobre Parceria Governo Aberto

 

Se o PSDB ganhar, será porque a desinformação venceu a verdade.



Análise do discurso da "VEJA"

8 de Outubro de 2014, 12:27, por Rafael Pisani Ribeiro - 0sem comentários ainda

Considerando as mudanças geradas durante o período eleitoral, deveria haver um mínimo de direção na conscientização política e desenvolvimento das questões problemáticas do país. Mas o que de fato ocorreu foi uma mídia exibindo debates a exaustão, apresentando suas garras e disposta a defender os candidatos de seu interesse independente da imparcialidade jornalística.

A existência da imparcialidade é no caso da mídia o item necessário para que se possa fazer um bom jornalismo. Pois este é capaz de transmitir uma informação sem que dela possa-se perceber um mínimo de afinidade que tende a defender um ponto de vista ou ainda expressar uma ideia de forma intencional. Regra que nesse período de eleição foi completamente ignorada pelas entidades jornalísticas.

Considerando a capa da revista Veja da primeira quinzena do mês de setembro é possível perceber, em uma análise externa das informações veiculadas, esse desrespeito à imparcialidade. Uma grande boca vociferando calúnias e palavrões se apresenta em tamanho descomunal de uma ponta a outra da capa frente à Marina Silva, atual ex-candidata à presidência do Brasil. Ela está com uma fronte armada para aguentar tudo aquilo que lhe vier ferir sem movimentar um centímetro sequer. Impassível.

Considerando o fato de a revista Veja ser um produto de informação pública, formadora de opinião, não é descartável a ideia de poder ser um aparato político a favor de determinado candidato ou partido. O benefício pode ser mútuo. Levando em conta alguns aspectos da teoria dos atos de fala, o uso de performativos percorre o corpo do discurso (reportagem escrita, talvez a principal da edição) marcando a ação e incutindo seu efeito no leitor/receptor por meio de repetição.

Em outro aspecto teórico podemos retomar o conceito de polifonia desenvolvido por Oswald Ducrot, que é apresentado nesse discurso como sendo a voz do povo. Um único discurso apresenta um volumoso numero de opiniões que traduzem naturalmente o desenvolvimento de um texto em busca de um sentido capaz de representar uma massa. Sentido esse não entrarei em detalhes sobre o sentido, posto que a opinião política da revista é desnecessária para nossos objetivos nesse trabalho) que durante o discurso, aponta para a presença de mais de um sujeito falante.

Partindo de noções básicas da pragmática, o uso de conectores presente na reportagem aponta para a prática em condicionar a utilização da linguagem, com o intuito de nessa edição converter um eleitor mal instruído a se inclinar favoravelmente à opinião da revista.

Pode-se considerar utopia pensar que existirá ainda uma mídia isenta de toda e qualquer parcialidade. O problema nasce pela motivação social, mas na realidade a mídia se alimenta dela. É preciso desenvolver uma opinião na cabeça do público para no mínimo gerar uma discussão. Algumas vezes de forma parcial explícita, outras vezes de forma mais imparcial, ou pelo menos não tão explícita.

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Willy Gonçalves Lagoeiro



Velha mídia, maior partido de oposição

23 de Maio de 2014, 12:11, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Governo foi tímido na questão da comunicação, e talvez Dilma esteja pagando um preço alto por isso. Mas quem perde é sociedade brasileira

Por Luís Vita

Não é novidade pra ninguém habituado a consultar mídias alternativas que a grande imprensa é antiesquerdista por princípio e antigovernista por opção política. O apelido PIG – Partido da Imprensa Golpista, uma referência a porco, em inglês – não é só uma alusão à atuação conspiratória da mídia contra o governo e as demandas populares, mas também uma acusação ao papel partidário que adota.

Desde pelo menos o golpe de 1964 a mídia se tornou ator central da opinião pública nacional, trabalhou para fundamentar o golpe, e até hoje expressões como ditabranda podem ser encontradas em editoriais. Obviamente as redações dos órgãos de imprensa não eram formadas apenas por apoiadores do golpe, mas a pressão exercida sobre editores e jornalistas adestrou o comportamento da opinião pública. A velha mídia é constituída por empresas, e as empresas tratam as questões políticas como uma questão econômica – não exatamente macroeconomia, mas microeconomia, as contas domésticas. Nacionais e internacionais.

Joseph Nye, um consultor do departamento de Estado travestido de intelectual orgânico, define muito bem o poder norte-americano. Aponta suas duas origens: Hard Power e Soft Power (em má tradução, poder duro e poder brando; poder militar e poder ideológico seria mais exato). O que melhor traduziria o poder ideológico que o poder midiático? A proposta de leitura do contexto internacional criado pela Guerra Fria, na mídia periférica – entre elas a brasileira – foi a necessidade de se alinhar partidarização política em defesa de regimes opressores e aliados aos interesses do grande capital em troca de propaganda e financiamento.

Corporações compravam – e compram – propaganda. Em troca, querem as notícias certas. Corporações internacionais norte-americanas sempre financiaram ações da política externa naquele país. Nessa estratégia, buscaram oligarquias locais para sustentar internamente suas políticas. Aliado a isso, regimes ilegítimos colocaram suas estatais e órgãos de comunicação para comprar propaganda. Soft Power e Hard Power significam isso.

Nem sempre a força militar é suficiente para impor o silêncio à sociedade civil. A inovação do departamento de Estado dos Estados Unidos é que eles passaram a oprimir opositores internacionais e comprar silêncios. Os regimes das oligarquias locais e seus apoiadores internacionais financiavam e ainda financiam a grande imprensa. E a grande imprensa não tem mais condições de descolar-se disso. Boa parte da literatura em Ciência Política – José Luis Fiori, Emir Sader, Boaventura de Sousa Santos etc – define o neoliberalismo como a invasão estrangeira sobre os países periféricos, mas sugiro que, como estratégia, isso tenha surgido já nos anos 1950 do macarthismo.

Quando houve o processo de transição para as democracias na América Latina, os governos democráticos assumem ou mantém o mecanismo de financiamento da mídia, entre outras coisas porque não vai conseguir apoio e legitimidade dos veículos de imprensa sem a manutenção do esquema que inevitavelmente concentrou a imprensa. Vejam o que aconteceu com Cristina Kirchner e o Clarín, na Argentina, e o que aconteceu com Hugo Chaves e a PDV, na Venezuela. Não por acaso, cada país da América Latina tem seu grupo midiático hegemônico. E neste caso não se trata simplesmente de manter a propaganda governamental e das empresas estatais nas páginas dos jornais e revistas, mas também de manter o acesso dos interesses do grande capital nos governos e o acesso privilegiado à informação dos âncoras dos principais órgãos de imprensa. São essas as fontes que fazem com que a mídia tenha sua capacidade de financiamento ativa e seu poder de influência perpetuado. O capital midiático nacional está comprometido, associado e dependente do capital corporativo internacional.

Mas, fica a pergunta: por que a mídia brasileira tornou-se praticamente o principal partido de oposição? Obviamente porque o governo tem trabalhado, consciente ou inconscientemente, na contramão das três principais fontes do poder da mídia brasileira.

Os governos que assumiram após 2002, primeiro, fizeram uma tentativa de ressuscitar interesses nacionais e corporações nacionais para concorrer no mercado interno e externo. Segundo, reduziram o financiamento público e da propaganda governamental na grande mídia e tentaram pulverizar o financiamento da comunicação governamental (mesmo que timidamente). Terceiro, e talvez mais impactante, não mostraram a necessidade de se legitimar na mídia e dar a ela acesso privilegiado à informação.

Esta terceira ação do governo, ainda que bastante modesta, talvez seja a principal mudança conjuntural das comunicações no Brasil desde o golpe de 1964. O fato de o governo Lula e a sua posse não ter se legitimado na grande mídia e até mesmo a ausência de necessidade de Lula falar com seus apoiadores via mídias foi um grande golpe naquela imprensa ligada à legitimação dos governos e ativa como Soft Power.

Lula não teve apoio dos grandes veículos de comunicação, e mesmo que não tenha agido sistematicamente para multiplicar e descentralizar o acesso e os meios de comunicação, agiu no sentido de não se pautar ou se legitimar pelos meios de comunicação. Isso, por si só, é uma mudança que compõe uma ruptura fundamental em relação a pelo menos o regime de 1964. Mudança que Dilma aparenta dificuldade em manter…

Desde 1964 todos os governos precisavam de legitimidade institucional porque não dispunham de nenhum canal de comunicação popular que os legitimasse. Ao derrubar Jango, os presidentes militares precisavam de todo aparelho ideológico de que dispusessem para manter o poder, diante da fissura que realizaram nas instituições da sociedade civil. A mídia era personagem central. Sarney idem, herdou o trono de Tancredo e não podia se dar ao luxo de não se apoiar em propaganda midiática. Collor, então, foi a expressão cabal da importância e influência da mídia. Forjado nas redes de televisão e jornais, foi também o maior exemplo dessa esquizofrenia brasileira. Itamar não teve força para agir e FHC foi o que melhor contemplou os interesses que se manifestavam desde os militares, porque reforçou a presença das corporações internacionais no país, promoveu privatizações e conseguiu aliar os interesses internacionais em pauta com boa circulação na imprensa.

Lula chega ao poder com um projeto próprio de governo. Um verdadeiro escândalo àqueles que caminhavam soberanos nos corredores dos palácios, dizendo quais informações eram relevantes e quais não eram. Concordemos ou não com Lula, seu estilo próprio de comunicação é novidade. Uma enorme novidade. Os projetos de poder, até então, não eram representados pelos partidos, mas pela aliança entre capital internacional e empresas nacionais dependentes – incluindo a grande mídia com seus empresários conservadores, associados ao capital internacional em negócios dependentes do financiamento externo. Lula e os governos petistas romperam com isso?

Seria ingênuo dizer que sim, mas, ao não alimentar as engrenagens desses mecanismos, criaram muitos ruídos e falhas de funcionamento na velha estrutura.
Para os jornalistas da grande mídia é um escândalo – repito, um escândalo – o PT ter um projeto de poder, uma estratégia para ganhar cada vez mais eleições. Mas, o que é um partido político se não uma associação que organiza um projeto de tomada do poder e governo? É pra isso que se constitui um partido político. E, neste sentido, ao ter uma pauta própria de governo, a maior ruptura realizada foi a retomada (pelo menos em parte) da agenda de governo. Sim, aconteceu o óbvio, mas um óbvio que não ocorria no Brasil desde 1964, ao menos. Agora, veja só que escândalo: o próprio governo reivindica fazer a pauta de governo.

Quem se acostumou a dizer o que deve ser prioritário? O que é emergencial, se é a inflação ou o emprego, se é a política interna ou externa, se é a copa do mundo ou a saúde pública? Quem dizia qual pauta deveria ser seguida era a mídia. Editores tinham poder em relação a vários temas. Obviamente, no regime militar o limite era não falar mal do governo, não acusá-lo diretamente, mas, entre os temas discutidos, a mídia tinha papel de representar interesses incorporados ao governo. E depois, na redemocratização, e até o final do século XX, foi crescente a influência da mídia.
Talvez porque os elementos não estavam postos, ou porque não havia maturidade política, ou porque faltou apoio popular, ou porque faltou uma análise mais aprofundada, mas devemos reconhecer que o governo negligenciou essa área. Poderia avançar muito mais em questões como a descentralização e multiplicação dos espaços midiáticos, a pulverização dos recursos e a abertura da pauta e da informação.

As ações do governo tiveram que enfrentar momentos de crise instigados por uma imprensa não só tendenciosa, mas raivosa. Na ausência de uma oposição com base social, ela é hoje a principal oposição organizada. Nas suas constantes tentativas de deslegitimar as políticas do governo e tentar conseguir apoio popular, substitui qualquer liderança partidária.

O governo foi tímido na questão da comunicação, e talvez Dilma esteja pagando um preço alto por isso. Mas quem perde é a sociedade brasileira. Não temos um grande veículo de esquerda circulando entre os maiores editoriais, são esparsas e cada vez mais esmagadas as posições progressistas. Agora não se trata mais de uma visão distorcida da realidade, porque só apresenta um lado da questão – passamos para as visões tendenciosas, que se apoiam na ladainha da oposição cega dos veículos de comunicação. Só isso explica a nova moda de quem acha que questionar a Copa do Mundo é um ato de cidadania.



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