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Cultura

30 de Agosto de 2016, 13:39 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Chorinho, parte do Brasil que deu certo, ganha o mundo

9 de Outubro de 2017, 9:21, por segundo clichê
 
Marieta Cazarré
(Agência Brasil, de Lisboa)


O choro, ou chorinho, como é conhecido o tradicional gênero musical brasileiro, tem ganhado espaço e reconhecimento não apenas na Europa, mas em muitos países mundo afora. Esta semana, o grupo brasiliense Reco do Bandolim e Choro Livre está em Portugal, fazendo apresentações com um repertório que inclui compositores clássicos como Ary Barroso e Pixinguinha.

Reco do Bandolim, bandolinista e fundador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, em Brasília, disse que foi recebido com emoção e entusiasmo pelo público português.

“Eu fiquei impressionado com a reação explosiva das pessoas quando ouvem o choro. A identidade é indiscutível. A sensação que temos é que isso está um pouquinho no DNA deles [dos portugueses] também. Há uma troca, uma sinergia fantástica. Na verdade, o choro começa como uma maneira de tocar os gêneros que vinham da Europa. Os xotes, a mazurca. Aos poucos, os grandes compositores brasileiros, Henrique Alves Mesquita, Joaquim Antônio da Silva Calado, Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazaré e Pixinguinha, finalmente, foi quem deram forma ao choro”, disse.

Reco do Bandolim, que também participou da criação do Clube do Choro em Brasília, em 1978, ressalta que a influência da música portuguesa no Brasil, principalmente do fado, “deixou na nossa alma um traço de certa melancolia, de nostalgia, que está muito presente no choro, no choro mais romântico, chorado, como a gente fala”.

O músico avalia que, com a mistura de influências negras, europeias e indígenas no Brasil, o choro conseguiu encontrar seu caminho genuíno e se fixar como um “gênero brasileiríssimo”.

“Tem a coisa da nostalgia [portuguesa], mas tem sobretudo a coisa da alegria, da sensualidade, da alegria do nosso povo. Tem similaridades, mas tem todas as suas diferenças. Aliás, eu acho que diante dessa globalização que a gente vive no mundo, que democratiza a informação e a cultura, nós precisamos delimitar nosso território cultural. Assim como se tem o fado em Portugal, no Brasil a gente tem o choro que é gênero brasileiríssimo, que fala muito do nosso perfil, da nossa alma profunda”, afirma Reco.

Integrante do Choro Livre, Henrique Neto afirma que o repertório escolhido para os shows no exterior sempre privilegiam compositores que falem do Brasil e buscam fazer um painel geral dos ritmos e estilos. “A gente toca forró, choro, samba choro, valsa, frevo. Procuramos dar uma noção bem ampla do Brasil, com músicas tocadas na linguagem do choro. Tocamos Aquarela do Brasil, Brasileirinho... alguns choros mais conhecidos e outros nem tão conhecidos, para mostrar que a música está viva e se renovando sempre.”

Filho de Reco, o jovem violonista, de 31 anos, veio a Portugal para fazer um mestrado na cidade de Aveiro e seguirá na Europa pelos próximos meses. Ele conta que, entre os projetos atuais, está o lançamento de um manual de choro, feito sob coordenação dele, e que se propõe a ensinar a linguagem do estilo musical para profissionais e amadores.

“A gente tem viajado muito com o grupo Choro Livre e agora com o manual, que é um material super importante para divulgar essa música, para facilitar o aprendizado, e é bilíngue. Vem um CD de áudio, com 134 áudios, que vai possibilitar uma maior propagação da música”, afirma.

Para Henrique, o choro tem conquistado um grande espaço nos últimos anos devido ao trabalho e à qualidade dos músicos brasileiros. Ele conta que há um interesse crescente em relação ao estilo porque é uma música nova “que ainda não foi descoberta pelo mundo”.

“Ela traz um frescor para os outros estilos. A gente vê que existe esse interesse por músicos de várias vertentes, tanto do jazz quanto do clássico. Na Espanha, por exemplo, também tem clube do choro, em Madri. E os músicos flamencos se interessam bastante. Acho que é um momento importante para a gente propagar o choro e estamos buscando fazer isso”, diz Henrique.

Choro e jazz

Reco do Bandolin explica que, apesar da comparação entre choro e jazz, o movimento musical brasileiro é anterior ao norte-americano.

“Há pessoas que, no passado, faziam a comparação do choro com o jazz, como se o choro fosse o jazz para os brasileiros e vice-versa. Mas há diferenças muito grandes. No jazz, os temas são curtos e os tocadores se notabilizaram pela capacidade de improvisação. Eles expõem um pequeno tema e saem improvisando. O choro é uma música mais complexa, que tem frequentemente três partes com harmonias que não são tão simples. Muitas pessoas acham que tem uma influência de um sobre o outro. Mas o choro antecede o jazz em algumas décadas. No Brasil, começou em 1850. O jazz começa a aparecer em 1910, 1920”, explica.

O grupo Choro Livre, um dos mais tradicionais do Brasil, já teve diversas formações. Há oito anos é composto por Reco do Bandolim (bandolim), Henrique Neto (violão 7 cordas), George Costa (violão 6 cordas), Marcio Marinho (cavaquinho) e Valério Xavier (pandeiro). Os músicos já dividiram palco com grandes nomes da música brasileira, como Nelson Cavaquinho, Clementina de Jesus, Moraes Moreira, Armandinho, Waldir Azevedo, Paulinho da Viola, Hermeto Paschoal, João Donato e Sivuca.



O Jovem Marx – Algumas observações sobre o filme

7 de Outubro de 2017, 16:10, por Jornal Correio do Brasil

Há uma grande fidelidade do filme aos fatos, personagens e suas falas, para não falar das semelhanças dos atores com Marx, Engels e Proudhon.

 

Por Val Carvalho – do Rio de Janeiro

 

Vale muito a pena vermos o filme O Jovem Marx, por três motivos no mínimo. O primeiro, porque é a primeira vez que um filme sobre Marx é passado nas telonas e telinhas. O sistema capitalista, que domina também a produção, distribuição e projeção de filmes, não tem o menor interesse nisso.

O Jovem Marx é uma produção que rompe com velhos paradigmas

O Jovem Marx é uma produção que rompe com velhos paradigmas

O segundo motivo, é a grande fidelidade do filme aos fatos, personagens e suas falas, para não falar das semelhanças dos atores com Marx, Engels e Proudhon. Além disso, interpretar um Marx criticamente mordaz e ao mesmo tempo convincente, e também um Engels colaborador, mas com ideias próprias, não é algo fácil.

O filme foi muito feliz em mostrar uma Jenny crítica, participante e revolucionária como o marido Marx. A burguesia tenta sempre mostrar um Marx machista e Jenny apenas como uma mulher sofredora.

Marx e O Capital

O filme soube mostrar também a difícil relação de Marx com Proudhon e, junto com Engels, a sua complicada luta teórica contra as ideias utópicas da Liga dos Justos, que frequentemente descambava para embates pessoais. Mas foi isso, como mostra o filme de forma realista, o que transformou uma Liga utópica em Liga Comunista, principalmente com a publicação de seu Manifesto pouco depois, expondo o que seria cada vez mais o socialismo científico.

Um detalhe pitoresco, mas que deixava Engels, a Liga e posteriormente os editores de O Capital à beira de um ataque de nervos, é o seu preciosismo; de nunca considerar seu texto finalizado, e assim furar todos os prazos para a entrega.

Por último, gostaria de falar aqui de um ponto nem sempre visível, mas que foi essencial para transformar Marx em “marxista”. Até 1844, Marx não ia muito além de um filósofo hegeliano que tinha se tornado materialista, mas, ao contrário de Feuerbach, não abandonou o método dialético herdado de Hegel.

Essencial

Nesse momento a intervenção de Engels foi essencial para fazer Marx dar um salto de qualidade em seus estudos. Como ele já tinha lido e gostado de seu livro A situação da classe trabalhadora na Inglaterra, Engels insistiu muito para ele começar a estudar economia política, sobretudo Adam Smith e David Ricardo, os melhores. Além disso, Engels pagou uma viagem providencial do companheiro à Inglaterra, onde o mesmo pode ver toda a riqueza e miséria produzidas ao mesmo tempo pelo capitalismo mais desenvolvido de então.

A partir dessa visita, sua tendência teórica de buscar a razão concreta, econômica, dos problemas sociais e políticos, de ver a “sociedade civil” como causa do Estado, e não o contrário, como pensava Hegel e todos os filósofos da época, se consolidou definitivamente. Para sorte nossa o filme mostra esse momento de iluminação mental na cabeça de um gênio.

Marx nunca mais deixou de priorizar o estudo de economia política e de buscar na base econômica a razão última da evolução da sociedade. Podemos dizer que a partir de 1844, a preocupação central do pai do comunismo era compreender o movimento do capital; as relações de produção do capitalismo. Era escrever o livro fundamental do marxismo, O Capital. Como efeito colateral, continuou a infernizar a vida dos editores e de Engels por sempre adiar, por preciosismo, a entrega de seus livros.

Val Carvalho é articulista do Correio do Brasil.

O post O Jovem Marx – Algumas observações sobre o filme apareceu primeiro em Jornal Correio do Brasil.



O Sol e os Peixes

22 de Setembro de 2017, 18:20, por Redação ParanáBlogs - 0sem comentários ainda

Postal o sol e os peixes

“…Pois um cenário só sobrevive na estranha poça em que depositamos nossas memórias se tiver a boa sorte de se juntar a alguma outra emoção pela qual é preservada.”

Caiçara, sempre tive pela criatura peixe um afeto e admiração desde a infância. Deparo-me com o texto de VW., citado e nada é mais belo e identificador. Partilho-o com vcs. Tradução: Tomaz Tadeu, editora Autêntica. 2015

“…O tumulto do mundo desceu sobre nós como uma nuvem esfarelada. Aquários recortados na uniforme escuridão encerram regiões de imortalidade, mundos de luz solar constante onde não há chuva nem nuvens. Seus habitantes fazem, sem parar, evoluções cuja complexidade, por não ter nenhuma razão, parece ainda mais sublime. Exércitos azuis e prateados, mantendo uma distância perfeita apesar de serem rápidos como flecha, disparam primeiro para um lado, depois para o outro. A disciplina é perfeita, o controle absoluto; a razão, nenhuma. A mais majestosa das evoluções humanas parece fraca e incerta comparada com a dos peixes.”

“…Os próprios peixes parecem ter sido moldados deliberadamente e ter escapulido para o mundo apenas para serem eles mesmos. Não trabalham nem choram. Na sua forma está sua razão. Pois para ue outro propósito, a não ser o suficiente de uma perfeita existência, podem eles ter sido assim feitos, alguns tão redondos, outros tão finos, alguns com barbatanas radiantes no dorso, alguns blindados por uma carapaça azul, alguns dotados de garras prodigiosas, alguns escandalosamente orlados cm bigodes enormes? Empregou-se mais cuidado com uma meia dúzia de peixes do que com as raças da humanidade”

Obs. A capa do livro O sol e o peixe – prosas poéticas, traz imagens. As aqui publicadas (de 38) as desenhei para um livro infantil inédito e exposição em plotters que deve acontecer nas ruas da cidade de Curitiba ainda em 2017 com haikais de poetas paranaenses mais os japoneses clássicos Sissa e Bashô que tem o peixe como tema na sua produção.

Sônia Gutierrez

Sônia Gutierrez é artista plástica e membro da Comissão que organizou o #2ParanaBlogs



PF - A Lei é para todos é a melhor obra cinematrográfica do nazismo

31 de Agosto de 2017, 14:36, por Blogoosfero

Certamente seria esta a declaração de Paul Joseph Goebbels, o chefe da propaganda de Hitler, caso vivo estivesse e tivesse a oportunidade de ver essa peça de propaganda partidária vendida aos midiotas brasileiros como se fosse um filme, uma obra cinematográfica.



Teto e Paz: ética e estética na Samambaia

28 de Maio de 2017, 16:23, por Fr3d vázquez - 0sem comentários ainda

Cenadetetoepaz espacoimaginario O Distrito Federal é uma profusão de insitências em viver que as pessoas acostumadas com as bolhas criadas pelas dinâmicas das urbes, não experimetnamos as infindáveis possibilidades poéticas das cidades administrativas. Samambaia é uma destas cidades que, criada para que @s trabalhador@s pernoitassem após atenderem o Plano Piloto, revela seu potencial cultural.

Estreiou nesta sexta-feira 26 de maio a peça Teto e Paz do diretor e dramaturgo Carlos Laredo, estrelado por jovens ex-moradores de rua, com participação do rapper GOG. — com Lacasa Incierta, FAC - Distrito Federal, Funarte Plinio Marcos, La Boutique Padaria Francesa e Aicon ações Cinematográficas.

Hoje domingo, 28/5, terá sua última apresentação no Espaço e depois só na FUNARTE.

A peça trata do cotidiano e expectativas de vida de jovens em situação de rua a partir do olhar de uma acadêmica interseccionado pelos depoimentos dos sujeitos, objetos, de estudo.

Desta interação, contruída com muita metáforas cênicas e linguísticas, coloca-se em conflito ética e estética, elementos presentes nos processos cotidianos, acadêmicos e artísticos.

Divulga teatroepaz espacoimaginario Com participação especial de GOG, a leitura sobre um DF em permanente luta por oferecer oportunidades contemporâneas e não escravocratas à sua juventude, se transforma em teatro-clip com @s atores e atrizes transitando entre ficcção e realidade, afirmando dignidade em mais uma das trincheiras de existência do Quadrado, dentro do Espaço Imaginário.

Não, não é teatro de oficina escolar ou de projetos de inclusão social.

É Teatro.

Não perca!

Serviço:

Hoje (28/5) é o último dia para prestigiar o espetáculo Teto e Paz.

 

Espaço Imaginário

QS 103 Conjunto 05 Lote 05 - Samambaia Sul, Brasília - DF, 72301-505, Brasil. - (61) 3013-1610

Classificação 12 anos

Entrada Gratuita.

O espetáculo começa às 20h mais é preciso chegar mais cedo.

 



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