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Economia

28 de Fevereiro de 2014, 13:41 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

PREVIC e a aliança bravatista aspasiana

27 de Março de 2018, 0:00, por ACMDSilva

Serpros Os Aspasianos divulgaram em seu boletim o que chamamos de bravatismo e demagogia. Que a PREVIC, atualmente, parceira inestimável de golpes no Serpros através de duas intervenções, acatou uma denúncia deles sobre o banco BVA. Nossaaaa descobriram a polvora ou que o cocô do cabrito é redondinho e se bem queimado vira cinzas e serve de esterco.

Mas, o que os aspasianos não dizem que essa popria PREVIC, anteriormente, através também de uma denúncia deles inocentou completamente o ex-diretor de investimentos, inclusive, a tal camâra de recursos - CRPC, onde a PREVIC tem maioria absoluta inocentou o ex-diretor de investimentos por unanimidade. PQ será que eles esqueceram de informar em seu boletim hein!

A PREVIC, hoje, não tem nenhuma diferença do que se tornou a justiça no país, eles desrespeitam o proprio maual de intervenção e todas as prerrogativas de presunção de inocência, direito ao contraditório e estado democrático de direito. Recentemente, condenaram conselheiros do postalis evocando desrespeito a estatutos. A PREVIC não tem prerrogativa de julgar estatutos dos fundos de pensão por sua missão ser exclusiva de fiscalização e controle dos fundos de pensão. Há na PREVIC a turma da joponesada (coincidentemente da republica de Curitiba) despreparada, infelizmente, os mesmos japoneses que decretaram as intervenções no SERPROS controlam a camâra de recursos, onde muitos dos recursos são jogo de cartas marcadas sem nenhum critério de rito que respeite código penal brasileiro, constituição e as premissas nas leis 108/109.

O Serpros, infelizmente, hoje, tah tutelado pelo consórcio golpistas ASPAS/PREVIC com sua estrutura de governança controlada e vigiada 24 horas tudo com a complacência da cupula da ASPAS.

E o Felino Julgmanniano Martins e seu sonho de voltar como diretor do SERPROS? Brevemente, vamos detalhar como esse sonho do Felino foi parar na latrina.

 

 



O microcrédito é um engodo do neoliberalismo?

2 de Janeiro de 2018, 21:34, por Bertoni

Professor de economia da Universidade de Juraj Dobrila, na Croácia, Milford Bateman avalia que o microcrédito aumenta a pobreza

Por Carlos Drummond, na CartaCapital
 
Divulgação
Milford Bateman.jpg'O microcrédito, basicamente, alimenta o tipo errado de empresas - microempresas informais e empreendimentos de autoemprego'

Apresentado como grande solução para a pobreza por meio do financiamento de empreendimentos individuais, o microcrédito, defendido pelo Banco Mundial e por instituições privadas gera autofagia nas comunidades carentes, agrava o problema que pretende resolver e é um engodo neoliberal, defende o professor de economia da Universidade de Juraj Dobrila, na Croácia, Milford Bateman.

“Para quem é rico na América Latina e odeia a ideia de que os pobres possam se tornar 'empoderados' e consigam eleger um governo que venha a tirar parte de sua riqueza por meio de impostos, é ótimo encarregá-los de resolver sua própria pobreza através de microempresas e sem intervenções do Estado”, dispara Bateman.

O especialista veio ao Brasil para participar do Fórum do Desenvolvimento, em dezembro, em Belo Horizonte. No evento, organizado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Banco Interamericano de Desenvolvimento e Organização das Cooperativas Brasileiras, Bateman concedeu com exclusividade a CartaCapital a entrevista a seguir.

CartaCapital: O microcrédito, na sua análise, não só não reduziu a pobreza, conforme prometeram o Banco Mundial e muitos economistas neoliberais, mas aprofundou-a e criou a armadilha da pobreza adicional. Como explicar isso?

Milford Bateman: Há muitos motivos, mas três são os mais importantes. Em primeiro lugar, Muhammad Yunus (ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2006, pai do microcrédito e dos negócios sociais, fundador do Grameen Bank e de dezenas de empresas em Bangladesh) cometeu um erro muito básico ao assumir que a maneira de resolver a pobreza em Bangladesh e no restante do mundo em desenvolvimento era usar microcrédito para ampliar o fornecimento de itens e serviços simples necessários aos pobres.

Com esse suporte, um fabricante de cestas em uma aldeia, por exemplo, poderia ser seguido por muitos mais, pensou Yunus, e todos eles escapariam da pobreza vendendo cestas.

Em essência, Yunus acreditava que o fornecimento adicional de cestas que ele ajudava a aumentar com o microcrédito criaria demanda suficiente na comunidade para que todos pudessem vender suas cestas para seus vizinhos igualmente pobres e assim, criar um fluxo de renda com o qual escapar da pobreza.

No entanto, essa suposição de que "a oferta cria sua própria demanda" é, na verdade, uma das principais falsidades registradas na história econômica, conhecida pelos economistas como Lei de Say, completamente mal entendida por Yunus.

A realidade em geral é que em todas as comunidades pobres não é o fornecimento de itens ou serviços simples que é o problema, mas a falta de dinheiro (demanda efetiva) para realmente pagar por essas coisas.

Portanto simplesmente adicionar mais vendedores de cestas, comerciantes de rua ou vendedores de fast food para a economia local, com a ajuda do microcrédito, geralmente apenas toma demanda e clientes de microempresas existentes que já estão lutando para operar nessas áreas. O erro de Yunus se parece com o cometido por aqueles que durante muito tempo argumentaram que a fome foi causada por "falta de comida" e que "maior disponibilidade de comida" rapidamente remediaria o problema.

Esta visão de senso comum evidenciou-se como bastante errada quando o vencedor do prêmio Nobel de Economia em 1998, Amartya Sen, mostrou que o principal problema na criação da fome moderna (inclusive em Bangladesh) é, na verdade, o poder de compra limitado dos pobres que os impede de comprar alimentos, com frequência amplamente disponíveis em regiões assoladas pela fome. Numerosas novas microempresas ajudarão a fazer duas coisas:

1) deslocarão as microempresas existentes, de modo que novos empregos serão criados na nova microempresa abastecida com microcrédito, mas muitas vezes um igual número de empregos será fechado naquelas que já funcionavam no local. Só porque um vilarejo passa a ter muito mais cabeleireiros não significa que todos irão aumentar a quantidade de vezes que eles cortarão o cabelo e assim mantê-los todos no negócio.

2) Há a questão das saídas, que é quando as microempresas novas e existentes se fecham devido à falta de demanda. Sabemos que a saída é muito alta no Sul global, de modo que muitas microempresas vão à falência e seus proprietários saem perdendo em vários aspectos (garantias, investimentos, contatos sociais, reputação, etc.).

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Agora, embora existam algumas pessoas que tornam suas microempresas bem sucedidas, e nós as vemos na publicidade das principais instituições financeiras e nos sites do Banco Mundial, o impacto líquido global do surgimento de muitas microempresas é quase igual a zero.

Dá a impressão de que uma economia local dinâmica está sendo criada, mas, de fato, a maioria dos pequenos empreendedores constata que é cada vez mais difícil a luta para sobreviver e o único meio de fazer isso é tomar clientes de seus vizinhos, ou então sair negócio e perder seu dinheiro, o que acontece com grande frequência.

Mas as agências de desenvolvimento e Muhammad Yunus só querem saber dos poucos casos de sucesso. Às vezes, como na África do Sul, depois do colapso do apartheid, o surgimento de inúmeras microempresas criadas por pessoas desesperadas pode, às vezes, levar a um colapso bastante dramático na média dos rendimentos.

O que acaba acontecendo é simplesmente a distribuição da pobreza entre todos os pobres de forma mais uniforme. É um objetivo cruel e inútil exigir que os pobres produzam algo na comunidade que na sua maioria não é necessário para escapar de sua pobreza, quando isso só criará um mercado ultracompetitivo onde preços e salários vão para baixo naquilo que foi chamado de "corrida para o fundo".

No entanto, para quem é rico na América Latina e odeia a ideia de que os pobres possam se tornar "empoderados" e consigam eleger um governo que venha a tirar parte de sua riqueza por meio de impostos ou pior que isso, então é ótimo o pobre ser encarregado de resolver sua própria pobreza através de microempresas e sem intervenções do Estado, competir nos negócios e sobreviver ou, simplesmente, morrer. Se eles permanecem pobres, então as elites podem argumentar que talvez não queiram tentar escapar de sua pobreza - culpando, assim, os pobres pela pobreza, o que os neoliberais fizeram por muitos anos.

Como Yunus frequentemente alega, a principal razão de ter recebido tanto apoio financeiro do governo dos Estados Unidos e de fundações privadas estadunidenses é ter argumentado que "o microfinanciamento existe para ajudar a levar o capitalismo aos pobres”.

Se os pobres puderem ser convencidos de que agora são (micro) capitalistas, as elites esperam claramente que assim eles parem de se revoltar contra a enorme desigualdade, o subinvestimento e a exploração que todo economista sabe que realmente cria a pobreza.

Em segundo lugar, a longo prazo a única maneira real de criar empregos decentes e sustentáveis, desenvolvimento e crescimento é através de investimentos em empresas que operam em escala suficiente, podem implantar algumas tecnologias, são capazes de inovação, estão formalmente registradas e conseguem se conectar, vertical e horizontalmente, a outras empresas para compartilhar conhecimento, habilidades e tecnologias localmente.

Esse tipo de empresas, que são principalmente as pequenas e médias empresas formais, estão desesperadas por investimento de capital em toda a América Latina, porque desejam crescer e elas geralmente podem crescer.

Mas, como mostra o Enterprise Surveys, do Banco Mundial, nos países em desenvolvimento elas simplesmente não estão obtendo o investimento de que precisam! Por outro lado, as microempresas informais conseguem mais investimentos do que dão conta de gerir e é por isso que há tantos pobres que tomaram microcrédito e estão profundamente endividados.

Assim, o setor de microcrédito, basicamente, alimenta o tipo errado de empresas - microempresas informais e empreendimentos de autoemprego - enquanto o tipo certo, as PMEs formais, morre de fome.

Esta é uma das razões mais importantes pelas quais tantas economias locais da América Latina estão entrando em colapso sob o peso das empresas informais que não são impulsionadas pelo crescimento, ao mesmo tempo em que emergem cada vez menos negócios formais que podem ser estimulados pelo crescimento e reduzir a pobreza.

O modelo de microcrédito é, portanto, a longo prazo, o encaminhamento de países em desenvolvimento totalmente na direção errada! Em terceiro lugar, o microfinanciamento a partir da década de 1990 tornou-se um negócio com fins lucrativos e isso resultou em muitos desastres do estilo daqueles de Wall Street para os pobres, incluindo fraudes, quebras e exploração através de altas taxas de juros e comissões.

Agora temos uma situação em que os envolvidos na oferta do microcrédito como presidentes, gerentes seniores e investidores de instituições e empresas estão fazendo bilhões de dólares em salários, bônus, compartilham vendas, dividendos, ganhos de capital, etc., enquanto os pobres descobrem que o microcrédito não proporciona nenhum benefício real para as suas comunidades, como já mencionei.

O microcrédito é o novo instrumento financeiro subprime para o Sul global. Devemos lembrar que o crescimento dos empréstimos hipotecários subprime nos EUA depois de 1990 foi justificado pelo CitiGroup, Goldman Sachs e outros com base em que "eles ajudariam as minorias a ter acesso à habitação" e, apenas coincidentemente, essas instituições fizeram bilhões de dólares com essa atividade.

Da mesma forma, o crescimento do microcrédito tem sido justificado pelos seus fornecedores com base em que eles “querem resolver a pobreza”. Tal afirmação é tanto uma mentira transparente como uma alegação de Wall Street de que eles procuraram beneficiar os pobres fornecendo hipotecas de baixa qualidade.

CC: De que modo o microcrédito se transformou, segundo o senhor afirma, num obstáculo importante para o desenvolvimento econômico e social sustentável?

MB: Devido aos três problemas fundamentais acima mencionados, o microcrédito não pode funcionar. Muitos dos seus defensores agora aceitam isso. As enormes somas de dinheiro dispendidas para apoiar microempresas informais e empreendimentos de auto-emprego são dinheiro perdido que poderia ser empregado de maneiras muito melhores de ajudar a reduzir a pobreza.

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Nós, nas economias desenvolvidas, não resolvemos grande parte da nossa pobreza maciça com o microcrédito, mas com um apoio financeiro de grande escala para as PMEs e as grandes empresas, junto a grandes investimentos em tecnologia e infra-estrutura, para criar o melhor ambiente possível em que essas empresas poderiam desenvolver, crescer e empregar mão-de-obra qualificada.

CC: Por que as microfinanças se encaixam bem na agenda neoliberal do mundo desenvolvido?

MB: O acordo do pós-guerra baseou-se na gestão da demanda keynesiana, que basicamente assegurava um emprego quase pleno e uma redução dramática da pobreza. Isso foi considerado necessário para recompensar aqueles que lutaram na guerra e desejavam conquistar a paz também.

Este importante objetivo exigiu a intervenção do Estado para assegurar o investimento nas empresas certas de modo a criar empregos decentes. Os neoliberais, no entanto, vêem o papel do estado ruim para sempre, independentemente das evidências em contrário. A ideologia central de Friedrich Hayek e Milton Friedman baseia-se no pressuposto de que a riqueza é criada apenas por indivíduos particulares e esforço próprio.

O microfinanciamento é a aplicação de tais ideias neoliberais na prática no Sul global para apoiar e celebrar a atividade individual e o esforço próprio.

Assim, o microfinanciamento não pode ser visto como algo ruim, pois isso invalidaria a crença central dos neoliberais de que somente os indivíduos criam riqueza e, além disso, não precisam do Estado para gerá-la.

Evidenciaria ainda que a riqueza é realmente criada pela sociedade e as instituições que ela estabeleceu e pelas quais votou enquanto um conjunto e não como indivíduos, o que poderia significar que a desigualdade é algo muito errado --- se todos contribuímos para criar riqueza, por que só uns poucos a tomam para si?

CC: Por que é tão importante para o pensamento econômico dominante disseminar a ideia de que o microcrédito é mais relevante do que ele realmente é?

MB: Há dois motivos principais. O primeiro deles é como o microcrédito reflete a ideologia neoliberal, que ainda é, apesar do colapso em Wall Street e em outros lugares, dominante no mundo.

Se você reduz a importância do microcrédito, diminui também a importância do esforço empresarial privado pelos pobres e, portanto, você arrisca ainda que os pobres possam aspirar o comando do Estado e implantar todas as suas "capacidades coletivas" para melhorar sua posição. Isso é algo a que o governo dos Estados Unidos e o Banco Mundial resistiram de forma muito agressiva desde 1945 e antes disso, através da intervenção militar, golpes, subornos, etc.

O outro motivo é que o microcrédito agora é tão lucrativo para uma pequena elite financeira liderada por Wall Street que eles se recusam a permitir sua eliminação. Eles precisam manter essas estruturas para que elas possam maximizar os seus retornos. Precisam ainda mostrar que "funciona" para manter os governos dos países em desenvolvimento de acordo com eles.

CC: O principal problema é o próprio microcrédito ou o nível de interesse e os preços sobre a renda dos pobres?

MB: O principal problema é, conforme mencionei, que o microcrédito não pode funcionar em pequenas comunidades pobres onde a pobreza é definida pela falta de poder de gasto. O microcrédito não pode criar desenvolvimento e crescimento no longo prazo porque ele banca e desvia quantidades maciças de dinheiro para apoiar totalmente as empresas erradas. O microcrédito tornou-se um negócio com fins lucrativos e pode ser usado para gerar enormes quantidades de valor que uma pequena elite captura.

Sim, as taxas de juros elevadas são um problema, como no Banco Compartamos no México, onde superam 90% e atingem até 195% em alguns produtos financeiros, mas o problema real é o próprio conceito de microcrédito, que simplesmente não funciona como uma intervenção de desenvolvimento na forma como querem os seus defensores.

Curiosamente, os últimos papers do Banco Mundial mostram que eles agora caminham no sentido de aceitar esta minha posição. Um documento de trabalho de Cull e Morduch, de novembro de 2017, reconhece que o microfinanciamento não funcionou.

Eles só conseguem defender sua existência contínua argumentando que, no entanto, ajuda a remediar os problemas de liquidez que os pobres têm. Um pequeno benefício para uma intervenção tão maciça, mas é tudo o que eles têm!

Outro artigo, de McKenzie e Paffhousen, daquele mesmo mês, finalmente aceita que a microempresa tem uma taxa de mortalidade muito alta e que, quando elas desmoronam, tendem a deixar os pobres em uma posição muito pior. Portanto alguns conseguem, mas muitos mais fracassam, como sempre argumentei, e essa alta taxa de insucesso agora está preocupando os economistas do Banco Mundial.



O fim da recessão e o candidato ideal

21 de Setembro de 2017, 16:09, por segundo clichê
 
Carlos Motta
 

Então, segundo as últimas notícias, está tudo resolvido, o mundo é cor-de-rosa e no Brasil está tudo azul:

 
1) O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, em Nova York, que o Brasil saiu da “pior recessão da história” e que este é o momento de investir no país. “Agora é o momento que a economia vai começar a crescer, mas os preços ainda não refletem essa retomada”, disse. 
 
2) O Banco Central aumentou a projeção para o crescimento da economia neste ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi ajustada de 0,5%, estimativa de junho, para 0,7%, de acordo com o novo Relatório de Inflação. “A revisão positiva reflete, principalmente, o desempenho do PIB no segundo trimestre, superior à mediana das expectativas do mercado”, diz o relatório.
 
3) A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), ficou em 0,11% em setembro. A taxa é inferior ao resultado de agosto deste ano (0,35%) e de setembro de 2016 (0,23%). Esse também foi o menor resultado do IPCA-15.
 
4) O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Viana de Carvalho, considera que a população já começa a ver sinais de melhora na economia brasileira. Ao apresentar o Relatório Trimestral de Inflação, ele destacou a melhora no poder de compra. “Algo que as pessoas sentem no bolso quando saem para fazer compras no supermercado; elas sentem que o salário está com poder de compra melhor”, disse. Acrescentou que as notícias sobre o mercado de trabalho também são melhores. “O dia a dia vai mostrar essa melhoria da economia permeando a vida das pessoas”, opinou. Ele também citou que o crédito para pessoas físicas já dá sinais de melhora, com redução do spread (diferença entre taxa de captação de dinheiro e a cobrada dos clientes nos empréstimos).
 
Em vista de tantos fatos alvissareiros, é de se supor que, daqui em diante, a popularidade do insigne Dr. Mesóclise vá subir às alturas, e o seu nome seja o escolhido para resolver o problema de sua sucessão à Presidência da República. 
 
Como se sabe, os apoiadores de seu projeto de governo estão se descabelando a cada pesquisa de intenção de voto divulgada, nas quais se consolida a disputa entre o deputado fascista e o ex-presidente trabalhista, nenhum dos dois ao agrado dos ideólogos deste Brasil Novo.
 
Portanto, nada mais normal que os homens de bem se unam numa cruzada cívica e espalhem, desde já, o bordão que certamente vai entusiasmar todo o país: Fica, Temer!


Crise Econômica e Mercado de Trabalho no Brasil

20 de Setembro de 2017, 9:00, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Feira livre aparecida 2014 99

Por Clemente Ganz Lúcio 1 e Fernando Murta Ferreira Duca 2

Para discutir e analisar a conjuntura do mercado de trabalho de determinada economia são necessários mais do que dados. É preciso também pensar a estrutura produtiva e do próprio mercado de trabalho e estabelecer o recorte temporal a ser definido como conjuntura. É importante ter em mente que um mercado de trabalho como o brasileiro tem uma série de especificidades que remontam a sua formação histórica e que tais especificidades se manifestam de maneira diversa ao longo do espaço geográfico do país. É importante também definir o que se entende por conjuntura do mercado de trabalho, qual o recorte temporal mais adequado de ser feito para essa definição, qual a forma de se definir esse recorte. Por último, cabe qualificar a relação entre desempenho econômico e mercado de trabalho.

Considerando essas questões, este artigo busca realizar uma análise da conjuntura do mercado de trabalho de trabalho brasileiro, usando como fonte de informações os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED). Como não poderia deixar de ser, o foco dessa análise é compreender como a presente crise econômica impacta o mercado de trabalho, os principais efeitos causados por ela e a forma como atinge diferenciadamente as diversas regiões do Brasil. Procura-se ainda qualificar o desemprego brasileiro conjuntural e sua evolução. É inegável que a crise econômica tem fortes impactos sobre o mercado de trabalho do país e compreender como isso está ocorrendo e qual a extensão deste impacto é ponto de partida para qualquer atuação.

Para ler o artigo todo, baixe gratuitamente o arquivo:

Crise e mercado de trabalho no Brasil.pdf

 

1 Diretor técnico do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos)

2 Técnico do DIEESE



ONU critica ‘rentismo’ e práticas monopolistas das grandes corporações globais

14 de Setembro de 2017, 16:28, por ONU Brasil
Edifícios nos arredores de Wall Street. Foto: Michael Aston/Flickr (CC)

Edifícios nos arredores de Wall Street. Foto: Michael Aston/Flickr (CC)

A hiperglobalização tem alimentado práticas restritivas de negócios como abuso de posição dominante e restrição à competição, segundo novo relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divulgado nesta quinta-feira (14). Os rendimentos derivados dessas práticas têm aumentado a desigualdade, “em um mundo onde o vencedor leva (quase) tudo”, disse o documento.

“Para impedir que esse ciclo saia do controle, as autoridades públicas, nos planos nacional e internacional, devem resgatar o caráter de bens públicos do conhecimento e da concorrência”, disse o secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi, para o lançamento do “Trade and Development Report, 2017: Beyond Austerity – Towards a Global New Deal” (Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2017: para além da austeridade – rumo a um novo pacto global).

Lucrando com o poder, sem gerar prosperidade

O relatório mostra que, com o aumento contínuo de seu poder de mercado e de lobby, as grandes empresas inflam seus lucros pela manipulação das regras do jogo. A crise de 2008 expôs essas práticas nos mercados financeiros; o uso dos paraísos fiscais por parte do 1% mais rico é fato conhecido. Contudo, tais práticas também têm se estendido a setores não financeiros.

“O poder de mercado e a concentração têm aumentando de forma aguda também em termos de receita, ativos físicos e ativos como direitos de propriedade intelectual”, disse o secretário-geral da UNCTAD.

Por meio de uma análise de dados de companhias não financeiras em 56 países desenvolvidos e em desenvolvimento, o relatório mostrou que os ganhadores levam (quase) tudo. Entre 1995 e 2015, os lucros “extraordinários” (lucros que não decorrem das atividades centrais da empresa) passaram de 4% para 23% do lucro total do conjunto das empresas, e de 19% para 40% nas 100 maiores empresas. Em 1995, a capitalização de mercado das 100 maiores empresas globais era 31 vezes maior que a das 2 mil empresas no piso da pirâmide; 20 anos depois, passou a ser 7 mil vezes maior.

Os economistas da UNCTAD constataram que grandes empresas de países emergentes começaram a se tornar globais, em grande parte devido ao boom de seus mercados domésticos. Contudo, as empresas de países desenvolvidos ainda dominam, particularmente em setores de alta lucratividade como medicamentos, mídia e tecnologia da informação e comunicação, respondendo pela maior parte das remessas internacionais de lucros.

Mas o crescimento do controle dos mercados pelas grandes empresas não tem sido proporcional ao crescimento do emprego por elas oferecido. Medida pela capitalização de mercado, a participação das 100 maiores empresas quadruplicou, mas sua participação no emprego apenas dobrou.

“Estamos enfrentando um mundo de ‘lucros sem prosperidade’, onde o poder de mercado assimétrico é um fator que contribui fortemente para a desigualdade de renda”, disse Kituyi.

A hiperglobalização criando novas formas de protecionismo

Segundo o relatório, monopólios naturais decorrentes de avanços tecnológicos são apenas uma pequena parte da história. As chamadas superstar firms devem seus impérios tanto às proezas tecnológicas quanto à ineficiência da legislação antitruste, à excessiva proteção da propriedade intelectual e às agressivas estratégias de fusão e aquisição.

Com base em dados de filiais de empresas norte-americanas no Brasil, na China e na Índia, o relatório mostra que, em três setores intensivos em tecnologia (tecnologias da informação e comunicação, químico e farmacêutico), o aumento da proteção por patentes está associado à crescente rentabilidade das filiais, deixando para trás as empresas locais.

Elisão fiscal, liquidações de ativos públicos, subsídios públicos para grandes corporações e recompras de ações têm oferecido novas oportunidades de rentabilidade e aumentado a remuneração de diretores-executivos.

De acordo com o relatório, um círculo vicioso em que poder de mercado gera poder de lobby deu legitimidade ao submundo do “rentismo” empresarial (corporate rent-seeking), contribuindo sistematicamente para o aumento das desigualdades de renda e para os desequilíbrios de poder na economia global.



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