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Economia

28 de Fevereiro de 2014, 13:41 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Paulo Guedes e a social-democracia

1 de Novembro de 2018, 10:00, por Desconhecido

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Tocqueville (1805-1859) seguidas vezes expressou aversão ao socialismo, arguindo que “a democracia quer a igualdade na liberdade e o socialismo quer a igualdade na extorsão e na servidão”. Morto aos 54 anos, o autor de “A democracia na América” – escrito no Século 19 – não chegou a acompanhar nenhuma experiência socialista “real”, com as suas perversões burocráticas e totalitárias, nem os monstros gerados no ventre dos capitalismos em crise, como o nazi-fascismo. Nem tomou contato sequer longínquo com as experiências social-democratas que fluíram no Século 20. Socialismo e democracia, segundo Tocqueville não eram compatíveis.

A leniência com que a grande imprensa retratou as posições violentas do Presidente eleito, para que ele e Haddad fossem vistos como representantes de posições polarizadas e extremas, foi apoiada em diversas manifestações vindas do mercado. Neste mesmo processo, porta-vozes informais das agências financeiras privadas mostravam as suas simpatias pelo “programa” de Bolsonaro (que jamais fora apresentado), confortados pela omissão do Ministério Público e do Poder Judiciário – como instituições – quanto ao seu criminoso discurso de ódio. Tudo apontava para a narrativa que agora se desvela, quando emerge a fala de um Tocqueville reciclado, já não mais para proteger a democracia do socialismo, mas para casar o neoliberalismo com o fascismo.

O Brasil vai “enterrar” modelo econômico social-democrata, diz Paulo Guedes, porque ele “corrompeu a política, subiu os impostos (e) nos endividamos numa bola de neve”. Como não é ignorância histórica do novo mago neoliberal, pois todas as pessoas medianamente informadas sabem que países social-democratas são os que tem os melhores controles sobre a dívida pública, que o Brasil não conseguiu – até hoje – promover um modelo social-democrata, e sabem ainda que a corrupção é um “mal” em todos os regimes do mundo, mas tem níveis extremamente baixos nas social-democracias, – como não é ignorância do mago – repito, é possível chegar a conclusão que o sr. Paulo Guedes quer dizer é que a democracia não é compatível com a social-democracia. Kautsky, Bernstein, Willy Brandt, Olaf Palm, até Lyndon Johnson e Felipe Gonzales ficariam perplexos! Suíça, Dinamarca, Noruega, Suécia, Costa Rica, rapidamente mudariam as suas instituições de proteção social! O Sr. Paulo Guedes avisou.

Creio que até o vencedores das eleições no Brasil, com as suas respectivas gradações de atenção, sabem que estamos nos movendo num momento tenso e dramático em nosso país. E que estes remédios brutais de eliminação dos adversários, de assassinatos em massa, de promoção do ódio – pregados em algum momento pelo candidato vitorioso – não podem prosperar, sem que campeie a violência em todos os poros do organismo social. E mais: que em qualquer nação em qualquer regime que escolheu estes caminhos – nos quais a democracia é sufocada pela intolerância e pelas armas – perdeu toda a nação, perdeu todo o povo, perderam as crianças. Perdemos o futuro. Ninguém vai se deixar imolar sem luta!

Partir do pressuposto que a social-democracia é incompatível com a democracia, como diz o sr. Paulo Guedes, é dizer que as experiências social-democratas do mundo, que trouxeram as melhores condições de convívio humano no capitalismo não valeram nada. Dizer que a social-democracia deve ser arquivada e defender que ela não deve ser aplicada num determinado país – e vencer no contencioso político – é parte da democracia. Suprimir, todavia, esta possibilidade social-democrata somando ódio e ameaças de morte, para o desterro político da ideia social-democrata, como fez o Presidente eleito durante toda a campanha, não é política: é crime. E bem mais grave do que uma pedalada fiscal.

* Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.



Indústria perde fôlego em setembro diante de disputa comercial na China

1 de Outubro de 2018, 7:52, por Desconhecido

Uma pesquisa privada mostrou que o crescimento no setor industrial parou após 15 meses de expansão, com os pedidos de exportação caindo mais rapidamente, enquanto uma pesquisa oficial confirmou mais um enfraquecimento da produção.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

O crescimento do setor industrial da China enfraqueceu em setembro à medida que as demandas interna e externa perderam fôlego, duas pesquisas mostraram neste domingo, elevando a pressão sobre os formuladores de políticas, já que as tarifas norte-americanas estão pressionando a economia chinesa.

O crescimento do setor industrial da China enfraqueceu em setembro

Uma pesquisa privada mostrou que o crescimento no setor industrial parou após 15 meses de expansão, com os pedidos de exportação caindo mais rapidamente, enquanto uma pesquisa oficial confirmou mais um enfraquecimento da produção.

Em conjunto, os indicadores de atividade comercial, as primeiras grandes leituras sobre a economia da China em setembro, confirmam consensos de que a segunda maior economia do mundo continua “esfriando”, o que provavelmente levará os políticos chineses a implementar mais medidas de apoio ao crescimento nos próximos meses.

Algum colchão para a desaceleração da economia pode vir do segmento de serviços, que responde por mais da metade da economia da China. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) não industrial, divulgado pelo Departamento Nacional de Estatísticas neste domingo, mostrou que os serviços expandiram em um ritmo mais rápido em setembro.

Para a manufatura, contudo, o índice oficial caiu para uma mínima de sete meses, a 50,8 em setembro, de 51,3 em agosto e abaixo de uma previsão de uma pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters de 51,2.

Mas o PMI do Caixin/Markit caiu mais do que o esperado, de 50,6 em agosto para 50,0. Economistas consultados pela Reuters previam 50,5, em média.

Os dados oficiais abrangem um número muito maior de empresas, enquanto a pesquisa privada se concentra mais nas pequenas e médias empresas, que são vitais para a criação de empregos na China.

As autoridades chinesas prometeram evitar perdas de empregos extensas à medida que os riscos comerciais aumentam.

É provável que a China coloque maiores esperanças em seu setor de serviços, com salários crescentes. O índice oficial do PMI para setembro colocou os serviços em 54,9, o nível mais alto desde junho, de 54,2 em agosto.



Inflação sobe, apesar da economia cada vez mais fraca

25 de Setembro de 2018, 21:42, por Desconhecido

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,17% em setembro deste ano, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,3%. O indicador acumula taxas de 3,23% no ano e de 3,86% em 12 meses.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,36% na terceira quadrissemana de setembro, depois de subir 0,30% na segunda leitura do mês, informou nesta terça-feira a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongadaA inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongada

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Material de construção

O Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,17% em setembro deste ano, abaixo do resultado do mês anterior, que foi de 0,3%. O indicador acumula taxas de 3,23% no ano e de 3,86% em 12 meses.

Em setembro, o subíndice relativo a materiais, equipamentos e serviços teve alta de preços de 0,38%, uma inflação mais moderada do que a registrada em agosto,  quando foi de 0,65%.

Já o índice referente à mão de obra não registrou variação de preços pelo segundo mês consecutivo.



Os mais pobres já perceberam que os bancos e as grandes empresas são inimigos das suas esperanças de vidas melhores

16 de Setembro de 2018, 17:30, por Desconhecido

O neoliberalismo decretou o fim do caminho do meio

Por João Sicsú

Maklay62 / Creative Commons / PixabayMala de dinheiro

A política poderia ser jogada em clima ameno. Mas, isso não acontece. O Brasil e outros tantos países vivem uma conjuntura política de ânimos acirrados. A divisão existente veio de longe. Chegou pelas mãos da elite, penetrou em frações das classes médias e alcançou os trabalhadores e os mais pobres.

Após a Segunda Guerra Mundial, a socialdemocracia europeia foi a mais hábil articulação política que conseguiu harmonizar os interesses dos capitalistas e dos trabalhadores. Sob a hegemonia da socialdemocracia predominou a tolerância, a disputa leal e onde os derrotados reconheciam a vitória dos vencedores.

Nos anos 1990, entrou em cena uma nova articulação política: o neoliberalismo. Essa é uma corrente de pensamento que representa os interesses do sistema financeiro e das multinacionais (particularmente aquelas que estão voltadas para a exploração dos recursos naturais ou interessadas em grandes negócios). O neoliberalismo é o representante político dos agentes que operam grandes transações econômicas no plano internacional.

O neoliberalismo é uma corrente que, há quase três décadas, age em diferentes dimensões da vida visando a hegemonia cultural de suas ideias. Busca penetrar em mentes e corações da mídia, do poder judiciário, dos governos e partidos (sejam de esquerda, de centro ou de direita). Busca penetrar na cabeça de cada cidadão, estimulando o individualismo, a concorrência acirrada entre diferentes e a meritocracia com desigualdade de oportunidades.

Na América Latina, o neoliberalismo teve sucesso eleitoral nos anos 1990. Naquela década, seus interesses ainda não eram conhecidos pelas sociedades onde chegou. Privatizou empresas, desnacionalizou economias, promoveu a globalização financeira, provocou desemprego e fez aumentar a miséria.

Diante de tanto estrago que provocou, nos anos 2000, foi derrotado nas urnas. A centro-esquerda venceu e tentou reviver a harmonia entre capital e trabalho ensinada pela socialdemocracia europeia. Além disso, a centro-esquerda tentou estancar as perdas dos anos 1990 e promover avanços. Foi relativamente bem-sucedida.

O neoliberalismo não desistiu. Sofria derrotas eleitorais sucessivas, mas não desarticulou o seu núcleo operacional e de ideias. Mesmo derrotado, penetrou nos governos de centro-esquerda e intensificou o embate oposicionista. Em paralelo, penetrava nas diversas frentes: mídia, judiciário e legislativo.

Nos anos 2010, o neoliberalismo impôs um limite à centro-esquerda. Era a hora do assalto ao poder. Contudo, tal tarefa não é trivial em um contexto de democracia. Foi preciso distorcer o sistema para que pudesse alcançar os governos. Monopolizou as mídias, capturou os judiciários e os legislativos, mobilizou segmentos das classes médias e deu golpes onde foi necessário.

O neoliberalismo não aceita mais meias propostas ou fatias de governos. Não aceita apenas a presidência de bancos centrais ou postos nos ministérios da economia. Não aceita mais privatizar parte das empresas. Têm que ser todas. Não aceita mais que o Estado ofereça bons serviços de educação e saúde. Tudo deve ser ofertado pelo setor privado. A vida do cidadão comum deve ser transformada em todas as suas dimensões em fonte de lucro permanente.

Nos dias de hoje, embora seja um elemento de disputa política permanente, os trabalhadores e os mais pobres tendem a rejeitar integralmente o projeto neoliberal. Esse é um movimento que mudou, é novo. Na década passada, o caminho do meio, do centro, da conciliação, era visto com bons olhos pela maioria dos trabalhadores e também era um espaço a ser ocupado pelos neoliberais.

O neoliberalismo não aceita mais o caminho do meio. Do outro lado, os trabalhadores e os mais pobres, especialmente as suas camadas mais conscientes, já perceberam que não existem possibilidades de conciliação com o projeto neoliberal. Eles já perceberam que os bancos, as grandes empresas multinacionais e os governos que representam os seus interesses são inimigos das suas esperanças de vidas melhores.

O momento histórico atual está polarizado no plano político e econômico (e em outras dimensões da vida) pelos extremos. A direita está associada ao grande capital financeiro e ao capital explorador de riquezas naturais e de megas transações internacionais.

A esquerda pode representar a rejeição plena ao neoliberalismo e as esperanças de dias melhores para os trabalhadores. Não existe mais o caminho do meio. Quem for para esta posição, candidatos ou correntes políticas, nada representará e perderá o que tem, seja de direita, seja de esquerda.

A esquerda, se deseja vencer (processos eleitorais) ou acumular forças para hegemonizar as sociedades com suas ideias, tem que ir para esquerda, e lá deve se manter, com coragem e ousadia. Mas sem perder a ternura, isto é, o equilíbrio.

É preciso, por exemplo, construir sistemas tributários socialmente justos, onde os ricos paguem impostos, mas a atividade empresarial que gera empregos não pode ser sufocada por impostos.

Outro exemplo: é preciso enfrentar as regras fiscais que limitam que governantes possam governar. Contudo, é preciso administrar as finanças públicas com responsabilidade. Mas isso é obvio. A responsabilidade não deve ser um atributo apenas para as questões fiscais. Se assim for, aliás como tem sido, é porque há interesses envolvidos para canalizar as finanças públicas para segmentos específicos. A responsabilidade dos governantes e da sociedade deve envolver todas as dimensões da vida.

Esses são apenas dois exemplos da radicalidade que deve ser trilhada com o óbvio equilíbrio necessário. Enfim, nos dias atuais o caminho do meio é o caminho do abismo. Quem correr para o centro vai desaparecer. Quem correr para defender as suas propostas nas suas formas genuínas (direita ou esquerda) aparecerá com nitidez. Esses atenderão as demandas atuais. Quem tiver do lado da maioria, por óbvio, vencerá. A maioria é formada pelos trabalhadores e os mais pobres.

Fonte: CartaCapital



Enquanto Brasil privatiza outros países reestatizam

15 de Setembro de 2018, 11:34, por Desconhecido

Enquanto propostas para privatizar estatais avançam no Brasil, vários países estão reestatizando empresas. É o caso da Inglaterra que quer de volta o controle de empresas públicas. Os britânicos foram pioneiros na concessão de estatais para a iniciativa privada, como analisa o comentarista político José Lopez Feijóo.

O post Enquanto Brasil privatiza outros países reestatizam é original do Rede TVT.



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