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Economia

февраля 28, 2014 13:41 , by Blogoosfero - | No one following this article yet.

Economia quase paralisada leva a uma deflação inédita em 24 anos

декабря 22, 2018 11:43, by Unknown

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) terminou 2018 com alta de 3,86%, ante 2,94% em 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

Os preços de transportes, saúde e habitação caíram com força, e a prévia da inflação oficial do Brasil registrou o maior recuo em 24 anos para o mês de dezembro, indicando que os preços devem encerrar 2018 abaixo do centro da meta e reforçando as expectativas de que uma alta dos juros passou a ficar distante.

A inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongadaA economia brasileira, paralisada, produz uma deflação nos preços que não ocorria há mais de duas décadas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) terminou 2018 com alta de 3,86%, ante 2,94% em 2017, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

A meta oficial de inflação do governo é de 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Se o resultado se repetir no IPCA, a ser divulgado em 11 de janeiro, será o segundo ano seguido em que a inflação brasileira encerrará o ano abaixo do centro do objetivo — em 2017 o índice oficial terminou em 2,95%, abaixo até mesmo do piso.

O resultado dos 12 meses até dezembro ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 3,90%.

Resultado mensal

Na comparação mensal, o IPCA-15 teve em dezembro queda de 0,16%, contra avanço de 0,19% em novembro e expectativa de queda de 0,12%. Esse é o menor resultado mensal desde julho de 2017 e a maior deflação para o mês de dezembro desde a implantação do Plano Real, em 1994.

O resultado mensal teve deflação em quatro dos nove grupos pesquisados. O principal impacto negativo foi exercido pelo grupo Transportes, cujos preços recuaram 0,93% depois de alta de 0,31% em novembro, devido principalmente à redução de 5,47% nos preços da gasolina.

Também apresentaram queda no mês os preços de Saúde e cuidados pessoais, de 0,58%, de Habitação, de 0,52%, e de Comunicação, de 0,07%.

Alta dos juros

Por outro lado, Alimentação e bebidas, com alta de 0,35%, teve o maior impacto positivo no mês, embora tenha desacelerado frente à taxa de 0,54% registrada em novembro.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em 6,50% e reconheceu que os riscos baixistas para a inflação cresceram. Na ata do encontro, o BC traçou um quadro favorável para a inflação, jogando para um futuro indeterminado eventual início de aperto nos juros após deixar de mencionar essa possibilidade em suas comunicações.

O BC retirou de sua comunicação recente menção a eventual início gradual de subida nos juros, o que segundo o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, não foi um acidente, ressaltando que a assimetria do balanço de riscos de fato diminuiu, mas que o BC está atento sobretudo às tendências para tomar seus próximos passos.



Com menor intensidade, Aeroporto de Guarulhos ainda apresenta atrasos nos voos

декабря 16, 2018 21:20, by Unknown

Segundo informações da concessionária, o movimento está maior do que o normal porque as companhias aéreas ainda estão trabalhando para regularizar o serviço.

 

Por Redação – de Campinas, SP

 

Passageiros que estão chegando ao país ou embarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, ainda enfrentam atrasos nos voos. Segundo boletim divulgado pela administradora do aeroporto, a GRU Airport, entre meia-noite e 16h, estavam programados 359 voos, dos quais 181 são chegadas e 178, partidas. Ao todo, havia 67 voos atrasados.

Os passageiros tiveram que exercitar a paciência com tantos atrasos nos voos, em GuarulhosOs passageiros tiveram que exercitar a paciência com tantos atrasos nos voos, em Guarulhos

Segundo informações da concessionária, o movimento está maior do que o normal porque as companhias aéreas ainda estão trabalhando para regularizar o serviço que ficou atrasado por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade na última quinta-feira. Conforme explica o GRU Airport, devido aos atrasos de quinta-feira, houve um efeito cascata.

A situação deve ser regularizada pelas companhias em até quatro dias, contados a partir de quinta. A GRU Airport disse ainda que soma-se a isso a demanda de voos para o período de férias e festas de final de ano, que normalmente aumenta o movimento nesta época.



Apesar da crise, preço dos alimentos dispara em todo o país

декабря 6, 2018 19:40, by Unknown

De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O preço dos alimentos da cesta básica aumentou em 16 das 18 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos ( Dieese). As altas mais expressivas foram em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%). Houve queda em Vitória (-2,65%) e Salvador (-0,26%).

A inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongadaA inflação tem subido, embora os índices macroeconômicos apontem para uma recessão prolongada

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 330,17) e Natal (R$ 332,21). Durante o ano de 2018, todas as capitais acumularam alta, com destaque para Campo Grande (14,89%), Brasília (13,44%) e Fortaleza (12,03%).

De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais.

Cesta básica

Com base nesses valores, o Dieese estimou em R$ 3.959,98 o salário mínimo necessário para a uma família de quatro pessoas no mês de novembro, o equivalente a 4,15 vezes o mínimo atual, de R$ 954. Em outubro, o salário mínimo foi estimado em R$ 3.783,39.

O tempo médio que um trabalhador levou para adquirir os produtos da cesta básica, em novembro, foi de 91 horas e 13 minutos. Em outubro de 2018, ficou em 88 horas e 30 minutos.

Poupança

Não bastasse a falta de liquidez, a poupança também apresenta recuo na crise econômica, em curso. A caderneta de poupança registrou entrada líquida de R$ 684,548 milhões em novembro, pior resultado para o mês desde 2015, divulgou o Banco Central nesta quinta-feira.

No mês passado, os depósitos superaram os saques em R$ 1,950 bilhão no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Na poupança rural, contudo, houve saída de R$ 1,266 bilhão.

No acumulado dos 11 meses do ano, a poupança registrou ingresso líquido de R$ 23,653 bilhões, numa melhora expressiva ante a retirada de 2,246 bilhões de reais no mesmo período de 2017.



Ignorância ameaça futuro da Amazônia

ноября 1, 2018 10:01, by Unknown

Por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, no site Tutaméia:

“Tirar a floresta para colocar uma ou duas cabeças de gado por hectare é coisa de uma estupidez e de uma ignorância tão grandes que justifica quando se diz que a barbárie vem aí. É um domínio da ignorância em função de um lucro rápido: desmatar, colocar o boi e tirar aqueles 200 reais 300 reais um boi. É espantoso! Se esse é o futuro que nos reservam, vão se dar mal. Serão corridos pela própria história, que é às vezes lenta, mas implacável”.

Palavras de Ennio Candotti, 76, diretor do Museu da Amazônia, em entrevista ao Tutameia (acompanhe no vídeo). Ex-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, ele fala da enorme riqueza da região. Cita o caso da bergenina, uma molécula especial existente na casa de uma árvore, que vale 100 dólares a miligrama.

“A Amazônia está sendo ameaçada pela ignorância, pela nossa dificuldade em contar para todos o valor da botânica, das arvores, os insetos, das toxinas, dos venenos, o valor de uma planta que sabe reconhecer o seu invasor e prepara uma molécula ou um produto que possa lhe permitir combate-lo –e ainda comunicar essa solução a uma vizinha. São questões que estão sendo esclarecidas. Há timidez dos cientistas em contar que essas plantas são seres fantásticos e não sabemos a linguagem com que se comunicam”, diz. E segue:

“ O valor da floresta não é reconhecido. Pouco se sabe sobre o fato de que uma árvore regenera seus galhos. Árvores são livros que devemos aprender a ler. A Amazônia é a grande biblioteca da nação. Devemos aprender a ler. E está sendo queimada. Como as bibliotecas famosas foram queimadas no passado, pode acontecer [de ser queimada], pela ignorância de tiranos passageiros que são lembrados hoje pela destruição que fizeram”, diz.

Para Candotti, as ameaças do capitão eleito provocam resistência. “Que venham ameaçar a floresta! Aí vamos contar com as árvores em movimento como naquela história do Tolkien em que as próprias árvore se movem e participam da resistência. Isso passará das páginas de um grande escritor para a realidade. As árvores vão se mover mesmo estando paradas. Vamos ver quem vai mais longe”.

Não é o capitão; são os interesses externos

Candotti diz não acreditar em “vocações autoritárias” para o país. Para ele, a vitória do capitão precisa ser entendida nos seus bastidores. “É alguma coisa que tem por trás disso, interesses, articulações muito mais profundas, que têm razões internacionais. Questões como os BRICS. Essa articulação é um fato político de primeira grandeza que justifica intervenções semelhantes àquelas de justificaram a intervenção norte-americana no golpe no Brasil em 1964. Razões internacionais há de sobra. O petróleo, o pré-sal e a Embraer são hoje determinantes no tabuleiro político internacional. Há grandes interesses em preservar os imensos lucros do capital financeiro. Os bancos ganharam mais do que todo o orçamento de educação do país. Não é o capitão. São interesses de grande porte internacional. Vamos cobrar, vamos resistir”, declara ao Tutaméia.

Para o físico, o que aconteceu na eleição “foi uma vacinação”: “Os que votaram no capitão começarão a criar anticorpos ao ver o que vai acontecer”. E segue: “Quando se começar a ver o sangue correr – no sentido do sangue das veias da nação, espero que não seja o dos militantes –, as pessoas aos poucos se darão conta de que aquilo que tinha sido conquistado com a democracia poderá vir a ser perdido. Não acredito que esteja perdido, que passem. Venham para a universidade! Vamos ver quem vai conseguir continuar a defender uma universidade livre e capaz de pensar!”

Barricadas em construção

Perguntamos a Candotti se ele achava que o capitão seria uma ameaça à Constituição. “A Constituição é uma ameaça a ele. Ele sabe que todos estão atentos às pequenas impropriedades que ele vier a cometer contra a Constituição”.

Candotti fala do futuro da ciência, rememora a luta contra a ditadura e relata intimidações que sofreu, por parte de fiscais do TRE, na semana passada, quando participava de debate sobre democracia na UFAM. Aos que tentaram dispersar a assembleia promovida pelos estudantes apresentou um simples argumento: sem democracia, eles não teriam nem trabalho, pois não haveria eleições. Acabaram indo embora.

“Não precisamos temer. Sabemos sobreviver a pão e água muito mais do que os nossos adversários –que, espero, não virem nossos inimigos. Mas, se forem inimigos, saberemos construir nossas barricadas. Teremos anos em que os jovens poderão saborear o gosto da resistência, afirma. E conclama:
“Permaneçam alertas e permaneçam mobilizados. Não desarmem aquelas barraquinhas que foram montadas com tanta inventividade nessas últimas semanas, onde se convidava indecisos para discutir política. Precisamos explicar a todos o por quê da nossa enorme desconfiança em relação às políticas propostas pelo capitão”.



Paulo Guedes e a social-democracia

ноября 1, 2018 10:00, by Unknown

Por Tarso Genro, no site Sul-21:

Tocqueville (1805-1859) seguidas vezes expressou aversão ao socialismo, arguindo que “a democracia quer a igualdade na liberdade e o socialismo quer a igualdade na extorsão e na servidão”. Morto aos 54 anos, o autor de “A democracia na América” – escrito no Século 19 – não chegou a acompanhar nenhuma experiência socialista “real”, com as suas perversões burocráticas e totalitárias, nem os monstros gerados no ventre dos capitalismos em crise, como o nazi-fascismo. Nem tomou contato sequer longínquo com as experiências social-democratas que fluíram no Século 20. Socialismo e democracia, segundo Tocqueville não eram compatíveis.

A leniência com que a grande imprensa retratou as posições violentas do Presidente eleito, para que ele e Haddad fossem vistos como representantes de posições polarizadas e extremas, foi apoiada em diversas manifestações vindas do mercado. Neste mesmo processo, porta-vozes informais das agências financeiras privadas mostravam as suas simpatias pelo “programa” de Bolsonaro (que jamais fora apresentado), confortados pela omissão do Ministério Público e do Poder Judiciário – como instituições – quanto ao seu criminoso discurso de ódio. Tudo apontava para a narrativa que agora se desvela, quando emerge a fala de um Tocqueville reciclado, já não mais para proteger a democracia do socialismo, mas para casar o neoliberalismo com o fascismo.

O Brasil vai “enterrar” modelo econômico social-democrata, diz Paulo Guedes, porque ele “corrompeu a política, subiu os impostos (e) nos endividamos numa bola de neve”. Como não é ignorância histórica do novo mago neoliberal, pois todas as pessoas medianamente informadas sabem que países social-democratas são os que tem os melhores controles sobre a dívida pública, que o Brasil não conseguiu – até hoje – promover um modelo social-democrata, e sabem ainda que a corrupção é um “mal” em todos os regimes do mundo, mas tem níveis extremamente baixos nas social-democracias, – como não é ignorância do mago – repito, é possível chegar a conclusão que o sr. Paulo Guedes quer dizer é que a democracia não é compatível com a social-democracia. Kautsky, Bernstein, Willy Brandt, Olaf Palm, até Lyndon Johnson e Felipe Gonzales ficariam perplexos! Suíça, Dinamarca, Noruega, Suécia, Costa Rica, rapidamente mudariam as suas instituições de proteção social! O Sr. Paulo Guedes avisou.

Creio que até o vencedores das eleições no Brasil, com as suas respectivas gradações de atenção, sabem que estamos nos movendo num momento tenso e dramático em nosso país. E que estes remédios brutais de eliminação dos adversários, de assassinatos em massa, de promoção do ódio – pregados em algum momento pelo candidato vitorioso – não podem prosperar, sem que campeie a violência em todos os poros do organismo social. E mais: que em qualquer nação em qualquer regime que escolheu estes caminhos – nos quais a democracia é sufocada pela intolerância e pelas armas – perdeu toda a nação, perdeu todo o povo, perderam as crianças. Perdemos o futuro. Ninguém vai se deixar imolar sem luta!

Partir do pressuposto que a social-democracia é incompatível com a democracia, como diz o sr. Paulo Guedes, é dizer que as experiências social-democratas do mundo, que trouxeram as melhores condições de convívio humano no capitalismo não valeram nada. Dizer que a social-democracia deve ser arquivada e defender que ela não deve ser aplicada num determinado país – e vencer no contencioso político – é parte da democracia. Suprimir, todavia, esta possibilidade social-democrata somando ódio e ameaças de morte, para o desterro político da ideia social-democrata, como fez o Presidente eleito durante toda a campanha, não é política: é crime. E bem mais grave do que uma pedalada fiscal.

* Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.



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