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Política

февраля 25, 2014 16:14 , by Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Voto no programa de governo, não no candidato

сентября 23, 2018 18:33, by Unknown

Poucos querem politizar o debate eleitoral, pois a ignorância geral interessa a muitos.

Recife 22092018

Desde que me tornei eleitor neste país, meu voto sempre foi no programa de governo e no projeto político que mais se aproximam das necessidades da Classe Trabalhadora. Confesso que, em algumas vezes, votei meio a contragosto no candidato que representava o projeto. Infelizmente, em um dos casos, meus pressentimentos estavam corretos e o projeto não foi honrado.

Voto no projeto, não no candidato.

Não voto em candidato nenhum por medo dos outros candidatos.

Voto no programa de governo e não no medo.

O programa de governo que mais se aproxima de meus desejos, aspirações, consciência e daquilo que considero neessário para a Classe Trabalhadora é o programa da coligação O Povo Feliz de Novo.

Não, não é o programa ideal. Muito menos perfeito. Mas neste momento histórico este programa é o que mais se aproxima daquilo que eu defendo.

Tem pelo menos quatro pontos neste programa de governo que merecem meu apoio:

  • A revogação das medidas de caráter inconstitucional, antinacional ou antipopular editadas pelo atual governo ilegítimo;
  • A defesa da Soberania Nacional;
  • A Democratização das comunicações; e
  • A consolidação na prática do Marco Civil da Internet

Você, caro leitor, pode me perguntar:

- Mas será que o PT e seus aliados cumprirão o plano de governo registrado?

E eu te respondo com toda tranquilidade:

- Isso vai depender da organização e mobilização popular e da Classe Trabalhadora, exigindo que o PT cumpra o programa e vá além do ali proposto em defesa dos direitos do povo trabalhador. Sem mobilização e organização nada acontece, nada cai do céu!

Agora, se você pretende votar em outro candidato, em outro projeto eu lhe peço encarecidamente que não invente desculpas, nem pose de progressista, nem faça malabarismo comunicacional, usando a teoria do medo para justificar seu voto. Assuma-o pelas qualidades do projeto que seu candidato representa.

Não despolitize o debate. Qualifique-o.

Clique no link plano-de-governo_haddad-13_capas-1.pdf e baixe o programa de governo da coligação O Povo Feliz de Novo



Rê Bordosa voltou só pra avisar: #elenão

сентября 22, 2018 10:19, by Unknown

Rê bordosa, o retorno



Deu no El País: “Haddad está no segundo turno, Bolsonaro ainda não”, diz estatístico de campanhas.

сентября 21, 2018 12:46, by Unknown

O jornal El País entrevistou o estatístico Paulo Guimarães, que afirmou que o único candidato garantido no segundo turno é o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Para Guimarães, que acompanha a eleição por meio de grupos controle de eleitores, atuando em 13 Estados nesta eleição, a segunda vaga para o segundo turno está dividida entre Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e o capitão Jair Bolsonaro.

O estatístico é conhecido como o “guru” de campanhas por ajudar a eleger, entre outros casos considerados impossíveis, o hoje candidato ao Senado César Maia (DEM) à prefeitura do Rio de Janeiro em 1992.

Leia trechos da entrevista abaixo. Para acessar o conteúdo na íntegra clique aqui

O que é possível dizer neste momento sobre o desfecho do primeiro turno?

Resposta. O Haddad vai para o segundo turno. Era muito difícil o candidato do Lula não estar no segundo turno, e isso tem se confirmado pelas tendências. O Lula é um apoiador muito forte. Muita gente confundiu o apoio dele ao Haddad presidente com o apoio ao Haddad prefeito de São Paulo. Quem sabe do buraco da minha rua é o prefeito, o ex-prefeito, o candidato a prefeito. O presidente fica longe, distante. O governador está um pouco mais próximo, mas quem está muito próximo é um ex-prefeito, um prefeito atual.

Bolsonaro lidera as pesquisas desde o início da campanha e não para de crescer. Por que não está garantido?

R. O voto dele não é de competência, é de protesto, de ódio ao outro lado. A maior fidelização entre os candidatos é a do Bolsonaro, mas tem uma parte muito flutuante ali ainda, que está lá pelo ódio. Se o eleitor perceber que pode ganhar do PT sem o ódio, ele pode mudar. Mas, para isso, tem de aparecer um desses outros candidatos de centro com uma votação que dê esperança ao eleitor. E isso vai ser decidido nos últimos três dias. Se um desses de centro chegar [ao final da corrida eleitoral] com 15% e o Bolsonaro com 25%, é possível.

É possível prever um cenário assim mesmo diante do crescimento de Bolsonaro nas pesquisas?

R. As chances deles aumentam com o crescimento nas pesquisas, mas pode mudar muita coisa se o Bolsonaro não se mostrar competitivo contra o PT no segundo turno. Eu já vi [Celso] Russomanno a três dias da eleição com 11 pontos na frente de [José] Serra e Haddad [na eleição pela Prefeitura de São Paulo em 2012], e os dois passaram à frente. Se ninguém aglutinar, os votos vão para o Bolsonaro por conta do ódio ao PT. Se alguém do centro aparecer bem posicionado, vai atrair os votos úteis. Ainda é um pouco cedo para se pensar num quadro definitivo. Mas eu apostaria que o Haddad está no segundo turno, e a outra vaga tem de ser disputada por Ciro, Geraldo e Bolsonaro.

É de se esperar, então, que Bolsonaro perca algum do espaço ganhado nos últimos dias?

A Marina teve muito mais [intenção de voto] do que ele tem hoje, subiu 31 pontos e chegou a 37% [em 2014]. A esse ponto, o Aécio não estava sequer no debate. A comoção se dissipou e ela ficou com 21%, ele [o senador tucano] foi para o segundo turno. Ainda é cedo. Hoje se aposta muito mais no Bolsonaro porque ele está à frente. Mas nas últimas eleições das capitais, apenas três candidatos que saíram na frente ganharam, entre eles o ACM Neto (DEM) e o Marcelo Crivella (PRB). Todos os outros saíram muito de trás. O [prefeito de Porto Alegre, Nelson] Marquezan (PSDB) largou com 3,6%. Quem sai à frente tem o ônus de ser a maior mira de todo mundo, e também carrega os votos do eleitor desatento, que indica o voto nele porque é o candidato mais comentado. Quando ele começa a prestar atenção, percebe que não é isso que ele queria.

E Bolsonaro, não tem mais para onde crescer?

Tem, mas em função do ódio, não dele. A rejeição dele é muito alta há algum tempo. À medida que o Lula fica mais odiado, que outros candidatos dizem que vão dar indulto para ele, o eleitor decide votar no Bolsonaro. O jogo hoje é muito mais político do que temático —de melhorar saúde, educação, segurança. As mulheres não votam no Bolsonaro, mas as mulheres pobres tendem a decidir o voto mais tarde. O país é absurdamente machista. O marido vai dizer em quem elas devem votar, principalmente nas classes mais baixas, das mulheres mais agredidas. O voto da mulher tem convergido para o voto do homem historicamente.

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O fracasso do golpe no país surreal

сентября 21, 2018 12:46, by Unknown

Por Pedro Tierra, no site Carta Maior:

“A Revolução que acalentamos na juventude, faltou.

A vida, não. A vida não falta.

E não há nada mais revolucionário que a vida...” (1994) [*]


Será vão o esforço intelectual, mesmo das cabeças mais brilhantes, empenhadas em utilizar as categorias cartesianas para decifrar o Brasil. Aqui nos trópicos, nem mesmo o surrealismo – como advertia Alejo Carpentier na Introdução Manifesto ao “El reino de este mundo” – seria capaz de dar conta dos paradoxos da esfinge...

Contados dois anos, desde a deposição da presidente eleita, Dilma Rousseff, de desmoralizar e isolar o Partido dos Trabalhadores, numa vitória arrasadora em toda linha, nas ruas e nas instituições, as forças sociais e políticas que desferiram o golpe de estado, em 2016, chegam às vésperas das primeiras eleições presidenciais pós-golpe numa situação singular: desabou a “Ponte para o futuro” prometida no momento do triunfo da conspiração. O país foi conduzido, em marcha batida – para que não se desse às forças populares fôlego suficiente para respirar e reagir ao assalto aos direitos conquistados no período anterior – à entrega dos recursos naturais, à liquidação das políticas de inclusão social, à destruição do projeto de crescimento soberano e com distribuição de renda.

O golpe fracassou. Para impor ao país os objetivos da agenda neoliberal, os golpistas chegam às eleições de 2018 que eram sonhadas como o selo que haveria de conferir a sonhada legitimidade, carregando nos ombros alguns fardos pesados: a) um fracasso econômico insofismável. O país foi conduzido à recessão e a sucessivas quedas nas atividades industriais, comerciais e de serviços. Só os bancos, como não podia deixar de ser, seguem imunes às crises; b) um fracasso social, traduzido nas altas taxas de desemprego, na precarização das relações de trabalho, na liquidação das políticas de inclusão como o “Minha Casa Minha Vida” e o “Bolsa Família” que devolvem o país ao mapa da fome e c) um fracasso político que levou à gigantesca rejeição popular ao governo, ao ponto de não contar com um único candidato na corrida presidencial que se disponha a defende-lo, mesmo os mais comprometidos com ele, como Alckmin e Meirelles.

O personagem que encarna o golpe – o usurpador Michel Temer – se converteu num fantasma abominável, a quem ninguém mais dirige, senão para execrá-lo. De quem todos fogem, mesmo seus sócios mais íntimos, porque sua imagem diante da população contamina a credibilidade de qualquer pretensão.

Hoje, os dois líderes que representam as forças políticas de maior relevância, estão formalmente fora da disputa. Um na prisão. O outro no hospital. Ambos representados nesse momento por seus vices. O primeiro por um advogado, economista. O outro, por um general. Peculiaridades da esfinge tropical... 2018 revela, ao Brasil que ainda deseja entender o que se passa, que o Brasil não resolveu o impasse entre a cultura autoritária, racista, misógina e politicamente colonizada e a cultura democrática, inclusiva e defensora da soberania. Em outros termos: o impasse entre a Casa Grande e a Senzala. Entre seguir cumprindo a condenação de ser colônia ou manter de pé o projeto de se tornar um dia uma nação.

O cenário destas eleições presidenciais de 2018, nos remete a uma tela de Debret: um dos contendores se encontra atado ao pelourinho, os demais, com os braços livres empunham o chicote e fustigam. Assim funciona a democracia nesses trópicos... As elites brasileiras – leia-se, o capital financeiro, os oligopólios dos meios de comunicação, os donos do agronegócio – ainda não entenderam, por subestima-lo sistematicamente, que a cada vez que impõem uma derrota a Lula, pela força do aparato do Estado sob seu controle, como ocorre agora ao negar-lhe o direito à candidatura, ele dá a volta por cima e se apresenta mais forte na batalha seguinte. Há quem formule a crítica de que Lula não deveria “desistir da candidatura”. Deveria ir até o fim. A resposta de Lula é, desde a prisão onde se encontra, lançar a candidatura de Fernando Haddad e demonstrar a capacidade das esquerdas para se renovar e imprimir um novo vigor na disputa.

A prisão arbitrária imposta pelo aparato judicial brasileiro permitiu a Lula recuperar sua estatura única como líder popular do país. E recuperou a imagem do Partido dos Trabalhadores para as lutas sociais e eleitorais do próximo período. O PT alcança, hoje, a preferência partidária de 25% da população brasileira. Os partidos comprometidos com o golpe, todos, não alcançam 5%.

De dentro do hospital, o capitão envia sua mensagem – a única que é capaz de enviar – de apologia da violência fascista como forma de resolver os conflitos da sociedade e atrair para si os votos da direita atônita que perdeu para ele a “embocadura do discurso”. Trata de assegurar a hegemonia política que conquistou sobre a massa dos setores sociais que foram para as ruas respaldar os condutores do golpe de 2016.

As declarações do ex-presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, na última semana explicitando uma autocrítica sobre os descaminhos do partido que, segundo ele, se afastou do respeito à democracia, ao não reconhecer a derrota de 2014; ao embarcar na aventura do golpe em 2016; e por fim, ao integrar-se ao governo Temer, consumou uma trajetória de equívocos. Palavras que soaram como um dobre de finados sobre a campanha dos tucanos.

Atestam, as declarações do Senador, que o discurso da direita foi capturado pela extrema-direita encarnada pelo capitão. A direita bem pensante rendeu-se a um discurso tosco e simplificador. O bolsonarismo se apresenta como uma espécie de integralismo da idade da pedra, nutrido pela maré conservadora mundial contemporânea. Aqui mora precisamente o perigo: o capitão simbolicamente vertebrou o discurso fascista com uma parcela significativa da base popular. Eis aí o rosto da fera que espreita a democracia brasileira: um fascismo popular numa sociedade conflagrada.

A peculiar democracia brasileira, depois de relativizar a vigência da Constituição de 1988, vem nos oferecendo um cardápio variado de cenas exemplares. A mais vistosa é o “pelourinho eletrônico” montado na praça maior de Pindorama: o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. Por ela desfilam todos os candidatos que a emissora convoca. Ali são submetidos ao açoite público, com o lustroso casal de âncoras executando o suplício, como executavam os antigos feitores.

Elevado a técnica jornalística, o interrogatório reproduz a lógica do que se punha em prática nas salas acústicas da Rua Tutoia ou da Barão de Mesquita: a tese chega pronta. O interrogado tem todo o direito de confirmar ou desmentir. Desde que se atenha ao texto previamente preparado...

No “pelourinho eletrônico” os postulantes ao mais importante cargo da república são supliciados ante os olhos incrédulos ou indignados dos expectadores por um poder que se atribui uma tutela sobre a sociedade, que a sociedade não lhe delegou. Inverte-se assim, nessa democracia tropical, a ordem dos fatores. Uma empresa que atua como concessão do poder público, de acordo com a Constituição, assume o papel de concedente: opera sem qualquer inibição para impor o nome que mais lhe convém. Pretende, assim, assegurar as condições para seguir governando o governo...

A movimentação dos números apresentados pelos levantamentos de opinião desses últimos dias apontam para uma decisão dramática – mais uma vez – entre o Petismo representado por Fernando Haddad com forte impulso ascendente e o Anti-Petismo, agora sob a liderança fascista do ex-capitão, já que a “direita civil” perdeu substância como porta-voz do projeto neoliberal para o país.

Para as esquerdas está posto o desafio de unificar-se e buscar ampliar sua capacidade de atrair os setores populares dispostos a votar na candidatura de Fernando Haddad ancorada e apoiada por Lula. Para a “direita civil” resta a escolha de respaldar abertamente o fascismo ou retomar o caminho de defesa da democracia do qual se afastou ao questionar os resultados das urnas de 2014.

* Pedro Tierra (Hamilton Pereira) é poeta, ex- Presidente da Fundação Perseu Abramo.

Nota

* Versos do Poema “Os Filhos da Paixão“



Ciro alerta para risco de ditadura contido na ascensão de Bolsonaro

сентября 21, 2018 12:00, by Unknown

Em linha com o discurso de Ciro Gomes, a ascensão da retórica nazista é real, a ponto de o Brasil chegar à capa da revista britânica The Economist.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O Brasil está diante da ameaça de cair num “fenômeno nazista e militarista”, disse nesta quinta-feira o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes. Ele voltou a afirmar que os eleitores votem por convicção no primeiro turno, deixando o chamado voto útil para a segunda rodada. Este seria o antídoto mais adequado para que Bolsonaro seja neutralizado antes mesmo de chegar à próxima etapa das eleições.

Bolsonaro é desnudado pela bíblia mundial do capitalismo, a revista britânica The EconomistBolsonaro é desnudado pela bíblia mundial do capitalismo, a revista britânica The Economist

— O povo brasileiro está em revolução, as pessoas estão mudando violentamente, estão procurando um caminho e eu entendo com o meu coração esse sentimento, porque é muita emoção, muita mudança de última hora… muita ‘fake news’ — disse Ciro a jornalistas após participar de uma reunião no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), na capital paulista.

Voto útil

Ainda segundo o ex-governador do Ceará, “as pessoas estão preocupadas, o Brasil está ameaçado de uma queda no precipício, um fenômeno nazista, militarista e extremista”.

— Mulheres estão sendo insultadas pelo mero fato de serem mulheres, meninos e meninas brigando de forma odienta, descambando para a violência, um candidato que emula a violência sofreu o que não pode acontecer, pela primeira vez na história moderna do Brasil — pontuou.

Para Ciro, nesse quadro, não é possível a pregação do voto útil já no primeiro turno.

— Voto útil é a negação da preferência do cidadão, o cidadão tem que votar em quem ele achar melhor e ficar em paz com a sua consciência — argumentou Ciro, lembrando ser possível evitar que o representante neofascista chegue ao segundo turno das eleições.

Datafolha

A possibilidade de apelos pelo voto útil cresceu depois que o Ibope divulgou pesquisa na terça-feira mostrando o candidato do PT, Fernando Haddad, isolado no segundo lugar, com 19 por cento das intenções de voto, enquanto Ciro tinha 11 por cento. O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, liderava com 28 por cento.

Mas, nesta madrugada, o Datafolha divulgou levantamento mostrando Ciro e Haddad em empate técnico, embora o petista apareça numericamente à frente (16% a 13 por cento). Bolsonaro somou 28 por cento das intenções de voto também nesta pesquisa.

Apesar do quadro menos desfavorável na sondagem mais recente, Ciro voltou a colocar em dúvida os institutos de pesquisa.

— O que a gente precisa tirar de lição dessas pesquisas, que estão saindo praticamente todo dia, é que não é razoável que um cidadão amadurecido politicamente entregue sua decisão, sua preferência em relação à sorte da nação, da sua família, a institutos de pesquisa, nem porque eles podem ser desonestos, porque nesse país até deputado se compra, quanto mais instituto de pesquisa — afirmou o presidenciável.

The Economist

Em linha com o discurso do candidato pedetista, o risco de ascensão da retórica nazista é real, a ponto de o Brasil chegar à capa da bíblia internacional do capitalismo, a revista britânica The Economist desta semana. Com o título “Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina”, a publicação, uma das mais respeitadas em todo o mundo, especialmente quando o assunto é liberalismo econômico, afirma que o candidato do PSL seria um “presidente desastroso”.

A reportagem diz que Bolsonaro é o último de um grupo de populistas, que inclui de Donald Trump nos Estados Unidos, a Rodrigo Duterte nas Filipinas e uma coalizão de esquerda e direita com Matteo Salvini na Itália. “Bolsonaro seria uma adição particularmente desagradável ao clube. Se ele vencesse, poderia colocar em risco a própria sobrevivência da democracia no maior país da América Latina”, afirma o texto.

Para a revista, as eleições de outubro dão ao Brasil a chance de começar de novo. No entanto, se, como parece possível, a vitória for para Jair Bolsonaro, um populista de direita, o país corre o risco de piorar tudo. “Bolsonaro, cujo nome do meio é Messias, promete a salvação, mas na verdade ele é uma ameaça para o Brasil e para a América Latina”, resume o texto.



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