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Política

25 de Fevereiro de 2014, 16:14 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Lula é um gênio do crime, um Moriarty moderno, o Lex Luthor do ABC!

3 de Fevereiro de 2016, 11:05, por Bertoni - 1Um comentário

Lula 00 Depois de ser investigado continuamente por quase 40 anos - uma investigação sempre estampada nas capas de jornais e revistas interessados, como de hábito, em defender os interesses das corporações que os bancam -, este Blofeld do sindicalismo conseguiu, graças ao seu brilhantismo maquiavélico, evitar que qualquer prova acerca de suas décadas e décadas de malfeitos fosse descoberta. Nem o próprio Hercule Poirot conseguiria detê-lo, tamanho seu cuidado na concepção de seus milhares de esquemas.

Mas tudo chega ao fim. E Lula, enriquecido além do possível depois de tanto roubar, finalmente tropeçou ao desistir de comprar um apartamento (que tolamente havia declarado previamente à Receita), ao visitar o sítio de amigos (estupidamente às claras, sem esconder de ninguém) e, principalmente, ao permitir que sua esposa comprasse um barquinho de pesca de menos de 5 mil reais (e pateticamente com nota fiscal no próprio nome).

Por sorte, os Woodward-Bernsteins que compõem a equipe da Foxlha conseguiram descobrir esta compra (sorrateiramente feita com emissão de nota fiscal no nome verdadeiro de dona Marisa) e - ainda mais chocante - comprovaram que o caminhoneiro que entregou o barquinho tinha nada menos do que 25 anos de profissão (como destacaram na chocante matéria que renderá a eles o Pulitzer por terem derrubado o ex-presidente).

É um alívio saber que nossa imprensa sabe priorizar o que merece destaque: a revista Veja, que um dia será eternizada em sua própria versão de Spotlight (título provisório: Boimatlight), fez uma matéria fabulosa cuja manchete resume, por si so, o imenso apuro jornalístico do veículo: "Publicitária presa disse ter ouvido ‘zum-zum-zum’ sobre tríplex de Lula no Guarujá". Lula 01

Ah, o "zum-zum-zum", esta prova que consta de todos os Códigos Penais como a mais inquestionável das evidências.

O ZumZumZumGate, como será conhecido pelas gerações futuras, acertadamente ganhou as páginas do jornalismo brasileiro no lugar de helicópteros com 500 kg de cocaína, de certos aviões dos Estados de SP e MG que foram usados para voos particulares de amigos e da esposa de certos governadores, de testemunhos repetidos sobre o mineiro "chato das propinas" e, claro, de contratos sem licitação feitos pela gestão de Alckmin para comprar 200 milhões anuais de merenda escolar.

Nossos barões da mídia sabem que tucanos são pré-anistiados e, portanto, não fazem o leitor perder tempo lendo notícias que não levarão a nada. São gentis assim.

Por outro lado, quando o roteirista dos clássicos modernos O Candidato Perfeito e Até que a Sorte os Separe 3 declara que o governo federal "cerceia críticas", ninguém aponta a aparente contradição: seus filmes tiveram captação de recursos aprovada pela Ancine. E ainda bem que não fazem isso, pois poderiam acabar levando o leitor a acreditar que o governo NÃO está implantando uma ditadura comunista no país. Sim, ela está sendo implantada há 14 anos, mas isto é apenas prova da incompetência de seus líderes.

Como apreciador do bom jornalismo, fico encantado ao perceber como a imprensa brasileira foi de “Lula era o cabeça do esquema na Petrobras” a “mulher de Lula comprou barquinho de pesca”. E fico esperando, ansioso, pelas manchetes que virão a seguir:

"Lula teria matado ao menos 200 minhocas ao longo dos anos; barquinho de pesca foi utilizado para atirar cadáveres na água."

"PF intima peixe para depor: “Lula matou e comeu minha família”; esposa teria ajudado a cozinhar os corpos."

"Esposa de Lula comprou vara de pescar; vendedor com 32 anos de profissão relembra: “Ela ainda pediu desconto”."

E aguardo, ansioso, pelo discurso que será feito pelo repórter da Foxlha ao receber seu segundo Pulitzer por sua matéria investigativa que provará que Lula mentiu ao afirmar ter pescado peixe de 18 kg. Lula 02

É claro que poderia haver outra explicação para tudo isso, mas hesito em abraçá-la, já que implicaria em aceitar algo revoltante:

Que o jornalismo brasileiro virou fanfiction tucana.

Fonte: Mural de Pablo Villaça



ParanáBlogs cria espaço colaborativo para cobrir eleições 2016

26 de Janeiro de 2016, 1:00, por Blogoosfero - 0sem comentários ainda

A galera da ParanáBlogs - Associação de Blogueir@s e Ativistas Digitais do Paraná - criou no portal paranablogs.com.br espaço coletivo para cobrir as eleições municipais de 2016.

O objetivo do Espaço Eleições #2016 é ser um portal colaborativo e multiautoral fazendo ampla cobertura do processo eleitoral, levando ao público notícias, serviços e curiosidades das eleições 2016.

O Eleições #2016 traz também informações e dicas úteis à ação de blogueir@s

 

 

O portal de notícias ParanáBlogs está hospedado no blogoosfero.cc, plataforma de comunicação livre desenvolvida em software nacional.



De lucha ideológica y proyectos académicos

14 de Janeiro de 2016, 14:42, por David Díaz Ríos

De lucha ideológica y proyectos académicos

FIU
Por: Marcos Torres / El Nuevo Herald ha publicado hoy el artículo “Universidades de EEUU abren sede permanente en Cuba” de la periodista Nora Gámez, y al leerlo me he encontrado con ciertos detalles que me gustaría poner en claro, para que los que desconocen de estos temas cuentan con una “segunda opinión” o con otra perspectiva.

Según el artículo las universidades de Brown, Columbia, Cornell, Dartmouth, Harvard, Johns Hopkins, Northwestern, Pensilvania y Vanderbilt, tienen ya sede permanente en Cuba bajo los auspicios de las regulaciones que permiten tener una presencia física en Cuba que anunciara Obama en septiembre de 2015.
Estas universidades se agrupan en el Consorcio para Estudios Avanzados en el Extranjero (CASA por sus siglas en inglés: ¿simbolismo o casualidad?) y tienen sede permanente en “Casa de las Américas” desde noviembre de 2015, una institución cultural de amplio prestigio internacional.
Este proyecto norteamericano, CASA, fue establecido en mayo del 2014 al parecer, “para desarrollar mancomunadamente programas de estudio en el extranjero y desarrollar las infraestructuras necesarias en lugares clave en todo el mundo”, donde Cuba fue desde el principio, “el primer destino elegido”.
Aquí me detengo. Me parece raro…, no sé…, que este proyecto se haya posicionado en Cuba justo después del anuncio de Obama de septiembre, y más cuando, incluso después de que autoridades comerciales, agrícolas, gobernadores y otras personalidades hayan visitado Cuba con el interés de establecer relaciones de intercambio en diferentes áreas, poco se ha logrado.
Más raro aún cuando, plantea el diario, que el historiador Adrián López Denis, el que plantean se encuentra al frente del programa de Cuba en la Universidad de Princeton, expone que “la idea con la sede de CASA es que a largo plazo se convierta en una institución cultural donde la gente de La Habana pueda participar de las cosas que sucedan allí”, por lo que me preocupa que quieran sustituir el trabajo de “nuestra CASA” (Casa de las Américas) por el de el proyecto norteamericano donde, alejados de los programas de anteriores colaboraciones con Universidades norteamericanas, esperan mantener actividades académicas todo el año.
En esencia creo que el proyecto es bueno y ayudará a mostrar una visión más elocuente y objetiva de la realidad cubana, pero no puede salirse del contexto académico para entrometerse en otros asuntos como ya se ha visto con otros proyectos.
Alerto sobre el tema ya que plantea el artículo que la Universidad Internacional de la Florida (FIU) (embebida de los más reaccionarios intereses de la oxiurera miamense) “está explorando las posibilidades de expansión académica en un nuevo contexto diplomático entre ambos países. Junto a StartUp Cuba, una iniciativa de la organización Raíces de Esperanza, FIU ha creado un programa de verano de entrenamiento a los emprendedores cubanos o cuentapropistas”.
Por si no se han enterado en la Florida, La Universidad de la Habana, oferta desde hace más de un año curso de administración de negocios, pero como esa no es la visión que esperan los señores del “stablishment” norteamericano, hacen oídos sordos ha lo anterior. Sería bueno que tuvieran cuidado no se vaya a convertir el programa también en una vía más para emigrar a los EEUU.
¡Además: en Cuba muchísimos sabemos, por nuestros propios medios de comunicación, que “Roots of Hope” (Raíces de esperanza) es financiado por la USAID y tiene como objetivo principal la subversión interna dentro de la Isla! ¡Así que, con eso, no engañan a nadie!
Yo particularmente, no le tengo fe a estos proyectos, que a mi juicio, están diseñados con la idea de transmitir valores ajenos a nuestra realidad y a nuestra idiosincrasia.
 
Pero OJO: NO vamos a rehuir a la lucha ideológica. ¡Vengan estudiantes norteamericanos a Cuba y verán como salen de aquí más humanos, y (¿quién quita?) quizás, como revolucionarios!
 
En Twitter: @Marcostropero
 
Fuentes:
 
 
 
Publicado por:  David Díaz Ríos / @daviddr5129 


Povo nas ruas melhora perspectivas para 2016.

7 de Janeiro de 2016, 20:21, por Daniel Miranda Soares - 0sem comentários ainda

Povo nas ruas melhora perspectivas para 2016.

       Em 2015 a recessão econômica foi bastante influenciada pela crise política. Em 2016 espera-se uma recuperação econômica com muito menos influência da crise política. Revemos aqui algumas posições em relação ao último artigo que escrevemos sobre a crise, devido aos acontecimentos importantes ocorridos em dezembro último. A previsão dos analistas de mercado para a economia brasileira em 2015 seria de uma recessão em torno de 0,7% a 1,3% de queda no PIB; em condições normais, sem considerar aspectos políticos. As coisas complicaram a partir do resultado das eleições de 2014, em que a oposição não aceitou o resultado das urnas e criou um tremendo impasse político a partir daí. O governo também não soube se proteger e perdeu várias batalhas, principalmente a presidência da Câmara dos Deputados que passou a ditar uma pauta bomba, exacerbando despesas públicas. Os rugidos negativistas da mídia encontraram o parceiro ideal numa oposição obcecada em derrubar Dilma a qualquer preço.A birra da oposição se perpetua e contamina o cenário político e dos meios de comunicação que passam a gerar e exagerar um clima de pessimismo na economia, diminuindo expectativas de investimentos. Para complicar, a Operação Lava Jato que investiga corrupção na Petrobrás e sua cadeia produtiva, atinge as maiores corporações brasileiras ligados ao setor:  "Não podemos ignorar o fato de as empresas investigadas não poderem mais operar negócios, terem acesso ao crédito e às licitações. A verdade é que a cadeia de petróleo e gás sofreu um imenso impacto", disse o diretor do Ipea, André Calixtre. Só neste setor há uma queda de 5% no nível de investimentos do país. Segundo a BBC, “os impactos diretos e indiretos da operação poderiam ser de R$142,6 bilhões em 2015 – algo em torno de 2,5% do PIB”. Portanto,uma recessão de coisa de 1% negativo pode chegar a menos 4%. Ou seja, a crise política multiplica por 4 a crise econômica. Haveria uma forma de enfrentar a corrupção no mundo do petróleo sem o custo devastador que se apresentou? Sem dúvida que sim. Moro não pegou uma calculadora ou tudo foi intencional para provocar a recessão? Se foi, estava fazendo o jogo da oposição: do “quanto pior, melhor”.
      Para Marcio Pochmann, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, houve uma opção pela recessão. Para ele, a crise econômica foi construída por uma crise política que se estabeleceu em função do resultado eleitoral. “Nós tivemos um impasse político e tem a ver com a forma como o governo se organizou a partir desse resultado eleitoral. Houve um erro na sucessão no Legislativo que acabou provocando o acirramento dentro da base do governo.  Então, isso resultou num impasse. E essa crise política contaminou a economia. Não aconteceu nada de substancial que justificasse termos uma piora na situação econômica, portanto, no meu modo de ver, é de natureza política.”....  Segundo Pochmann, “ao abandonar a trajetória da política econômica anterior, aceitando o diagnóstico da oposição e passando a governar com o programa dos perdedores, o Brasil terminou por confirmar posteriormente o vaticínio neoliberal....”  Para este economista, a política econômica do ministro Joaquim Levy é a mesma dos neoliberais do PSDB.  Esta era a posição de quem via a política econômica de Joaquim Levy no início do governo Dilma até o final do ano.
        Mas então as coisas mudam a partir das mobilizações populares do dia 16 de dezembro. "O novo ambiente político que se respira no país, com reflexos positivos no Congresso, no Supremo e no debate sobre os rumos da política econômica e a saída de Joaquim Levy, foi construído pela mobilização popular do dia 16.” (Paulo Moreira Leite). O governo ouve as vozes das ruas e muda seu ministro - agora as perspectivas são outras - começa enfim um novo mandato do governo Dilma. Povo tira o país do abismo, reage contra o impeachment, salva a democracia do golpe das elites e muda a política econômica. “Movimentos populares, entidades sindicais e partidos políticos do campo progressista conseguiram, pela primeira vez desde 2013, colocar mais gente nas ruas que as forças conservadoras. O comparecimento à jornada do dia 16 de dezembro bateu, com folga, as falanges que marcaram presença no dia 13. O placar fechou em 250 mil vermelhos contra 65 mil azuis. A ferramenta mais interessante desta empreitada talvez seja a Frente Brasil Popular. Com o advento da FBP, em conjunto com outras alianças do gênero, a esquerda recupera chance de se emancipar do papel de apêndice da institucionalidade, readquirindo protagonismo na disputa dos rumos de uma administração policlassista e pluripartidária.” (Breno Altman).... “O conservadorismo contava com a paralisia da esquerda, desnorteada e dividida pelas decisões adotadas pelo governo em 2015, mas foi surpreendido por sua capacidade de reinvenção, no momento mais decisivo da escalada antidemocrática. Não se trata de apoiar o governo Dilma contra seus oponentes, mas de defender a democracia contra seus inimigos.” (Breno Altman) Amplos setores da sociedade que mergulharam no desalento após as eleições de 2014, ficaram frustrados pela guinada à direita do segundo mandato da presidente reconduzida. Agora a presidenta tem uma segunda chance de mudar sua política econômica com o novo ministro Nelson Barbosa. As forças que defendem a legalidade do governo Dilma também reivindicam programas de emergência para a retomada do crescimento econômico, a proteção do emprego e a recuperação da renda familiar, com diminuição da taxa de juros e retomada do investimento público.
       A GO Associados que prevê um recuo de 2,5% do PIB brasileiro e queda de 30% dos investimentos das empresas investigadas pela Lava Jato, prevê também perdas totais de 1,9 milhão de empregos. “Infelizmente, o grosso das demissões ainda não ocorreu. Mas não acredito que no final do ano a gente tenha 2 milhões de empregos a menos no país (foram 900.000 em 2015). Há outros setores que vão expandir, apesar de todos os problemas”, avalia Alessandra Oliveira. Estas perdas de emprego podem não ocorrer com a MP (medida provisória) assinada pela presidente Dilma Rousseff na semana que foi nomeado o novo ministro, que permite acordos de leniência (entre Estado e empresas privadas acusadas de corrupção) e dá a essas empresas o direito de continuar funcionando caso cumpram penalidades e demais condições legais. Segundo ela, o objetivo das mudanças na legislação é dar celeridade aos acordos de leniência "sem destruir empresas ou fragilizar a economia". Até agora a Lava Jato punia as empresas cortando seus contratos com o Estado e portanto provocando quebradeiras e desemprego. Agora se pune os executivos responsáveis sem prejudicar as empresas. Isto pode dar um grande impacto positivo para a economia em 2016, iniciando um processo de recuperação para este ano.

Daniel Miranda Soares é ex-professor de Economia com mestrado pela UFV e UFMG.

(artigo originalmente escrito para o Diário Popular e publicado no dia 07/01/2016, contracapa......http://issuu.com/jornaldiariopopular/docs/06_01_2016_21_40_34/1?e=4106722/32544869.



CMO quer orçamento da saúde em mais R$ 4 bi para 2016

29 de Novembro de 2015, 14:54, por Jornal Correio do Brasil

Por Redação, com ABr – de Brasília:

Com prazo cada vez mais apertado e recursos escassos, parlamentares querem garantir pelo menos R$ 4 bilhões a mais para a saúde no orçamento do próximo ano. Hoje, o setor tem previsão de R$ 100 bilhões para 2016, mas o relator setorial, deputado João Arruda (PMDB-PR), alerta que, com esse quantitativo, os atendimentos de média e alta complexidade, como internações ambulatorial e hospitalar no Sistema Único de Saúde (SUS) e o programa Farmácia Popular, deverão parar no segundo semestre.

– O orçamento está diminuindo. Se considerarmos a inflação, será menor que no ano passado. Se a previsão fechar em R$ 100 bilhões, teremos uma perda de R$ 7 bilhões – adiantou Arruda.

orçamento
Para João Arruda, a crise tem aumentado o número de demissões no país, o que se refletirá em maior demanda pela saúde pública

Segundo ele, a crise tem aumentado o número de demissões no país, o que se refletirá em maior demanda pela saúde pública.

– Quem utiliza o convênio particular e é demitido, acaba usando o SUS. Aumentará o custo com a saúde. Por isso, o orçamento deveria aumentar junto com a demanda – afirmou.

Diante da expectativa de arrecadação baixa e de cortes que ameaçam o setor, considerado prioritário, o governo já fez ajustes à proposta original. Em uma tentativa de evitar prejuízos para a saúde, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) conseguiu aprovar uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), incluindo a Emenda Constitucional 86 e aumentando a previsão inicial em mais R$ 3 bilhões.

A emenda torna impositiva a execução das emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento da União e é resultado da propost conhecida como PEC do Orçamento Impositivo. Pelo texto, o Executivo fica obrigado a executar até 1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior nas demandas parlamentares e metade do valor tem de ser destinado à área de saúde. Em 2015, o volume foi de quase R$ 10 bilhões. O Congresso espera que a presidenta Dilma Rousseff não vete o dispositivo.

– Com isso, conseguimos reduzir as perdas a R$ 800 milhões – informou o relator.

Especialistas em financiamento de saúde fixam em R$ 120 bilhões o investimento mínimo para que a área não seja comprometida. Diante do cenário de crise, João Arruda preferiu manter expectativa “mais realista”.

– Acho que com mais R$ 4 bilhões a gente consegue ter o mínimo para trabalhar. O problema é que está difícil tirar o dinheiro de outro lugar – disse.

A sugestão apresentada por Arruda e acatada por outros parlamentares da CMO foi, por exemplo, usar parte da repatriação de dinheiro que está irregularmente em contas de outros países. A estimativa do governo é que a arrecadação com a proposta de estímulo para regularização desses ativos será de pouco mais de R$ 11 bilhões. Entretanto, o relator disse acreditar que o valor pode chegar a R$ 20 bilhões.

– Aí seriam 50% para estados e municípios e outros 50% para a saúde – acrescentou João Arruda. O deputado aposta que as contas serão superiores às apresentadas “conservadoramente” pela Receita Federal. O projeto da repatriação foi aprovado na Câmara e aguarda decisão do Senado.

Para Arruda, o mais importante é garantir uma previsão maior de recursos.

– Precisamos de recurso carimbado. Se não arrecadar, podemos trabalhar com a DRU [Desvinculação de Receita da União, que permite remanejamento de recursos do orçamento] no fim do ano que vem e passer o dinheiro para a saúde – falou.

O pedido para revisão dos valores acabou intensificando impasses na última reunião da CMO, no dia 26, e adiando a votação do relatório do senador Acir Gurgacz (PDT-RO). Sem a aprovação desse relatório, o parecer final do orçamento não pode ser concluído pelo relator-geral Ricardo Barros (PP-PR), que também resiste à revisão do valor para saúde.

O argumento de parlamentares contrários à proposta de Arruda é que a Receita Federal teria de ser consultada para que o ajuste fosse feito.

– De onde eles tiraram a previsão de R$ 11 bilhões. Acho que estão querendo não gastar dinheiro no ano que vem. Acho que nem devemos votar o PL se não resolvermos o problema da saúde. Não é um jogo fisiológico que estamos fazendo. Estamos falando da saúde do país – disse Barros.

Aliado da proposta, o deputado Hildo Rocha (MA), líder do PMDB na comissão, antecipou que a legenda pode obstruir as próximas sessões da CMO.

O relatório final do orçamento depende de aprovação do relatório de receita para ser apresentado e concluído antes do recesso parlamentar, que começa a partir de 23 de dezembro. A última sessão do Congresso Nacional deste ano, quando senadores e deputados podem concluir as propostas orçamentárias, está marcada para 17 de dezembro. O colegiado teria que aprovar um texto até o dia 16.



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