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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Sylvia Thereza volta ao Brasil com seu piano e programa social

3 de Março de 2020, 10:47, por segundo clichê

Sylvia Thereza volta a se apresentar no Brasil

Quase um ano depois do lançamento no Brasil de seu último CD “O Manifesto Romântico", a pianista carioca Sylvia Thereza retorna ao país  com apresentações em quatro capitais brasileiras e, desta vez, com uma bandeira social importante como pano de fundo: a qualificação de milhares de jovens de projetos sociais diversos por meio de um extenso programa de intercâmbio e atividades pedagógicas de excelência. 

As apresentações já começam nesta semana: na quarta-feira, dia 4, Sylvia Thereza se apresenta em Goiânia, no Centro Cultural da UFG, com entrada gratuita; na sexta, dia 6, em Brasília (Casa Thomas Jefferson); em Fortaleza, no sábado, dia 7, com o violoncelista belga Alexandre Debrus (Teatro Celina Queiroz – Unifor); no Rio de Janeiro (dias 12/3, com Alexandre Debrus, na Sala Cecília Meireles; e 22/3, com a Orquestra Petrobrás Sinfônica como solista convidada, na Cidade das Artes); e em São Paulo (dia 15/3, em recital solo no Museu Brasileiro de Escultura - MUBE).

A turnê, porém, não será apenas para interpretar obras de Beethoven, Brahms, Schumann etc. Com o apoio e parceria de robustas instituições nacionais e internacionais (entre elas o Instituto Kodaly, da Hungria) e conceituados artistas do cenário internacional,  a pianista está trabalhando para a realização do programa “Mestres em Residência”. 

O programa  vai estabelecer um intercâmbio consistente e programático entre renomados músicos, sólidas instituições europeias e inúmeros projetos sócio-artísticos, buscando treinar e qualificar mais de 24 mil jovens, inicialmente, em diversas cidades do país.  Além de beneficiar os alunos, a ideia também é proporcionar aos professores e monitores dos projetos sociais - contemplados com o programa - um intercâmbio visando a evolução de suas habilidades, sensibilidade artística e ampliando suas perspectivas de futuro.

Mas não é de hoje que a pianista do Rio de Janeiro vem atuando na educação e qualificação de crianças e jovens desfavorecidos. Como parte de seu compromisso social e filosofia musical, Sylvia foi coautora, no Rio de Janeiro, de um projeto pioneiro que introduziu a música clássica  para mais de 12.000 crianças oriundas desse extrato social e que teve como madrinha a atriz Malu Mader.  

Apesar de ter se apresentado nas mais importantes salas do mundo e ensinado, ao lado de Maria João Pires, na mais seletiva escola para solistas internacionais da Europa - a Chapelle Musicale Reine Elisabeth -, Sylvia se mantêm conectada e engajada com nossas crianças. Na Bélgica, é cofundadora e  diretora artística da Associação Uaná - Association for the Arts, instituição que visa reunir artistas para esse fim: o de produzir arte com a missão de colaborar com projetos sociais. Por meio da Uaná, vem proporcionando cultura e rompendo barreiras sociais para crianças necessitadas e deficientes, unindo para isso grandes nomes do mundo artístico e valiosos educadores, através de projetos de  educação musical, concertos, exposições e discos.

Com uma vasta experiência como solista e camerista, tendo estudado com renomados nomes do cenário mundial, Sylvia logrou atingir desde cedo um notável grau de maturidade pianística. Mestres como Maria da Penha, Myrian Dauelsberg, Bella Davidovich, Allan Weiss e Maria João Pires (de quem foi  professora-assistente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth, na Bélgica, e em workshops ao redor do mundo) lhe proporcionaram a cultura artística que lhe permitiu despontar no cenário internacional. Já se apresentou em importantes salas de quase todos continentes tendo atuado como solista de importantes orquestras e regentes. Foi premiada na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha em  2019 que teve Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo no júri.

Alexandre Debrus

Nascido na Bélgica, Debrus é filho de músicos, tendo recebido de sua mãe violoncelista as primeiras orientações aos 4 anos de idade. Posteriormente estudou com  mestres do quilate de Rostropovich, Mischa Maisky, Luc Dewez, Marc Drobinsky e YvanMonigheti. Sua discografia compreende 21 CDs como solista e camerista para selos como Pavane Records, EMI Classics, RCA Victor Red Seal (BMG )e Warner Classics. Recentemente gravou sob o selo Pavane Records as 6 Cello Suites de Johann Sebastian Bach para violoncelo solo, bem como os Trios 1 e 2 de Félix Mendelssohn Bartholdy, como  membro do Trio Carlo van Neste.  Além das várias bolsas de estudo que lhe foram conferidas, foi agraciado com diversos prêmios dentre os quais o primeiro prêmio da competição "Mathilde Horlait Dapsens".

Alexandre foi vencedor da bolsa de 2004 da Fundação Belga de Vocaçãoe recebeu em 2007 o título de cidadão honorário da cidade de Nagakute, no Japão. Entre 1999 e 2006, foi nomeado professor de música de câmara do Conservatório Real de Música de Bruxelas. Tem atuado regularmente como solista e camerista em países como  Bélgica, França, Suíça, Alemanha, Sérvia, Itália, Espanha, Grécia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Japão, China e Israel. Como professor é sempre convidado para dar aulas em diversos festivais em vários países.  Em 2020,  recebeu o Troféu Fuga, concedido uma vez por ano pela União de Compositores Belgas  aos artistas que se dedicam à música contemporânea no País. Apresenta-se com um violoncelo construído por Georges Heynberg em Liège no ano de 1934 denominado de  Pégasus e também com  outro do luthier  Jan Strick (Bruxelas 2004) denominado Alexandre.

Serviço

Brasília

 6/3, sexta-feira – Sylvia Thereza faz recital solo na Casa Thomas Jefferson (CTJ Hall)

Endereço: SEP-Sul 706/906

Telefone: (61) 3442-5500

Horário: 20h

Programa: Beethoven e Schumann

Ingressos: Entrada Franca sujeita a lotação do teatro

Site: https://thomas.org.br

Programa:

Beethoven - Sonata op. 23 “Appassionata”

R. Schumann - Arabesque op.18

R. Schumann - Carnaval op.9


Fortaleza

7/3, sábado – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) no Teatro Celina Queiroz – Unifor

Endereço:  Av. Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz, Fortaleza

Telefone: : (85) 3477.3290 (Loja do Campus)

Horário: 20h

Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Capacidade da sala: 300 pessoas

Venda online: https://bileto.sympla.com.br/event/64541/d/82604/s/430011

 Programa: 

Schumann – fantasiestucke op. 73

Brahms – fonata op. 38, em mi menor

Rachmaninoff – vocalise  op. 34, n.14

Schostakovich – sonata op. 40


Rio de Janeiro:

12/3, quinta-feira – Sylvia Thereza (piano) e Alexandre Debrus (violoncelo) Sala Cecília Meireles

Endereço:  Largo da Lapa, 47

Telefone: 21 2332-9223

Horário: 19h

Programa: Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich.

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Locais de venda: Bilheteria da SCM - Segunda a sexta de 13h às 18h ou até início do concerto e ingressorapido.com.br

Capacidade da sala: 670 lugares

Site: http://salaceciliameireles.rj.gov.br

Acessibilidade para deficientes físicos

Programa;  1h30 com intervalo

SCHUMANN – Fantasiestucke op. 73

BRAHMS – SONATA op. 38, em Mi menor

RACHMANINOFF – VOCALISE  op. 34, n.14

SCHOSTAKOVICH – SONATA op. 40


São Paulo:

15/3, Domingo – Sylvia Thereza faz recital solo no Museu Brasileiro de Escultura - MUBE

Endereço: Rua Alemanha 221, Jardim Europa

Telefone: 11-2594 2601

Horário: 16h

Programa: Beethoven e Schumann

Ingressos: 30 inteira e 15 meia (ingressorapido.com e bilheteria)

Direção: Luiz Guilherme Pozzi

Site: https://www.mube.space

Programa:

Beethoven - Sonata op. 23 “Appassionata”

R. Schumann - Arabesque op.18

R. Schumann - Carnaval op. 9



Em livro, o samba tocado numa bateria

15 de Fevereiro de 2020, 9:29, por segundo clichê

Diego Zangado, um dos autores do livro: samba na bateria

A partir de uma ideia de colocar no papel algumas composições rítmicas nascidas de batidas de caixas de escolas de samba os músicos Diego Zangado, carioca, e Fernando Baggio, paulista, decidiram reunir esforços e conceber o livro “Samba de bateria: a linguagem do samba para bateristas e percussionistas” (Editora Tipografia Musical, São Paulo). 

Das caixas das escolas de samba do Rio e de São Paulo foi um pulo para chegar à importância dos surdos de terceira, tamborins, repeniques e tam-tans. Com prefácio do compositor, sambista e pesquisador Nei Lopes, o resultado é um estudo sobre as origens do samba e seus caminhos de adaptação para o kit de bateria (drumset), com base na linguagem particular dos ritmos das escolas e rodas de samba. 

Na primeira parte do livro, os autores traçam um panorama das raízes e da evolução do samba e seus principais bateristas brasileiros. Esse panorama serve de contextualização para a segunda parte didático-explicativa do método, em que apresentam uma variedade de ritmos tradicionais do samba, originalmente tocados em diversos instrumentos de percussão (caixa, surdo, tamborim etc), e suas adaptações para o kit de bateria, com exemplos conhecidos e outros por eles desenvolvidos. 

O contexto e a pesquisa histórica não se limitaram a uma forma cronológica de acontecimentos (como "a primeira escola de samba"), mas buscam ressaltar o significado social e cultural do samba. 


A abordagem nasce a partir da formação das sociedades africanas e transita pela diáspora negra, escravidão, migrações e questões econômicas e políticas das crises da cana-de-açúcar, do café e do ciclo do ouro. Para cada fato histórico abordado, o livro conta a história de determinadas manifestações culturais e agrupamentos que formaram sociedades negras no Brasil, aprofundando as características regionais da formação do samba e seus antecessores. Dessa forma, a pesquisa revela como essas manifestações ocorreram quase que ao mesmo tempo, em paralelo e, praticamente, sem comunicação em todas as regiões do país onde havia concentração de negros escravizados, como no Recôncavo Baiano, Rio de Janeiro e São Paulo, com ênfase no interior do Estado. 

Experientes e tarimbados bateristas, percussionistas e educadores musicais, Fernando Baggio e Diego Zangado encontraram, também como importante motivação para esse estudo a ausência de métodos com esse tipo de abordagem escritos exclusivamente por músicos e voltados para músicos. 

As sobre o samba são todas praticamente escritas por historiadores, sociólogos, antropólogos. Por essa razão, os autores procuraram relacionar frequentemente os fatos históricos com o universo dos músicos bateristas, inserindo, por exemplo - e também por uma questão epistemológica - um glossário do samba. 

Outra lacuna didático-musical que levou os autores a essa proposta inovadora para métodos de instrumentos foi a constatação da ausência da linguagem tradicional do samba dentro das escolas e faculdades de música, onde o samba é geralmente apresentado pelo viés da bossa nova e do samba-jazz. 

Mesmo quando há no repertório algum compositor tradicional, como Cartola, por exemplo, o seu universo não é explorado, e sua música acaba ganhando, dentro desses ambientes, uma interpretação bossanovística ou mais jazzística. 

O livro colabora  com a preservação desse gênero musical tão brasileiro, que conta muito da história social do país e também dos próprios autores. Daí a escolha do samba das escolas e das rodas de samba, por conterem elementos preservados das raízes da cultura do samba. E também porque não há estilo de samba que desperte mais curiosidade e fascínio em bateristas e percussionistas do que o samba das escolas e das rodas.

Lançamento em São Paulo

Dia: 18/2/2020, terça-feira, a partir das 20 horas na biblioteca do Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso). Entrada franca.

Programação

1)  Apresentação prática de adaptações baterísticas com grupo da bateria da Escola de Samba do Tatuapé e autores (kit de bateria – bateria de palco).
2)   Mesa de bate-papo sobre a trajetória do samba e da bateria brasileira no samba – com autores e convidados.
3) Roda de samba e sessão de autógrafos – música com os integrantes da Bateria Qualidade Especial do Acadêmicos do Tatuapé.

Participantes

Nenê - músico, compositor, arranjador, baterista e professor. Já tocou com Hermeto Pascoal, Egberto, Gismonti, Elis Regina, Milton Nascimento e muitos outros. Tem extenso trabalho solo autoral. É autor de diversos livros sobre bateria brasileira. 

Celso Almeida - baterista, professor, tem trabalhos com Banda Mantiqueira, Nelson Ayres, Rosa Passos e Fabiana Cozza ,entre outros. 

Mestre Higor - mestre de bateria da Acadêmicos do Tatuapé. É bicampeão do Carnaval de São Paulo e seu trabalho à frente da bateria da Acadêmicos do Tatuapé já recebeu diversos prêmios. 

Gisahs Silva - musicista, percussionista, trabalha com Gaby Amarantos. Tem longa trajetória no Carnaval em baterias como da Vai Vai e Tom Maior.

Bruno Baronetti - historiador e pesquisador. Tem longa pesquisa sobre o samba paulista e a formação das escolas de samba de São Paulo. É autor dos livros “Transformações na Avenida: a história das escolas de samba da cidade de São Paulo, 1968 a 1996” e “O Cardeal do Samba - memórias de Seu Carlão do Peruche”.

Tadeu Kaçula - músico, compositor, sociólogo e pesquisador. Fundador do Instituto Samba Autêntico, autor do livro “Casa Verde - Uma pequena África Paulistana”.

Compra online:  www.tipografiamusical.com.br  



Jazz manouche invade Curitiba antes do Carnaval

7 de Fevereiro de 2020, 14:39, por segundo clichê

Mauro Albert e Marcelo Cigano abrem o festival no dia 13

Gênero musical criado na década de 30 do século passado pelo guitarrista Django Reinhardt, o jazz manouche (cigano) se espalhou nos anos seguintes pelo mundo. No Brasil só recentemente ele veio se fixar e graças, em grande parte, ao festival realizado anualmente em Piracicaba, conseguiu muitos apreciadores, ao mesmo tempo em que cativava vários excelentes músicos. 

O festival de Piracicaba foi criado pelo dublê de músico e juiz de direito José Fernando Seifarth de Freitas, que estoicamente vem mantendo-o e ampliando-o. 

Piracicaba é hoje considerada a capital brasileira do jazz cigano, mas pode, a partir deste ano ver o seu título ameaçado por outra cidade, Curitiba, a capital paranaense, que vai realizar, de 13 a 16 de fevereiro, seu 1º Festival de Jazz Manouche.

Na organização do evento está o acordeonista Marcelo Cigano, um dos mais ativos músicos do manouche brasileiro, que informa que a ideia para a realização do festival foi do próprio José Fernando.

A fórmula do festival curitibano segue, em linhas gerais, a de Piracicaba, com apresentações em diversos locais e ingressos a preços populares. O elenco de músicos é, igualmente, numeroso e de alta qualidade - uma garantia de que o público terá uma excelente amostra do que é o jazz manouche.

Programação 

O festival começa na quinta-feira, 13 de fevereiro, às 15h20, no Vale da Música, localizado na Ópera de Arame, com show da dupla Mauro Albert, um dos principais guitarristas manouche do país, e Marcelo Cigano. Às 21 horas os dois voltam a se apresentar, em companhia de Israel Fogaça, Winicius Luiz e convidados no Dizzy Café Concerto (Rua Treze de Maio, 894). 

Na sequência, é a seguinte a programação do festival:

Dia 14/2 

14h20 
Bina Coquet 
Local:Vale da Música

16 horas
Sebastián Abuter
Local:Vale da Música

20 horas
Mauro Albert
Live no Instagram @clubegaragem | Workshop-Pocket Show
Local: Garagem Instrumentos Musicais
Rua Desembargador Westphalen, 604 - Centro

Dia 15/2

10 horas
Israel Fogaça
Local:Vale da Música

12h10
Sebastián Abuter
Local:Vale da Música

13h00
Mauro Albert, Israel Fogaça e Marcelo Cigano
Local: Full Jazz Bar 
R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel 

14h20
Bina Coquet
Local:Vale da Música

16 horas
Hot Club de Piracicaba
Local:Vale da Música

20 horas 
Concerto Oficial
Bina Coquet e Sebastián Abuter
Israel Fogaça Quinteto
Murillo da Rós Trio
Giu Nogueira
Mauro Albert e Marcelo Cigano
Nando Vicêncio
Danilo Vianna 
Winicius Luiz


23:30
Quinteto Jazz Cigano e Hot Club de Piracicaba
Local: Purple Reis
R. Trajano Reis, 277 - São Francisco

Dia 16/2

12h00
Django Jam
Local: Full Jazz Bar 
R. Silveira Peixoto, 1.297 - Batel 

14h10
Israel Fogaça
Local:Vale da Música

19h30
Encerramento do festival
Marcelo Cigano Trio
Local: Don Max
Rua Tenente Max Wolf Filho, 37 - Água Verde

O 1º Festival de Jazz Cigano de Curitiba conta com o apoio do Grand Rayon Hotel, Fogazza Cosméticos, Garagem Instrumentos Musicais, AZS Captações, Batel Grill, Spring, Família Farinha, Riffs, Aliança Francesa, A Empreendedora e Human Design.



Edvaldo Santana mostra que música não tem limites

29 de Janeiro de 2020, 10:07, por segundo clichê


O cantor e compositor paulistano Edvaldo Santana celebra 65 anos de idade, 46 anos de carreira e os 20 anos do lançamento do álbum "Edvaldo Santana", com um show com repertório baseado nas canções representativas de seus nove discos solos, com destaque para o CD que está sendo celebrado. 

No espetáculo, neste sábado, 1º de fevereiro, às 15h30 no Sesc Itaquera, em São Paulo, parte do projeto "A Zona Leste é o Centro", com entrada franca, Edvaldo vai enfatizar as canções do álbum que está sendo celebrado e será acompanhado por uma big band, formada por dez músicos.

Edvaldo Santana é um dos mais originais músicos brasileiros. Suas incursões pelo blues,  jazz, música cubana e jamaicana, são reforçadas pela diversidade da canção brasileira. Influenciado por suas raízes nordestinas, transmitidas oralmente por seus pai, e pela sua vivência urbana na metrópole, ele cria uma estética musical inovadora.

No seu trajeto, Edvaldo encontrou Paulo Leminski e sua poética, se envolveu com a poesia concreta dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, se tornou parceiro de Itamar Assunção, flertou com a poesia de Arnaldo Antunes, misturou samba rap e blues com Rappin’Hood e Thaide, cantou samba de breque, xote e reggae, devorou a literatura de cordel, se aproximou de Baudelaire e dos artistas da Zona Leste de São Paulo.

O álbum que Edvaldo Santana celebra no show foi lançado em duas edições, pela Tom Brasil e depois pelo selo Eldorado. Produzido em parceria com Luiz Waack, gravado no estúdio DKW, mixado e masterizado por Alberto Ranelucci, com projeto gráfico de Elifas Andreato, tem as participações especiais de Oswaldinho do Acordeon, Titane, Swami Jr. Bocato, Claudio Faria e Fernando Deluqui. 

A banda que o acompanha é formada pela bateria do londrinense Eduardo Batistella, o baixo do argentino Mintcho Garrammone, a guitarra de Luiz Waack, os teclados de Ricardo Cristaldi e Daniel Szafran, a percussão de Ricardo Garcia, o coro das cantoras Ana Amélia, Mona Gadelha, Damy, Rubens e Beto Nardo, e os saxofones de Hugo Hori e Marcelo Mangabeira, com fotografia de Abel Fragata e assistência de produção de Waldir Aguiar. 

No repertório estão "Covarde", "Mestiça", Paulistanoide, escritas por Edvaldo, e também "Samba de Trem", parceria com Mauro Paes e Artenio Fonseca, "Ruas de São Miguel", com Roberto Claudino, "Dor Elegante", de Paulo Leminski e Itamar Assumpção, "Sonho Azul", parceria com seu pai Felix de Santana Braga, Zensider, com Ademir Assunção, "Canção Pequena, com Akira Yamasaki, e "Beija Flor", com Arnaldo Antunes.



O inovador CD "Alegria dos Homens" cai na rede

28 de Janeiro de 2020, 9:41, por segundo clichê


Lançado no fim de 2002, o álbum "Alegria dos Homens", do pernambucano Armando Lôbo, (foto) arrebatou na época grandes elogios da crítica especializada. Repleto de inovações, estranhezas e referências ao Barroco, o trabalho ia além das categorias, apontando novos caminhos para a canção brasileira. Seu autor buscava provocar a mesmice bem comportada da MPB da época, com intensa polifonia e carga dramática, arranjos complexos e enorme variedade de ritmos e temas que, poeticamente, investigavam a alegria trágica do povo brasileiro. 

Co-produzido por Armando Lôbo e o músico paulistano Maurício Pereira, "Alegria dos Homens" era até então o único CD do músico pernambucano que ainda não estava distribuído nas plataformas digitais. O álbum é agora lançado digitalmente depois de reedição, remixagem e masterização seguindo padrões de "streaming". Além disso, ganhou uma capa nova, que reforça a acidez tropical do trabalho.

Marcado pelo sentido do grotesco carnavalesco, "Alegria dos Homens" esbanja festa, escatologia, futebol, religiosidade, lirismo, ironia, violência e ternura em 11 faixas bastante diferentes entre si - um agônico e vertiginoso desfile de arquétipos da cultura brasileira. 

Abrindo o disco, "Agnus Dei" tem sua forma inspirada na passacaglia barroca e sincretiza, ao mesmo tempo, um trecho da missa em latim com sonoridades de candomblé, harmonia dissonante e ecos jazzísticos. 

Com ritmos inspirados na música nordestina, com melodia e harmonia dramáticas, "Mandinga" canta o amor e o feitiço na cultura brasileira, de arranjo em tratamento polifônico e letra do escritor e ator gaúcho Edison Nequete (1926-2010), filho de Abílio de Nequete, um dos fundadores do PCB. 

Em seguida, o samba-caboclinho, de clima buarqueno, "Um Minuto e Meio" descreve as emoções do torcedor durante uma partida de futebol por meio de um duelo contrapontístico dos sopros, simbolizando a troca de passes entre os jogadores.

Estabelecendo um diálogo crítico com o lado mais social da música de Chico Buarque, "Lei da Vitimização" traz no arranjo a presença dos ritmos pernambucanos frevo e caboclinho.

O xote-baião de "Sanfoneiro Mudo" faz um paralelo entre o molejo nordestino e a picardia do compositor francês Erik Satie, numa espécie de ironia ao ludismo multicultural. A letra, surreal, relata o problema “estético-fonoaudiológico” de um sanfoneiro que perdeu a língua e também a sua amada.

O álbum segue com suas idiossincrasias corrosivas com "Crônica de um Envergonhado", um desabafo feminino diante da masculinidade romântica. A melodia do refrão tem irônico apelo sentimental e a harmonia usa ocasionais choques de segunda menor para musicalmente representar o atrito de gênero - a mulher falante é uma Lilith desconcertante e iconoclasta. 

Em "Ciência, Alegria dos Homens, o músico pernambucano confronta o cientificismo tecnológico contemporâneo com a ciência estética barroca, satirizando também a banalidade da música pop por meio de um pastiche contrapontístico em forma de cânone. 

Escrita para quarteto de saxofones, o frevo neobarroco "Bachiando no Frevo" é o primeiro (e, talvez, o único) frevo escrito em forma de fuga estrita que se tem notícia. O tema, desenvolvido à moda bachiana, é inspirado no compositor pernambucano Levino Ferreira. 

Já o frevo-de-bloco "Futebol Iraniano" traz uma letra surrealística, inventando um laço que une a fé muçulmana à paixão “pagã” futebolística. O ritmo, apesar das células do frevo, é desenvolvido em um insólito 7/4, e é cantada por um pequeno coro feminino, à moda das pastoras pernambucanas. Na introdução e no fim, podemos ouvir sons de um instrumento oriental de sopro.

"Bossa Nerd", um samba bossa bem-humorado, comenta a globalização com uma letra propositalmente débil, de harmonia relativamente característica do estilo, porém com melodia sugerindo um tipo de angulosidade que é marca do autor. 

Em seguida, "O menino João Maria" se apresenta como uma “canção-resposta” à personagem infantil do livro de Gilberto Freyre “Dona Sinhá e o Filho Padre”. O compositor procurou o arquétipo corrosivo de uma criança que fosse a alegoria do Brasil, ao contrário da criança singular da seminovela do grande escritor recifense. Sua remixagem deixou a canção um tanto diferente da versão original, de 2002 - as características de harmonia intervalar e contrapontos instrumentais continuaram preservadas, mas atenuadas.

Por fim, "Soco Indolor" se revela uma canção de câmara que descreve a busca do homem para encontrar o amor transcendental, depois de ter sido seduzido por demônios. Sua inspiração poética entrecruza a lenda medieval do Tannhäuser com gravuras do escritor inglês William Blake. A harmonia tem certo caráter impressionista e jobiniano, que se choca propositalmente com o espírito expressionista da proposta.

Compositor, cantor e poeta, Armando Lôbo desenvolve gêneros e estilos musicais diversos, com o uso de matizes experimentais e simbiose intensa com a literatura, história, filosofia e religião. Lançou quatro discos que receberam cotação máxima da imprensa especializada. 

Contemplado em importantes concursos nacionais e internacionais, Armando Lôbo é o único artista brasileiro a vencer os principais prêmios brasileiros tanto na música popular como na música de concerto, prova de seu ecletismo e abertura a linguagens diversas. Suas peças e canções têm sido executadas por importantes grupos no Brasil, Europa e Estados Unidos. Também tem composto inúmeras trilhas sonoras para televisão, vídeo institucional e cinema.

Para ouvir online: https://open.spotify.com/album/0etLT1KJM3a8zIGZd1kXrl

https://sl.onerpm.com/7029921310?_ga=2.76469917.987298442.1579096476-829036687.1576854400&_gac=1.195811550.1579097047.Cj0KCQiAjfvwBRCkARIsAIqSWlOh-CBJta6TY0-zcO7FgHvOt-Ih0fp_XaJbsfyGeuZ54IQa2LFslhMaAq_PEALw_wcB



Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=343nI0_IecY&feature=youtu.be



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