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Motta

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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava

15 de Dezembro de 2017, 10:46, por segundo clichê



Carlos Motta


Num país sério as músicas de Eduardo Gudin tocariam no rádio dia e noite, de tão boas que são.

Mas este é o Brasil, uma colônia cultural americana, depósito do lixo da indústria de entretenimento, um dos alvos prioritários do soft power do grande irmão do norte.

A música de Gudin faz bem para os ouvidos, para o cérebro e para o coração.

Não tem contraindicações.

Ele integra a santíssima trindade do samba paulista, ao lado de Adoniran Barbosa e Paulo Vanzolini, de quem foi parceiro.

Tem um sem número de composições gravadas, algumas já clássicas, como "Verde", parceria com J.C. Costa Neto, um hino à esperança de se viver num país melhor, e "Paulista", também com Costa Neto, de um lirismo arrebatador.

É dele, com Paulo César Pinheiro, uma das mais expressivas canções sobre o terrível período da ditadura militar, "Mordaça": "(...) E de repente o furor volta/O interior todo se revolta/E faz nossa força se agigantar/Mas só se a vida fluir sem se opor/Mas só se o tempo seguir sem se impor/Mas só se for seja lá como for/O importante é que a nossa emoção sobreviva (...)"

Mas é uma outra canção, em parceria com Roberto Riberti, que sintetiza o drama de uma sociedade que se nega a combater a terrível desigualdade que a macula e a impede de se livrar do atraso secular.

"Velho Ateu" é a música preferida de Gudin, segundo ele mesmo, e encerra todos os seus shows.

Uma obra-prima, um chamado à reflexão sobre que tipo de sociedade em que queremos viver.

Um velho ateu, um bêbado cantor, poeta
Na madrugada cantava essa canção, seresta
Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava
Se eu fosse Deus daria aos que não tem nada

E toda janela fechava
Pr'os versos que aquele poeta cantava
Talvez por medo das palavras
De um velho de mãos desarmadas



Fotos mostram cotidiano da URSS

15 de Dezembro de 2017, 9:22, por segundo clichê


A vida cotidiana da extinta União Soviética, retratada por seis fotógrafos de renome internacional, pode ser vista em uma exposição no Paço Imperial, no centro do Rio. Realizada em parceria com o Museu Oscar Niemeyer (MON), de Curitiba, a mostra "A União Soviética através da Câmera" reúne cerca de 200 imagens em preto e branco que documentam o período que vai de 1956, ano em que Nikita Khruschev denunciou os crimes cometidos por Josef Stalin, a 1991, quando o Estado soviético se dissolveu e as 15 repúblicas que o formavam se tornaram independentes.

Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, a seleção de fotos enfatiza a estética do período, abordando temas de grande importância histórica para o entendimento do regime soviético, como educação, saúde, esporte, moda, juventude comunista, cultura, ciência e indústria. Os seis fotógrafos são Vladimir Lagrange, Leonid Lazarev, Vladimir Bogdanov, Yuri Krivonossov, Victor Akhlomov e Antanas Sutkus.

"Lagrange e Lazarev continuam na ativa, são nomes de referência na fotografia contemporânea russa. Krivonossov e Bogdanov são mais conhecidos pelo que fizeram na era soviética, trabalhando para publicações oficiais", explicou a curadora Maria Vragova, produtora cultural russa radicada no Brasil. Falecido este ano, Victor Akhlomov foi um dos mais famosos fotojornalistas da antiga União Soviética e da Rússia atual, premiado quatro vezes pelo World Press Photo e detentor do maior prêmio fotográfico de seu país, o Olho Dourado.

Já o lituano Antanas Sutkus é considerado um dos mais expressivos fotógrafos da atualidade, além de fundador de uma escola de fotografia que deu grande impulso a essa arte nos países bálticos (Lituânia, Letônia e Estônia). Antanas Sutkus foi o fundador da escola de fotografia na Lituânia, dando assim um grande impulso à fotografia em todos os países bálticos. Durante o período soviético, a maior parte da produção fotográfica de Sutkus foi logo para os arquivos, sem nem mesmo ser mostrada ao público.

"Sutkus guarda um acervo de mais de 1 milhão de negativos, produzidos entre os anos 50 [1950] e 90 [1990]. São fotos que ele não revelava porque sabia que seriam censuradas. Na exposição, temos algumas dessas imagens que não foram exibidas", disse Maria Vragova. Hoje, exposições por todo o mundo são consagradas à obra do fotógrafo lituano, que integra o acervo de museus prestigiados, como o Victoria e Albert Museum, de Londres; o Nicephore, de Nice (França); o Museu de Fotografia, de Helsinki; e o Instituto de Arte de Chicago.

A exposição fica em cartaz até 25 de fevereiro de 2018 e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12 às 18 horas, com entrada franca. O Paço Imperial fica na Praça XV de Novembro, 48, no centro do Rio. (Agência Brasil)



Partituras online levarão música brasileira a todo mundo

14 de Dezembro de 2017, 17:30, por segundo clichê


A Fundação Nacional de Artes (Funarte) lança, na quarta-feira, dia 20, o projeto Partituras Brasileiras – Songbook Internacional Online. O trabalho reúne partituras de música brasileira, em música popular, música erudita e bandas de música, que estarão disponíveis online nos portais do MinC e da Funarte, em versões em português, inglês, espanhol e francês.

O lançamento será às 12h30, no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). Na ocasião, haverá apresentação dos artistas convidados: Silvério Pontes, Andrea Ernest Dias, Silvan Galvão e do Grupo Vocal Ordinarius, com ingresso a R$ 1.

Organizado pelo Centro da Música – responsável pela produção do conteúdo e organização geral –, o projeto tem a parceria do Departamento de Promoção Internacional do Ministério da Cultura (Deint/MinC), encarregado da editoração e distribuição. A seleção das partituras conta com a participação de importantes instituições de pesquisa musical do Brasil, além de dois especialistas, os professores e pesquisadores Paulo Aragão e Marcelo Jardim, para o trabalho técnico na organização das partituras selecionadas.

A proposta principal do projeto Partituras Brasileiras – Songbook Internacional Online é contribuir para a difusão internacional da música brasileira, nas modalidades popular, erudita e bandas de música, por meio da organização de partituras selecionadas pelo Centro da Música da Funarte (CEMUS), com apoio de diversos institutos de música da sociedade civil e do Departamento de Promoção Internacional do Ministério da Cultura (Deint/MinC).

Serão organizadas partituras de música brasileira divididas da seguinte maneira: 1) partituras para música popular; 2) partituras para música erudita; 3) partituras para bandas de música.

A seleção das partituras terá como critério o equilíbrio na distribuição entre os autores, a excelência estético-formal do repertório e a relevância da obra e dos autores para a criação musical brasileira.

Os textos e índices será apresentados em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e francês, com possibilidade de extensão para o mandarim e o alemão. O objetivo é abranger o máximo possível de países para fortalecer a internacionalização da música brasileira.

Serão selecionadas partituras das seguintes instituições: Academia Brasileira de Música, Instituto Moreira Salles, Sesc Nacional, Casa do Choro, Centro Cultural São Paulo, Instituto Piano Brasileiro e Instituto Musica Brasilis, entre outros, além do acervo da própria Funarte. Depois da primeira seleção, os professores e pesquisadores contratados farão a análise técnica de todo o material e organizarão as partituras pelas três áreas.

A organização geral ficará sob responsabilidade do Centro da Música da Funarte (CEMUS), que se pautará pela análise técnica dos professores e pesquisadores contratados. Após a seleção, o diretor do Centro de Música, junto com os coordenadores de música popular, música erudita e bandas de música e com o coordenador do projeto de pesquisa musical, fará a seleção final.



Festival de Música Contemporânea Brasileira seleciona 13 propostas

14 de Dezembro de 2017, 17:18, por segundo clichê


O Festival de Música Contemporânea Brasileira (FMCB), que chega à quinta edição em 2018, já tem os trabalhos selecionados entre as propostas enviadas por diversos profissionais da música de todo o país. Ao todo, foram selecionados 13 propostas de apresentações artísticas e comunicações orais que serão apresentadas durante o evento, de 20 a 24 de março de 2018, em Campinas. 

Os trabalhos selecionados pelo Comitê Científico são voltados às obras dos homenageados: o multi-instrumentista Egberto Gismonti e a ganhadora da medalha Villa-Lobos, Marisa Rezende (foto). O edital ficou aberto do dia 15 de setembro a 25 de novembro de 2017, foram enviadas 46 propostas específicas sobre o tema, 25 classificadas e dessas, 13 alcançaram as maiores pontuações e vão se apresentar no 5º FMCB. Os profissionais selecionados estão sendo contatados por e-mail e devem confirmar a participação para garantir seus lugares nesta edição. 

O Comitê Científico responsável pela seleção dos trabalhos foi composto por profissionais de instituições acadêmicas ligadas à música: Cristina Gerling (UFRGS), Daniel Luiz Barreiro (UFU), Fernando Rocha (UFMG), Ivan Vilela (USP), Liduino Pitombeira  (UFRJ), Luiz Costa-Lima Neto (Unirio), Maria Bernadete Povoas (Udesc), Pedro Huff (UFPE) e Zé Alexandre Carvalho (Unicamp), com coordenação de Thais Nicolau (Udesc). 

Com uma estrutura inovadora unindo pesquisa e performance, o festival se tornou um dos eventos culturais mais importantes da cidade de Campinas, reunindo músicos de todo o Brasil e do exterior em homenagem à música brasileira atual. Na edição de 2017 participaram 26 universidades, 240 cidades representadas e mais de 500 mil pessoas alcançadas, presencialmente e pelas redes sociais. 

Destaque no cenário musical nacional pelo ineditismo de sua estrutura, o FMCB proporciona uma visão global da obra dos homenageados por meio de apresentações complementares de pesquisa e performances, além da oportunidade de contato estreito com esses compositores que além de estarem presentes durante todo o evento, também apresentam suas próprias obras. 

Comunicações orais aprovadas 

Água e Vinho: a velha mestra e o jovem poeta -  Renato de Barros Pinto e Alexandre Fernandez Vaz

A Ginga de Marisa Rezende: processos composicionais em uma de suas obras para grupo de câmara - Potiguara C. Menezes 

A sonoridade de Egberto Gismonti no início de sua trajetória (1969-1977) -  Maria Beatriz Cyrino Moreira 

Do ensaio ao palco: A “gramática” musical de Mário de Andrade em Egberto Gismonti -  Renato de Sousa Porto Gilioli 

Mutações e contrastes em duas peças para piano de Marisa Rezende - Tadeu Moraes Taffarello 

Notas sobre a trajetória de Egberto Gismonti na ECM entre 1976 e 1995: interações, transculturalidade e identidade artística -  Fabiano Araújo Costa 

Ressonâncias e Miragem em casa e myths & visions: dois recitais de piano/performances interdisciplinares  -  Késia Decoté 

Apresentações artísticas 

A interpretação e o pianismo de Egberto Gismonti em sua obra “Sonhos de Recife - Cândida Borges 

Egberto encontra Villa  - Claudia Castelo Branco 

Egberto Gismonti para violão solo - Daniel Murray 

O Brasil de Egberto Gismonti: peças para violão solo - Eddy Andrade da Silva 

O clarinete na obra camerística de Marisa Rezende - Matteo Ricciardi 

Ponderações sobre a construção interpretativa da peça Contrastes de Marisa Rezende - Tatiana Dumas Macedo 

Mais informações: www.fmcb.com.br ou contato@fmcb.com.br



Sinfônica de Piracicaba encerra temporada tocando Dvořák

13 de Dezembro de 2017, 18:06, por segundo clichê


A OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) encerra a Temporada 2017 neste sábado (16), às 16h30 e às 20h30, no Teatro Municipal Erotídes de Campos, o Teatro do Engenho. As apresentações contam com a regência do maestro convidado Roberto Tibiriçá (foto). A entrada é gratuita.

Tibiriçá ocupa a cadeira número 5 da Academia Brasileira de Música. Ele coleciona passagens por grandes orquestras brasileiras, entre elas as sinfônicas do Estado de São Paulo, de Minas Gerais, da Petrobras, de Campinas, de São Bernardo do Campo, do Instituto Baccarelli e de Montevidéu, no Uruguai. No Rio de Janeiro, recebeu o Prêmio Estácio de Sá por seu trabalho com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

O concerto traz duas das obras mais significativas do repertório de Antonín Dvořák: a primeira é Dança Eslava nº 8, rápida e rítmica, que lembra o estilo cigano e foi forjada em formas e estilos de danças populares das nações do Leste Europeu. A obra de 1878 alavancou a carreira internacional do compositor, natural da República Tcheca e diretor do Conservatório Nacional de Música da América, em Nova York.

A segunda peça é a Sinfonia nº 9 em mi menor, Op. 95, conhecida como Sinfonia Do Novo Mundo, por ter sido estreada nas comemorações dos 400 anos da descoberta da América, no Carnegie Hall, com a Filarmônica de Nova York, em 1893. A composição em quatro movimentos é baseada na melodia dos negros americanos, em temas indígenas e na música folclórica tcheca.

Dvořák é um dos compositores preferidos do maestro Jamil Maluf, diretor-artístico e regente titular da Sinfônica de Piracicaba, o que justifica a escolha de duas peças para o encerramento da Temporada 2017. “Evoco as obras de Dvořák nos momentos especiais. Em 1990, regi a 9ª Sinfonia na estreia da Orquestra Experimental de Repertório. Em 2015, no concerto de reestruturação da OSP, escolhi a 8ª Sinfonia”, diz o maestro.

Segundo Jamil Maluf, a Sinfonia Do Novo Mundo é uma das mais famosas peças do repertório da música clássica. Foi considerada como a mais grandiosa já composta em terras americanas, em crítica no The New York Post. “Trata-se de uma obra de 50 minutos, que exige extremo preparo de seu regente e do conjunto sinfônico para executa-la, o que será possível comprovar na interpretação da OSP, que a cada concerto cresce em qualidade”, diz Jamil Maluf.

Iniciada em março, a Temporada 2017 foi concebida para comemorar os 250 anos de Piracicaba e contou com concertos mensais gratuitos no Teatro Municipal Erotídes de Campos, o Teatro do Engenho, sob regência do maestro Jamil Maluf e dos maestros convidados Thiago Tavares, Erica Hindrikson e Ernst Mahle. Como solistas, participaram o violonista Fábio Zanon, o violeiro Ivan Vilela, o violinista Guido Sant’anna, o pianista Nahim Marun, os irmãos Cláudio e André Micheletti (violino e violoncelo), a soprano Eliane Coelho e o violoncelista Sihao He (China). A OSP também se apresentou no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, em julho, na praça do Capivari.

A Temporada 2017 tem como correalizadores a Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio das secretarias SemacTur e de Educação, o copatrocínio do Grupo Pizzinatto, Occitano Apart Hotel e das Indústrias Marrucci, o apoio institucional da Empem, Oscip Pira 21 e Cultura Artística, e apoio de mídia da Rádio Educativa FM, Revista Arraso e Jornal de Piracicaba.

Por se tratar do encerramento da Temporada, a OSP convidou as 40 crianças e adolescentes do projeto Educando com a Música para fazer o receptivo ao público no concerto das 16h30. Com idade entre 6 e 17 anos, eles apresentam canções variadas, acompanhados de alguns músicos da OSP, no hall do Teatro do Engenho. O projeto Educando com Música é desenvolvido em parceria com a SemacTur (Secretária da Ação Cultural e Turismo) e a Associação Atlética Educando Pelo Esporte, sob coordenação do professor Alexandre Menegale.

A apresentação vespertina começa com a palestra O Meu Concerto de Hoje, ministrada pelo maestro Roberto Tibiriçá, em formato de bate-papo sobre o repertório escolhido. É uma oportunidade, também, para que o público faça perguntas sobre as obras, o funcionamento de uma orquestra e o universo da música erudita.

O concerto será assistido por 50 integrantes da Avistar (Associação de Atendimento à Pessoas com Deficiência Visual de Piracicaba). Para tanto, a OSP confeccionou os programas em braile.

Serviço

Orquestra Sinfônica de Piracicaba. Sábado, 16 de dezembro, às 16h30 e às 20h30, no Teatro Municipal Erotídes de Campos (avenida Doutor Maurice Allain, Parque do Engenho Central). Entrada gratuita. Informações: (19) 3413-5212 e www.sinfonicadepiracicaba.org.br.



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