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Motta

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Segundo Clichê

27 de Fevereiro de 2017, 15:48 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Brasil, o país dos "bicos"

18 de Agosto de 2017, 18:06, por segundo clichê


Vagner Freitas

O total de trabalhadores subempregados aumentou para 11,5% – pulou de 5,2 milhões para 5,8 milhões – no 2º trimestre, segundo o IBGE.

E o total da força de trabalho subutilizada – que inclui desempregados, subempregados e a força de trabalho potencial (pessoas que não procuram empregos) – chegou a 26,3 milhões de pessoas no mesmo período.

Temer e os patrões devem estar felizes, eles queriam isso mesmo, tirar direitos e jogar a classe trabalhadora no subemprego, na miséria. Foi para isso que aprovaram o desmonte da CLT, que eles chamaram de reforma trabalhista.


Os dados da tragédia brasileira, que constam da pesquisa ampliada da Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (17), é a maior comprovação de que o governo golpista e ilegítimo de Temer legalizou o “bico”. É o fim do contrato de trabalho formal, da carteira assinada, dos direitos.

E a triste ironia é que a comprovação do prejuízo para os trabalhadores que as reformas de Temer representam foi feita justamente por uma organização oficial do governo, o IBGE.

A pesquisa também trouxe dados sobre o desempregado, que hoje atinge 13,5 milhões de pessoas em todo o Brasil. O maior contingente de trabalhadores afetados pelo golpe vive na região Nordeste, onde 3,9 milhões estão desempregados.

Pernambuco é o Estado com a maior taxa de desemprego (18,8%). Em 2º lugar vem Alagoas (17,8%) e, em 3º lugar vem a Bahia, com 17,5%.

Do total de desempregados, 2,924 milhões de pessoas, pais e mães de famílias que dependem do emprego para sobreviver, estavam em busca de emprego há dois anos ou mais.

O percentual de pessoas que trabalham por conta própria no Norte (31,8%) e Nordeste (29,8%) é muito superior ao das demais regiões do país. Mais uns meses e seremos todos trabalhadores informais se não nos mobilizarmos.

Com Temer, trabalhador só tem notícia ruim.

Com essa turma no governo não existe possibilidade de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda, justiça e inclusão social.

Eles só pensam em como aumentar os lucros dos empresários, muitos deles deputados e senadores que aprovam leis contra a classe trabalhadora e, óbvio, em benefício próprio e de sua turma.

Eles não pensam no país e muito menos em quem, com o seu trabalho, constrói as riquezas do Brasil.

Mais do que nunca é necessário que todas as categorias de trabalhadores se mobilizem para retomar os direitos que nos foram roubados, e lutar para manter e ampliar as nossas conquistas, mesmo que para isso tenhamos de renovar 100% deste Congresso Nacional cheio de reacionário e eleger um presidente comprometido com os interesses da classe trabalhadora. (Vagner Freitas é presidente da Central Única dos Trabalhadores - CUT)



Salário de juízes será investigado. Dá para acreditar?

18 de Agosto de 2017, 16:48, por segundo clichê


Pode ser sério, mas pode, como quase tudo o que ocorre no mundo dos endinheirados brasileiros, ser apenas um teatrinho, um faz de conta: a presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu que o órgão vai investigar a folha de pagamentos de todos os magistrados do país. De acordo com portaria publicada hoje (18) pelo CNJ, os tribunais de Justiça de todos os Estados deverão enviar mensalmente ao conselho cópias do contracheque dos magistrados cinco dias depois da liberação do pagamento.


A medida foi tomada depois que surgiram suspeitas de irregularidades com 84 juízes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT). O caso veio à tona após a imprensa publicar que um dos magistrados recebeu R$ 503 mil em julho. Diante do fato, o conselho determinou a suspensão imediata de novos repasses.

Segundo o TJ do Mato Grosso, os pagamentos foram amparados em decisão do CNJ. O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, beneficiado por um pagamento de R$ 503 mil, disse que os valores foram recebidos como compensações legais por ter atuado por dez anos em comarcas maiores da que está lotado.

“A partir do mês de setembro de 2017 todos os tribunais do país submetidos ao controle administrativo do Conselho Nacional de Justiça encaminharão, até cinco dias após o pagamento aos magistrados, cópia da folha de pagamentos realizados para divulgação ampla aos cidadãos e controle dos órgãos competentes e para controle da regularidade do orçamento e finanças de cada qual dos Tribunais pelo Conselho Nacional de Justiça”, diz a portaria do CNJ. Conforme a nova norma, o CNJ vai divulgar em seu site todos dados sobre a folha de pagamento dos magistrados do país.



Veículos se tornaram armas terroristas

18 de Agosto de 2017, 9:47, por segundo clichê


A Deutsch Welle, agência informativa da Alemanha, fez um levantamento dos atentados terroristas realizados com o emprego de veículos, muito mais difíceis de serem prevenidos, pois, afinal, carros, vans, ônibus ou caminhões estão disponíveis para qualquer pessoa e não despertam, a princípio, nenhuma desconfiança.

Os veículos, até mesmo os mais compactos, são armas terríveis, que podem ferir, mutilar e matar.

Os terroristas compreenderam isso e acharam uma forma eficaz e barata de agir.

Seu propósito de espalhar o pânico, instituir o caos, fortalecer o preconceito contra os muçulmanos, provocar gastos extraordinários em segurança pública, tornar, enfim, toda a sociedade refém de um medo paranoico, ficou bem mais fácil com o uso dessa arma.

 A seguir, a cronologia dos atentados com veículos feita pela DW:


17 de agosto de 2017 - Treze pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma van atropelar pedestres no movimentado calçadão de Las Ramblas, no centro de Barcelona. O ataque foi reivindicado pelo "Estado Islâmico" e três pessoas foram detidas. Horas mais tarde, outro atentado semelhante ocorreu na cidade costeira de Cambrils, também na Catalunha, mas os cinco envolvidos foram mortos a tiros pela polícia, antes de causarem mais vítimas.

13 de agosto de 2017 - Uma pessoa morreu e cerca de 20 ficaram feridas na cidade de Charlottesville, no estado americano da Virgínia, num dia marcado por confrontos entre participantes de uma marcha supremacista branca e manifestantes antirracismo.

As vítimas foram atropeladas por um dos participantes da marcha nacionalista, que avançou com seu carro contra os manifestantes antirracismo. A demora do presidente Donald Trump em condenar a violência de supremacistas brancos causou uma grande controvérsia política, inclusive entre seus correligionários do Partido Republicano.

19 de junho de 2017 - Um homem morreu e dez pessoas ficaram feridas depois que uma van avançou contra fiéis que saíam de uma mesquita em Londres durante a madrugada, afirmou a Polícia Metropolitana da capital britânica. Todas as vítimas são muçulmanas. O incidente ocorreu pouco depois da meia-noite, na Seven Sisters Road, perto da mesquita de Finsbury Park. A polícia disse ter prendido um suspeito. "O motorista da van foi encontrado detido pelas pessoas que estavam no local e foi preso em conexão com o incidente", informou a polícia.

3 de junho de 2017 - Três homens numa van avançaram contra pedestres na Ponte de Londres, na região central da capital britânica, atropelando dezenas de pessoas antes de se dirigirem ao Borough Market, um local repleto de bares e restaurantes, e esfaquearem diversas vítimas. O ataque deixou sete mortos e 48 feridos. Os suspeitos, que vestiam coletes com explosivos falsos, foram mortos pela polícia.

22 de março de 2017 - Um carro avançou contra pedestres na ponte Westminster no coração de Londres, matando três pessoas e deixando cerca de 50 feridos. Próximo dali, dentro da área pertencente ao prédio do Parlamento britânico, o motorista, Khalid Masood, esfaqueou um policial, que também morreu, antes de ser baleado e morto por policiais. Nascido Adrian Russell Ajao, o britânico de 52 anos teria se convertido ao islamismo. Ele fora condenado por uma série de crimes e, apesar de ter aparecido em investigações sobre terrorismo, não era considerado ameaça séria pelos serviços de inteligência.

19 de dezembro de 2016 – Um caminhão invadiu um mercado de Natal praça Breitscheidplatz, no bairro de Charlottenburg, em Berlim, deixando 11 mortos e ferindo 55. O autor do atentado, o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, foi morto quatro dias depois do ataque por policiais nos arredores de Milão, no norte da Itália.  Amri vivia como refugiado na Alemanha, onde teve seu pedido de asilo negado, mas não foi deportado por falta de documentos. Ele tinha relações próximas com círculos muçulmanos extremistas, usara quase dez identidades diferentes para receber ajuda social em cidades na Alemanha. O tunisiano havia jurado fidelidade ao "Estado Islâmico" antes de realizar o atentado, estava sob investigação dos serviços antiterrorismo alemães, mas não chegara a ser considerado um perigo iminente pelas autoridades.

14 de julho de 2016: Em Nice, no sul da França, um caminhão avançou contra uma multidão, matando mais de 80 pessoas. O tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos de idade, foi morto a tiros por policiais ao usar um veículo de 25 toneladas para realizar o atentado. O ataque ocorreu durante as festividades por ocasião do Dia da Bastilha, quando milhares de pessoas estavam reunidas na famosa avenida à beira-mar Promenade dês Anglais para ver a queima de fogos de artifício. Bouhlel morava na cidade e não estava na lista de vigilância dos serviços de inteligência franceses.

14 de março de 2016: Na Cisjordânia, um soldado foi atropelado e ferido por um palestino. Antes disso, no mesmo lugar, dois palestinos haviam atacado um posto do Exército israelense com armas de fogo. Todos os três palestinos foram mortos por tiros das forças de segurança israelenses. No total, três soldados saíram feridos.

14 de dezembro de 2015: Um palestino avança com seu carro sobre um grupo de pessoas que esperava num ponto de ônibus na periferia de Jerusalém, deixando 14 pessoas feridas. O autor do atentado foi morto a tiros.

13 de outubro de 2015: Dirigindo em alta velocidade, um palestino jogou seu carro contra uma parada de ônibus, onde estavam muitos passantes. Em seguida, o homem desceu do veículo e esfaqueou um israelense, antes de ser morto por policiais.

5 de novembro de 2014: Numa parada de bonde em Jerusalém, um agressor palestino avançou sobre passantes com sua van. Em seguida, ele desceu do carro e atacou os transeuntes com uma barra de ferro, matando um homem e ferindo outras 14 pessoas. A organização palestina radical Hamas reivindicou a autoria do atentado.

20 de outubro de 2014: Num subúrbio de Montréal, um canadense de 25 anos convertido ao islamismo avançou com um veículo sobre um grupo de soldados, matando um deles e ferindo outro. Depois de uma perseguição, o autor foi morto a tiros. Durante a investigação subsequente, constatou-se que ele pretendia se aliar a um grupo extremista na Síria.

4 de agosto de 2014: Em Jerusalém, um homem de 23 anos da parte árabe da cidade, no lado oriental, avançou com uma escavadeira sobre um ônibus de linha, matando um passante e ferindo várias outras pessoas. O motorista do ônibus ficou levemente ferido. O agressor foi morto a tiros pela polícia.

22 de maio de 2013: O soldado britânico Lee Rigby foi atropelado no meio da rua por dois londrinos de origem nigeriana e, em seguida, esfaqueado até a morte. Os agressores permitiram que passantes filmassem a cena e declararam que queriam vingar os muçulmanos vítimas da violência ocidental em outras partes do planeta.

2 de julho de 2008: Com um veículo para recolha de resíduos, um homem da parte oriental de Jerusalém avançou contra outros automóveis na Jaffa Road. Ele matou três pessoas e feriu ao menos 30 passantes, até ser morto pela polícia.



Brasil regride no combate à fome

17 de Agosto de 2017, 20:00, por segundo clichê


Ana Luíza Matos de Oliveira

Versão-síntese do Relatório do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030 sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) mostra resultados extremamente preocupantes para o Objetivo 2 (acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura).

O relatório relembra que o acesso aos alimentos pela população em situação de maior vulnerabilidade apresentou avanços significativos no Brasil ao longo das duas últimas décadas, o que levou o país a deixar de ter a marca da fome como uma de suas principais mazelas sociais. 


Para isso, o aumento da renda dos extratos sociais pobres e de extrema pobreza e melhores índices de emprego, formalização, elevação dos salários (particularmente do salário mínimo) e fortalecimento da transferência de renda para a população em maior vulnerabilidade foram fundamentais. 

Outros pontos importantes, segundo o relatório, foram:

• A aprovação, em 2006, da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), que instituiu o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e, em 2009, a inclusão no parágrafo dos direitos sociais da Constituição brasileira o direito à alimentação.

• Políticas intersetoriais, unindo produção e consumo. As compras institucionais de alimentos ganharam destaque, particularmente através do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), muito embora o apoio à produção familiar tenha seguido trajetória tímida, evidenciada pelo reduzido valor do Plano Safra da Agricultura Familiar quando comparado ao Plano Safra convencional.

• Programas como o de Cisternas para Consumo Humano e de Cisternas para a Produção provocaram forte e positivo impacto na região do Semiárido Nordestino.

• Diante dos indicadores de sobrepeso e obesidade (que tem crescido, como se vê no gráfico abaixo, retirado da publicação), a defesa da alimentação adequada e saudável tornou-se demanda principal do movimento pela segurança alimentar. A resposta principal foi o incentivo ao consumo de frutas, verduras e legumes.

O cenário atual é de retrocesso, segundo o relatório, e as prioridades do governo brasileiro aumentam as ameaças, devido a:

• Hegemonia do agronegócio no acesso a recursos e no Congresso Nacional, cuja base de produção caracteriza-se pela expansão das culturas transgênicas e uso intensivo de agrotóxicos.

• Efeitos incertos do congelamento dos gastos sociais, das reformas da Previdência Social e da legislação trabalhista, que poderão impedir o acesso a alimentos pelos mais pobres, agravando a insegurança alimentar.

• Agravamento da negligência do Estado em relação aos povos tradicionais, como indígenas e quilombolas, ataques às unidades de conservação e aumento do desmatamento.

• Morosidade dos processos de adequação ambiental no campo, resultado da impunidade, e descaso em relação à coleta e acompanhamento de indicadores que reflitam a realidade no campo: o Censo Agropecuário, realizado a cada dez anos, tem sofrido cortes e redução de escopo.

• Esvaziamento de canais de participação da sociedade. (Fundação Perseu Abramo)



Um Congresso que legisla em causa própria

17 de Agosto de 2017, 15:44, por segundo clichê


Para se eleger, boa parte dos parlamentares do Congresso Nacional teve suas campanhas financiadas por pessoas físicas e jurídicas devedoras da União, revela levantamento divulgado pelo Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional - Sinprofaz, com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. 

O que chama ainda mais a atenção é que esses mesmos parlamentares formaram a Comissão Mista que analisou a Medida Provisória 783, relativa ao novo Refis, e aprovaram descontos de quase 100% em juros, multas e encargos para os devedores que aderirem ao refinanciamento.


Saiba quem foram os devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Deputado Federal.

Saiba quem foram os devedores da União que financiaram campanhas eleitorais de candidatos ao cargo de Senador da República.

A MP 783 foi relatada por Newton Cardoso Júnior (PMDB/MG), deputado que deve milhões à União e teve a campanha eleitoral financiada por 12 pessoas físicas e/ou jurídicas em débito com os cofres públicos. 

Juntos, os financiadores do parlamentar devem mais de R$ 104 milhões aos cofres da União. Deles, Newton Cardoso Júnior recebeu R$ 773 mil. No mês de maio, ao relatar a então Medida Provisória 766 - que instituía o Refis -, o deputado tentou alterar o texto original do Executivo, concedendo descontos de 99% em juros, encargos e multas para os devedores. As mudanças provocaram polêmica no plenário da Câmara dos Deputados e a MP acabou caducando.

"Não satisfeitos com a tentativa frustrada de maio, os parlamentares devedores tentam, mais uma vez, extinguir as próprias dívidas e os débitos de seus financiadores. Eles acabaram sendo beneficiados com a reedição de uma nova Medida com benefícios a mais. Tal MP, a 783, está na pauta de hoje da Câmara dos Deputados." A denúncia foi feita pelo procurador da Fazenda Nacional Achilles Frias, presidente do Sinprofaz, durante audiência pública promovida  pela CPI da Previdência no Senado Federal. 

De acordo com o PFN, os Refis são nefastos para a população, uma vez que privilegiam o mal pagador em detrimento do bom. "Criou-se, no Brasil, a cultura dos parcelamentos periódicos. O devedor contumaz sabe que se não paga seus débitos hoje, em breve, será beneficiado com um parcelamento que retirará boa parte das multas, juros e encargos de sua dívida, diminuindo-a consideravelmente", explicou.  



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