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Sociedade

28 de Fevereiro de 2014, 13:45 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.

Alckmin bate em Bolsonaro, que bate em Ciro, que bate em Alckmin

19 de Setembro de 2018, 21:56, por Desconhecido

O fato de permanecer estagnado nas pesquisas tem levado o presidenciável Ciro Gomes (PDT) a destacar que o candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin, não consegue subir no conceito do eleitor; apesar de “ter vendido a alma para ter o maior de tempo de TV”.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, disse que o PT já está no segundo turno da eleição presidencial. Agora, o que precisa ser decidido é quem enfrentará o candidato petista, Fernando Haddad. A mudança na estratégia de campanha leva o tucano a buscar os votos do principal concorrente à direita: Jair Bolsonaro (PSL).

Ciro Gomes e Geraldo Alckmin tendem a se enfrentar, diretamente, até as eleições de outubro, na tentativa de derrubar Bolsonaro

Este por sua vez, tem desconversado quanto aos ataques do candidato pedetista, Ciro Gomes, evitando um confronto direto. Ciro tem repetido que o candidato a vice, na chapa do PSL, general Hamilton Mourão, não passaria de “um jumento de carga”. Mas o foco do ex-governador cearense, no entanto, concentra-se na caça ao tucano.

O fato de Alckmin permanecer estagnado nas pesquisas tem levado o presidenciável Ciro Gomes a destacar, ainda, que ele não consegue subir no conceito do eleitor; apesar de “ter vendido a alma para ter o maior de tempo de TV”.

Pesquisas

A declaração de Ciro foi uma referência a última pesquisa Ibope, divulgada na véspera, onde ele aparece com 11% das intenções de voto e Alckmin caiu de 9% para 7%. A liderança continua, por enquanto, com Jair Bolsonaro (PSL). O representante fascista oscilou dentro da margem de erro, de 26% para 28%. Fernando Haddad (PT), por sua vez, que cresceu de 8% para 19% e deve ir para o segundo turno. Já Marina Silva (Rede) caiu de 9% para 6%.

— Alckmin vendeu a alma para ter o maior tempo de TV, na aliança com o Centrão, mas está pagando um preço amargo, pois não decolou nas pesquisas e continua a aparecer com um dígito nas intenções de voto — disse Gomes, em entrevista nesta quarta-feira, a jornalistas.

Ciro disse, que não cede às pesquisas eleitorais e que elas são um retrato do momento. Segundo o trabalhista, os rumos da sua campanha continuarão sendo feitos com “trabalho” e serenidade”. “Sou experiente”, disse.

Intolerância

Ao lado de Alckmin, no entanto, o presidente do PPS, Roberto Freire, disse à agência inglesa de notícias Reuters que a campanha de Alckmin terá a preocupação de demonstrar não apenas os riscos para o Brasil da eleição do candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Mas também do eventual retorno do PT ao governo federal. Ataques a Bolsonaro também serão retomados, disse.

Freire disse que o tucano procurou passar segurança em relação ao momento atual da campanha e afirmou que vai incorporar essas mudanças sugeridas na campanha, com o intuito de demonstrar que é ruim para o país uma vitória petista.

Na véspera, em entrevista coletiva, o presidenciável tucano chegou a dizer que a ida de Bolsonaro ao segundo turno é o passaporte para a volta do PT ao poder. Sem muito sucesso, no entanto, Alckmin procurou apresentar semelhanças entre os dois adversários.

Mais cedo, aliados de Alckmin comentaram ser necessárias mudanças rápidas na comunicação do tucano com o eleitor a fim de tentar uma reação disputa ao Planalto.

Horário eleitoral

O tucano tem aparecido nas sondagens de primeiro turno longe de Bolsonaro e perdendo terreno em relação a Haddad, mesmo dispondo do maior arco de alianças partidárias, o que lhe garante maciça presença no horário eleitoral e nas inserções veiculadas no rádio e na TV.

Segundo o presidente do PPS, a avaliação geral dos presentes ao encontro é que a campanha de Alckmin foi prejudicada pelo atentado à faca contra Bolsonaro ocorrido no último dia 6.

No início da campanha na TV, disse Freire, o candidato do PSL começou a ter uma perda de apoio, mas após ser esfaqueado conseguiu paralisar essa perda inicial e posteriormente ainda ganhar pontos nas pesquisas de intenção de voto — atualmente ele lidera com folga as sondagens para o primeiro turno.

Segundo turno

O presidente do PPS disse que o atentado a Bolsonaro fez com que todas as campanhas passassem por uma paralisia de suas estratégias e houve ainda o que chamou de “pantomina” do PT na substituição da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, barrado pela Lei da Ficha Limpa, por Fernando Haddad.

Apesar do cenário desfavorável, Freire afirmou que a avaliação do encontro é que ainda há tempo para Alckmin chegar ao segundo turno.

“Tudo isso tem que ser relativizado, ainda faltam dias decisivos. O eleitorado ainda não definiu ou consolidou os votos”, disse.

Marina

Assim como Alckmin em entrevista coletiva na véspera, Freire citou o fato de que, a essa altura da campanha de 2014, Marina aparecia em pesquisas em segundo lugar, mas ficou fora do segundo turno, sendo ultrapassada pelo tucano Aécio Neves, que concorreu contra a petista Dilma Rousseff.

— Não se pode dizer que em 18 de setembro de 2018 a eleição esteja decidida — disse o dirigente do PPS, ao ressalvar também que ninguém está querendo dizer que o quadro atual não se pode consolidar.



Aumento de ciclovias e modernização incentivam produção de bicicletas

17 de Setembro de 2018, 20:51, por Desconhecido

A maior produção é o da versão urbana com uma expansão na comparação mensal de 60,8% (65,2 mil unidades). Só a Mountain Bike, MTB, teve elevação de 22,6% sobre julho com 31.978 unidades

Por Redação, com ABr – de São Paulo

A produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) aumentou 35,2% em agosto sobre igual mês do ano passado e 45,8% na comparação com julho, com um total de 97,7 mil unidades. De acordo com os dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), desde o começo do ano tem sido constante o ritmo de crescimento.

Ciclovia da Avenida Paulista facilita a mobilidade urbana na cidade de São Paulo

Em julho último, houve alta de 31,7% em relação a igual mês de 2017 e, no acumulado de janeiro a agosto, foram produzidas 496,8 mil unidades, número 14,6% acima do mesmo período de 2017 e já se aproximando da projeção do setor de crescer neste ano 15%.

O balanço refere-se às principais empresas do setor que detêm 10 marcas: Caloi, Cannondale, GT, Schwinn, Houston, Audax, Sense, Sense e-bikes (elétricas), Oggi e Ox. Por meio de nota, o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, justificou que o crescimento das ciclovias tem estimulado o uso das bicicletas tanto como meio de mobilidade nos centros urbanos do país como para as práticas esportivas e de lazer.

– As redes cicloviárias continuam a crescer nos municípios e, desta forma, estimulam o uso das bicicletas das categorias Street e até mesmo Mountain Bike para os deslocamentos urbanos no dia a dia – disse.

Em especial no mês de agosto, conforme explicou, a produção sempre tende a crescer em razão da expectativa de vendas nas datas comemorativas como o Dia da Criança, Black Friday e Natal.

Dinamismo

O executivo também atribuiu o dinamismo do setor à estratégia dos fabricantes de atrair o consumo pela diversidade de itens, oferecendo ao mercado bicicletas mais modernas e eficientes, equipadas com suspensões, dezenas de marchas e freios hidráulicos. A Abraciclo destaca que os produtos integram “conjuntos mais leves, mais resistentes e com design arrojado”.

A maior produção é o da versão urbana com uma expansão na comparação mensal de 60,8% (65,2 mil unidades). Só a Mountain Bike, MTB, teve elevação de 22,6% sobre julho com 31.978 unidades. Já os modelos voltados para uso em estradas tiveram um aumento da produção em 36% com 589 unidades.

A Abracilco informou que foi mantida a meta de um crescimento de 15% neste ano com uma produção de 765 mil unidades. Até julho último, a projeção era bem menor, de 9%. Os dados são só da produção, mas pela distribuição dos itens fica implícito que o maior consumo fica concentrada nos estados da Região Sudeste para onde são distribuídos mais da metade (54%) dessa produção. Para o Sul do país seguem 19,7%; para o Nordeste, 14,7%; para o Centro-Oeste, 6,5%; e para o Norte, 5,1%.

Com base no balanço nacional disponibilizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a Abraciclo informou que, em agosto sobre julho, as exportações caíram 45,2%, mas comparado a agosto do ano passado, tiveram um expressivo crescimento, de 866,7%. No acumulado do ano, houve alta de 55,9% com 4.751 unidades e entre os principais clientes estão o Paraguai (50,1%), Uruguai (38%) e Bolívia (9,7%).

Em sentido oposto, o Brasil importou 16.328 unidades, 15,2% mais em relação a agosto do ano passado e 131% acima do registrado em julho último. De janeiro a agosto, as bicicletas vindas de fora alcançaram 75.971 unidades, volume que é 3,6% superior ao mesmo período de 2017 e a maioria importada da China (82,5%), Taiwan (6,2%) e Camboja (4,7%).



Mia Couto: “São demasiado pobres os nossos ricos”

13 de Setembro de 2018, 17:00, por Desconhecido

Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.

 

Por Mia Couto – de Lisboa

 

A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados. Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro e dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro. Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.

Mia Couto, pseudônimo de António Emílio Leite Couto, é um escritor e biólogo moçambicano.Mia Couto, pseudônimo de António Emílio Leite Couto, é um escritor e biólogo moçambicano.

A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos «ricos». Aquilo que têm, não detêm. Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.

Vivem na obsessão de poderem ser roubados. Necessitavam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia. Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

Falsos ricos

O maior sonho dos nossos novos-rícos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas, muito convexos e estradas muito concavas.

A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza. Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. Por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam. O fausto das residências não os torna imunes. Pobres dos nossos riquinhos!

Inconveniente

São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam de ser sustentadas com dispendiosos mimos.

O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

Mia Couto é escritor e biólogo.

Publicado, originariamente, em Pensatempos.


O sentido da pátria que buscamos

10 de Setembro de 2018, 11:12, por Desconhecido

O amor dos anos maduros vem do povo brasileiro, diverso, corajoso e infinito na criação. Um povo com um rasgo natural de decência que é contra até a própria necessidade, quando em estado natural de pobreza

Por Urariano Mota – de Recife

Nestes anos mais recentes, quando busco um significado para a pátria, mais me afasto dos chamados símbolos cívicos de patriotismo. E não tem nada a ver que me tenha tornado um antipatriota. Pelo contrário, nestes dias maduros mais tenho sido tomado pelo amor ao Brasil. Mas a que Brasil me refiro? Ao da bandeira Ordem e Progresso, ao do hino de versos obscuros, de ordem inversa na frase, que os cariocas batizaram com o nome de virudum? Não, claro. O amor ao Brasil não vem nem mesmo dos lindos rios São Francisco e Amazonas, da floresta, dos pássaros e flores únicos no mundo.

O amor dos anos maduros vem do povo brasileiro, diverso, corajoso e infinito na criação

O amor dos anos maduros vem do povo brasileiro, diverso, corajoso e infinito na criação. Um povo com um rasgo natural de decência que é contra até a própria necessidade, quando em estado natural de pobreza. E de tal modo, que nós, metidos a generosos, mas que pensamos duas vezes antes do abandono ao coração, nos surpreendemos e ficamos tontos. Como a generosidade de um vendedor de graviola no Recife, que um dia eu vi oferecer o suco da fruta a uma turista e se negar a receber o pagamento. “Não, é um presente pra senhora, que não conhece o sabor da fruta”.

E mais penso que o sentido da pátria vem do mais caro da infância. E sei, como todo brasileiro sabe, que a sua pátria é a amplificação da sua cidade, do seu bairro, da sua rua. A minha, em particular, vem do Recife da segunda metade do século vinte. Ou do bairro de Água Fria, subúrbio periférico, que o resto do mundo desconhece.

Penso que era do espírito do lugar e do tempo. Naqueles anos de agitação política no Recife, na onda, no mar de discussão de ideias, na tradição cultural do bairro de Água Fria, que vinha dos terreiros de xangô, como o de Pai Adão, a barbeiros filósofos, comunistas, como Luiz Beltrão, que era um popular cultivador de livros e da língua inglesa, creio que dessa reunião nasceu a gente que povoou de humanidade o Colégio Alfredo Freyre, meu querido colégio de formação.

Revolução Francesa

Parece mentira. Antes dos 15 anos, nós conhecíamos os filósofos do Iluminismo que chegavam até nós nas aulas do professor de francês Arlindo Albquerque. E líamos, e passávamos pela Revolução Francesa: “Le peuple, que se croyait de plus em plus trahi, se porta em masse à l’Hotel des Invalides”…. Com frequência, em suas aulas muitas vezes repetimos um mesmo texto, pois ele nos mandava ler este gozo: “Sur la liberté de la conscience”. Eram anos de ditadura, sabíamos, e comentava-se, aos murmúrios, que o professor em 1964 havia sido espancado, preso, porque fizera parte da direção do Serviço Social contra o Mocambo. O texto no livro de francês vinha sempre a calhar, e era em estado de êxtase que o mestre nos fazia ler “Sobre a liberdade da consciência”.

– Vejam a beleza. Repitam esta frase. O título é uma oração espiritual – e silabava em ritmo lento “sur la liberté de la conscience”.

O sentido de pátria vem às vezes com um cheiro denso, perfumado, das noites em frente ao mercado público de Água Fria, quando o abacaxi trescalava, amadurecia no sereno. Era um vento que soprava no calor e trazia pra gente desejos impossíveis. De que natureza somos feitos? Que demônio ou anjo nos pôs no peito desde a infância uma carência fora dos bons costumes? Do abacaxi vinha um perfume quase entre sombras, porque a frente do mercado, que dava para a Avenida Beberibe, não era bem iluminada. E, coisa rara, nesse quase escuro não havia malefício, era um bem para a alma da gente, assim como, se comparamos mal, cheiro de namorada pela noitinha, sem o testemunho da lua.

Na frente do mercado também se apresentavam mamulengos, os espetáculos de fantoches, como a eles se referem os dicionários do sudeste. Nesse particular, o Mercado Público de Água Fria copiava a história do Mercado de São José, em que um prédio faz encontro do comércio e de manifestações culturais. E para a frente do mercado descia, lá do Alto do Pascoal, um dos maiores artistas de teatro de bonecos: Ginu, o criador do personagem O Professor Tiridá.

Arte da ilusão

Era um encanto para adultos e crianças. Mas além de Ginu, que ficou conhecido como O Professor Tiridá assim como Chaplin se transformara em Carlitos, além de Ginu havia uma excelência da arte da ilusão que era um senhor ventríloquo. Não sei o nome dele, mas sei que era ótimo em dar vida a um boneco negro, do tamanho de um menino, a quem ele chamava de Benedito. Hoje compreendo que veio dele a minha primeira e inesquecível lição de romancista. Os personagens têm vida, se tornam pessoas pela verdade que falam. O boneco falava, e me segue até hoje. É um sonho que não me deixa. Eu sempre pedia à minha mãe, quando ela saía: “quando voltar, traga o boneco que fala”.

Mas o sentido de pátria não tem um conteúdo exclusivo, xenófobo. Outras pátrias de outras terras constroem a nossa. Assim, o gosto pela música negra dos Estados Unidos, aquela que também era ideologia, mas de outra forma, impura e de cambulhada também, de Nat King Cole, The Platters, Louis Armstrong.

Aquelas canções, se não eram a pátria do socialismo, a terra prometida da fraternidade, eram de um reino onde cabiam todos os humanos, sem data na sua data, de raça mas sem raça, americana mas sem americano, vale dizer, a música que nascida naquela podre sociedade e tempo não era só daquela sociedade e tempo. Pois o que, recordava, podia superar a voz de Nat King Cole em Blue Gardenia ou Stardust? Ninguém precisava falar inglês, na arte estavam todas as línguas, todas as pátrias, todas as cores, do arregalado olho negro ao apertado amarelo.

Penso, enfim, no sentido da pátria nestes dias, neste 7 de setembro em que Lula está preso. A pátria dessa gritante injustiça não é a que buscamos. Como cantava o poeta Vinícius num verso célebre: “Pátria minha, saudades de quem te ama…”.

Urariano Mota, é jornalista do Recife. Autor dos romances Soledad no Recife, O filho renegado de Deus e A mais longa duração da juventude.



A farsa da facada: cronologia dos fatos

7 de Setembro de 2018, 11:16, por Desconhecido

Omito Toda farsa, toda manipulação de opinião pública, não acontece no espaço etéreo, mas é uma construção coletiva que se compõe de fatos e acontecimentos em nosso mundo terreno.

A farsa da facada também.

Marcos Dantas, Professor Titular da Escola de Comunicação da UFRJ nos enviou esta Cronologia dos fatos que antecederam a tal "facada" sem sangue. Vejamos:

1- Três dias atrás, Bolsonaro tem reunião com os donos da Globo: https://www.msn.com/pt-br/noticias/eleicoes/bolsonaro-e-joão-roberto-marinho-se-reúnem-na-sede-da-globo/ar-BBMVGlT


2- Ontem, no Infomoney do jornalista William Wack revela que Bolsonaro planeja estratégia para vencer no PRIMEIRO TURNO: https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7604799/bolsonaro-busca-estrategia-para-vencer-no-1-turno-alckmin-comemora-critica-de-temer-as-noticias-da-politica


3- Bolsonaro se cercava de seguranças do BOPE e usa colete dizendo temer por sua vida: https://noticias.uol.com.br/politica/eleicoes/2018/noticias/2018/08/23/bolsonaro-abre-campanha-em-sp-e-veste-colete-a-prova-de-balas.htm


4- Os super-seguranças do Bope não veem o agressor que tenta golpeá-lo com a faca. No vídeo filmado por um dos presentes se vê que a estocada foi bem rápida. https://www.youtube.com/watch?v=c9GiS7LzwVk


5- Os assessores de Bolsonaro confirmam a imprensa que ele estava de colete, como sempre: https://www.gazetaonline.com.br/noticias/politica/eleicoes_2018/2018/09/jair-bolsonaro-estava-de-colete-1014147233.html


6- Um dos filhos do Bolsonaro, Flavio, publica no twitter que o pai estava bem e a ferida tinha só sido superficial (o que era de esperar de alguém de colete): https://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2018/09/06/bolsonaro-sofre-atentado-com-faca-em-minas-gerais-dizem-filho-e-assessor.htm?cmpid=copiaecola


7- Então de repente Bolsonaro é internado. A imprensa logo diz que a faca pegou ABAIXO DO COLETE: https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-usava-colete-sob-camiseta-diz-colunista/


8- Flavio apaga o twitter anterior e publica novo twitter dizendo que foi pior do que pensavam. Ele também diz que o pai na verdade, por obra do destino, JUSTO HOJE ESTAVA SEM COLETE: http://www.vozdabahia.com.br/index/blog/id-321384/bolsonaro_estava_sem_colete_que_costuma_usar__diz_filho


9- A facada superficial virou uma lesão que pegou fígado, intestino, pulmão... pior que tiro de fuzil. http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2018-09/bolsonaro-foi-atingido-no-figado-pulmao-e-intestino-relata-filho


10- Bolsonaro que já não queria ir nos debates, e que perdia voto toda vez que abria boca, agora, vejam só, não poderá mais fazer campanha pelos próximos 30 dias! https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-dificilmente-voltara-a-fazer-campanha-no-primeiro-turno/

Para refrescar a memória, deixamos aqui um dos melhores anuncios publicitários veiculados no Brasil que nos mostra como o marketing pode manipular a opinião das pessoas.

Ex-fakeado chegando ao hospital onde passaria por cirurgia espírita!

Ex-fakeado

Lauro jardim no twitter

Facada? Faca? Atentado?



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