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Outubro Rosa: Saúde da Mulher depende do ambiente que está inserida

6 de Outubro de 2017, 10:55 , por Terra Sem Males - | No one following this article yet.
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Cuide-se para além do Outubro Rosa e da conscientização para a prevenção do câncer de mama

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que o conceito de saúde é bem diferente de ausência de doença. Para estar saudável, é preciso o estado de bem estar físico, mental e social, valores adquiridos na coletividade quanto ao acesso a lazer, moradia, educação, mobilidade urbana.

Quando o recorte é de gênero, sobre especificamente a mulher, durante muito tempo ter saúde esteve relacionado a ter saúde reprodutiva, incluindo aí a liberdade sexual, de decisão. Mas ainda assim restringindo saúde ao conceito biológico de ser mãe e exercer um papel dentro de casa.

“Ocorre que toda diferença de direitos entre homens e mulheres, como salário menor e baixa representatividade política, que resultam em poucas políticas públicas, refletem no adoecimento da mulher”, explica Juliana Mittelbach, enfermeira e militante da Marcha Mundial das Mulheres.

Somente no ano 2000 foi identificado e reconhecido esse caráter, de que o padrão hegemônico de masculinidade e feminilidade causam adoecimento. E mais, que existem especificidades: que mulheres urbanas e rurais, jovens e idosas, adoecem de forma diferente e a análise sobre a saúde da mulher passa a considerar o ambiente em que ela está inserida.

Doenças com maior ocorrência entre as mulheres

O Sindicato lista abaixo as doenças com maior ocorrência entre as mulheres, alertando para a percepção dos sintomas iniciais e recomenda a busca por tratamento médico desde o início, sem auto-medicação, e para a busca de prevenção:

– Mioma: afeta 50% das mulheres (maioria entre as negras) e é causada por produção excessiva de estrogêneo, tem como uma das características a nuliparidade (nenhuma ocorrência de parto);

– Endometriose: é quando o endométrio (a descamação de sangue menstrual) sai do útero e alcança outros órgãos. Ocorre com 6 milhões de brasileiras e não tem cura, mas tem tratamento para alívio dos sintomas, que incluem cólicas intensas durante a menstruação e dor na relação sexual. Em 30% dos casos há chance de esterilidade/infertilidade.

– Doenças sexualmente transmissíveis: entre as que mais afetam as mulheres estão a gonorreia, sífilis, cancro mole, tricomoníase, herpes genital, HPV, HIV/Aids, candidíase (se manifesta também pela imunidade baixa, não somente pelo contato sexual) e clamídia. Os sintomas são semelhantes entre algumas delas, portanto, na ocorrência de corrimentos, feridas, coceira, é preciso consulta médica e exames de identificação, procure atendimento. A forma mais eficaz de prevenção é o uso de preservativo.

Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama

Para prevenção ao câncer de mama, a primeira recomendação é pelo auto-exame, que deve ser feito em casa e com periodicidade no mínimo mensal, para que você possa conhecer sua mama e perceber alterações.

A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é pela realização da mamografia de rastreamento em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

Por Paula Zarth Padilha
SEEB Curitiba


Fonte: http://www.terrasemmales.com.br/outubro-rosa-saude-da-mulher-depende-do-ambiente-que-esta-inserida/