Ir para o conteúdo

Terra Sem Males

Tela cheia Sugerir um artigo
Topo site 800x100

Blog

3 de Abril de 2011, 21:00 , por Desconhecido - | No one following this article yet.

Estudantes do Pronera fazem um convite especial ao ex-presidente Lula

25 de Maio de 2019, 18:34, por Terra Sem Males

A turma Nilce de Souza Magalhães, do Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (Pronera) de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), esteve neste sábado (25) na Vigília Lula Livre, em Curitiba, para fazer uma saudação e um convite especial ao ex-presidente: o de estar presente na cerimônia de formatura dos futuros advogados e advogadas populares, que acontecerá no dia 17 de dezembro de 2019. A vigília também foi escolhida como local das fotos oficiais dos convites dos educandos e educandas.

A turma – que leva o nome de uma ex-militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) assassinada em 2016 – é composta por 47 estudantes de 16 estados, selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Todos pertencem a movimentos sociais de luta pela terra e comunidades tradicionais. São assentados e assentadas da reforma agrária, filhos e filhas de pequenos agricultores, beneficiários de créditos fundiários e quilombolas. “É muito simbólico e significativo estar aqui neste momento. Nós chegamos em 2015 em Curitiba, vindos de várias regiões do país. É um orgulho estar aqui neste momento após vários obstáculos superados”, destacou a estudante Ana Paula Hupp.

A educanda Iara Sánchez fez a leitura de uma carta que narra a trajetória da turma Nilce de Souza até este momento de aproximação do encerramento da graduação e que aborda a conjuntura política desde a formação da turma em 2015, passando pelo golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff e a consequente retirada de direitos da classe trabalhadora por parte dos golpistas e que culmina na prisão política de Lula.

A participação do sistema judiciário no golpe também é destacada pelos futuros advogados e advogadas. “Neste mesmo período tivemos nos mesmos corredores que o juiz Sergio Moro, um dos principais responsáveis por essa injustiça. Apesar disso seguimos na resistência e denunciando a contrariedade a esse golpe com participação do sistema judiciário”, diz trecho da carta.

A cerimônia de formatura não será apenas um momento de celebração, mas também de um grande ato político de denúncia e resistência. Já o convite à Lula, segundo os estudantes, deve-se ao reconhecimento do seu legado na educação e no avanço dos direitos sociais. “Certos de sua inocência, esperamos encontrá-lo livre no meio do povo. Um grande abraço da turma Nilce de Souza Magalhães”, encerra a turma na carta ao ex-presidente.

O documento foi recebido pela coordenação da Vigília Lula para ser entregue em mãos ao ex-presidente Lula. “Vocês que serão futuras advogadas e advogados têm o desafio de desmistificar a farsa da Lava Jato e propagandear nos quatro cantos do Brasil, de onde vieram, essa conquista da classe trabalhadora que foi o Pronera”, destacou Neudicléia de Oliveira, da coordenação do espaço.

Sobre o Pronera

O Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária foi criado em 1998 por meio de uma portaria do governo federal. Em 2001, ele foi incorporado ao Incra. Por meio dele, jovens e adultos de assentamentos e comunidades tradicionais tiveram acesso a cursos de educação básica, técnicos profissionalizantes de nível médio e cursos superiores e de especialização, garantindo aos trabalhadores assentados da reforma agrária o acesso ao direito à educação no país.

As ações do programa têm como base a diversidade cultural e socioterritorial, os processos de interação e transformação do campo, a gestão democrática e o avanço científico e tecnológico. Segundo o Incra, 5,9 mil pessoas já acessaram o ensino superior (graduação e pós-graduação) devido ao Pronera. Pelo menos 49 instituições públicas de ensino superior já abrigaram turmas de educação superior amparadas no programa, em diversas áreas de conhecimento.

O processo de constituição da turma especial de Direito da UFPR iniciou em 2011, tendo como base uma experiência do Pronera com uma turma de Direito na Universidade Federal de Goiás (UFG). Além da turma de Direito, a UFPR participa do Pronera por meio de uma turma de licenciatura em Educação do Campo com habilitação em Ciências da Natureza, no Setor Litoral.

Por Júlio Carignano, Porém.Net

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males



Hoje é o Dia Internacional da Biodiversidade

22 de Maio de 2019, 11:26, por Terra Sem Males

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) após a Eco-1992 no Rio de Janeiro para conscientizar a população do mundo todo sobre a importância de proteger e conservar a diversidade biológica.

E, por que, em pleno 2019, a gente precisa falar sobre preservação da biodiversidade?

Nesse ano de 2019, passados 27 anos da assinatura da Convenção da Diversidade Biológica, temos pouco a comemorar no Brasil. Nunca se avançou tanto sobre a sócio e agrobiodiversidade no Brasil e nunca se implementou e valorizou tão pouco políticas públicas e práticas coletivas de sustentação ambiental.

A lógica de exploração ilimitada da natureza perpetrada especialmente pelos Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente se traduz na maximização do lucro privado com a afronta às mínimas metas de garantia ao meio ambiente equilibrado e ao desenvolvimento sustentável. São 197 novos #agrotóxicos liberados somente neste ano, um grande crime ambiental impune pela mineração, flexibilizações de legislações ambientais, destruição de políticas públicas e criminalização de defensores socioambientais.

Há outras formas do ser humano se relacionar com o meio ambiente. A agroecologia está aí para provar isso: é um sistema que integra a produção de alimentos saudáveis (sem uso de agrotóxicos), respeitando as relações com o meio ambiente e os trabalhadores do campo. Ganha o campo, ganha a cidade.

A Biodiversidade e Soberania Alimentar é um dos eixos de atuação da Terra de Direitos, conheça um pouco mais ao clicar aqui.

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males



Audiência pública na Câmara de Curitiba debaterá impactos da reforma da Previdência

22 de Maio de 2019, 10:41, por Terra Sem Males

A Câmara Municipal de Curitiba sediará na próxima quinta-feira (23/5), a partir das 14h, a Audiência Pública Impactos da Reforma da Previdência. O evento, promovido pelo mandato da vereadora Professora Josete (PT) com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, é aberto a toda população e será realizada no auditório do Anexo II da sede do Legislativo.

O debate contará com as presenças de Ludimar Rafanhim, advogado, consultor na área legislativa e especialista em regimes próprios de previdência do servidor público; Mirian Gonçalves, advogada e coordenadora do Instituto Defesa da Classe Trabalhadora (Declatra); Sandro Silva, economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) e um representante do Comitê Paranaense Quero me aposentar (a confirmar o nome).

Desde a confirmação da vitória de Jair Bolsonaro (PSL), as atenções de sua equipe econômica estão voltadas para a proposta que altera o sistema de aposentadoria e retira direitos de trabalhadores, idosos, mulheres, viúvas e agricultores. A reforma que o governo pretende implantar é chamada de “sistema de capitalização”, modelo adotado no Chile há cerca de 30 anos.

De acordo com Josete, a Câmara Municipal é um local adequado para debater um tema tão relevante, que irá impactar a vida dos cidadãos e cidadãs, que coloca em risco a aposentadoria do povo brasileiro. Para a parlamentar, a reforma proposta pelo governo Bolsonaro é excludente. “O modelo que o governo quer implantar colocou os idosos chilenos na condição de indigência, com dificuldade extrema de se sustentarem”.

A vereadora classifica a reforma como uma “contrarreforma” que visa atender interesses dos setores do mercado, os grandes bancos, retirando dos pobres para beneficiar os ricos. “O governo usa o discurso do fim dos privilégios, mas se essa é intenção porque não cobrar a dívida dos grandes devedores da Previdência, em especial dos bancos? Porque não combater os grandes sonegadores de tributos, que deixam de pagar bilhões por ano?”, questiona.

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/522176061646348/

Foto: Gibran Mendes



Ajude o Brasil de Fato a continuar nas ruas do Paraná

21 de Maio de 2019, 22:57, por Terra Sem Males

Hoje (21) foi lançada a campanha de arrecadação financeira para manter a distribuição impressa do Brasil de Fato, que é um jornal da classe trabalhadora no Paraná.

Um jornal distribuído nas ruas toda semana com notícias que não são encontradas na mídia comercial. Notícias sobre os problemas nos bairros da cidade, sobre as lutas sociais na defesa da terra, da moradia popular, das juventudes, da cultura local, enfim, da organização por direitos.

Este é o Brasil de Fato Paraná, um meio de comunicação que existe desde 2016. A cada semana são distribuídos vinte mil exemplares no estado, em 26 cidades e 50 pontos de distribuição. Para manter e ampliar esta distribuição, a partir do dia 21 de maio inicia-se a campanha de financiamento “Mantenha o BDF PR nas ruas”.

Para manter a distribuição de 20 mil exemplares do Brasil de Fato Paraná nas ruas será necessário contar com sua contribuição divulgando o jornal e também via ajuda financeira. Nessa primeira fase da campanha é possivel fazer via depósito bancário na conta abaixo:

Caixa Econômica Federal
Agencia 0663
Operação 022
Caixa Poupança 90-2

Foto: Joka Madruga/Terra Sem Males



Última semana da exposição fotográfica de alunos da UFPR que mostra o outro lado dos conflitos no Brasil

20 de Maio de 2019, 19:13, por Terra Sem Males

Projeto “Resistir” é fruto de bolsa oferecida pelo Centro de Conflito e Desenvolvimento da Texas A&M University (Estados Unidos) para estudantes do mundo todo

Ao redor dos conflitos que atingem o Brasil, existe uma população que resiste. A construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Pará, a intervenção militar no Rio de Janeiro e os problemas habitacionais da maior ocupação urbana do Paraná geram subhabitação, violação de direitos e violência. O dia-a-dia ao redor destes conflitos é tema da exposição fotográfica “Resistir”, inaugurada nesta terça-feira (07/05), às 19h, no Campus Reitoria da Universidade Federal do Paraná.

A mostra traz 40 fotografias tiradas em três locais distantes, mas parecidos: a Favela Santa Marta, no Rio de Janeiro; o Jardim Independente I, em Altamira (Pará); e a Caximba, na região metropolitana de Curitiba. O objetivo dos jornalistas, fotográfos e ex-alunos da UFPR, Plínio Lopes e Gustavo Queiroz, é dar visibilidade aos problemas e soluções que a violência provoca.

“A violência é constantemente noticiada na mídia. O foco deste projeto é outro: descobrir as iniciativas e pessoas que atuam no território. São comunidades ribeirinhas, jovens negros, artistas e famílias historicamente segregados da cidade e pouco beneficiados por políticas públicas”, afirma Queiroz. “Este é o objetivo do ‘Resistir’. Contar a história desta rotina, comum em todo o país, de quem, por escolha ou falta de escolha, convive diariamente com a violência”, complementa Lopes.

Durante a abertura da exposição, os fotojornalistas contarão as histórias das pessoas por trás das fotografias e vão dividir um pouco da experiência de realizar um projeto grande de fotojornalismo. “A ideia é contar um pouco das histórias que não aparecem nas fotos. As conversas, o que não pode ser fotografado, as dificuldades”, afirma Lopes.

Essa é a primeira exposição da série de fotografias feitas durante o ano de 2018. O projeto é financiado por uma bolsa da universidade Texas A&M University (Estados Unidos), destinada a estudantes que coordenam projetos de fotografia com foco em conflitos de modo geral. Além da abertura na próxima segunda-feira, a exposição continua por mais três semanas – até o dia 24/05.

O bairro Jardim Independente I fica próximo a duas escolas públicas. Pelo menos 38% das escolas de Ensino Fundamental do município de Altamira estão em estado de alerta devido a baixas notas no Ideb (Índice de Dejair é um dos funcionários que trabalha no bondinho da Santa Marta. Ele é morador da comunidade, mas jura que não sai do posto nem pra tomar um banho rápido. É o dono da vista mais bonita da favela.

Serviço:

Local: Sala Arte & Design – Reitoria UFPR (Rua XV de Novembro, 1299 – Centro).

Data: Abertura no dia 07/05 às 19h. Exibição segue aberta do dia 08/05 a 24/05 das 10h às 16h.

Site: www.resistir.46graus.com

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/2834104693296803/?notif_t=plan_user_associated&notif_id=1556440595155207



Agricultores do Sudoeste do Paraná cobram regularização fundiária em audiência pública

20 de Maio de 2019, 17:47, por Terra Sem Males

Famílias acampadas realizaram uma marcha no centro de Clevelândia e doaram mais de uma tonelada de alimentos à população urbana

Mais de 130 famílias acampadas no Sudoeste do Paraná vivem dias de angústia pela ameaça de serem despejados das áreas onde vivem e produzem. Os agricultores e agricultoras ocupam sete áreas, seis da Massa Falida da Empresa Olvepar e um da madeireira Campos de Palmas, alvos de disputa judicial por dívidas trabalhistas e com credores, de impostos com o Estado e com a União, além de débitos em multas aplicadas por órgãos ambientais, no caso da madeireira.

A regularização fundiária das comunidades foi tema de uma audiência pública realizada nesta sexta-feira (17), no município de Clevelândia, organizada pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa (Alep). As ocupações estão localizadas nos municípios de Clevelândia, Palmas, Honório Serpa e Mangueirinha.

Quatro ocupações receberam mandado de reintegração de posse em abril de 2019, expedido pelo juiz Gabriel Ribeiro de Souza Lima, da Vara Cível de Clevelândia. A área localizada em Mangueirinha recebeu a última ordem de despejo em 13 de maio deste ano. Com a decisão, as demais comunidades sentiram-se ameaçadas por possíveis novas decisões judiciais favoráveis às empresas.

O pavilhão do Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora da Luz ficou lotado com cerca de 500 homens, mulheres e crianças que participaram do evento – maioria veio das comunidades ameaçadas de despejo. Também estavam presentes integrantes de entidades sindicais e sociais, e moradores de outras comunidades rurais da região, solidários às famílias acampadas, além de secretários municipais e vereadores. A mesa da audiência teve na coordenação o presidente da Comissão da Alep, deputado Tadeu Veneri (PT).

O Padre Ozanilton Batista de Abreu representou a Diocese de Palmas e de Francisco Beltrão, concedeu bençãos na abertura e no encerramento da audiência: “Nessa luta, vocês sempre precisam acreditar que vai dar certo. Vamos acreditar, lutar, sonhar e conseguir”.

Bruna Zimpel, integrante da direção estadual do MST, enfatizou para as autoridades presentes o esforço da cada família acampada em conseguir melhores condições de vida, para trabalhar e ter condições de vida mais dignas: “As famílias vêm construindo as suas casas, se estruturando, produzindo alimentos. A nossa luta pela terra é uma luta justa, e a reforma agrária é uma questão de direito e não de polícia”.

A agricultora Lourdes Belusso mora  há sete anos no acampamento Terra Livre, em Clevelândia, e lá produz feijão, arroz, milho, legumes, verduras e animais que garantem alimentação na mesa: “Nós plantamos produtos pra gente mesmo comer. Nós plantamos e estamos lá porque precisamos de um pedaço de terra para sustentar nossas famílias. Tem gente da comunidade que está sustentando sua família com os produtos que está plantando”, relata.

As famílias acampadas em Clevelândia integram a Cooperativa Camponesa Coocamp, que na última semana assinou um contrato com a Secretaria de Educação do Paraná para entrega alimentos para a merenda escolar aos oito colégios do município.

Como servidor da Emater, Paulo Araújo atuou em projetos de apoio técnico à agricultura familiar nas comunidades, 12 deles ainda em vigência. Ele reforçou o papel da agricultura familiar na alimentação da população brasileira, responsável pela produção de 70% do consumo nacional. Por acompanhar de perto o desenvolvimento da produção dos acampados, o técnico se mostrou preocupado com o futuro das famílias, caso a reintegração de posse fosse efetivadas. De produtores de alimentos, passariam apenas a consumidores. “Só quem já passou um pouco de fome sabe o quanto é importante o agricultor estar produzindo leite, arroz, feijão batata, enfim, os alimentos do dia a dia”.

O Incra recebeu críticas de prefeitos, por não atender as demandas reais para a efetivação da reforma agrária para as comunidades, algumas ocupadas há 15 anos. Em março de 2016, o INCRA formalizou pedido  de compra e venda de áreas ocupadas na região. No entanto, o processo de regulação para criar os assentamentos não se concretizou.

Pollyanna Queiroz, secretária executiva da Superintendência Geral de Diálogo e Interação Social do Governo do Estado, participou do debate representando Mauro Rockembach, secretário da pasta, garantiu que o Governo Estadual vai buscar uma solução “que seja favorável para todos os lados”. A Superintendência está vinculada diretamente ao gabinete do governador Ratinho Junior.

Também compuseram a mesa de autoridades Luciana Rafagnin (PT), deputada estadual e presidente do bloco da agricultura familiar; Zeca Dirceu (PT), deputado federal; Ademir Gheller, prefeito de Clevelândia; Cesar Daneluz, o vice-prefeito de Clevelândia; Cezar Pacheco Baptista, vice-prefeito de Palmas; Luciano Dias, prefeito de Honório Serpa; Leandro Dorine, vice-prefeito de Mangueirinha; Pedro Moreira, vice-prefeito de Honório Serpa.

Marcha e doação de alimentos

Das sete ocupações ameaçadas de despejo, quatro integram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST): Mãe dos Pobres 2 e Terra Livre, do município de Clevelândia, Sete Povos das Missões, de Honório Serpa, União Pela Terra, de Mangueirinha.

As famílias do MST realizaram uma marcha pelo centro do município de Clevelândia, com cartazes e faixas com a reivindicação da reforma agrária, moradia, trabalho e justiça.

Os agricultores trouxeram cerca de uma tonelada e meia de alimentos orgânicos para distribuir à população urbana, como forma de mostrar a produtividade dos acampamentos. A maior parte do alimento foi doado para a Apae Escola Clevelândia, do bairro Aeroporto. A instituição tem 31 anos e atende 87 educandos, com idades entre zero e 61 anos. Cada um dos participantes da mesa da audiência também recebeu uma caixa com a produção dos acampamentos.

Resultados

Como resultados da audiência, a Comissão de Direitos Humanos se responsabilizou por questionar, na Fazenda Federal e Estadual, o volume e a natureza das dívidas da Olvepar. O relatório do debate também será encaminhado a órgãos públicos relacionados aos casos, como Incra, Ministério Público, Judiciário, Defensoria Pública e para os juízes de Clevelândia e Palmas. As Câmaras de Vereadores dos municípios onde estão localizadas as ocupações foram convidadas a enviar uma moção aos juízes dos casos, manifestando apoio às famílias acampadas.

O deputado Tadeu Veneri se comprometeu em voltar para dar retorno sobre os encaminhamentos. “Existe a lei e existe a justiça, mas quando não tem justiça, não lei. Precisamos que seja feito o que é justo. Para isso, precisamos fazer um grande diálogo”, garantiu o parlamentar.

Por Ednubia Ghisi e Kelen Alves

Setor de Comunicação e Cultura do MST-PR

Foto: Welligton Lenon



Comunicando Crises Humanitárias

18 de Maio de 2019, 22:07, por Terra Sem Males

Seminário da organização Médico Sem Fronteiras em Curitiba conversa com jornalistas sobre coberturas de alto risco

Durante toda a manhã deste sábado (18) jornalistas e estudantes de Comunicação participaram no auditório do Sesc da Esquina, em Curitiba, do Seminário “Comunicando Crises Humanitárias – como cobrir conflitos armados, desastres naturais e epidemias” promovido pela equipe de comunicação da Organização Médicos Sem Fronteiras (MSF).

O evento trouxe informações sobre como funciona e atua a comunicação do MSF nas principais crises humanitárias destacando os recursos e formas de atuação em campo.

Dentro da neutralidade e imparcialidade proposta pela organização nas missões, a coordenadora de conteúdo do MSF no Brasil, Gabriela Roméro destaca que uma das necessidades é a de divulgar as consequências da guerra, que vão além dos feridos. “Não é necessariamente a pessoa que é atingida em uma catástrofe, por exemplo, que vai ser o principal motivo de atuação do MSF. A desnutrição é um dos problemas que pode ser causado por falta de acesso ou porque o sistema de saúde entrou completamente em colapso. Tem um relato de um médico que encontra uma paciente com a diabetes descompensada e que a questiona sobre o uso da insulina. Ela explica que há muito tempo não tem acesso, mas mesmo se tivesse não conseguiria manter por falta de eletricidade e refrigeração. Então, a eletricidade é um problema pro MSF também. Como manter uma cadeia de frios e levar para um país extremamente quente? Então são essas as consequências indiretas da guerra que a gente vê com frequência no nosso trabalho”, conta Gabriela.

Durante o encontro também foram apresentadas reportagens de profissionais da imprensa que já estiveram em atuações do MSF. A jornalista Sonia Bridi, da Rede Globo, enviou um depoimento em vídeo para os participantes contando os bastidores da cobertura sobre refugiados do Sudão do Sul em Uganda. Além de dar dicas sobre providências mínimas a serem tomadas antes de uma cobertura desse porte, a jornalista também relatou o que não levar. “Não devemos gerar discórdia, mesmo que com boas intenções: Não adianta levar um pacote de balas para ser distribuído entre 30 mil crianças. Isso só irá gerar ainda mais conflito. […] Em alguns momentos me emocionei e fiquei envergonhada. Fui no carro chorar. Eles estão vivendo um drama tão grande e eu não preciso ir lá dar um show de piedade”, relatou Bridi.

O evento também contou com a participação da jornalista convidada Helen Anacleto, que mediou um bate-papo com profissionais do MSF: a farmacêutica Francelise Cavassin, que retornou em dezembro do Iêmen, e a enfermeira-obstetriz Janaína Carmello, que retornou do Sudão do Sul no último mês.
Ambas profissionais atuam nos intervalos de trabalho. “Eu me disponho sempre nas minhas férias, pois sou professora. Então todo fim e começo de ano eu já sei que estarei em algum lugar para o MSF”, conta a farmacêutica.

É a primeira vez que o seminário vem à Curitiba. “Para nossa surpresa, o conhecimento da organização não é tão amplo no Sul do país. Então essa é uma forma de nos aproximarmos e disseminarmos de uma forma mais fluida as nossas informações” finalizou o coordenador de imprensa do MSF, Paulo Braga.

Por Silvia Valim, jornalista



PGR pede ao STF suspensão de ordem de despejo de comunidade indígena no Paraná

17 de Maio de 2019, 21:24, por Terra Sem Males

A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, requereu à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) urgência na suspensão da decisão que determinou a reintegração de posse em favor da Itaipu Binacional, de área ocupada por comunidade indígena Avá-Guarani, no município de Itaipulândia, no Oeste do Paraná. Em abril a posse da área foi deferida em favor da Itaipu Binacional, com prazo para desocupação até 1º de junho. No local vivem 15 famílias, entre elas 13 crianças e sete idosos.

Na manifestação enviada ao STF, Raquel Dodge destaca que o caso tem relação com liminares ajuizadas em fevereiro e março deste ano, necessitando ainda de um pronunciamento do presidente do STF, ministro Dias Toffoli.

Ao defender direito constitucional dos indígenas às terras, Dodge relembra o histórico de ocupação da comunidade Ava-Guarani do território, bem como de outros pontos do Oeste paranaense ao longo de décadas, descrevendo o histórico de graves violações de direitos humanos contra a etnia. “As áreas ora reivindicadas pela Itaipu Binacional, na verdade, foram adquiridas por meio de uma gravíssima cadeia de expulsão, remoção e intrusão dos territórios indígenas do Oeste do Paraná, situação essa que não pode obter a chancela do Poder Judiciário, sem um necessário e amplo estudo acerca da situação fática que embasa a pretensão em exame”, alertou a PGR.

A procuradora também destaca a lentidão na demarcação da Terra Indígena pela Fundação Nacional do Índio (Funai), pleiteada pela etnia Ava-Guarani desde 2009. A negligência na execução da política motivou instauração de Ação Civil pelo Ministério Público Federal (MPF) em Foz do Iguaçu, que denuncia consequências como contaminação do solo por agrotóxicos e consequente contaminação da comunidade, conflitos fundiários e situação de extrema pobreza.

A PGR chama atenção ainda para a necessidade de cautela do Poder Judiciário no enfrentamento da questão, diante do curto prazo determinado para a retirada forçada dos indígenas do local e o risco iminente de acirramento dos conflitos entre indígenas e não-indígenas, ocasionado graves consequências para a segurança dos envolvidos. “A retirada dos indígenas das terras à força, neste momento, contribuirá para o aumento da tensão e do conflito fundiário, porque toca em ponto especialmente sensível aos indígenas”, adverte Raquel Dodge.

Para Dodge, é mais prudente manter inalterado o estado atual dos fatos, garantindo, ao menos por ora, a permanência das famílias indígenas no local em que se encontram, sendo o perigo da execução de medida reintegratória infinitamente maior que a manutenção do status atual. Ainda mais levando em conta que inexiste notícia de eventual degradação ambiental da área em discussão por parte dos indígenas ali localizados – confirmando entendimento da própria Suprema Corte, no julgamento da PET nº 3.388, de que “há perfeita compatibilidade entre meio ambiente e terras indígenas, ainda que estas envolvam áreas de ‘conservação’ e ‘preservação’ ambiental”.

Do Porém.net, com informações da Assessoria do PRG

Foto: Cimi



Curitiba recebe a segunda edição do workshop StreetPhotography

17 de Maio de 2019, 17:50, por Terra Sem Males

O workshop “Interpretando a cidade pela StreetPhotography” acontecerá dia 08 de junho e será ministrado pelos fotógrafos Henry Milléo e André Rodrigues. O número de inscritos é limitado.

“Esse segundo encontro tem como proposta entender o que vem a ser a fotografia de rua, pensar conceitos e (novas) abordagens para uma streetphotography contemporanêa e intimista. E propor caminhos para um trabalho de fotografia de rua,” explica André.

“Vamos bater um papo sobre o que vem a ser a “fotografia de rua”, rever alguns conceitos importantes na linguagem fotográfica – tal como composição, enquadramento e ângulos. Analisar alguns trabalhos na área, avaliar estilos e técnicas. Também vai rolar algumas dicas sobre abordagem de pessoas, retratos na rua, a ‘candid photo’, como usar a arquitetura e técnicas a seu favor”, complementa Milléo.

Segundo os repórteres fotográficos, a coisa toda não fica somente nos slides. Depois da parte teórica, irão guiar uma volta pelo centro de Curitiba para fotografar. “A intenção é ajudar o aluno a melhorar sua abordagem, visão e interpretação para transformar o comum em algo mais instigante”, diz André Rodrigues.

“Este curso é destinado a qualquer pessoa – estudantes, fotógrafos amadores, entusiastas – que desejam explorar melhor a fotografia de rua”, reforça Henry Milléo.

Agende-se:

» Quando?
8/6/2019 (das 10 às 12h – intervalo – 14 às 18h)

» Quanto custa?
Essa edição: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais)

» O que será abordado?
Técnicas, conceitos e dicas de fotografia de rua

» Como se inscrever?
Para se inscrever você pode realizar o pagamento via depósito bancário e enviar a foto do comprovante para o email cafefotografiacwb@gmail.com
Não se esqueça de informar nome completo, idade, telefone para contato. Na sequência entraremos em contato e finalizamos a sua inscrição.

Bancos

• Banco do Brasil
Agência 1863-5 / Conta corrente: 133.295-3 / nome do favorecido:
André Luis Rodrigues

Não se esqueça de informar nome completo, idade, telefone para contato. Na sequência entraremos em contato e finalizamos a sua inscrição.

» O que você precisa levar?
Equipamento fotográfico, bloco de anotação, disposição para debater e, principalmente, para andar pelo centro de Curitiba. Escolha uma roupa e tênis bem confortável e vamos fotografar a cidade.

» Número de participantes
Número de participantes limitado para facilitar a prática e para que todos recebam atenção e orientação



Trabalhadores rurais acampados distribuem mais de 1 tonelada de alimentos no Paraná

17 de Maio de 2019, 17:05, por Terra Sem Males

Cerca de 500 agricultoras e agricultores acampados do Sudoeste do Paraná realizaram uma marcha pelo centro do município de Clevelândia, no início da tarde desta sexta-feira (17), para reivindicar Reforma Agrária na região.

As famílias do MST trouxeram cerca de uma tonelada e meia de alimentos orgânicos para distribuir à população urbana, como forma de mostrar a produtividade dos acampamentos.

Os trabalhadores fazem parte de sete comunidades de acampamento que estão sob ameaça de despejo. Quatro delas integram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST): Mãe dos Pobres 2 e Terra Livre, do município de Clevelândia, Sete Povos das Missões, de Honório Serpa, União Pela Terra, de Mangueirinha.

A atividade terá continuidade ao longo da tarde, com uma Audiência Pública sobre a regularização fundiária das áreas da Massa Falida da Empresa Olvepar e da madeireira Campos de Palmas, onde estão os acampamentos.

A audiência é promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, e terá a presença do presidente da comissão, o deputado Tadeu Veneri (PT), e da deputada Luciana Rafagnin (PT), o deputado federal Zeca Dirceu (PT), além de representantes do governo estadual e dos municípios das comunidades.

Por Ednubia Ghisi e Kelen Alves

Fotos: Daniel Rodrigues e Kelen Alves