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Terra Sem Males

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Vigília é palco de resistência devido ao respeito do ex-presidente Lula à participação social

15 de Maio de 2018, 12:39 , por Terra Sem Males - | No one following this article yet.
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Entenda o motivo do movimento sindical bancário construir a resistência no espaço da Vigília Lula Livre, que completa 38 dias nesta terça.

A noite de segunda-feira, 14 de maio, reuniu novamente centenas de manifestantes na Vigília Lula Livre, instalada na região da sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o ex-presidente Lula é mantido preso político, desde a data de sua apresentação, em 07 de abril. Esses mais de 40 dias de resistência organizada é protagonizada por diversos atores, como participantes de movimentos sociais, de sindicatos e de partidos políticos, mas o mar de gente que permanece acampada, com revesamento de caravanas, é também formada por uma massa de apoiadores, entre eles, trabalhadores bancários, seja aposentados, seja na ativa, seja dirigentes sindicais.

A diretora da Secretaria de Políticas Sociais da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (FETEC-CUT-PR), Marisa Stedile, estava junto à população que se reuniu na Praça Olga Benário, local de atos da Vigília Lula Livre, e acredita que o empenho de todas essas pessoas quase que diariamente deve-se ao legado do governo Lula, que possibilitou melhoria de vida aos trabalhadores, aos mais pobres, através de diálogo e participação social, mas também com medidas efetivas do período de seu governo enquanto Presidente da República, como valorização do salário mínimo, aumento real nos salários acima da inflação, políticas sociais e respeito a toda a população, tanto trabalhadores, como empresários.

“A coordenação da vigília é composta por várias instituições, centrais sindicais, partidos da frente democrática, movimentos sociais dos sem terra (MST), dos sem teto (MTST), cada dia algum segmento é responsável por mobilizar, falar sobre conjuntura. Ontem, por exemplo, professores universitários da UFPR, da Unicamp, da UERJ se revesaram para abordar temas correlatos sobre a valorização da universidade pública, em seus aspectos políticos, jurídicos, econômicos. Nesta terça, o trabalho conjuntural está sob a responsabilidade do movimento sindical”, explica. “E por que a vigília fazemos essas atividades na vigília? Porque a prisão de lula passou por cima das garantias constitucionais e, Lula, em todo o período que esteve no governo, manteve compromisso com essas garantias e ampliação dos direitos”, defende Marisa Stedile.

Noite de segunda-feira, 14 de maio, na Vigília Lula Livre. Foto: Joka Madruga/Agência PT

O bancário aposentado do Banestado, Serginho Athayde, acredita que a Vigília Lula Livre funciona como um centro irradiador de energia para a luta que se espalha por todo o país, considerando que espaços de vigília em defesa da liberdade de Lula e de ele ter direito a ser candidato estão se multiplicando por diversos estados, assim como as caravanas e acampamentos. Para ele, a manutenção de Lula como preso político está fazendo a população compreender que vivemos uma ditadura jurídica, parlamentar e midiática e ainda, sobre a importância do movimento sindical ser também político e partidário, conforme se aspirava nos anos 1960, quando foram criadas as centrais sindicais na época da ditadura.

“A realidade está nos mostrando que nós somos resistência e não oposição democrática, pois não há democracia, nós estamos numa ditadura. Lula está preso e vai ganhar as eleições preso, na minha maneira de ver as coisas, e essa é uma diferença que agora as pessoas estão começando a compreender, que um partido político não pode ser de gabinete”, define. “O sindicato tem partido? Na minha época a gente tinha a postura crítica sobre tudo e sobre todos, fato que nos faz pensar, nos leva ao diálogo e ao debate para crescermos juntos”, defendeu, lembrando que quando os trabalhadores organizados não assimilam a importância de simultaneamente se engajar na política partidária, elegendo seus próprios representantes, os grandes empresários se articulam e fazem isso muito bem, se elegendo e votando projetos de lei contra os trabalhadores.

“Quando esta ditadura acabar, nós vamos para um outro patamar: político, econômico e social. Vivemos num espiral e a nossa resistência pode nos levar, no fim desse ciclo, ao socialismo”, defende Athayde, que conta ter sido preso político na ditadura militar, mesmo sendo gerente do Banestado à época.

Por Paula Zarth Padilha
Foto: Joka Madruga/Agência PT
FETEC-CUT-PR


Fonte: http://www.terrasemmales.com.br/vigilia-e-palco-de-resistencia-devido-ao-respeito-do-ex-presidente-lula-a-participacao-social/