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A Centopeia humana 1 e 2- o lado asqueroso da psicopatia

3 de Novembro de 2014, 19:45 , por Rafael Pisani Ribeiro - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-sa)

A Centopeia humana, conta a história de Martin, que ao ser abusado pelo pai e desenvolver problemas sexuais começa a ter delírios sexuais. Sua mãe sente falta do pai e sempre culpa a Martin por ele ter sumido, chegando a tentar matá-lo uma vez. De certa forma, a mãe também precisa de ajuda , mas apesar de tudo seu próprio filho a mata.  Seu delírio é especificamente voltado a um filme chamado “A centopeia humana”, onde o personagem conecta 3 pessoas pelo intestino. Nego-me a descrever como ele fez isso. A razão para escrever sobre o filme foi o sentimento que causou, mas com um foco no segundo porque apesar de menos complexo que o primeiro segue a mesma linha, não valendo a pena falar dos dois juntos. A razão para escrever sobre o filme é o sentimento que causou, e por essa razão o foco será no segundo, que tem algumas diferenças do primeiro, ainda que o complemente.

O personagem do segundo filme de A Centopeia humana, aumenta essa conexão estranha para 12 pessoas. É um filme estranho e em comparação com o primeiro que apesar de ter tido pouco a ver com terror, mostra muito mais o lado doentio do médico com relação a sua “centopeia”, um pouco do sofrimento das vítimas e finaliza com a sobra da última vítima. O segundo filme é um terror bem sem sentido, que foca muito no sujeito em si e suas relações, a centopeia que fez é mera consequência. Talvez seja um tipo de terror psicológico, tentando trazer as causas do que fez e mostrando de forma forte o seu ato. Não o indico como filme de terror, talvez para análise da psicopatia.  Ainda assim, após ver o longa, percebi que em nada me acrescentou, mas ainda assim fiquei tentado a ver o segundo. Sentimento estranho esse,quer dizer, por causa disso, em algum ponto o diretor acertou.  O pior é: nenhum dos dois acrescentou nada. No filme existem alguns furos no roteiro.

Um deles é que as 12 pessoas sumiram a noite em um estacionamento e ninguém foi procurar. O culpado nem mesmo limpou os rastros de seu ato. Uma das vítimas teve a oportunidade de fugir e estranhamente não o fez, ficando próximo ao assassino. Pior, ele continuamente utilizou o carro de um cliente para transportar os corpos. É como se ninguém fosse a aquele estacionamento. Nesse sentido, supondo que seja aceitável o fato de pessoas “comuns” sumirem e ninguém fazer nada, uma pessoa famosa sumiu com o agente tendo o contato do responsável, e nada foi feito. O segundo  furo é que todas as vítimas foram extremante machucadas a tiros ou pés de cabra diversas vezes e ficaram sangrando por diversos dias sem morrer.

O terceiro é que o psicólogo responsável por Martin, claramente um psicanalista, quando descobre pela mãe que Martin tem dito várias vezes sobre uma “centopeia humana de 12 pessoas” faz uma interpretação selvagem e não investiga direito o fato, fazendo com que interpretasse como um símbolo fálico, e não em termos literais, como dizia o sujeito. O próprio psicólogo quase se tornou parte da centopeia. Por último, é que a forma como Martin fez a centopeia de 12 pessoas é impossível, isto é, a primeira com 3 pessoas já era de se duvidar, mas teoricamente o responsável era um grande cirurgião, havia então um grande conhecimento envolvido. Nesse caso, Martin aprendeu só vendo a explicação, o que não é nem próximo do necessário para tal feito, mesmo que seja possível. É claramente perceptível que o sujeito tinha patologias, e se não desenvolveu, estava desenvolvendo delírios. Na vida real, é provável que naquele tempo estivesse internado em um manicômio. Bem, tirando os furos de roteiro vamos pensar sobre o caso em si.

É estranho como em uma das caças as vítimas ele encontra um casal com filho e salva a criança. Outra obsessão era pela atriz do primeiro filme, que também se torna vítima do experimento, um amor tão forte que se torna ódio. O psicólogo adquire certa importância, pois ao invés de fazer parte da centopéia foi morto.  Curiosamente,a atriz é a primeira da fila da centopeia, e única a sobreviver. É perceptível o fato de ele se incomodar com o próprio delírio, e em alguns poucos momentos se dar conta. É um dos primeiros filmes que analiso e digo que pouco há para dizer.

Talvez possamos pensar no fato de ter inovado no ramo de terror, isto é, um terror “humano”, não em nível espiritual ou algo do tipo. Ainda assim bate um arrependimento de ver, apesar de só saber desse sentimento após ter visto.

Estranho como esse foi um sentimento comum a todas as outras análises que li sobre o filme. O que me tranquilizou foi ter assistido antes o Making of e visto que não houve tanta dor de fato. Ao menos no fim, tudo parece ter sido um delírio dele. É de fato nojento, e mereceu [1]ser banido da Inglaterra. O que me prendeu ao filme? Talvez o desejo de ver até onde sua loucura chegava. Talvez a única motivação que me faça escrever sobre esses 2 filmes, principalmente o segundo, é para dizer que não é para ser visto e dar um aviso as possíveis próximas vítimas.

 

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

 Escrito por: Rafael Pisani

 

Referências:

 

Disponível em: http://www.daiblog.com.br/2011/06/saiba-por-que-centopeia-humana-2-foi.html Redação do Daiblog/ http://www.daiblog.com.br . Data de acesso: 30 de Agosto de 2014

 

[1] Fonte de ter sido banido: http://www.daiblog.com.br/2011/06/saiba-por-que-centopeia-humana-2-foi.html

 




Tags deste artigo: análises de filme- sociológicos

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