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A pele que habito – o fim da própria existência

27 de Abril de 2015, 19:08 , por Rafael Pisani Ribeiro - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-sa)

No filme A Pele que Habito, Richard Ledgard, é um cirurgião plástico que após a morte da sua mulher, em um acidente de carro, se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo por causa das queimaduras. Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos como os da transgénese com seres humanos. No entanto, este não será o único delito que o cirurgião irá cometer.[1] (Link para assistir ao filme caso não tenha assistido http://www.verfilmesonlinebr.net/2012/03/a-pele-que-habito-dublado-ver-filme-online.html caso leia, isso irá aumentar a curiosidade em assistir o filme.)

Uma das dificuldades para escrever este texto, é falar sobre o filme sem revelar sua grande surpresa, apesar de ter de demonstrar sua essência, a questão abordada por ele. Umas das questões, colocada durante todo o tempo por vários aspectos, é a identidade através da autoimagem. Uma autoimagem física ou mental que difere do modelo ideal do sujeito, quando percebida, física e/ou psicologicamente pode levar a eventos trágicos de diversos tipos, como o filme claramente demonstra. Em complemento, também mostra como um evento traumático ocorrido com um ente querido para algum sujeito, pode atrapalhar a vida social, afetando a percepção sobre o mundo.

Esse efeito pode ocorrer em vários âmbitos, desde o abandono da vida social à tentativa inconsciente de recuperar o ente perdido, projetando-o literalmente em outro. Em termos das relações sociais, entre elas, relações familiares, é possível observar como envolvimentos doentios podem ocorrer em uma família. Isso acontece de diversas formas e níveis. Pior ainda, é quando um segundo evento traumático, mas dessa vez não fatal e relacionado com o primeiro ocorre. Para piorar, ao tentar resolver o problema do segundo evento, a vítima desse segundo evento enxerga nesse mesmo sujeito, vítima de dois grandes eventos traumáticos, que tenta resolver o problema, aquele responsável por sua ocorrência. Outra questão aparece por causa disso: meu ser mais querido tem medo de min, me enxerga como um monstro. É um momento onde toda a vida tem de mudar. Pois bem, a partir disso começa a questão principal do filme, abordada de forma direta, mas sempre de forma indireta anteriormente.

O que aconteceria a você, qual seria sua reação se de repente, de um jeito extremamente forçado alguém te fizesse habitar uma pele que não representa você em todos os sentidos possíveis? A partir desse ponto, a visão de todos os personagens se unem através de um mesmo evento, capaz inclusive de mudar toda a identidade e papel social da pessoa nessa situação. Sabendo essa mudança ter ocorrido em todos os sentidos. O pior não é nem mesmo a mudança, é a forma como ocorreu. A mudança foi gradual e seguindo sempre um caminho, que por sua vez era a projeção da visão de um sujeito que existe na lembrança de outro, criado em outro corpo. Considerando se isso ocorresse com você, isto é, habitasse uma pele não representativa de você em todos os sentidos, e capaz de mudar sua identidade e papel social por completo, o que faria?

O sujeito exemplificado no filme escolheu a Yoga. Mas a mudança foi tão completa, tão grande que nem marcar o tempo de vivência preso em um só local foi permitido marcar. Como provar a sua própria existência se a pele habitada por você não te representa?  Só quem irá reconhecer você, como se reconhece é você mesmo, pois é algo intrapsíquico. O que fazer com aquele ser capaz de fazer isso com você, de um jeito forçado sem a mínima chance de reação, e mesmo que houvesse extremamente custosa social e psiquicamente? Como saber quem você é? Que tipo de relação desenvolver com tal sujeito, sendo ele o único que pode se relacionar?

Em termos gerais, uma pergunta escapa: você desejaria ficar vivo nessa situação? Quer descobrir qual foi essa mudança? Se sentiu confuso com algumas partes do texto?Veja o filme e tudo irá se tornar compreensível.

Lembrem- se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani
Edição feita por: Stephanie Mendes.

Referências:

Disponível em: http://www.verfilmesonlinebr.net/2012/03/a-pele-que-habito-dublado-ver-filme-online.html  ver filmes online/  http://www.verfilmesonlinebr.net   Data de acesso: 25 de abril de 2015

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[1]Fonte da Sinopse:  http://www.verfilmesonlinebr.net




Tags deste artigo: análises de filme- sexualidade

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