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Educação e movimentos sociais

23 de Agosto de 2014, 18:40 , por Rafael Pisani Ribeiro - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-sa)

 

Atualmente tem-se acentuado as lutas sociais- vários grupos vem sendo criados, outros criando força- por isso muitas pessoas se juntam as lutas sociais. Lutam com toda a força, cada um com sua ideologia, métodos e um mesmo objetivo, senão próximos- o de melhoras sociais. Há um conflito entre opressores e oprimidos, isto é, elites econômicas dominantes e o governo (seja qual for o modelo adotado) oprimindo os movimentos sociais. Politicamente falando, isso se traduz em diferentes partidos (divididos em direita e esquerda) com ideologias diferentes e formas de agir distintas.

Ficou convencionado que partidos de direita são os presentes no poder, de esquerda fazem oposição e eles. Em sua relação, os opostos, ou simplesmente diferentes se colocam como inimigos e, enquanto possuindo o poder batalham por ele usando meios jurídicos e legais. Quando o partido no poder apóia a elite econômica, consequentemente o povo como um todo se torna vítima, pilar para a sustentação do sistema e escravo dele, isto é, o Imperialismo Americano.

  Existem duas formas de se manter a ordem. Michel Foulcault- um grande filosófo afirmou em seu livro “Vigiar e punir” existir três formas como a sociedade se organizou. Suplício, representação e disciplina. Suplicio eram os castigos aplicados pela igreja na idade média. Baseado no medo de ocorrência do evento com si mesmo pela platéia, e em castigos corporais. A representação vem em evolução ao primeiro, pois, viu-se bastante falha em seu funcionamento. É baseado em representação mental de crime-pena. A disciplina é uma das fases com maior tendência a perfeição em seu objetivo. Ela contém em si os princípios do suplício e da representação, mas, agora são só uma parte.

Os princípios objetivos da disciplina são o controle mínimo de tudo o que possa ser feito explicitamente ou implicitamente e o controle de cada detalhe relativo ao cotidiano da pessoa. Isso veio a acontecer porque, já nos meios comerciais, havia uma multidão para ser controlada, então, o ideal era ter de evitar controlá- los pela força. A moral talvez seja uma disciplina. Teve aplicação inclusive a exércitos, não mais camponeses escolhidos aleatoriamente, e sim soldados treinados.

  Tudo é seguido da arte das distribuições. Em relativo à prisão, o grupo é colocado em um espaço físico fechado livre de influências externas ou internas que contrariem a regra geral imposta. Isso precisa ser adaptado a cada local e é aplicado metodológicamente. O espaço físico pode ser traduzido em mental, no caso dos não detentos. Esse método era também aplicado as fábricas, que funcionavam pelo mesmo método do presídio. O que torna efetivo tal tratamento são seus elementos.

Primeiro é controlado todo o horário da pessoa, seja ela detento, trabalhador ou “pessoa livre”. Evolui para um controle anátomo-cronológico, isto é, até os movimentos decorridos em um período de tempo são controlados em seus mínimos detalhes, para que virem processos automáticos. Formando a correlação corpo- gesto- um corpo bem disciplinado cria o contexto da realização do mínimo gesto. O treinamento do exército segue essa mesma lógica adicionando outras técnicas.  A divisão em segmentos sucessivos ou paralelos com um objetivo específico. Além da criação de um esquema analítico separador dos elementos mais simples aos mais complexos. E finalmente, certificar um tempo para o término da atividade objetivando ver se o indivíduo atingiu o nível necessário. Garantindo a conformidade em relação aos outros e percebendo suas diferenças em relação aos mesmos.

É uma forma válida não só ao exército, também a vida prática, formação em fábricas e mesmo a escola. Todas essas técnicas podiam ser aplicadas a uma massa. A questão é a exigência de um sistema de comando com o poder de formar uma massa compacta aproveitadora das aptidões individuais dos elementos. A especificidade da disciplina descrita por Foucault é chamada de Panoptismo. Ou seja, é feito todo um esforço para educar a massa segundo a ideologia dominante fazendo-a entender a posição que deve ficar e o que pode fazer. Especificamente falando, a liberdade é fazer aquilo que se pode, o que a lei permite, ou ainda pior, é ser livre para fazer aquilo que deve fazer.

O êxito foi obtido e um exemplo é a sociedade moderna. Dessa forma as pessoas permitem que o sistema perpetue existência até os tempos atuais onde indivíduos diferenciados são chamados de loucos e, por saírem da linha recebem a punição. Ela é um mecanismo secundário aparecendo quando a educação falha. O termo “educação” nesse sentido pode se equivaler a adestramento, então assim como adestramos cães, os pais adestram os filhos. Na sociedade moderna, a educação através da mídia, moral, escolas e faculdades pode falhar em seu objetivo. Isto é, fazer com que o indivíduo se torne cidadão e aceite a ordem das coisas como é- ou ao menos não concorde e não tente mudá-las. Assim a repressão se torna necessária para a não ocorrência do caos na ordem, portanto, é uma sociedade muito mais disciplinadora do que repressora.

Leis são criadas para fortalecer a ordem, legalizando a punição e proibindo os contrariantes. Um ciclo é formado onde o indivíduo acaba por concordar e até defender a situação. Uma das formas de fazê- lo é fornecer somente o conhecimento necessário para que isso se mantenha, fazendo a pessoa acreditar ser a única fonte e um conhecimento totalmente verdadeiro. Apesar de tudo isso, uma minoria deixa de ser domada e consegue obter conhecimento de outras fontes, indo a luta contra a situação atual. Quais os métodos para que a luta seja efetiva?  Fica claro então, que a educação é necessária para a melhora social.

Lembrem-se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

 


Tags deste artigo: movimento estudantil

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