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Textos sobre Skinner: Texto 1 Os determinantes do comportamento

19 de Março de 2014, 15:39 , por Rafael Pisani Ribeiro - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Licenciado sob CC (by-nc-sa)

 

  Muito se fala sobre a complexidade das ideias de Skinner e a verídica dificuldade de seu estudo. Por isso houve a produção de 4 textos sobre o tema na tentativa de cooperar com sua compreensão. O tema de hoje são os determinantes do comportamento. Existem os três níveis: Filogenético, Ontogenético e Sóciogenético.

  O filogenético são as características da espécie. Nesse nível animais quadrúpedes serão sempre quadrúpedes, voadores sempre voadores. Animais que nascem em ovos vão sempre nascer em ovos, assim como os que botam ovos irão sempre botar. Também estão incluídos os comportamentos típicos da espécie. Assim, patos quando nascem irão sempre seguir a mãe[1], leões, tigres leopardos irão sempre comer carne e animais herbívoros irão sempre comer folhas. Seres humanos não irão voar ou botar ovos e serão sempre bípedes.  Comportamentos típicos de seres humanos nesse nível podem ser o de piscar frente à luz no olho, o ato de sugar em bebês, tirar a mão ao colocá-la em um lugar quente etc... Dessa forma constituem o chamado reflexo incondicionado de Pavlov e, exceto alguns indivíduos com nascimento falho, como por exemplo, um ser humano sem braços ou pernas, muitas das características irão continuar, afinal ainda pertence à espécie humana. A unidade de seleção nesse nível é o gene, e a conseqüência a vantagem evolutiva[2]. Já a ontologia é mais especifica.

  A ontologia são as características individuais de um membro de uma espécie. Assim, mesmo tendo características comuns um animal pode ser maior ou mais rápido que outros da mesma espécie. Um organismo pode ter características físicas maiores ou menores, assim como um ser humano pode ter características pessoais que diferem de outros seres humanos, isto é, o histórico comportamental do organismo o faz diferir de outros para além do lado biológico. Assim, se incluem nesse nível as características individuais e a “pessoa” do organismo, isto é, os sentimentos, pensamentos, o que é interno dele e só ele sabe. A unidade mínima de seleção nesse nível é o operante, ou seja, um comportamento que opera no ambiente e o altera, e a conseqüência é o reforço[3], ou seja, um estímulo que aumenta a probabilidade da ocorrência de um comportamento - quanto mais ocorrer maior a probabilidade de o comportamento se repetir. Se um animal ou ser humano se alimentar ou se reproduzir estão incluídos no nível filogenético, mas se por alguma razão for um reforço passa a ser do nível ontogenético.[4] Já o sociogenético é mais complexo.

  Pode ser definido como o ambiente físico e contexto momentâneo do individuo. A palavra contexto, no entanto, tem um melhor uso. Isso porque ambiente físico designa só o que está presente, enquanto contexto faz alusão também ao ambiente social. Em um contexto vários estímulos se encontram, portanto, é possível estar em uma sala rodeado de pessoas e objetos e o indivíduo estar fazendo algo específico, como digitar um texto em um computador. Ainda assim, mesmo que outro individuo estivesse nesse mesmo contexto fazendo a mesma coisa seria diferente. Isso porque o histórico comportamental de um é diferente de outro.  Por isso, o ser humano é multifatoriado. De forma geral, isso torna o comportamento humano complexo e organismo como um todo ainda mais. A unidade mínima de seleção nesse nível é a prática cultural, e a conseqüência o reforço mediado por pessoas[5]. Agora vamos a exemplos incluindo os três níveis.

  Um indivíduo pode ter predisposição genética a ter diabetes, uma ontogênese que favorece o aparecimento da doença com comidas cheias de açúcar e não ter em sua prática cultural o hábito de praticar atividades físicas. Ou mesmo pode não ter predisposição a doença alguma, mas ter um histórico comportamental que favoreça ao aparecimento de alguma doença.[6]Um homem pode ser alto por sua genética, mas nada garante que ele faça proveito disso para se tornar jogador de basquete ou vôlei. É preciso que a ontogênese e nível cultural criem um histórico comportamental para que isso ocorra. Assim, na interação entre o nível Filogenético, Ontogenético e Sócio cultural se qualquer elemento for mudado, toda uma história de vida é mudada. Esse é o modelo de seleção pelas conseqüências de Skinner.

Lembrem-se de referenciar a fonte caso utilizem algo deste blog. Dúvidas, comentários, complementações? Deixe nos comentários.

Escrito por: Rafael Pisani

Referencias bibliográficas

Disponível em: http://obesidadeeac.blogspot.com.br/2010/08/analise-do-comportamento-os-niveis-de.html . Larissa Cristina da Silva Portela /http://obesidadeeac.blogspot.com.br  . Data de acesso: 30 de julho de 2013

 

Disponível em: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2010/10/3niveis.html . Alessandro Vieira dos reis/Olhar comportamental Sobre Design e Tecnologia  . Data de acesso: 30 de julho de 2013

 

Seleção por conseqüências; B.F. SKINNER; Disponível em:http://www.bfskinner.org/bfskinner/Brazil_files/Selecao_por_consequencias.pdf   . Revista de publicação: Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva; 2007, vol. IX, numero 1, páginas 129-137, ISSN 1517-5545;  Data de acesso: 30 de julho de 2013



[2] Fonte sobre a unidade mínima de seleção e consequência: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2010/10/3niveis.html

[3] Fonte da consequência ser o reforço: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2010/10/3niveis.html

[4] Fonte sobre comportamento ser de nível filogético ou ontogenético: http://www.bfskinner.org/bfskinner/Brazil_files/Selecao_por_consequencias.pdf

[5] Fonte da unidade mínima de seleção e consequência: http://olharbeheca.blogspot.com.br/2010/10/3niveis.html

[6] A idéia de exemplos relacionados á saúde veio do seguinte site: http://obesidadeeac.blogspot.com.br/2010/08/analise-do-comportamento-os-niveis-de.html

 


Tags deste artigo: behaviorismo

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