Inglaterra diz que desmatamento no Brasil afeta chuvas no exterior???
12 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários aindaÉ o que aponta estudo da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e do Centro de Ecologia e Hidrologia do Conselho de Pesquisa Ambiental Britânico: o ar que passa sobre grandes áreas de floresta tropical produz pelo menos duas vezes mais chuva do que o que se move através de áreas com pouca vegetação
A perda de floresta tropical pode afetar pessoas a milhares de quilômetros de distância, de acordo com um novo estudo. O desmatamento pode causar uma grave redução das chuvas nos trópicos, com graves consequências para as pessoas, não só nesta região, mas em áreas vizinhas, disseram pesquisadores da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e do Centro de Ecologia e Hidrologia do Conselho de Pesquisa Ambiental Britânico.
O ar que passa sobre grandes áreas de floresta tropical produz pelo menos duas vezes mais chuva do que o que se move através de áreas com pouca vegetação. Em alguns casos, florestas contribuem para o aumento de precipitação a milhares de quilômetros de distância, de acordo com o estudo publicado na revista Nature.
Considerando as estimativas futuras de desmatamento, os autores afirmam que a destruição da floresta pode reduzir as chuvas na Amazônia em 21% até 2050 durante a estação seca.
"Nós descobrimos que as florestas na Amazônia e na República Democrática do Congo também mantêm a precipitação nas periferias destas bacias, ou seja, em regiões onde um grande número de pessoas depende dessas chuvas para sobreviver", disse o autor do estudo, Dominick Spracklen, da Escola sobre a Terra e o Ambiente da Universidade de Leeds.
"Nosso estudo sugere que o desmatamento na Amazônia ou no Congo poderia ter conseqüências catastróficas para as pessoas que vivem a milhares de quilômetros de distância em países vizinhos."
Fonte: Brasil247
Verdade???
Ou mais uma mentira para terem controle sobre a Amazônia???
Então, não seria correto também discutir a reconstituição das florestas temperadas, há muito tempo dizimadas?
Na Europa e nos Estados Unidos, boa parte das florestas foram destruídas.
Por que ninguém exige o reflorestamento do Mid-West Americano e da Europa?
Abaixo coloco uma "fábula" que encontrei no blog carnavalehistoria para despertar a memória dos ingleses.
(Burgos Cãogrino)
Havia um Imperador, chamado Brasil, dono de uma imensa terra, num continente,
onde existiam outros imperadores. Suas terras eram tantas que o Imperador Brasil, possuía
reis que governavam pedaços de suas terras. Elas eram muitas realmente, se dividiam em regiões
que recebiam o nome de seu rei.
Um desses reis chamava-se Amazonas. Esse rei era responsável pelo ecossistema mundial
de responsabilidade do Imperador Brasil. O reino de Amazonas era belíssimo, coberto por matas
virgens, grandiosos rios, que durante milênios, viveram desconhecidos do resto do mundo.
Amazônica entre rios e igarapés. Tinha como companhia as florestas, seus mistérios e lendas das
tribos indígenas - povos que viviam na terra de seu pai.
árvore o sangue da terra, um líquido branco e viscoso do qual os índios faziam bolas para as crianças
brincarem. Mal sabendo que ali estava parte da grande fortuna que se encontrava escondida no reino
de seu pai, que faria o Imperador Brasil ser rico e respeitado em todo o mundo.
que falava com ela. Todos os dias a Rainha Inglaterra perguntava ao espelho se existia alguém mais
rica do que ela ao que o espelho sempre lhe respondia que não.
Certo dia, ao perguntar ao espelho se existia alguém mais rica do que ela o espelho
respondeu-lhe que em um continente distante um Imperador tinha descoberto em suas terras,
governadas por um rei de nome Amazonas, um líquido branco que valia tanto ou mais que o ouro.
O Rei Amazonas começava a desenvolver seu reino, através de sua filha, a princesa Manaus, que, a cada
dia se enriquecia mais e se embelezava mais, dentro dos padrões mais requintados da Europa.
A Rainha Inglaterra mandou então um emissário vir observar o que se passava por essas terras
e fiscalizar a vida da Princesa Manaus. Ao chegar as terras do Rei Amazonas, o emissário viu que a
princesa Manaus vivia o auge da bela época, que possuía um belíssimo teatro, casas de chá, coqueterias
e que, no meio da selva do Rei Amazonas, uma riquíssima cidade transbordava de luxo, onde os Barões da
Borracha acendiam seus charutos Havana, com notas de 500 mil Réis.
“Amazonas”. Certo dia, ela levou, sem que ninguém soubesse, setenta mil espécies da planta que brotava
o líquido que valia tanto ou mais que ouro, para serem plantadas em seus terrenos na Malásia. Tal
atitude caiu como veneno para a Princesa Manaus, fazendo-a adormecer num sono profundo durante quase
dois séculos, coberta pela vasta floresta Amazônica.
Durante todo esse tempo que a Princesa Manaus permaneceu em seu sono encantado, vítima do
veneno da Rainha, as fadas madrinhas Flora (responsável por todas as florestas e matas), Fauna (responsável
por todos os seres viventes da floresta) e Eco (responsável pelo ar e a camada de ozônio da Terra),
lançaram-lhe uma promessa: que a Princesa Manaus haveria de despertar desse sono profundo, através de um beijo que lhe haveria de ser dado por um príncipe espacial.
que um dia ela foi visitada pelo Príncipe da Tecnologia, que tinha ouvido falar sobre ela. Ao ver a
Princesa, não hesitou em beijá-la, acordando-a para seu futuro. Um futuro de progresso, seu, de seu pai,
o Rei Amazonas, e de seu Imperador, Brasil.
Israel – Livros didáticos para desumanizar um povo (2012)
12 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários ainda
Os Palestinos nos Livros Escolares de Israel (Nurit Pele-Elhanan)
Neste documentário, Nurit Peled-Elhanan fala de sua pesquisa relacionada com o conteúdo dos livros didáticos de Israel. Ela expõe em detalhes como estes livros são elaborados com o objetivo de desumanizar o povo palestino e fomentar nos jovens estudantes israelenses a base de preconceitos que lhes permitirá atuar de forma cruel e insensível com o mesmo durante o serviço militar.
Conforme explica Nurit Peled-Elhanan, a construção de mundo feita a partir dos livros didáticos, por serem as primeiras a se sedimentarem na mente das crianças, são muito difíceis de serem erradicadas. Daí a importância que o establishment israelense dedica à ideologia a ser transmitida nos livros didáticos. Neles, os palestinos nunca são apresentados como seres humanos comuns. Nunca aparecem em condições que possam ser consideradas normais. Segundo Nurit Peled-Elhanan, não há nesses livros nem sequer uma fotografia de um palestino que mostre seu rosto. Eles são sempre apresentados como constituindo uma ameaça para os judeus.
Fonte: DOCVERDADE, Caminho Alternativo
O modo liberal de comandar o mundo: “progridam” ou matamos vocês!
11 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários aindaQual o mais poderoso e mais violento “-ismo” do mundo? A resposta automática será “islamismo”, agora que o comunismo saiu do olho do alvo. Mas a resposta certa, escreveu Harold Pinter, “praticamente nunca foi gravada, senão superficialmente, jamais foi documentada nem reconhecida”, porque é a única ideologia que se apresenta como não ideológica; nem de direita, nem de esquerda; e que se apresenta como a suprema solução, é o liberalismo.
Por John Pilger
Em seu ensaio de 1859, On Liberty, ao qual liberais modernos rendem homenagens, John Stuart Mill descreveu o poder do império. “O despotismo é modo legítimo de governo no trato com bárbaros”, escreveu, “desde que o objetivo seja o progresso deles, seu aprimoramento; e o meio, justificado, porque realmente leva àquele resultado.” Os “bárbaros” eram vastas porções da humanidade cuja “obediência implícita” se exigia. O liberal francês Alexis de Tocqueville também acreditava firmemente que a conquista sangrenta sobre outros seria “um triunfo da cristandade e da civilização” que estaria “claramente predeterminado na visão da Providência”.
“É mito elegante e conveniente que os liberais sejam pacificadores, e os conservadores, pró guerras”, escreveu o historiador Hywel Williams em 2001, “mas o imperialismo à moda dos liberais pode ser mais perigoso, por sua natureza ilimitada, sem prazo para acabar – a convicção de que representaria uma forma superior de vida [ao mesmo tempo em que nega] o próprio fanatismo arrogante”. Tinha em mente, naquele momento, um discurso de Tony Blair, proferido imediatamente depois dos ataques do 11/9/2001, no qual Blair prometeu “reordenar esse mundo à nossa volta” segundo seus próprios “valores morais”.
Um milhão de mortos – só no Iraque – no mínimo, depois daquele discurso, esse perfeito tribuno do liberalismo vive hoje como empregado pago pelo tirano que governa o Cazaquistão, com salário de 13 milhões de dólares [1].
Os crimes de Blair não são raros. Desde 1945, mais de 1/3 dos países-membros da Organização das Nações Unidas, ONU – 69 países – padeceram de uma ou de várias das seguintes desgraças. Foram invadidos; tiveram governos derrubados; movimentos sociais foram reprimidos; as eleições foram subvertidas e a população, bombardeada. O historiador Mark Curtis estima em milhões o número de mortos. Esse foi, principalmente, o projeto desse campeão liberal, os EUA, cujo celebrado presidente “progressista”, John F Kennedy, como pesquisa recente acaba de demonstrar, autorizou o ataque a bombas contra Moscou, na crise dos mísseis em 1962. “Se temos de usar a força”, disse Madeleine Albright, secretária de Estado dos EUA no governo liberal de Bill Clinton, “é porque somos os EUA. Somos a nação indispensável. Estamos acima. Vemos mais longe, no futuro”. Difícil encontrar definição mais compacta do mais violento moderno liberalismo.
A Síria é projeto antigo. Eis um excerto de um telegrama conjunto, da inteligência dos EUA e do Reino Unido, que vazou:
Para facilitar a ação das forças liberativas [sic] (...) esforço especial deve ser feito para eliminar alguns indivíduos chaves [e] para dar prosseguimento aos distúrbios internos na Síria. A CIA está preparada, e o SIS (MI6) tentará montar ações menores de sabotagem e incidentes de golpes de mão [sic] dentro da Síria, trabalhando mediante contatos com indivíduos (...) um necessário grau de medo e (...) conflitos provocados de fronteiras garantirão um pretexto para intervenção (...) CIA e SIS devem usar (...) capacidade no campo psicológico, e nas ações de campo, para aumentar a tensão.
Foi escrito em 1957, embora só tenha vindo à tona em recente relatório do Royal United Services Institute (RUSI), intitulado A Collision Course for Intervention [Uma rota de colisão para intervenção] [2], cujo autor diz, fingindo que adivinha: “É altamente provável que algumas forças especiais e fontes de inteligência ocidentais já estejam na Síria há tempo considerável”. E assim vão acenando com uma guerra mundial, a partir da Síria e do Irã...
Israel, a violenta criação e criatura do ocidente liberal, já ocupa parte da Síria. Não é novidade: israelenses fazem piqueniques nas Colinas do Golan e dali assistem à guerra civil dirigida pela inteligência ocidental a partir da Turquia e financiada e armada pelos medievalistas que reinam na Arábia Saudita. Já tendo roubado praticamente toda a Palestina, atacado o Líbano, matado de fome o povo de Gaza e construído vasto arsenal ilegal de armas atômicas, Israel é mantido à parte da atual campanha de desinformação orientada ao objetivo de instalar fregueses fiéis do ocidente em Damasco e Teerã.
Dia 21 de julho, o colunista Jonathan Freedland do Guardian ameaçava que “o ocidente não se manterá isento por muito tempo (...) Ambos, EUA e Israel olham ansiosos as armas nucleares e as armas químicas da Síria, que hoje se diz que estariam destravadas e em movimentação, temendo que Assad decida desencarnar numa nuvem radiativa de glória.” Quem disse? Os “especialistas” e “jornalistas” de sempre.
Como eles, Freedland também deseja “uma revolução sem a total intervenção que se fez necessária na Líbia”. Segundo números do próprio Freedland, a OTAN realizou 9.700 “voos-ataque” contra a Líbia, dos quais mais de um terço contra alvos civis. Usaram-se mísseis com ogivas de urânio. Vestígios podem ser encontrados nas fotos das ruínas de Misrata e Sirte e nas covas coletivas, já localizadas pela Cruz Vermelha. Ou que se leia o relatório da Unicef sobre crianças mortas, “a maioria das quais com menos de dez anos”. Como a destruição da cidade iraquiana de Faluja, não se noticiaram esses crimes, porque a imprensa, usada como instrumento para desinformar é arma de ataque já plenamente integrada ao arsenal ocidental.
Dia 14 de julho passado, o Observatório Líbio de Direitos Humanos, que fez oposição ao regime de Kadafi, relatava: “A situação dos direitos humanos na Líbia é hoje muito pior que durante o governo de Kadafi.” Ações de limpeza étnica são regra. Segundo a Anistia, a população da cidade de Tawargha “continua impossibilitada de voltar, porque suas casas foram saqueadas e queimadas”.
Entre os acadêmicos do planeta anglo-norte-americano, teóricos influentes, conhecidos como “realistas liberais”, ensinam há muito tempo que os imperialistas liberais – expressão que jamais empregam – são os pacificadores do mundo, e gerentes especializados em gestão de crises, não a causa da crise. Extraíram do estudo das nações toda e qualquer consideração sobre humanidade, e congelaram seus saberes num jargão que serve bem ao poder de fazer guerras. As nações são analisadas como cadáveres em mesa de dissecação e autópsia. Assim identificaram “estados falidos” (nações difíceis de explorar) e “estados bandidos” (nações que resistem à dominação ocidental). Que o regime seja democrático ou ditatorial, não faz diferença. O mesmo vale para os que são contratados para fazer o serviço sujo.
No Oriente Médio, desde o tempo de Nasser, até a Síria de hoje, sempre houve liberais islamistas colaboracionistas aliados aos liberais ocidentais; agora, o ocidente está aliado a Al-Qaida. E noções de democracia e direitos humanos, já completamente desacreditadas, servem ainda como fantasia retórica para encobrir as ações de conquista “como se exige”.
Plus ça change...
Notas dos tradutores:
Tony Blair
[1] Tony Blair também arrecada lá seu dinheirinho de empresários paulistas, nobremente a serviço da “melhoria de gestão” do governo do Estado de São Paulo, Brasil, contribuição desinteressada que o governador Alckmin, da social-democracia (só rindo) paulista, aceitou lépido. Há notícia sobre isso, do dia 27/8/2012, no jornal O Estado de São Paulo, em: “Tony Blair prestará consultoria ao governo de São Paulo”. Aí se lê que “a consultoria será prestada por meio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que implantará um projeto de modernização de gestão que custará R$ 12 milhões ao longo de um ano”. Dinheiro excessivo, que a Vila Vudu jamais pagaria a homem sem qualquer especialização reconhecida e que, há uma década, alardeava que obrava para “reordenar esse mundo à nossa volta”, com o resultado que hoje se constata. Mas, sim, claro, é possível que arrange negocinhos para os empresários paulistas que pagam-lhe o michê.
[2] 25/7/2012 Syria Crisis Briefing, Michael Clarke em: “A Collision Course for Intervention” (em .pdf)
Fonte: Redecastorphoto
Traduzido pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu
Imagem: Google (colocada por este blog)
Estados Unidos atacam soberania comercial brasileira
11 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários aindaO governo imperialista dos Estados Unidos atacou duramente o Brasil, acusando a política comercial do país de “protecionista”. Para o decadente império, epicentro da crise econômica e financeira mundial, as medidas adotadas pelo governo brasileiro de estabelecer algumas barreiras comerciais são “inconsistentes com os compromissos assumidos pelo Brasil”. A Casa Branca emitiu comunicado assinalando estar “perplexa” com o caminho adotado por Brasília.
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| Michael Punke |
Na semana passada, o Brasil elevou tarifas de importação para cem produtos. Legalmente, o Brasil não violou nenhuma regra. Na OMC, o Brasil tem o direito de elevar tarifas até 35% e, hoje, mantém uma média de impostos aplicados de cerca de 12%. Segundo a decisão da Camex, as tarifas foram colocadas em cerca de 25%.
O jornal O Estado de S.Paulo, cujo entreguismo é notório, estampou manchete em sua edição na internet nesta quarta-feira (12) referindo-se ao ataque estadunidense ao Brasil. Praticamente o jornal da família Mesquita dá razão às acusações do país do Tio Sam, dizendo que o governo Obama ataca o “protecionismo brasileiro”.
O diário paulista informa que os negociadores comerciais consultados por sua reportagem na Organização Mundial de Comércio (OMC) alertam que o problema é que o Brasil sinaliza que está indo “na direção contrária” ao que se esperava com a abertura de mercados e das próprias promessas feitas pelo governo no G-20. Pior, informa o jornal, poderia servir de exemplo para outros emergentes, tentados a também elevar barreiras.
O embaixador norte-americano na OMC, em seu destempero, chegou ao ponto de mandar um recado nada diplomático ao Itamaraty: “Estamos extremamente preocupados” (...) “Ficamos perplexos pela direção que o país toma”. A reportagem do Estadão indica ainda que o embaixador criticou também “a onda de medidas protecionistas na Argentina”.
Entidades como o Global Trade Alert já indicaram em junho que o Brasil havia sido o país com o segundo maior número de medidas protecionistas desde o começo do ano.O Brasil era superado apenas pela Argentina. Em outro levantamento, a Câmara Internacional de Comércio apontou o Brasil como o país mais fechado do G-20.
Com a palavra o Itamaraty e a área econômica do governo da presidenta Dilma Roussef. Mas é preciso responder à seguinte pergunta: Nas relações comerciais com o Brasil, os norte-americanos se queixam mesmo de quê? O superávit comercial dos Estados Unidos com nosso país foi em 2011 de US$ 8,1 bilhões, algo estranho e raro na atualidade, quando os Estados Unidos são o país mais deficitário do mundo em termos de comércio exterior.
O problema parece ser outro. A importância estratégica, comercial e econômica do Brasil cresceu muito nos últimos anos. Apesar das desigualdades sociais, temos um mercado interno pujante e a economia grande potencial de desenvolvimento, o que faz crescer a ambição norte-americana, que só se pode concretizar se tivermos uma economia fraca, aberta, desregulamentada, desindustrializada, inundada pelos produtos estadunidenses.
O problema é que se a importância da economia brasileira cresceu, diminuiu a dependência em relação à economia norte-americana. Os Estados Unidos já foram deslocados da posição de primeiro parceiro comercial do Brasil, que perderam para a China.
É preciso ainda lembrar que até hoje o imperialismo norte-americano não engoliu a derrota que sofreu com a rejeição da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), plano expansionista e neocolonista que previa a anexação das economias da América Latina e Caribe pelos Estados Unidos. Hoje a realidade é outra. A integração que vingou foi a do Mercosul, Unasul, Celac e Alba, onde decidem países e povos soberanos.
A linguagem e as práticas prevalecentes nos países imperialistas e na OMC continuam sendo as do protecionismo dos paises ricos. Os Estados Unidos acham que podem estabelecer barreiras aos aviões da Embraer, ao etanol, estas últimas suspensas apenas recentemente, bloquear Cuba e impor restrições a países com governos anti-imperialistas. Proteger a economia nacional com barreiras dentro da legalidade da própria OMC é “proibido”, de acordo com a lógica imperial.
Fonte: Redação do Vermelho, com informações de O Estado de S.Paulo, edição na internet
Imagem: Google (colocadas por este blog)
30 anos de impunidade – Israel e o massacre de Sabra e Chatila
10 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários ainda“ Escute, eu sei que você está gravando, mas eu pessoalmente gostaria de ver todos eles mortos ... Eu gostaria de ver todos os palestinos mortos porque são uma doença em qualquer lugar que vão.”
Tenente do Exército israelense, Líbano, 16 de junho de 1982.
Luciana Garcia de Oliveira (*)
Carta Maior
Em memória de um dos golpes mais devastadores para o povo palestino, estão previstas para o mês de setembro, várias atividades com o objetivo de resgatar a história do episódio conhecido mundialmente como o massacre de Sabra e Chatila. A programação contará com uma exposição de fotos e sarau poético na Biblioteca Municipal Alceu Amoroso Lima, em São Paulo, debate, seguido da exibição do premiado filme Valsa com Bashir de Ariel Forman, no auditório do clube Homs, no dia 18 de setembro, além da coletânea de artigos no caderno especial da Palestina, da ZUNÁI – revista de poesia e debates.
Três décadas se passaram do episódio considerado como um dos mais sangrentos nas últimas décadas. Mesmo diante de um crime de enorme proporção, são muito poucos que conhecem de fato a história das guerras do Líbano com todos os detalhes. Talvez esse seja o motivo pelo qual, o cenário do que foram os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, tenha tido poucas mudanças efetivas. De acordo com diversos correspondentes internacionais que visitam esses locais hoje, os cerca de 13 mil refugiados que vivem em Chatila, além de conviverem com os traumas do passado, sobrevivem com um presente de miséria e abandono.
A mudança deve-se ao fato de que Sabra, deixou de ser reconhecido como campo de refugiados, convertendo-se em um dos bairros mais miseráveis de Beirute, sem que haja reconhecimento desses locais como parte do país. Não há coleta de lixo e nem quaisquer serviços públicos, o que torna a situação de moradia e saúde muito mais alarmante do que podemos imaginar.
O pouco conhecimento se deve principalmente ao fato de haver poucos vestígios das lembranças do massacre de Sabra e Chatila. Mesmo diante do boicote israelense na época, as imagens ainda existentes em vídeos e fotografias, podem traduzir com fidelidade o desespero dos sobreviventes diante de centenas de corpos empilhados e ou enfileirados nas ruas estreitas de terra, cercada por casas simples e muitos barracos.
Lembranças traumáticas vividas à partir da noite do dia 16 de setembro de 1982, no instante em que os refugiados palestinos foram surpreendidos com a iluminação de sinalizadores de fogo disparados no céu, clareando a noite. Nessa altura, a população dos campos não pode imaginar o que seriam as primeiras movimentações israelenses para proteger e garantir a entrada das forças falangistas (milícias da extrema direita cristã libanesa) nos campos de refugiados.
O medo e o terror foram imediatamente instalados, quando muitos tanques cercaram a entrada e a saída dos campos. A partir daí Israel e as milícias falangistas deram início à 62 horas de pura violência contra a população civil palestina. Estima-se que esse episódio tenha tido no mínimo, um saldo de 3 mil mortes, entre idosos, mulheres e crianças, em sua maioria.
Israel teria invadido o Líbano em represália ao assassinato de um embaixador de Israel em Londres por um palestino que supostamente vivia no campo de Chatila. Dentro desse mesmo contexto de guerra civil libanesa, o Exército israelense entra em acordo com os chefes das milícias cristãs para viabilizar a invasão dos dois campos de refugiados. O agravante estaria na constatação de que pouco dias antes do atentado, Israel e Palestina haviam assinado um cessar fogo, intermediado por um enviado norte-americano, Philip Habib, que resultou no consentimento palestino pela saída de todos os integrantes da Organização de Libertação da Palestina (OLP) da capital libanesa. Fato que reafirma o massacre civil de uma população absolutamente indefesa.
Naquele instante, o então Ministro da Defesa de Israel não cumpriu com o acordo e permitiu que a Falange entrasse nos campos e realizasse o massacre. Ao mesmo tempo, o Exército de Israel detinha o controle da entrada e saída dos campos. Testemunhas relataram que muitas mulheres grávidas e com crianças de colo foram sumariamente impedidas de saírem dos campos. Alguns dias após o massacre e ainda durante o cerco em Beirute, a OLP acusou Israel de empregar táticas semelhantes às utilizadas por Adolf Hitler contra os judeus, durante a Segunda Guerra Mundial.
Os responsáveis pelo massacre nunca foram punidos. Ariel Sharon, chegou a ser condenado pelas Nações Unidas, porém nunca foi penalizado de fato. Ao contrário, continuou exercendo impunemente sua carreira política em diversos cargos dentro do Ministério de Israel.
A impunidade e a injustiça estão absolutamente divulgados no chamado relatório da comissão Kahan, datado de 1983, documento pelo qual o jornalista Robert Fisk não se furtou em classificar o massacre como o resultado “da obsessão selvagem de Israel com o terrorismo”. Em sua obra Pobre Nação ressaltou: “Os israelenses retrataram o documento como uma poderosa evidência de que sua democracia ainda brilhava como um farol sobre as ditaduras dos outros Estados do Oriente Médio” (FISK, 2001, p. 518). Mesmo diante dessa constatação, ao analisar o texto desse documento oficial, é possível concluir que trata-se, acima de tudo, de um documento extremamente falho e tendencioso em seu conteúdo. A começar com o título: sobre “os eventos nos campos de refugiados”, ao invés de qualifica-lo como massacre, sem ao menos mencionar a palavra palestino.
E por falar em terrorismo tão repetidas vezes, os autores do relatório Kahan demostravam que haviam esquecido a regra básica que todos os invasores do Líbano deveriam aprender: “que, ao se tornar amigo de um grupo terrorista, você também se torna terrorista” (FISK, 2001, p. 523). A informação é a arma mais eficaz para que a impunidade não prevaleça e a história jamais seja esquecida.
(*) Integrante do Grupo de Trabalho sobre o Oriente Médio e o Mundo Muçulmano do Laboratório de Estudos sobre a Ásia da Universidade de São Paulo (LEA-USP).
Fonte: IrãNews
Imagem: IrãNews e Google
Vídeo: Youtube
Uma carta aberta ao ex presidente e "sociólogo" Fernando Henrique Cardoso que merece ir para os livros de história do Brasil
9 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários aindaRetirado do Blog do Saraiva
Uma carta aberta a FHC que merece ir para os livros de história
Segue uma Carta Aberta de Theotonio dos Santos, economista, cientista político e um dos formuladores da Teoria da Dependência. Hoje é um dos principais expoentes da Teoria do Sistema Mundo. Mestre em Ciência Política pela UnB e doutor “notório saber” pela UFMG e pela UFF. . Coordenador da cátedra e rede UNU-UNESCO de Economia Global e Desenvolvimento sustentável – REGGEN.
O texto é um primor e contribui tanto para entender o quanto o governo do PSDB foi deletério para o Brasil como ajuda a impedir que a mídia tente “lavar branquinho” a história e produzir uma nova versão do que foram os anos FHC.
THEOTONIO DOS SANTOS: CARTA ABERTA A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Meu caro Fernando,
Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.
A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependência: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000). Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você… Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada país apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário. No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar.
E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese? Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.
Segundo mito – Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade. E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou drasticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo…te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.
Terceiro mito – Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição os 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia. Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em consequência deste fracasso colossal de sua política macroeconômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar… Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este país.
Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entrou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o verdadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a frequentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.
Com a melhor disposição possível, mas com amor à verdade, me despeço.
Fonte: Blog do Saraiva
Imagem: Márcio Fernandes
Fotomontagem: Terra Brasilis
O ódio aos americanos no Afeganistão bate um novo recorde
9 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários ainda![]() |
| Soldados afegãos: situações extremas levam a medidas extremas |
Por Paulo Nogueira
O que mais os afegãos têm que fazer para dizer que já não aguentam mais a presença de forças americanas e aliadas em seu solo? Que qualquer coisa é melhor do que soldados ocidentais por perto?
Nos últimos meses, têm-se repetido e multiplicado casos que acabaram sendo batizados pela mídia americana de “green on blue”, verde no azul. Basicamente, são ataques contra militares ocidentais feitos por soldados afegãos que, no papel, estão do mesmo lado de seus novos alvos. O inimigo comum seriam os insurgentes – aqueles que pegam em armas contra os americanos e o governo local controlado por Washington. Verde sobre azul é porque o uniforme dos afegãos é verde e o das tropas ocidentais é azul.
Agora a situação se complicou extraordinariamente. Os soldados aliados estão preparados para enfrentar inimigos conhecidos no Afeganistão. Mas têm pouco a fazer, além de devolver o fogo e contar os mortos, quando subitamente são atacados por gente que estaria do seu lado. É, acima de tudo, uma amostra do desespero cada vez mais agressivo dos afegãos diante dos americanos. Situações extremas levam a medidas extremas, na grande frase de Guy Fawkes, um dos integrantes do grupo que tentou explodir o rei e o Parlamento britânico no começo dos anos 1600.
Na história militar americana há um precedente significativo de fogo amigo. Por volta de 1900, os Estados Unidos guerrearam com as Filipinas. Foi um senhor massacre. Um soldado americano perguntou a um oficial certa vez qual era o critério para tratar os inimigos. A ordem que recebeu foi a de executar todos os filipinos acima de dez anos.
Os soldados americanos brancos chamavam entre si os filipinos de “negros”. Isso, somado à crueldade dos invasores, foi gerando entre os soldados negros tal revolta que muitos acabaram por mudar de lado e lutar contra os brancos americanos. No livro História do Povo Americano, o historiador Howard Zinn relata o caso de um soldado negro americano que ouviu de uma criança filipina o seguinte argumento: “Por que vocês estão matando pessoas como nós, que nunca fizemos nada para vocês, em vez de combater quem trata vocês como animais no seu país?”
O império americano nasceu torto. Cresceu torto. E caminha torto aceleradamente para o ocaso.
Fonte: Diário do centro do mundo
Paraguai, nova potência militar na América Latina?
9 de Setembro de 2012, 21:00 - sem comentários aindaPara o governo de fato de Federico Franco, a Venezuela é uma ameaça regional e a Bolívia planeja um ataque militar contra o território paraguaio. No país do mundo do revés, armar-se até os dentes é a solução para todos os problemas.
Na terça-feira passada (4), a cúpula militar das três forças militares paraguaias participou de um encontro com a comissão de defesa da Câmara dos Deputados; lá expuseram seus argumentos para pedir uma liberação excepcional de dinheiro, com o qual planejam adquirir equipamento bélico com vistas a proteger o Paraguai da ameaça representada pelos países vizinhos.
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| Felipe Benicio Melgarejo |
O jornal coloca na boca de funcionários governamentais e militares – sem detalhar nomes - o argumento de que "hoje em dia, a Bolívia pode nos pulverizar”. Referência que não é nenhuma novidade. Desde que Federico Franco ocupou o cargo de presidente, após a ilegítima destituição de Fernando Lugo, no passado 22 de junho, são reiteradas as declarações que acusam aos países da região – especialmente a Bolívia e a Venezuela, antigos aliados do Paraguai - de estar em uma corrida armamentista contra o Paraguai.
Apenas usurpado o poder no Paraguai, o deputado do Partido Colorado, José López Chávez, presidente da Comissão de Defesa, comunicou que se estava em contato com chefes militares estadunidenses para analisar a possibilidade de instalar uma base militar. Essas declarações puseram em alerta a todos os países da região, especialmente a Bolívia, dado que tal base supostamente seria instalada próxima à sua fronteira, e, imediatamente, denunciou o caso.
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| María Liz García |
Os militares paraguaios propuseram obter o dinheiro para futuramente comprar –dobrando o orçamento total destinado para 2012- através de um crédito com endividamento público a pagar em 10 anos. López Chávez agregou que também se cogita a ideia de financiá-lo com o excedente da central hidrelétrica de Itaipu.
Em casa, como estamos?
No contexto nacional, tudo isso acontece no marco de uma escalada de conflitos que surgiram ao calor do governo de fato. Na quarta-feira passada (5), milhares de camponeses e indígenas marcharam pelas ruas de Assunção exigindo uma reforma agrária integral e denunciando o atual governo golpista. No mesmo dia, quarenta sindicatos nucleados na Confederação da Classe Trabalhadora (CCT) também se manifestaram nas ruas reclamando um aumento geral de salários e pedindo um freio às demissões por razões políticas e ideológicas que vêm acontecendo sistematicamente desde a chegada de Franco ao poder. Enquanto isso, o governo paraguaio instou aos trabalhadores do Ministério da Fazenda a suspender a greve que haviam programado, ameaçando-os com demissões.
Parece que essas reclamações não são urgentes para o governo de Federico Franco; para este, as urgências parecem ser a necessidade de armar-se com o apoio de Israel e o recrutamento de jovens para o exército. Na semana passada, a Câmara de Deputados aprovou a Lei do Soldado Profissional, com a qual promove o regresso dos jovens que completaram o serviço militar obrigatório aos quartéis, garantindo-lhes emprego e boas condições de trabalho.
A tecla que desafina
Internacionalmente, tudo isso acontece em um contexto de isolamento do governo do Paraguai, pais que está suspenso temporariamente do Mercosul e da Unasul por considerar que, com a destituição de Lugo, a ordem democrática foi alterada. Franco minimizou e até acusou aos organismos regionais de funcionar como "clube de amigos”.
Essa situação gera uma situação incômoda no continente dado que nos últimos anos vinham acontecendo aproximações importantes em matéria de defesa e segurança entre os países, inclusive entre os que têm governos de signos opostos. Nesse processo, a Unasul tem desempenhado um papel fundamental, cerrando filas em torno a privilegiar a paz na região acima dos conflitos entre países vizinhos. Exemplo disso foi a importância desse organismo quando a Colômbia anunciou a instalação de sete bases militares estadunidenses em seu território, rechaçando esse proceder e instando ao governo colombiano a garantir a estabilidade regional.
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| David Choquehuanca |
Os meios da direita paraguaia celebraram a iniciativa das Forças Armadas de armar-se até os dentes, considerando que desse modo recuperarão o prestígio perdido após a longa ditadura militar. Esses mesmos meios são os que dia a dia não têm vergonha de insultar diretamente ao presidente boliviano Evo Morales, assinalando-o como um "perigo marxista”. O diário ABC Color, o de maior importância no Paraguai e fortemente ligado ao poder econômico e político do país, publicou um editorial essa semana na qual compara Evo Morales com o general argentino Leopoldo Galtieri, indicando que aquele poderia atuar como este quando iniciou a Guerra das Malvinas, em 1982.
Não é provável que as provocações do atual governo paraguaio possam ir mais longe, isolado como está e em completa falta de sintonia com as iniciativas continentais que estão acontecendo; porém, é claro que uma peça na geopolítica regional está fazendo barulho, muito barulho.
Fonte: Revista Marcha, Vermelho
Tradução: Adital
Título do Vermelho
Imagem: Google (colocadas por este blog)
E as armas nucleares de Israel?
9 de Setembro de 2012, 21:00 - Um comentárioArtigo de Patrick B. Pexton, de Washington (EUA)
Com algumas variações, os leitores perguntam periodicamente a mesma questão: “Por que a imprensa acompanha qualquer nota ou título sobre o programa nuclear do Irã, mas nunca vemos matérias sobre o potencial das armas nucleares de Israel?”. É uma pergunta razoável, comenta o ombudsman do Washington Post, Patrick B. Pexton (2/9/12). Pesquisando 10 anos de jornal, ele não encontrou no Post qualquer reportagem que analisasse em profundidade a capacidade nuclear de Israel.
Pexton conversou com vários especialistas nos campos nuclear e de não-proliferação, e eles dizem que a ausência de reportagens sobre as armas nucleares de Israel é real – e frustrante. Há alguns motivos óbvios para isso, e outros não tão óbvios. Em primeiro lugar, Israel recusa-se a admitir publicamente que tenha armas nucleares. Oficialmente, o governo dos Estados Unidos também não reconhece a existência desse programa.
A posição oficial de Israel, repetida por Aaron Sagui, porta-voz da embaixada israelense em Washington, é de que “Israel não será o primeiro país a introduzir armas nucleares no Oriente Médio. Israel apoia um Oriente Médio livre de qualquer tipo de armamento de destruição em massa depois que a paz seja alcançada”. O uso do verbo “introduzir” é deliberadamente vago, mas os especialistas dizem que significa que Israel não irá fazer um teste nuclear nem irá declarar publicamente que tem tal armamento.
Segundo Avner Cohen, professor no Instituto de Estudos Internacionais em Monterrey, na Califórnia – e que escreveu dois livros sobre este assunto – essa questão nasceu em Israel, em meados da década de 60, por ocasião de um acordo entre a primeira-ministra Golda Meir e o presidente Richard Nixon, alcançado em 1969, quando os EUA passaram a ter certeza de que Israel possuía bombas nucleares.
O último vazamento
O presidente John Kennedy tentou, energicamente, impedir que Israel obtivesse a bomba; em menor escala, o presidente Lyndon Johnson fez o mesmo. Mas como se tratava de um acordo, nem Nixon nem os presidentes que o sucederam pressionaram Israel para divulgar oficialmente seu potencial nuclear ou assinar o Tratado de Não-Proliferação. Israel, por seu lado, concorda em manter suas armas nucleares não divulgadas e discretas.
Por não ter assinado o tratado, Israel não tem a obrigação legal de submeter sua principal usina nuclear, em Dimona, à inspeção da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês). O Irã, por seu lado, assinou o tratado e concorda com inspeções periódicas. Os inspetores da IAEA vão periodicamente ao Irã, mas o centro da atual disputa é que Teerã não permite acesso irrestrito às suas instalações nucleares. Além disso, embora Israel tenha uma imprensa agressiva, tem também censores militares que impedem a publicação de informações sobre as forças nucleares do país. A censura também se aplica a correspondentes estrangeiros.
Um outro problema, segundo Cohen, é que relativamente poucas pessoas têm um conhecimento abrangente do programa israelense e não há vazamentos. Os que participam do programa, obviamente nada divulgam; é considerado crime. Da última vez que ocorreu um vazamento, em 1986, o técnico nuclear Mordechai Vanunu foi sequestrado por agentes israelenses na Itália, levado de volta a Israel para julgamento e condenado a 18 anos de prisão, grande parte deles em solitária.
Alternativa dissuasiva
E, talvez o mais importante, os americanos também não deixam vazar informações sobre o programa nuclear israelense. Cohen diz que informações sobre o potencial nuclear de Israel são das mais sigilosas que o governo americano dispõe – muito mais sigilosas que as informações sobre o Irã, por exemplo. Pesquisadores americanos foram repreendidos por suas agências por falarem abertamente sobre o assunto.
George Perkovich, diretor do programa de políticas nucleares da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, disse que há razões benignas, e não tão benignas, para as autoridades americanas serem tão fechadas. Os EUA e Israel são aliados e amigos. “Você entrega seus amigos?”, perguntou Perkovich. E não ser aberto sobre o armamento nuclear de Israel serve aos interesses de ambos os países, acrescentou.
Entre as razões menos benignas para que as fontes americanas não vazem informações está o fato de que podem afetar suas carreiras. “É como todas as coisas que digam respeito a Israel e os EUA. Se você quer seguir em frente, não fala; não criticando Israel, você protege Israel. Ninguém fala sobre os assentamentos ilegais na Margem Ocidental, mas todo mundo sabe que estão ali”, diz George Perkovich.
Tradução de Jô Amado
Fonte: Observatório da Imprensa
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Relembrando notícia de 2010
THE GUARDIAN REVELA QUE ISRAEL TEM ARMAS NUCLEARES - Ernesto Carmona
Enquanto a atenção está centrada na África do Sul, devido ao Mundial de Futebol, o diário britânico The Guardain, revelou, domingo, 23 de maio de 2010, como Israel ofereceu a venda de oito ogivas nucleares - em 1975 - ao regime do apartheid. O periódico tornou público um documento secreto sul-africano que tem a assinatura do então Ministro da Defesa israelense, Shimon Peres - hoje presidente do estado judeu - e de PW Botha, naquela época o seu par sul-africano, que deixaram um registro ultra-secreto de um encontro em Zurique (Suíça). A revelação foi feita por Chris Mcgreal, sob o título: "Exclusivo: papéis secretos da era apartheid revelam primeiras provas oficiais de armas nucleares israelenses".
Os documentos secretos que contem uma proposta de venda de ogivas nucleares israelenses ao estado do apartheid constituem a primeira prova oficial do estado judeu a respeito, explicou o diário britânico. Segundo a minuta de uma reunião "secretíssima" entre ambos os ministros da defesa, em 4 de junho de 1975, o sul-africano PW Botha pediu as ogivas a Shimon Peres, que ofereceu, em código, "três grandes". Os dois ministros firmaram um convênio militar em grande escala entre ambos os países, com uma cláusula que declarou secreta "a própria existência do acordo", assinalou McGreal.
Os documentos foram revelados pelo acadêmico estadunidense Sasha Polakow-Suransky, durante a pesquisa para o seu livro sobre a estreita relação entre o estado de Israel e a África do Sul racista do apartheid: "The Unspoken Alliance: Israel's secret alliance with apartheid South Africa" (Aliança desconhecida: o pacto secreto entre Israel e o apartheid da África do Sul), publicado nos Estados Unidos na semana passada. Os papéis secretos revelam que Israel possui armas nucleares, apesar de sua política de "ambigüidade", que não confirma nem nega a sua existência.
Israel tratou de impedir que o governo pós-apartheid da África do Sul revelasse os documentos, quando ficou sabendo da petição de Sasha Polakow-Suransky, cujas revelações resultam particularmente vergonhosas em meio às negociações sobre não proliferação nuclear, centralizadas no Oriente Médio e efetuadas na semana passada, em Nova Iorque. Também ficaram desacreditadas as afirmações de Israel de que não empregariam mal armas nucleares, caso as tivessem, enquanto promove a desconfiança sobre países como o Irã.
Um porta-voz de Peres, citado por The Guardian, disse que a informação é infundada e que nunca houve "negociação alguma" entre os dois países. Mas não fez nenhum comentário sobre a autenticidade dos documentos, que mostram o interesse dos militares sul-africanos da era apartheid por mísseis para eventual utilização contra os estados vizinhos, revelou o diário britânico.
Em 1975, o território da Namíbia lutava por consolidar a sua independência da África do Sul; em Angola começava a guerra civil promovida pelos Estados Unidos contra o governo progressista de Agostinho Neto, uma contenda que a África do Sul internacionalizou, mas que mais tarde foi humilhada pela tropas angolanas, reforçadas por tropas cubanas, que terminaram derrotando aos militares sul-africanos. Na vizinha Rodésia (hoje Zimbábwe) a população negra também lutava contra outro regime racista branco, e, além disso, acabavam de obter a sua independência de Portugal outras nações vizinhas, como Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde. Fidel Castro relatou que a África do Sul chegou a possuir cinco armas nucleares, proporcionadas por Israel, que quase utilizou quando as tropas angolanas e cubanas colocaram em xeque as suas forças militares.
JERICÓ, ARSENAL MILITAR ISRAELENSE
Os israelenses ofereceram formalmente a venda para a África do Sul alguns dos mísseis nucleares de seu arsenal de Jericó, em uma reunião acontecida em 31 de março de 1975. Entre os participantes daquele tratado esteve o chefe militar sul-africano, tenente-general RF Armstrong, que de imediato elaborou um memorando, destacando as vantagens para a África do Sul se obtivesse os mísseis nucleares de Jericó. O memorando "top secret", assinado no mesmo dia da reunião entre sul-africanos e israelenses, já era conhecido, mas não se sabia o seu contexto. Ignorava-se que estava diretamente conectado com uma oferta israelense de armas atômicas em resposta direta a um pedido sul-africano, formulado no mesmo dia do encontro. Naquele memorando, Armstrong escreveu: "em consideração aos méritos de um sistema armamentista, como o que está sendo oferecido, foram feitas algumas observações: a) Que os mísseis sejam armados com ogivas nucleares fabricadas na RSA (África do Sul) ou adquiridos em outra parte".
Chris McGreal adverte no The Guardian que, naquela época, a África do Sul estava muito longe de poder construir armas atômicas. Pouco mais de dois meses depois, em 4 de junho, Peres e Botha se encontraram em Zurique. Então, o projeto Jericó teria o nome em código "Chalet". A minuta super-secreta sobre aquele encontro assinala: "O ministro Botha manifestou interesse sobre um limitado número de unidades de Chalet, conforme a carga útil correta disponível". O documento acrescenta: "O ministro Peres disse que a carga útil estava disponível em três tamanhos. O ministro Botha manifestou a sua apreciação e disse que iria se aconselhar". Presume-se que os "três tamanhos", se referem a armas convencionais, químicas e nucleares.
O uso do eufemismo "carga útil correta" reflete a sensibilidade israelense sobre o tema nuclear e não foi utilizado para referir-se a armas convencionais, escreveu McGreal. Também significaria que somente as ogivas nucleares descritas no memorando de Armstrong despertaram o interesse da África do Sul pelos mísseis de Jericó, como condição para a entrega das armas nucleares. Além disso, as ogivas nucleares eram a única "carga útil" que os sul-africanos desejavam obter de Israel, pois eram capazes de dotar os mísseis de outro tipo de armamento, indicou o diário britânico.
Botha não seguiu adiante com o tratado, em parte devido ao seu preço. Além disso, qualquer acordo requeria a aprovação final do primeiro-ministro de Israel, o que era incerto. O periódico afirma que "a África do Sul construiu eventualmente as suas próprias armas atômicas, provavelmente com a possível ajuda israelense, porém a colaboração em tecnologia militar cresceu somente durante os anos seguintes. A África do Sul também proporcionou muito urânio enriquecido que Israel necessitou para desenvolver as suas armas".
FILTRANDO O SEGREDO
Para o diário britânico, os documentos confirmariam a história do ex-comandante naval sul-africano, Dietr Gerhardt, que foi preso em 1983 por espionar para a União Soviética. Depois que houve o colapso do apartheid, Gerhardt disse que havia um acordo entre Israel e a África do Sul chamado "Chalet", que implicou uma oferta do estado judeu para armar oito mísseis de Jericó com "ogivas especiais". Gerhardt disse que eram armas atômicas, porém até hoje não se tinha documentado a oferta.
Semanas antes que Peres fizesse a sua oferta de ogivas nucleares a Botha, os dois ministros da defesa firmaram outro acordo secreto que cobria a aliança militar conhecida como "Secment". Aquele pacto era tão secreto que incluía uma negação da sua existência: "Pelo presente fica claro que concordamos que a existência deste acordo... será secreta e não será divulgada por nenhuma das partes". O acordo também estabeleceu que nenhuma das duas partes poderia denunciá-lo de forma unilateral.
The Guardian recordou que a existência do programa de armas nucleares de Israel foi revelada em 1986 por Mordechai Vanunu ao diário britânico Sunday Times. Vanunu proporcionou fotografias feitas dentro da planta nuclear de Dimona e revelou detalhes sobre o processo de produção do material nuclear, porém não incluiu documentação escrita.
Os documentos descobertos por estudantes iranianos no interior da embaixada dos Estados Unidos, em Teerão, depois da derrota do Xá Reza Pahlevi, mostraram o interesse de Israel em desenvolver armas nucleares. Porém, somente a documentação da oferta à África do Sul confirmou que Israel estava em condições de armar os mísseis de Jericó com ogivas nucleares, revelou o diário.
Israel exerceu pressão sobre o atual governo sul-africano para que não revelasse os documentos obtidos por Sasha Polakow-Suransky. "O ministério da defesa israelense tentou bloquear o meu acesso ao acordo "Secment", argumentando que era material secreto", disse o escritor citado pelo diário londrino. "Aparentemente, os sul-africanos não fizeram caso, e me entregaram o documento". O governo da ANC (Congresso Nacional Africano) não está tão preocupado em esconder a sujeira dos velhos aliados do regime do apartheid".
Fonte: argenpress.info/
(Tradução de Fausto Brignol)
www.diogenes.jex.com.br
Imagem: Google (colocadas por este blog)




























