Ir para o conteúdo

Motta

Voltar a Crônicas do Motta
Tela cheia

Terroristas atacam sede de metalúrgicos da CUT. E a polícia, o que faz?

27 de Novembro de 2015, 16:31 , por CRÔNICAS DO MOTTA - | No one following this article yet.
Visualizado 11 vezes
Na madrugada desta quinta-feira, 26 de novembro, a sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, da Central Única dos Trabalhadores (CNM/CUT), e da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM), da CUT/SP foi atacada. O prédio que abriga as duas entidades fica na Avenida Antártica, 480 (Jardim do Mar), em São Bernardo do Campo (SP). A fachada de vidro foi destruída e estilhaços foram espalhados pelo saguão e calçada. 

A polícia foi chamada. 

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, disse esperar que o atentado "não seja fruto da intolerância e do ódio contra instituições democráticas e representativas que lutam para assegurar igualdade de direitos e justiça social". Ele afirmou que vai exigir "apuração séria, até que os responsáveis por esse ato covarde sejam punidos, pois o Brasil e sua população não podem ficar refém daqueles que não sabem conviver com quem não quer o retrocesso e atitudes golpistas”.

A CNM/CUT representa 1 milhão de metalúrgicos em todo o país.

O atentado à sede da CNM/CUT se soma a três outros, contra sedes de diretórios do Partido dos Trabalhadores, em Jundiaí e na capital, e contra a sede do Instituto Lula, na capital.

Em todos, a polícia foi acionada.

E até agora não conseguiu identificar os autores.

Provavelmente, nem mais investiga os atos terroristas.

Na verdade, as polícias do país estão inteiramente aparelhadas pelas forças fascistas e completamente a serviço daqueles que querem derrubar o governo federal trabalhista, criminalizar suas lideranças e expulsar o PT da vida política nacional.

Em São Paulo, por exemplo, a Polícia Militar, conhecida por perseguir a população negra que vive nas periferias das cidades, agora está se especializando em espancar estudantes secundaristas, menores de idade. 

Portanto, se depender da atuação desse tipo de polícia, os terroristas podem ficar tranquilos e continuar a atacar fisicamente, sem o menor problema, seus inimigos.

Resta às vítimas desses covardes reagir da maneira possível.

Em nota, os presidentes da FEM-CUT/SP e da CNM/CUT afirmam que o “ataque às nossas entidades não vai nos intimidar” e "contra o golpismo, o ódio, a violência e o retrocesso, seguiremos em frente".

Eis a sua íntegra:

Temos assistido, nos últimos tempos, a vários ataques covardes contra instituições que prezam pela democracia no país. Estes atentados foram praticados por típicos terroristas covardes. Este ano, já foi assim contra a sede do Instituto Lula e algumas sedes do Partido dos Trabalhadores, em São Paulo.

Agora o ataque foi contra entidades de classe – a sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT e da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP, em São Bernardo do Campo (SP) –, cujo único “mal” que fazem é defender de forma intransigente os interesses e os direitos da classe trabalhadora.

Não sabemos quem são os autores nem vamos conjecturar a respeito, mas queremos dizer que esse ato não ficará impune e também que não permitiremos que o ódio e a intolerância freiem nossa luta. Não vamos recuar, porque já estamos vencendo o que nos intimidava e reinava no Brasil: a fome e a pobreza.

Este tipo de ataque nos dá mais energia para lutar contra esse ódio e a intolerância de setores retrógrados e que estão, também, sendo estimulados pela mídia conservadora em nosso país. E deixa mais que evidente a necessidade de nossa unidade de classe, para defender as conquistas da classe trabalhadora, a democracia e suas instituições.

Contra o golpismo, o ódio, a violência e o retrocesso, seguiremos em frente!

Paulo Cayres – presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

Luiz Carlos da Silva Dias – presidente da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT/SP

(Informações da CNM/CUT)
Fonte: http://cronicasdomotta.blogspot.com/2015/11/terroristas-atacam-sede-de-metalurgicos.html

Motta

0 comunidades

Nenhum(a)