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Motta

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A grande festa do rock progressivo brasileiro

27 de Agosto de 2019, 23:43 , por segundo clichê - | No one following this article yet.
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A lendária Bacamarte encerra o festival dia 25 de outubro no Teatro Municipal de Niterói

As cidades do Rio e Niterói vão abrigar a 3ª edição do CaRIOca ProgFestiva entre este sábado, 31 de agosto, e 25 de outubro, que contará com 13 apresentações de 12 bandas de rock progressivo de todo o Brasil.  O festival é produzido pela Vértice Cultural e BeProg , sem patrocínio, com fôlego extra e promovendo, desta vez, mais do que o dobro de atrações dos anos anteriores. Os shows serão no Centro Cultural Justiça Federal (Centro), Centro da Música Carioca (Tijuca), Solar de Botafogo e Teatro Municipal de Niterói, onde o festival se inicia e termina. 


Abrindo o CaRIOca ProgFestival 2019, a banda Kaizen, formada em 1992, sobe ao palco do Teatro Municipal de Niterói, dia 31 de agosto, sábado, lançando o seu álbum “Áquila”, em CD e vinil. Nome consagrado no circuito do rock progressivo, o grupo realiza um trabalho autoral utilizando instrumentos como violino, bandolim, guitarra, sintetizadores, baixo e bateria. Aportando no Rio, o festival recebe os cariocas da Tempus Fugit, expoente do estilo, já com quatro CDs lançados e um DVD registrado no festival Progfest2000 (Los Angeles),  no dia 5 de setembro, quinta-feira, no Centro da Música Carioca, Tijuca, relançando o icônico álbum “The Down after the Storm”, agora remasterizado e com faixas adicionais. 

De Niterói e criada pelo multi-instrumentista e produtor musical Alex Curi, o Sequaz se apresenta na quinta-feira seguinte, dia 12, no mesmo palco da Tijuca, com repertório autoral -  músicas do álbum “Ilha Distante” e as inéditas que farão parte do novo álbum em gravação - além de algumas pérolas de Jeff Beck e outros nomes da música instrumental, no show “Retorno ao Vivo”.

De Rondônia, a Prognoise sobe ao palco do Centro da Música Carioca na semana seguinte, dia 19 de setembro, quinta-feira, lançando o seu álbum “Solar”. Formada em 2012, teve seu  primeiro EP, “Esquizoide”, lançado em 2015, chega ao Rio pela primeira vez, com influências de bandas internacionais (Pink Floyd, Premiatta Forneria Marconi, Eloy, King Crimson) e nacionais (O Som Nosso de Cada Dia, Mutantes e O Terço, entre outras) privilegiando o trabalho autoral, preferencialmente em português. 


Paraenses da Ultranova têm show dia 26 de setembro
Do Pará, a Ultranova também se apresenta no Rio pela primeira vez, na quinta-feira, 26 de setembro, também no Centro da Música Carioca (CMC), lançando seu single “Samsara”, música de trabalho de um novo disco que está em fase de gravação em Belém. Seu álbum de estreia, “Orion”, lançado em 2017, ganhou destaque na mídia especializada nacional e internacional, sendo inclusive a faixa ‘Orion’, que intitula o disco, eleita uma das melhores do ano de 2017 pelo site britânico ProgRock.com, colocando a banda n mesma lista ao lado de nomes consagrados como King Crimson, Steven Wilson, Premiata Forneria Marconi, Big Big Train e IQ.


Jorge Pescara toca dia 1º de outubro
O festival muda de palco a partir do dia 1º de outubro, terça-feira, com o show, no Centro Cultural Justiça Federal (Cinelândia), do virtuoso baixista Jorge Pescara, apresentando seu projeto Pescara-Knight Prog, no show “Cavaleiro sem Armadura”. Referência no instrumento e na música brasileira – já tocou ao lado de Dom Um Romão, Ithamara Koorax, Eumir Deodato, Luiz Bonfá, Ney Matogrosso, Paulo Moura, entre muitos outros – o baixista apresentará com seu quarteto as composições do CD autoral “Knight Without Armour”, e sua técnica de touchbass e touchguitar, instrumentos exóticos de 12 cordas. 


Paulista Dialeto vai tocar Bartók
De São Paulo, a banda Dialeto leva ao palco do Centro Cultural Solar de Botafogo, dia 10 de outubro, quinta-feira, o show “De Blavatsky a Bartók”, com músicas do compositor Húngaro Béla Bartók livremente adaptadas pela banda para sua linguagem ProgRock típica. As composições fazem parte do álbum "Bartók In Rock", lançado em 2017, com participação especial do violinista David Cross, conhecido por haver integrado a banda inglesa King Crimson da década de 70. O show faz uma trajetória na carreira da banda que não toca no Rio de Janeiro, desde 2012, na 1ª Mostra CCBB de Rock Progressivo.

Os cariocas do Arcpelago sobem ao mesmo palco da Tijuca, no sábado, dia 12 de outubro, às 17h, com o “Show Interseções”. A musicalidade elaborada e estreitamente vinculada à sonoridade analógica é a espinha dorsal do Arcpelago, que se alastra tanto pela vertente sinfônica, quanto pelo space-rock, hard rock e fusion, sendo notável a intensa preocupação do grupo com timbres e efeitos sonoros. 

Em seguida, no mesmo dia, às 20h, será a vez do Caravela Escarlate, formada em 2011 e composta por David Paiva, multi-instrumentista e compositor, em parceria com o tecladista e compositor Ronaldo Rodrigues (também integrante do Arcpelago), com o veterano baterista Elcio Cáfaro, dono de extenso currículo na MPB e na música instrumental brasileira, uma das poucas bandas nacionais hoje divulgadas por selo europeu, a Karisma Records, que lançou em vinil o álbum homônimo da banda e relançou o CD, que também teve apoio na produção executiva da Vértice Cultural.


Gaúchos da Apocalypse fazem dois shows
Do Rio Grande do Sul, a banda Apocalypse fará dois shows no Centro Cultural Solar de Botafogo, dias 18, sexta-feira, e 19 de outubro, sábado. O grupo iniciou as atividades em 1983 em Caxias do Sul (RS), influenciado por expoentes da década de setenta como Queen, Led Zeppelin, Pink Floyd, Rush, Yes, Kansas, Deep Purple e Journey. Depois de vencer os festivais Circuito de Rock e Festpop na serra gaúcha, lançou o primeiro LP homônimo em 1991 e assinou contrato com a gravadora francesa Musea. Foi o primeiro grupo brasileiro de classic rock a gravar e lançar CDs no exterior, e já abriu shows de grandes nomes do classic rock mundial como Yes (Araújo Vianna-Porto Alegre), Uriah Heep (Canecão – RJ) e Pendragon (Teatro João Caetano – RJ). Os gaúchos farão o lançamento do álbum ao vivo “The 35th Anniversary Concert”. 

Com cinco discos já lançados, o Fleesh, formado por Celo Oliveira e Gabby Vessoni em 2014, lança seu álbum “Across the Sea” na terça-feira, dia 22 de outubro, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, na íntegra junto com outras faixas de seus CDs.

Encerrando com chave de ouro, a lendária Bacamarte celebra seus 45 anos de formação com um show imperdível, dia 25 de outubro, no Teatro Municipal de Niterói. Fundada em 1974 por Mario Neto e Sergio Vilarim, a banda veio a gravar de forma independente o álbum “Depois do Fim”, em 1979, porém só lançado em 1983, quando, depois de ter suas músicas entre as mais tocadas pela Fluminense FM, foi aclamado por público e crítica como uma verdadeira obra-prima do rock progressivo. O álbum vendeu milhares de cópias em países como Alemanha, Itália, Rússia e, principalmente, Japão. Em 1999, foi lançado o álbum "Sete Cidades", que também teve sua tiragem esgotada rapidamente. Em 2009, após vários anos desaparecido das prateleiras e tendo se tornado item de colecionador disputado por amantes do gênero no Brasil e no exterior, “Depois do Fim” foi relançado pela Som Livre, em versão remasterizada diretamente da fita master original. 

No Teatro Municipal de Niterói, a banda será formada por Mario Neto (guitarra e violão), Marcus Moura (flauta e acordeon), William Murray (contrabaixo), Robério Molinari (piano e teclados) e Alex Curi (bateria), com a participação especial da cantora Jane Duboc.
Fonte: http://segundocliche.blogspot.com/2019/08/a-grande-festa-do-rock-progressivo.html

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