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Hemerson Baptista

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18 de Abril de 2014, 14:36 , por Hemerson Baptista - | No one following this article yet.
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O que fazer enquanto a morte não chega?

26 de Junho de 2018, 8:11, por Hemerson Baptista - 0sem comentários ainda

A pergunta é impactante ao passo que convida à reflexão daqueles que estamos sem esperança.

A política tal como a vivenciamos atualmente está escravizada pelo poder financeiro.

Justamente a política, esta ciência que deveria nortear os humanoides a bem viver em sociedade.

Por isso a inquietude dos ativistas é um alento a rebater o sentimento depressivo exposto na pergunta título.

Que tipo de ação seria mais eficaz para eliminar injustiças sociais?

O poder financeiro, da propriedade privada e da renda altamente concentradas, impede que haja uma economia saudável do ponto de vista humano.

Talvez um caminho promissor seja o cooperativismo, a economia solidária.

Dessa forma se buscaria quebrar os paradigmas do capitalismo que subjuga a política para manter a economia favorável somente ao topo da pirâmide social.

 

 



Jamais se esqueçam disso: Lula sem povo não existe!

22 de Agosto de 2017, 13:45, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Lula sem povo não existe

Extremamente a importante a frase de Lula pronunciada durante a caravana #LulapeloBrasil.

Ela nos lembra a todos, trabalhadores e trabalhadoras, intelectuais e intelectualóides, estrategistas da vitória e da derrota, governantes e governados, politicos e politiqueiros, revolucionários e conservadores, burros e inteligentes, coxinhas e mortadelas, ricos e pobres, que Lula não existe em si, a priori, Lula é fruto da Luta da Classe Trabalhadora Brasileira e Mundial e nela existe, pois sem ela é apenas mais uma pessoa física, como outros bilhões que existem no planeta.

Para destruir Lula é preciso destruir todo o povo. Luis Inácio pode deixar de existir, mas Lula só deixa de existir quando não mais houver povo.

Então, estrategistas da governabilidade sem povo, jamais se esqueçam disso. Lula só existe porque existe o povo e o PT foi feito para governar para este povo, que é quem faz o PT ser o Partido dos Trabalhadores, não aquela coisa igual aos demais que se lambuzou nos esquemões do financiamento eleitoral.

E se não concordam comigo, que digam ao Lula que a frase dele está errada e que o mesmo está equivocado.



¿Unidad sin ideología, sin combatir el capitalismo y con pluripartidismo? Por Fidel Castro

20 de Agosto de 2017, 13:25, por La pupila insomne

Este partido es fruto de la Revolución misma. La Revolución trajo al mundo al partido, y ahora el partido lleva adelante la Revolución. El partido es un vehículo por excelencia y la garantía de su continuidad histórica.

Este partido nació de dos factores esenciales, fundamentales, invalorables: la unión de todos los revolucionarios […] y una doctrina científica, una filosofía político-revolucionaria: el marxismo-leninismo.

De la unión y de la idea, de la unidad y la doctrina, en el crisol de un proceso revolucionario, se ha formado este partido. Y por esas dos cosas tendremos que velar siempre: por la unidad y por la doctrina, porque son nuestros pilares fundamentales.

Asamblea de Balance del PCC en La Habana, 20 de marzo de 1974

Es nuestra ideología la que nos hace fuertes e invencibles. ¡Cuidemos por encima de todo su pureza, desarrollémosla con nuestras modestas experiencias, combatamos sin tregua y sin concesión alguna las ideas reaccionarias del imperialismo y el capitalismo en todas sus manifestaciones!

Informe Central al Primer Congreso del PCC, 17 de diciembre de 1975

A los que nos piden que nos fragmentemos en mil pedazos, les decimos: ¡No!

A los que nos piden que tengamos 25 partidos, les decimos: ¡No!

A los que nos piden que tengamos dos partidos les decimos: ¡No, porque con este es suficiente; este basta y es el que garantiza la unión, el futuro, la independencia de nuestro país!

Clausura de la Asamblea Provincial del Partido de La Habana, 23 de noviembre de 1996

Tenemos que levantar una montaña de acero, contra la cual se estrelle todo; tenemos que desarrollar un partido de acero; tenemos que asegurar la supervivencia de nuestra Revolución contra cualquier desvío, contra cualquier peligro, externo o interno, hoy, mañana y siempre. Me parece que esa es la idea clave, es el mensaje que quiero transmitirles hoy… Espero que estas ideas ustedes las conserven todo el tiempo posible, en especial dos de ellas: una, la que tiene que ver con los próximos años, la expliqué bien, convertir lo excepcional en regla; y otra, garantizar la unidad, los principios, los ideales y las condiciones que preserven siempre nuestra Revolución.

Clausura del V Congreso del Partido Comunista de Cuba, 10 de octubre de 1997

 

 

 




Que espécie de seres somos nós, os tais humanos?

11 de Agosto de 2017, 10:36, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Em que espécie de seres nos transformamos?

Acreditamos na mentira, chamando-a de pós-verdade.

Brigamos com os amigos, mas não temos coragem de lutar contra os inimigos.

Mesmo que insconscientemente, atacamos os pobres (humanos, trabalhadores e trabalhadoras) e defendemos os ricos (capital).

Desprezamos o que é nosso e cobiçamos o que é dos outros.

E fazemos um país onde canções escritas há décadas seguem atualíssimas como se nada tivessemos feito para mudar nossa realidade.

Que espécie de seres nunca deixamos de ser?

O Teatro dos Vampiros
Legião Urbana

Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos

Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres, nós não estamos

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas, esperamos que um dia
Nossas vidas possam se encontrar

Quando me vi tendo de viver
Comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei, não sou perfeito
Eu não esqueço

A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo e não consegui dormir

Vamos sair, mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos estão procurando emprego
Voltamos a viver como há dez anos atrás
E a cada hora que passa, envelhecemos dez semanas

Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir
Esquecer, dessa noite ter um lugar legal pra ir
Já entregamos o alvo e a artilharia
Comparamos nossas vidas e mesmo assim
Não tenho pena de ninguém



Cadê o povão?

17 de Julho de 2017, 22:48, por Blogoosfero

No país da casa-grande e da senzala, falhou quem disse empenhar-se pela igualdade e não cumpriu a promessa. A maioria dos brasileiros ainda não alcançou a consciência da cidadania

Miguel Schincariol/AFP
Lula Ao reagir, Lula confirma a sua candidatura nas barbas de quem o condena para impedi-lo

 

Por Mino Carta, na CartaCapital

Fosse este país aquele que haveria de ser, os brasileiros teriam paralisado o Brasil desde a noite do dia 11, sem arredar pé das ruas e praças até o momento. Em um punhado de horas, o Senado enterrou a CLT, garantia de trabalho oferecida por Getúlio Vargas à classe operária, um tribunal inspirado nos ditames do Santo Ofício para sentenciar os hereges aos autos de fé condenou sem provas o presidente mais amado do Brasil. 

Uma manifestação fluvial se esticaria do Oiapoque ao Chuí, cheia de som e fúria, significando tudo.O Brasil não é, porém, o país que mereceria ser por mil razões, a começar pelas infinitas dádivas recebidas da natureza. De fato, é terra de predação há cindo séculos, dos quais três e meio foram de escravidão. 

E casa-grande e senzala continuam de pé, donde a facilidade de entender por que a maioria de um povo que ainda traz nos lombos a marca da chibata não lota ruas e praças e põe a tremer o solo pisado e o coração dos senhores. 

É exatamente nesta inércia, nesta apatia, neste fatal alheamento, que a casa-grande aposta, na ignorância de quantos, repito, a maioria, não têm a consciência da cidadania. Daí haver explicações, mas não consolam. Além do mais, os senhores contam com porta-vozes munidos das melhores armas da comunicação, os pseudojornalistas da mídia nativa, assim como não hesitam em recorrer às soluções mais torpes, aos ardis mais velhacos, para impor seus interesses e garantir sua hegemonia. 

Em 1964, apelaram para os generais, dispostos a comandar um exército de ocupação para o sossego da casa-grande e de Tio Sam. Agora, no estado de exceção a resultar do golpe de 2016, elegem à condição de jagunços os próprios poderes da República, entregues a quadrilhas mafiosas. Mesmo nos mais sombrios pesadelos, imprensado entre súcubos e íncubos, jamais imaginei que o País pudesse precipitar em uma situação tão aviltante, e vergonhosa para todos os cidadãos de boa vontade. E aqui, sim, refiro-me à minoria. 

Ao longo da vida, expus à luz do sol minha fé de indivíduo e de jornalista, uma só, a bem da verdade. No final de 2005, ao entrevistar Lula no Palácio do Planalto em meio à crise do chamado mensalão, lá pelas tantas o presidente disse textualmente: “Você sabe, eu nunca fui de esquerda”.

Retruquei para evocar uma lição de Norberto Bobbio, a remontar à queda do Muro de Berlim, destinada a contestar quem pretendia decretar o falecimento das ideologias: ser de esquerda significa, antes de tudo, empenhar-se pela igualdade. E Lula corrigiu-se: “Se for assim, sou de esquerda”. 

Quando nasceu o PT, 37 anos atrás, fiquei muito satisfeito, surgia, no meu entendimento, um bastião da luta pela igualdade, primeiro e maior problema a infelicitar o Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, graças à inextinguível prepotência da casa-grande.

GleisiHoffmann.jpgMomento de luz em meio à treva. O ataque de 6 senadoras lideradas por Gleisi Hoffmann à presidência do Senado (Foto: Evaristo Sa/AFP)
Imaginava um confronto de larga duração, direto e áspero, e longo porque sem esperança de conciliação, no Brasil possível somente entre os moradores da mansão senhorial por ocasião de divergências extemporâneas. Chance de negociar com a casa-grande só haveria depois de abrir os olhos do povo humilhado e prostrado, a começar pelos trabalhadores.

É uma pressão popular cada vez mais consistente que leva os senhores a desguarnecer os dedos de alguns anéis. É evidente que nestes 37 anos nada mudou, ou melhor, mudou para pior, e muito. 

Mantenho com Lula uma sólida amizade de quatro décadas e me orgulho de ter sido o primeiro jornalista a lhe perceber o extraordinário carisma e QI elevado. O único, autêntico líder popular brasileiro. Talvez surjam outros, embora seja grave que não tenham assumido até agora a ribalta. É hora, tal é minha visão de jornalista e de cidadão, de mergulhar em um profundo exame de consciência, desabrido e sincero, entre o fígado e a alma. 

CartaCapital, leitoras e leitores sabem, apoiou Lula na eleição e na reeleição, e o apoiaria hoje, por ter sido, inclusive, o melhor presidente que o Brasil teve. Nem por isso deixei de escrever neste espaço que no poder o PT portou-se como todos os demais pseudopartidos brasileiros. E que não soube combater dignamente a batalha do impeachment de Dilma Rousseff.

E que, de modo geral, portou-se de forma tíbia nos momentos cruciais. O próprio Lula não enfrentou a ameaça da Inquisição com o peso da sua liderança, como não lhe percebesse a extraordinária dimensão, ou confiasse cegamente na negociação de bastidor.

VagnerFreitas.jpg
Outro momento de luz. Vagner Freitas esboça o introito de um desassombrado mea-culpa (Foto: Lula Marques/Ag. PT)
Fico pasmo, hoje, ao me perguntar onde estão aqueles 90% de eleitores que choraram com Lula, quando, em companhia de Marisa, desceu pela última vez a rampa do Planalto para cair nos braços do povo aglomerado na Praça dos Três Poderes. E, na minha dolorosa perplexidade, pergunto aos meus botões: onde está o erro?

É de uma regra transcendente caber a um partido de esquerda despertar o povo e ao sindicato defender seus representados até o derradeiro alento. Não foi o que se deu, donde a necessidade instransponível de um mea-culpa. 

Na minha visão, insisto, de jornalista e cidadão, é hora de encarar a realidade, repensar em táticas e estratégias, voltar aos propósitos originais. É hora de autocrítica e renovação, para despir-se corajosamente da tola aposta em algum gênero de acordo com a casa-grande, a qual não é, definitivamente, de direita, é simplesmente o poder diante de uma nação ignara e aturdida. Por outro lado, com raras e honrosas exceções, quem se disse de esquerda mentiu. 

Tempos atrás decidi parar de escrever o que repetia à exaustão, vencido pelo desalento. Os eventos me forçam ao retorno. Na selva imersa em negrume, dois raios de luz. Seis senadoras assumem à força as cadeiras da presidência na sessão do dia 11, encabeçadas pela nova presidente do PT, Gleisi Hoffmann: elas sabem que qualquer tentativa de negociar com os prepostos da casa-grande destina-se ao fracasso. 

Dias antes, ouço da boca do presidente da CUT, Vagner Freitas, sentado na plateia do auditório paulista da entidade, a seguinte sentença: “O PT esteve no poder por 13 anos e meio, e não soube, ou não quis, aplicar a própria Constituição para domar a Globo e o resto da mídia”. Disse ainda ter às vezes pensado que o PT gostava mesmo era do Plim-Plim. É bom introito para uma desassombrada autocrítica.

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Copyleft no desabafo do Polaco: Até quando continuaremos com esta estratégia fadada ao fracasso?

16 de Julho de 2017, 21:00, por Bertoni
   Batendo cabeça
 
Por Luiz Skora

- Sim, eu sei que a indignação de parte da sociedade, principalmente a parte consciente da realidade que os cerca, se tornou insustentável.

- Sim, eu sei que o casório da Vicky Barros-borguetti, realizado no reduto mais underground da moçada progressista curitibana, celebrado na igreja 'dos pretos' e festejado no palacete dos anarquistas foi, no mínimo, uma provocação e a reação dos indignados não poderia ser diferente.

- Sei que o escracho aos golpistas que, dia sim dia não, só fazem retirar direitos e propiciar cada vez mais arrocho à classe trabalhadora é uma forma de luta.

- Sim, sei que as cenas que vemos diariamente são nada mais que o vislumbre do conflito de classes que marcha a passos largos para um iminente confronto de classes.

O que não sei e não entendo é:

De que servem o escracho e a promessa de mais chuvas de ovos em qualquer próximo evento público com a presença de golpistas?

Ora, os trabalhadores e trabalhadoras que a esta hora estão preparando a maionese do domingão, têm consciência a respeito deste conflito de classes em que estão inseridos e são sujeitos protagonistas?

Os operários da construção civil, operadores de telemarketing, motoristas do uber, diaristas, porteiros, auxiliares de serviços gerais, os seguranças terceirizados, motoboys, o pessoal do cafezinho, da limpeza , balconistas de lanchonete, vendedores de loja e tantas outras categorias sem representação organizada e atuante, sabem de fato os porquês do escracho e da chuvarada de ovos?

Todo este povaréu que agora está saindo da igreja ou do culto a caminho do almoço de domingo com a família em seu sagrado dia de descanso, não deve ter muita noção da realidade dos fatos.

Estão muito mais interessados no resultado do jogo de seu time logo mais. Vão assistir o faustão, o fantástico e amanhã, o Jornal Nacional e a novela.

E vão, na esmagadora maioria, condenar a chuvarada de ovos e se solidarizar com a noiva que teve seu 'dia mais que especial' manchado pela ação de baderneiros mortadelas.

A chuva de ovos, o escracho é uma manifestação legítima de indignação, mas continuará sendo inócua e até mais, continuará afastando o povão da realidade e das trincheiras do conflito de classes enquanto o povão continuar alienado em suas vidinhas normais e pacatas.

Fato é:
Enquanto continuarmos com textão em nossa bolha social das redes digitais, o povão continuará alienado e certo que não quer tomar parte deste jogo.

Até quando continuaremos com esta estratégia fadada ao fracasso apesar de repleta das mais nobres intenções?

Batendo cabeça 01



O fim de mais um ciclo histórico no Brasil

12 de Julho de 2017, 19:03, por luiz skora - 0sem comentários ainda

Digerindo...

Lula condenado1

Hoje a lava jato cumpriu o objetivo para o qual foi criada, condenar Lula.

Amanhã, moro não aparecerá mais nas manchetes e a força tarefa já foi desmantelada.

É isto o estancar da sangria premeditado por Jucá.

Vida segue em um país destruído por corruptos com a falsa premissa de 'combater a corrupção', mas que, de fato, sempre teve o objetivo de proteger os corruptos de sempre e colocar as coisas em seus devidos lugares. Ou seja: pré 2002 na política e pré 1947 não relações trabalhistas.

De junho de 2013 pra cá, culminando apoteoticamente ontem e hoje, o Brasil retrocedeu 100 anos em 4.

Reverter este caos não é missão para as próximas eleições nem para a próxima década. Não é nosso trabalho, nós, que do alto de nossa arrogância, nos julgamos progressistas, erramos demais, somos os principais responsáveis por nossa derrocada.

Nosso trabalho agora é de reorganização total.

Deixar o pragmatismo para quem é de pragmatismo, deixar a política partidária para quem é de política partidária.

Nós, os arrogantes senhores da verdade progressista, temos que descer do salto, descer do caminhão de som, descer do púlpito, descer da arrogância egocêntrica da contabilização de views e curtidas nas redes digitais e voltar a disputar espaço e voz no chão de fábrica, nas periferias, nas igrejas, nos escritórios, nas escolas e universidades.

Para isso, é preciso primeiro, antes de mais nada, formar lideranças.
Passamos os últimos vinte anos formando militância, uma militância que tem seus méritos, é aguerrida é combativa, mas lutou uma disputa desigual, sem armas nem ferramentas para enfrentar as armas, ferramentas e militância dos artífices do golpe.

É preciso pensar a longo prazo e não apenas focar nas próximas eleições.

Mas quantos entre nós estarão dispostos a dedicar uma parte de suas energias e economias, numa labuta de formação que só terá resultado de fato, daqui vinte ou trinta anos?

é pra pensar, pra mobilizar, recriar núcleos e redesenhar estratégias baseadas nos erros que cometemos e nos objetivos que precisamos reconquistar.



Não, Miriam, nós não lamentamos. Você nos deve desculpas

13 de Junho de 2017, 20:51, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Coletivo comunicação popular pt Não, Miriam, nós não lamentamos. Você nos deve desculpas.

Nos deve desculpas, primeiro, por ter apoiado o golpe parlamentar, que tirou uma presidenta honesta do poder, deixando em seu lugar uma corja de ratos que está destruindo os direitos dos trabalhadores e acabando com a nossa soberania.

Nos deve desculpas por trair os mortos e torturados na ditadura que você própria foi vítima, aliando-se aos seus algozes.

Nos deve desculpas por disseminar ódio ao PT, fazendo com que nós, petistas, sejamos covardemente atacados e difamados diariamente, inclusive correndo risco de vida por agressões e por falta de atendimento médico, como já ocorreu com uma companheira em 2014 e nos tantos outros casos que devem existir e não vêm à tona.

Nos deve desculpas, também, por ter criado uma agressão que não ocorreu. Palavras de ordem são proferidas por nós a todo momento e por todos os cantos, sem precisar de vossa ilustríssima presença.

A verdade é dura, Míriam Leitão. Você sabe que a Globo apoiou a ditadura. Esta mesma Globo que você defende a ponto de se ofender por ela.

Você nos deve desculpa, senhora. Estamos esperando.

Em tempo: o povo não é bobo, abaixo à Rede Globo!

Coletivo Comunicação Popular - PT



A espantosa fala do pequeno estadista

13 de Junho de 2017, 10:32, por segundo clichê

Por mais que a gente sinta repulsa pelo minúsculo que habita o Jaburu, é preciso reconhecer uma coisa: o homúnculo é uma figuraça.

Pois não é que ele, acusado todos os dias de alguma nova diatribe, ao ponto de não se saber mais onde e quando a sua longa carreira delituosa teve início, ainda se mostra capaz de desafiar o povo brasileiro, que o rejeita na quase totalidade?

Se não, como entender o vídeo que exibe nas redes sociais desde segunda-feira, aparentemente para exibir bravatas?

Se bem que a gravação serve também para demonstrar, mais uma vez, que sua mente sofre um processo de deterioração, cujo sintoma mais evidente é a dissociação da realidade.

“Nas democracias modernas, nenhum Poder impõe sua vontade ao outro. O único soberano é o povo, e não um só dos Poderes. E muito menos aqueles que eventualmente exerçam o Poder. Sob meu governo, o Executivo tem seguido fielmente essa determinação: não interfiro nem permito interferência indevida de um Poder sobre o outro. Em hipótese alguma, nenhuma intromissão foi ou será consentida”, disse o traíra, sem nem corar ou demonstrar sinais de que não era ele, mas um mamulengo bem acabado que falava tais disparates.

Indômito, incorporou o espírito de Winston Churchill, disse que não vai esmorecer e “o Brasil não vai parar”.

É muita coragem para um homem só! 

E o diminuto foi além nesse seu arroubo de bravura e determinação: segundo ele, as "reformas" trabalhista e previdenciária têm trazido o país de volta aos “trilhos do crescimento”. 

Ainda bem que suas palavras estão gravadas para a posteridade, pois se não a lição de moral que deu a seguir ficaria perdida para as gerações futuras: 

“Justamente no momento em que saímos da mais grave crise econômica de nossa história, quando havia sinais claros de que as reformas teriam maioria no Congresso Nacional, assacaram contra meu governo um conjunto de denúncias artificiais e montadas. O Estado Democrático de Direito não admite que as instituições públicas e seus responsáveis cometam ilegalidades sob qualquer justificativa ou motivo. Na democracia, a arbitrariedade tem nome: chama-se ilegalidade.”

Sem mencionar nomes, foi épico ao dizer que o “caminho que conduz da Justiça aos justiceiros é o mesmo caminho trágico da democracia à ditadura”, e, para firmar a sua imagem de estadista, soltou mais uma pérola: “Não permitirei que o Brasil trilhe este caminho. Não vou esmorecer.”

O fim de sua alocução, que deve ter lhe rendido os mais calorosos cumprimentos e, sem dúvida, foi capaz de elevar o ânimo dos brasileiros à estratosfera, também merece destaque.

Coroou um discurso memorável e perene:

“Com coragem e determinação, estou convencido que alcançaremos nossos objetivos de retomar crescimento e emprego sobre bases sustentáveis e seguras do conjunto de reformas mais ambiciosas e necessárias das últimas décadas. O Brasil não pode esperar. O Brasil não vai parar.”

Ah, ele lembrou ainda que seguirá “liderando o movimento” pela aprovação das "reformas".

Que os deuses de todas as religiões nos ajudem! (Carlos Motta)



É tudo culpa de 2013?

12 de Junho de 2017, 9:52, por Bertoni - 0sem comentários ainda

É lugar comum nas análises atuais dizer que a desgraça pela qual passa o Brasil é culpa das manifestações de 2013. Não há dúvidas que as mesmas tiveram um papel nisso tudo e parte delas contaram inclusive com financiamento interno e externo do grande capital. Porém, é preciso analisar o que tornou, ao longo de décadas, possível que 2013 tivesse lugar da forma como aconteceu.

Arte povo trabalhador

No artigo Ciberguerra potencializa guerra informacional analisamos o roteiro usado nas chamadas revoluções coloridas ou primaveras disso ou daquilo que aconteceram no planeta desde o início da década de 2010.

Obviamente as condições que permitiram a aplicação do roteiro variaram de acordo com o momento histórico de cada país, mas regra geral, estas condições foram sendo criadas ao longo das últimas 3 décadas com maior ou menor intensidade segundo o momento histórico e o estágio de desenvolvimento político, econômico e social vivido por cada um deles. Não se trata aqui de debater qualitativamente o desenvolvimento de cada país, mas entender que os países se desenvolvem em ritmos diferentes.

Mas como o objetivo deste artigo é tentar entender como as manifestações de 2013 foram possíveis no Brasil precisamos olhar o que aconteceu em nosso país e no mundo nas últimas 3 décadas.

O processo que levou a derrota do projeto de governo petista de inclusão social e redução da pobreza não teve início em 2014, nem em 2013, nem 2010 e muito menos em 2002.

Por paradoxal que possa parecer, este processo teve início em meados de 1980, quando o movimento sindical e o PT viviam um momento de ascendência. Crescíam vertiginosamente, com uma proposta popular e socialista quando o mundo soviético a rejeitava ferozmente.

No Brasil e no Mundo daquela época acontecem alguns movimentos importantes que podem indicar porque chegamos ao que chegamos:

  • O trabalho como conceito moral, como valor social, é sistematicamente desqualificado, criando a ideia de quem trabalha é otário;
  • A Igreja Católica da Teologia da Libertação é dizimada pelo anti-comunista papa polonês (Józef Wojtyła) e seu buldog alemão (Natzinger);
  • A Teologia da Prosperidade (dos neopentecostais) cresce e leva os católicos a pregar a renovação carismática e uma guinada à direita;
  • O movimento sindical tira o pé do acelerador e começa a deixar o trabalho de base de lado em nome de uma possível eleição de Lula, processo que fica cada vez mais forte depois da quase vitória em 1989;
  • O neoliberalismo ganha força no mundo todo (inclusive na URSS), cuja derrubada do Muro de Berlim foi o símbolo maior;
  • A esquerda mundial entra numa crise de criatividade sem precedentes;
  • A socialdemocracia europeia rende-se ao neoliberalismo e, por vezes, é mais radical em sua implantação que os próprios direitistas;
  • A esquerda que sempre teve um papel importante no imaginário das pessoas e forte influência na área cultural, perde o espaço para a direita;
  • Direitos Humanos e o Humanismo são ridicularizados. O deus mercado e o lucro fácil tomam contam de corações e mentes das mais distintas classes sociais;
  • A utopia cede espaço ao pragmatismo, que na prática se traduz em vantagens pessoais de curto prazo colocadas acima dos objetivos históricos coletivos de longo prazo;
  • O fim do modelo soviético fortalece o dogma ideológico difundido pelos capitalistas de que não há alternativas ao capitalismo e que, portanto, a saída que nos resta é melhorar a situação econômica dos mais pobres e, com isso, garantir seu apoio aos programas de governos progressistas;
  • Passa-se a tolir todo e qualquer debate que possa levar a um crítica ao capitalismo e desqualifica-se àqueles que lembram que a Luta de Classes não terminou com o fim da URSS.

Por outro lado, os problemas e as mazelas no Brasil eram e são tão profundos que até mesmo pequenas reformas e alguns programas sociais teriam um efeito enorme sobre toda a sociedade, conforme pudemos notar nos anos de governos petistas. Isso gerou a atual onda de fúria e ódio da CasaGrande que culminou no impedimento de Dilma em 2016 e nos ferozes ataques, que ocorrem desde a instauração do governo golpista e cleptocrata de Michel Temer e seus tucanos, aos direitos sociais e trabalhistas duramente conquistado ao longo de décadas de lutas de brasileiros e brasileiras.

É claro que em 13 anos de governos petistas não se conseguiria substituir toda uma estrutura socio-político-econômica cuidadosamente montada em 502 anos de domínio pleno da Casagrande. Esta tarefa se tornou ainda mais difícil ao deixarmos de fazer trabalho de conscientização e organização de base, coisas, aliás, que fizemos muito bem no final dos anos 1970, começo dos anos 1980.

Contudo, um dos maiores erros cometidos por parte da esquerda foi acreditar que a tomada do poder político (ganhar o governo) facilitaria o processo de transformação econômica. A história já demonstrou que aqueles que conquistam o poder político, sem ter o poder econômico, acabam transformados em servos do último e, nos casos onde não se submetem aos pesados interesses econômicos, são expulsos do poder político por movimentos mais atrasados e piores para os Trabalhadores, piores até que os derrotados pela esquerda no período anterior.

Para evitar este desastre socio-político é preciso que existam na sociedade forças extremamente organizadas a partir da base e preparadas para fazer com que a economia funcione, capaz de gerar riquezas, segundo novas condições. Em outras palavras é preciso construir poder econômico, tendo os Trabalhadores não só a frente deste processo, mas sujeito dos mesmos. (Escrevemos este parágrafo em 2007, publicado na apresentação do livro Concepção Anarquista de Sindicalismo de autoria de Neno Vasco, o anarco-sindicalista português que traduziu para a língua pátria os versos de A Internacional.)

Eis aqui uma das chaves para entender porque 2013 foi possível. Além de não se ter investido na formação de poder econômico próprio, controlado pelos trabalhadores e apontando para uma nova forma de organização política, social e econômica, não conseguimos fazer frente ao massivo ataque ideológico direitista de endeusamento do mercado e das liberdades para o capital porque deixou-se de fazer trabalho de base e estar junto com o povo, ouvindo-o e construindo coletivamente com ele as soluções possíveis, assim como lançando as bases para a construção da alternativa desejada e compartilhada por todos.

Então, 2013, foi possível não só pela organização da direita, mas também pela desorganização e desmobilização da esquerda, da qual, uma parte, se contentou com os programas de governo que podia implantar a partir dos palácios do governo e, outra parte, se meteu num radicalismo acadêmico distante do povo.

Certamente, poderíamos nos comunicar melhor com o povo e não deixar que seu imaginário fosse conquistado pelos fundamentalistas de mercado e seu braço neopentecostal. Resta saber se teremos capacidade para avaliar todo este processo, fazer autocrítica, aprender com os próprios erros, reconquistar o imaginário das pessoas e avançar.

Ficar na análise fácil de que tudo é culpa das manifestações de 2013, certamente não nos ajudará a entender nada.