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Informativo CASPAS

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SERPROS MUDA SEDE PRA BRASILIA?

21 de Agosto de 2018, 10:27 , por Caspas SerproS - | No one following this article yet.
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Prezados presidentes do Serpros, do Conselho Deliberativo e do Fiscal, 

 

No Serpros em Dia - Informativo 112 de 03/08/2018 - foi noticiada a implementação do Escritório do Serpros em Brasília, no Centro Empresarial Varig. 

A respeito desta novidade mantida em sigilo até que tudo estivesse terminado, uma atitude deplorável para quem cuida dos interesses de milhares de pessoas, os participantes querem saber:

1 - Qual a finalidade do escritório? Quando foi aprovada sua implementação? Quem aprovou esta iniciativa? 

Esta informação é de extrema relevância, pois muitos daqueles que dela vierem tomar conhecimento, certamente irão concluir que a instalação do escritório teve como propósito atender aspirações de dirigentes e conselheiros, que consideram desagradável cumprir semanalmente o ida e volta Brasília/Rio/Brasília. E com justa razão dirão que os tais descontentes com o vai e vem semanal, ao aceitarem o cargo/missão no Serpros sabiam desta obrigação, não cabendo "dar um jeitinho" para se livrar dela ou atenuar o que lhes parece um castigo, gerando sacrifício para os participantes, que arcarão com mais gastos desnecessários;

2 - Quais as despesas com mobiliário, equipamentos, aluguel*, condomínio, impostos, taxas, luz, telefone, conservação e salário de quem cuidará do espaço?

*Por acaso o imóvel é de propriedade do Serpros? Se sim, nada modifica, aliás, agrava ainda mais, pois o fundo o tem para renda por aluguel ou venda, ambos impossíveis de ocorrer com o imóvel ocupado;   

3 - Por que a diretoria e conselhos não consultaram os participantes sobre esta proposta, no lugar de implementá-la sem que tivesse sido sequer anunciada? Teria sido a certeza da desaprovação pela maioria? 

A "transparência", tão propalada no discurso da diretoria atual, não se encontra presente nesta e em outras ações já questionadas por CASPAS.

4 - Por que a diretoria e conselhos, no lugar de CRIAR NOVAS DESPESAS para o fundo, não cuidou de capacitar pessoas para fazer o atendimento do Serpros nas regionais? Por que, ao mesmo tempo em que anuncia a implantação do escritório na capital, disponibiliza um representante regional em Brasília? O Serpro é maior que Brasília e não se pode admitir tratamento diferenciado por local de trabalho entre os participantes. UM ABSURDO;    

A diretoria e conselhos sabem ou deveria saber que é antiga a reivindicação dos participantes relativa a ter um representante em cada regional. Diretorias passadas chegaram a implementar esta solução em algumas delas e a consideraram a mais adequada para melhor informar aos participantes e captar novos. Em tempos de APAs, quando as necessidades de informação aumentam e as decisões tomadas são definitivas, nada substitui o tête-à-tête, mas parece não ser esta a visão dos endereçados desta matéria, daí não tê-la adotado;  

5 - A diretoria e conselhos deixam transparecer que a criação do tal escritório é o passo inicial para transferir o Serpros para Brasília. Existe esta intenção ou são apenas reflexões de alguns adeptos da Teoria da Conspiração? Na dúvida, é importante adiantar que a  transferência do Serpros para Brasília seria trágica, porque:

- O custo dos imóveis em Brasília é muito alto; 

- A pressão* da diretoria da patrocinadora sobre seus indicados para a diretoria e conselhos do Serpros aumentaria sobremaneira, em vista do contato diário. E sabemos que, com raras exceções, os indicados são ocupantes de cargos comissionados (atualmente, quase a totalidade), restando a eles, em algumas situações, optar entre correr o risco de perder o cargo ou curvarem-se diante de propostas contrárias aos interesses do fundo;

- Faríamos das eleições para diretores e conselheiros do Serpros um "faz de conta", já que os eleitos que trabalharem em Brasília estariam expostos à mesma pressão(atualmente há conselheiro eleito que trabalha em Brasília), em prejuízo da autonomia que deles se espera;

- Estaríamos contrariando o espírito da lei, que tem na paridade a pretensão de equilíbrio nas decisões, mas que seria apenas uma igualdade numérica viciada; 

*Ao falar em pressão da diretoria da patrocinadora, tratamos, por exemplo, da possibilidade de assédio, como ocorreu na reunião em Brasília, antes da decretação da última intervenção, em que o diretor supervisor do Serpros da época impôs a um conselheiro que votasse a favor de seu interesse, ameaçando-o com a perda do cargo se não o fizesse. Como o digno conselheiro se recusou a obedecer a ordem, não abrindo mão de sua independência, foi destituído em seguida. E, pasmem: isto diante de dois diretores da PREVIC e dos conselheiros eleitos pela ASPAS para o Conselho Deliberativo, que decantavam defender o respeito ao estatuto do Serpros, à Democracia, e acusavam ex-diretores do fundo de perseguição.  

É preciso um repensar sobre as indicações da patrocinadora para diretores e conselheiros do Serpros. Nas regionais há muitas pessoas habilitadas a assumir estas posições, algumas delas com reconhecimento tácito da empresa, já que possuem cargos de confiança nos locais onde atuam. 

Este repensar deve ser entendido como uma reflexão obrigatória daqueles que têm no fundo a esperança de um futuro melhor, ESPECIALMENTE, os que SÃO DA CASA e possuem função de comando em alto nível -diretores e superintendentes - com capacidade de influir nas decisões. Estes devem levar em consideração que a diretoria da empresa é em parte constituída por pessoas que NÃO TÊM OUTRO MOTIVO QUE AS IMPULSIONEM SENÃO SEGUIR AS ORIENTAÇÕES DAQUELES QUE LHES INDICARAM - privatizar a empresa ou parte dela e terceirizar seus serviços podem ser as linhas mestras de suas gestões - portanto, suas visões de futuro para o Serpro e Serpros NÃO SÃO GUIAS DE SEUS MANDATOS, contrariamente ao que ocorre OU DEVERIA OCORRER com os dirigentes, empregados e participantes das duas entidades. Os que "chegam de fora" são oriundos de indicações políticas e têm outras origens. Vários são os exemplos - melhor dizendo, MAUS EXEMPLOS - que passaram um Verão no Serpro e conseguiram desfigurar a empresa, estagnando-a,  tornando-a imcompatível com sua missão, para justificar posteriormente sua incapacidade para atender as necessidades governamentais e fazer as maldades daí decorrentes, em prejuízo da sociedade e, notadamente, do corpo funcional. 

CASPAS aguarda um retorno aos participantes sobre as questões aqui expostas e deixa registrada sua indignação quanto ao silêncio da ASPAS e seus representantes nos conselhos acerca do assunto. Será que acabaram as pilhas que os moveram no trabalho de ajuda ao golpe da última intervenção para tirar a diretoria e conselheiros indicados? Seus interesses eram apenas políticos ou ter o Serpros conforme com suas ideias? 

O assunto aqui tratado interessa a todos vinculados ao Serpro e Serpros, na ativa ou aposentados, portanto, é estranho o calar dos que se apresentam como defensores dos interesses dos participantes. Quais participantes? O que temos nos boletins da ASPAS pós golpe é um corte e cola de notícias veiculadas pela mídia, dos informativos do Serpros e dos almoços de confraternizações, que pouco interessam à maioria. TRISTE ESPETÁCULO.  

No dia de ontem 20/8), a direção temerária do SERPROS reuniu o corpo funcional no auditório já conjecturando a mudança da sede do Rio de Janeiro para Brasília. Os aspasianos golpistas se fazem de mudos e moucos.

 

DAVI FICOU AMIGO DE GOLIAS?       

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