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Marcos A. S. Lima
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JANO, o Lanterneiro

8 de Setembro de 2013, 13:37 , por Marcos A. S. Lima - | No one following this article yet.
Licenciado sob CC (by-nc-nd)

Raskólhnikov II no ano 4 a.C.

12 de Setembro de 2013, 14:58, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Raskólhnikov II no ano 4 a.C.

 

 

Qumran, Judéia, 17 de abril de 4 a.C.

 

Caríssimo:


Escrevo-lhe de dentro do mosteiro dos essênios, em Qumran, ás margens do Mar Morto. Como aqui eles não aceitam mulheres, Dra. 'S' ficou em Jerusalém adiantando outras investigações.


Acabei de conversar com um parente de um dos membros da seita. Chama-se Rafael. Apresentei-me como um irmão pertencente a uma outra ala dos essênios, afixada em parte deste mesmo deserto. Depois que fi-lo parar de mexer com uns vasos (veja abaixo uma foto dele que tirei sem que percebesse)




parecia apressado -, ele me disse que a morte do mestre, ocorrida há três dias, foi só o começo de uma grande revolução que está por vir.

 

Ele referia-se a Menahem, o essênio, líder deste local e autoproclamado o Messias, filho de Yahweh, que, após a morte de Herodes, o Grande, ocorrida no último dia 6, encabeçou uma revolta fracassada contra os romanos, sendo preso, julgado e crucificado por isso. Seus discípulos, alguns moradores deste mosteiro, atesta Rafael, estão reunidos em local ignorado, esperando a ressurreição do rabi, que se dará hoje, conforme ele mesmo lhos dissera.

 

Tivemos conversa exaustiva sobre os últimos acontecimentos. Pude perceber o temor que sente de que lhe saqueiem o mosteiro, conforme mo deixava transparecer todo o tempo, sempre dando umas espiadas meio disfarçadas para a pilha de vasos que fiz questão de não perguntar do que se tratava.

 

Despedi-me dele não sem antes tentar aquietar seu coração dizendo: 'Não temeis, homem! Que a paz esteja contigo!'

 

Nos veremos num ano próximo deste. Até logo!

 

Raskólhnikov II”

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Postado por Marcos "Maranhão" em 10 de janeiro de 2009, às 17:15h



Raskól no ano 539 a.C.

12 de Setembro de 2013, 14:55, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Raskól no ano 539 a.C.

 

Babilônia, Mesopotâmia, 6 de outubro de 539 a.C.


Salve!

 

Ontem à noite aqui em Babilônia teve um importante acontecimento: Ciro, o Grande, com seu exército acampado há dias à beira do Eufrates, desviou as águas do rio, atravessou-o e, de surpresa, sem reações, adentrou o palácio do rei em exercício, Belsazar, e o executou, tomando a Babilônia.


Neste exato momento, eu e Dra. 'S' estamos na casa de alguns judeus que comemoram o fato, afinal, há 70 anos eles estão cativos aqui. Há rumores de que logo, logo serão libertados e voltarão a Jerusalém.


O senhor Oséias (parece que é bem entendido com os sacerdotes judeus), depois que me apresentei como mercador vindo do Egito, após me contar o que houve ontem à noite, começou a falar sobre as expectativas de seu povo, sua fé, os planos, as experiências no cativeiro. O que achei mais relevante – motivo desta mensagem que te envio, 'Maranhão' – foi ele ter comentado que ouviu uma conversa entre alguns importantes líderes religiosos judeus sobre algumas crenças de uns povos que eles encontraram aqui no cativeiro.


Relata, em pormenor, que acha que seus líderes sacerdotais vão aplicar, junto a seu povo, após retornarem a Jerusalém, idéias parecidas com as que ouviram falar por aqui, isto é, algumas crenças do zoroastrismo, tais como, por exemplo, a fé no paraíso, na imortalidade da alma, na vinda de um messias, na ressurreição dos mortos e no juízo final.


Aliás, andando com a Dra. 'S' hoje cedo pelas ruas, o que eu ouvi entre os babilônios sobre um tal Saoshyant... é de arrepiar! Dizem que a morte do Belsazar ontem foi um sinal de que o salvador zoroastiano chegará, e reinará na Terra, mostrando o verdadeiro caminho, mas que será morto e ressuscitará.

Observe foto que tirei de um afresco nas redondezas (retrataria o messias zoroastriano):


 

 

 


Por ora, meu caro, é o que tenho. Vamos para outro ano no túnel do tempo simultaneamente após te enviar a mensagem. Até lá!


 

Raskólhnikov II”

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Postado por Marcos "Maranhão" em 8 de janeiro de 2009, às 20:15h



Raskólhnikov II no ano 767 a.C.

12 de Setembro de 2013, 14:50, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Raskólhnikov II no ano 767 a.C.

 

Ascra, Grécia, 14 de outubro de 767 a.C.

 

Meu futuro compadre, Marcos 'Maranhão':

 

Cá estamos nós na terra que influenciou todo o ocidente. Chegamos na Hélade dos helenos não faz um dia – Ascra é um pequeno lugarejo localizado na Beócia, há uns 90 km de Atenas. A idéia de vir neste lugar foi da Dra. 'S' que, por sinal, está eufórica: tem tantos planos, tantas idéias e projetos de visitas, que certamente passaríamos o resto de nossas vidas por aqui.

 

Bem. Saiba que, dando prosseguimento a nossa investigação, quando andávamos pelas vias de Ascra, demos de cara com um velho pastor de ovelhas e aedo (poeta popular) nas horas vagas, a cantar seus versos, ao mesmo tempo em que tocava sua fórminx. Explicou-nos que geralmente canta perante uma assembléia de aristocratas, mas hoje, não sabia por que raios deu-lhe vontade de o fazer nas ruas, enquanto se dirigia para o campo.

 

Seu poema falava da criação do mundo; dizia, entre outras coisas, inspirado pelas musas, que no começo havia o deus Caos, depois a deusa Terra, que originou Eros (deus do amor)... até chegar em Zeus, pai dos deuses no Olimpo; falava de heróis como Hércules, de ninfas, de mortais e imortais, de monstros. Dava vida aos fenômenos naturais e misturava tudo e todos num grande romance. Acompanhamos-no por um bom percurso, sempre atento ao poema e ao som de seu instrumento musical.

 

Ao cabo dos versos, enquanto eu tomava fôlego, Dra. 'S' elogiou o lindo poema e sugeriu ao senhor que tratasse de escrever um livro sobre tudo isso, ao passo que ele, de pronto, respondeu que não seria má idéia, e prometeu pensar no assunto. Despedimos-nos após eu perguntar seu nome e o título do poema. Disse que era um tal de Hesíodo de alguma coisa, e acabara de cantar Teogonia.

 

Que Zeus o proteja, 'Maranhão'!

 

Aguarde mais notícias do passado!

 

Raskólhnikov II”

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Postado por Marcos "Maranhão" em 6 de janeiro de 2009, às 08:11h



Raskólhnikov II no ano 1.211 a.C.

12 de Setembro de 2013, 14:47, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Raskólhnikov II no ano 1.211 a.C.

 

Arredores de Jericó, Canaã, 05 de dezembro de 1.211 a.C.

 

Estimado 'Maranhão':

 

Em mais uma aventura minha de volta ao passado para investigar uns assuntos que há tempos me incomodam, aportei nesta importante cidade cananéia chamada Jericó (aí em 2009 d.C. esta é uma cidade que está sob os cuidados da Autoridade Nacional Palestina, depois de passar quase três décadas -1967 a 1994 - sob controle de Israel, como tu sabes).

 

Sob o disfarce de pastor de cabras (a Dra. 'S' me acompanha – nesse momento conversa com alguns artesãos num acampamento distante uns 100 metros do nosso), há dois dias ando em meio a este povo que tem muito o que nos contar a respeito de suas crenças.

 

Entre outras histórias, falam que estão indo tomar a cidade de Jericó porque aquelas terras ali próximas lhe são de direito, prometidas pelo seu único deus, Yahweh, que lhes escolheu como povo eleito dentre todos no mundo. No momento, lamentam a morte (ocorrida no ano passado) de seu líder, Moisés, o escolhido do deus para falar ao povo.

 

Pelo que eu pude apurar ontem, quando me apresentei a uns parentes de sacerdotes, Moisés nasceu no Egito e teria sido criado por uma princesa, sua mãe adotiva. Boa parte de sua educação teria se dado no palácio do faraó Amen-hotep IV, que passou a se chamar Akhenaton (significa 'espírito atuante de Aton', deus solar).

 

O motivo dessa mudança na nomenclatura do faraó teria sido porque ele fez uma importante reforma religiosa no seu reinado, qual seja, ao invés do povo adorar vários deuses ao mesmo tempo, instituiu que a adoração seria de um único deus (Aton). Isso causou ciumes e interesses políticos nos sacerdotes de outras crenças, o que provavelmente fez com que Akhenaton fosse assassinado e substituído por um governante que trouxe de volta as coisas como eram antes.

 

Diz-se-ia que Moisés aprendeu com Akhenaton o monoteísmo. E daí foi um pulo para começar a pregar a crença num só deus junto àquele povo israelita que, até então, era politeísta; povo este que, diga-se de passagem, já estava sendo escravizado pelos novos governantes egípcios.

 

Assim é que Moisés teria negociado com o novo faraó (dizendo que o povo de Israel iria infestar o Egito com a idéia de crença num só deus) e conseguido a libertação deles, conduzindo-os até Canaã (a terra que emanaria leite e mel), depois de ter aberto o mar com seu cajado para que pudessem passar – eis uma gravura feita por um dos sacerdotes no momento da travessia:

 

 

 

Durante os 40 anos em que migraram do Egito até aqui, foi-lhes explicado pelo próprio Moisés que o deus todo poderoso, único, teria criado o mundo e todas as coisas que há nele; fizera o primeiro homem, a quem deu o nome de Adão, e da sua costela dera vida à Eva, sua esposa; também haveria um homem chamado Noé, descendente dos primeiros humanos, cuja família Yahweh escolhera como única fiel a si, mandando-o construir uma arca, entrar junto com sua família, e colocar lá dentro um par de cada animal, pois mandaria um dilúvio.

 

Ah! Grande parte dos liderados dizem que, para não caírem nas tentações de voltarem a adorar os antigos deuses, ou praticarem atos pecaminosos, foi-lhes entregue por Moisés as tábuas contendo as leis escritas pelo dedo de Yahweh.

 

Depois eu te falo mais. Agora vou ter que esconder minha máquina do tempo, na qual te escrevo (é do tamanho de um celular), pois está chegando gente.

 

Nos falamos em outro século, hein?!

 

Raskólhnikov II"

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Postado por Marcos "Maranhão" em 5 de janeiro de 2009, às 12:01h



Raskólhnikov II no ano 2.767 a.C.

12 de Setembro de 2013, 14:45, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Raskólhnikov II no ano 2.767 a.C.

 

 

Uruk, Mesopotâmia, 17 de fevereiro de 2.767 a.C.

 

Saudações, amigo!

 

Estou de volta à Mesopotâmia, agora em Uruk (esta cidade aí no século XXI é conhecida como Warka, no sul do Iraque). Eu e a Dra. 'S' viemos constatar como anda o mito sobre a 'Epopéia de Gilgamesh' – havíamos comentado sobre isso quando ainda estávamos na faculdade, num belo dia em que fui à sua casa, em Joinville, dizendo que queria fazer um trabalho de História das Mentalidades.

 

Enquanto comíamos umas carpas assadas, acompanhadas de tâmaras e lentilha ao molho, na casa dos Mesh-hi (uma família de agricultores) – apresentamos-nos como pescadores vindo de Ur -, aproveitamos para ouvir o que tinham para nos falar sobre seus deuses e heróis.

 

Entre uma golada de cerveja e outra (eles cultivavam a cevada), o Seu Mesh-hi dizia que, não fazia muito tempo, seu pai contava que o rei de Uruk, Gilgamesh, foi um grande herói muito forte; viajou por todos os lugares; visitou os deuses, desceu aos infernos; enfrentou os mais diversos monstros e inimigos, tudo porque ele almejava a vida eterna.

 

Contou sobre o desespero de Gilgamesh após a morte de um grande amigo: sem entender porque o deus o levara para o além, decide rebelar-se contra a Morte e procurar o segredo da Vida Eterna. Procura, então, um homem chamado Utnapishtim, a quem os deuses concederam a vida eterna após este sobreviver ao dilúvio.

 

Observe-o resgatando homens para pôr em seu barco:

 

 

 

 

 

Ultnapishtim revela a Gilgamesh que recebeu o dom da eternidade - estendido à sua esposa -. porque fora piedoso e obediente ao deus, salvando-se do dilúvio junto com parentes, amigos e animais.

 

 

No final da história, Gilgamesh não encontrou a vida eterna porque teve medo (ou desconfiava de algo). Terminou seus dias como rei heróico de Uruk.

 

Estás tentado, meu caro 'Maranhão', a falar algo sobre possíveis semelhanças com os contos míticos que mais tarde os gregos vão narrar sobre Hércules, ou os hebreus a respeito de um certo Noé?

 

Relaxa! Vou dar uma passada lá também.

 

A propósito, e esse negócio aí sobre a guerra desproporcional de Israel contra a Palestina, com direito a 'Don Bush del Sapatada' se calando?!!! Estou acompanhando tudo pela minha máquina do tempo... Depois a gente fala sobre isso.

 

'Inté' mais ver!

Raskólhnikov II"

___________

Postado por Marcos "Maranhão" em 4 de janeirode 2009, às 17:56h