Raskól no ano de 3.067 a.C.
Settembre 12, 2013 14:42 - no comments yetRaskól no ano de 3.067 a.C.
“Mênfis, Reino do Egito, 25 de dezembro de 3.067 a.C.
Caríssimo:
Estava eu andando por Mênfis (capital administrativa do reino do Egito) à procura da necrópole Sakara, a fim de ver se encontrava alguma fonte que me desse uma luz sobre a quantas anda a evolução dos mitos criados pelos homens a respeito dos deuses por estas bandas, quando, de repente, dei de cara com a Dra.'S'.
Fiquei surpreso de encontrá-la aqui – havíamos combinado de nos vermos quando eu começasse a trabalhar na Grécia, lugar antigo em que ela havia confessado-me gostar mais de visitar, logo depois de discutirmos a respeito dos efeitos causados a nós quando derrubei o espectrômetro de aceleração de massa; disse que ficou com saudades principalmente depois que começou a ler no teu blog minhas aventuras.
Com a ajuda da Dra. 'S', terminei sabendo que não encontraria a necrópole por ali simplesmente porque ela ainda não existia. À procura do palácio do rei Menés, ou Hórus Aka, decidimos conversar com transeuntes sobre o que sabiam dos deuses representantes da tríade Osíris, Ísis e Hórus, só para testarmos a força mítica do local.
Depois de ouvirmos atentamente um casal de anciãos, fomos até o palácio do rei que eles nos indicaram. Disfarçados de escribas vindos do Alto Egito, conseguimos adentrar a casa real e analisar algumas fontes, como, por exemplo, uma estela funerária que já estava pronta. Contava, entre outras coisas – naquilo que meu hieróglifo pôde permitir -, o mito da família mais sagrada de todo o Egito, conforme o casal de anciãos nos havia narrado. Dizia mais ou menos assim:
'O rei Osíris, irmão e esposo da virgem Ísis, fora morto por seu outro irmão (Set), que invejou o trono do mano; depois Set cortou o corpo de Osíris em 14 pedaços e espalhou pelo país; Ísis, que amava muito o esposo, não se aquietou enquanto não encontrou as partes do marido (teve que ir no Além e ressuscitar Osíris para que reinasse no mundo dos mortos, não sem antes deitar com ele e gerar seu filho Hórus).
Hórus [veja a imagem dele logo abaixo],

nascera no dia 25 de dezembro, quando recebera a visita de três reis; aos 12 anos fora professor de prestígio; aos 30 fora purificado por Anup; quando lutou com set, matando-o e vingando-se do pai, tornou-se rei do Egito; depois de um longo reinado, foi morto brutalmente e ressuscitou para ir morar junto com Osíris no mundo dos mortos'.
Depois de analisarmos outas fontes que exaltavam Hórus (paredes do palácio, inclusive na fachada do lado de fora), fomos embora.
Logo, logo partiremos para outro período da História.
Até lá!
Raskólhnikov II"
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Postado por Marcos "Maranhão" em 1 de janeiro de 2009, às 22:08h
Raskól no ano de 3.102 a.C.
Settembre 12, 2013 14:40 - no comments yetRaskól no ano de 3.102 a.C.
Leia íntegra da mensagem:
"Dwarka, Índia, 19 de fevereiro de 3.102 a. C.
Estimado amigo:
Feliz Jano Novo!
Minhas investigações trouxeram-me à cidade de Dwarka, localizada na costa oeste da Índia, a mais ou menos 1100 km da futura capital, Nova Deli.
A cidade está agitada. Todos só falam na morte de uma pessoa que hoje não é tão importante, mas futuramente terá grande influência no mundo oriental. Trata-se de Krishna. Segundo o falatório do povo, ele falecera devido a uma flechada que levou no momento em que estava encostado numa árvore, após pregação sobre Carma e Dharma a um arqueiro de nome Anjuna, que o alvejou.
Os relatos que me chegam dão conta de que Krishna viveu 125 anos. Teria nascido de uma virgem e sido doado a uma mulher que o criou; ainda na infância, após seu nascimento ser anunciado, o rei de Mathura – local onde o garoto veio à luz - determinou que se matasse todas as crianças daquela redondeza que tivesse idade parecida com a dele; na juventude (veja uma gravura sua enquanto pregava)

operara milagres e lavara os pés dos brâhmanes; diz-se que subirá ao paraíso Vaikuntha ou paraíso de Vishnu.
Daqui a pouco devo seguir para outro lugar na linha do tempo. Aguarde mais matérias.
Raskólhnikov II"
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Postado por Marcos "Maranhão" em 1 de janeiro de 2009, às 12:40h
Raskól no ano de 4.667 a. C.
Settembre 12, 2013 14:37 - no comments yetRaskól no ano de 4.667 a. C.
“Aldeia perto Ur, Mesopotâmia, 23 de dezembro de 4.667 a. C.
Prezado 'Maranhão':
Resolvi ir para a Mesopotâmia (hoje conhecida aí no século XXI como Iraque). Este povoado primitivo que escolhi para visitar é de origem suméria, fica a mais ou menos 300Km do que mais tarde será Bagdá, ao sul.
Atente para a seguinte conversa que presenciei – e consegui gravar - entre os dois soldados que me levavam quando disfarcei-me de escravo capturado numa batalha: ' (...) A deusa virgem Inanna, apaixonou-se pelo jovem humano Dumuzi, morto repentinamente. Desejando-o, a deusa foi até a morada dos mortos, e ressuscitou-o, transformado-o em deus, para que este desse vida à humanidade como o protetor da agricultura e da vegetação (...)'.
O assunto predominante da conversa entre eles, durante o percurso de meu cativeiro, além do referente às cenas da batalha, foi o religioso – o que me leva a crer, a partir da empolgação que senti, que caí aqui entre os sumérios num momento importantíssimo, qual seja, quando estão criando e solidificando suas cosmologias.
Publique isto no teu blog, pois poderá ser assunto para uma longa conversa nossa numa hora dessas.
Até a próxima parada!
Raskólhnikov II”
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Postado por Marcos "Maranhão" em 31 de dezembro de 2008, às 21:29h
Raskólhnikov II no ano de 1.467.000 a.C.8
Settembre 12, 2013 14:34 - no comments yetRaskólhnikov II no ano de 1.467.000 a.C.
Recebo mensagem de Raskól, direto do Quênia, África. Está há exatos 1.469.008 anos da data de hoje. Monitora os habitantes locais que ainda não o perceberam; já está lá há quase uma semana. Acompanhemos-no:
Leste do Vale de Turkana, Quênia, África, 27 de dezembro de 1.467.000 a.C., 20:05h
Caro “Maranhão”:
Conforme eu havia te antecipado, consegui transportar-me para o passado. Estou bem. Encontro-me à beira do Lago Turkana, numa pequena caverna abandonada. Daqui posso observar (com um binóculo) grupos de hominídeos. Deduzo que sejam da espécie do Homo Erectus, haja vista que utilizam ferramentas feitas de pedra e controlam o fogo.
O fato marcante que quero apontar, no entanto, é que, durante estes cinco dias que os observo, no terceiro dia de meu trabalho, no dia 25 de dezembro, ocorreu um eclipse anular do sol. Desde então, estou notando seus comportamentos mudarem: toda vez que amanhece, eles ficam amontoados na frente das cavernas e ficam horas observando o céu, não saem para caçar, nem fazem nada, além de se abraçarem. Estão com medo do sol.
Acredito que devem estar achando que aquele escurecimento repentino (durou uns 12 minutos, mais ou menos) de nossa estrela central pode ter sido um aviso apara eles, e que pode acontecer a qualquer momento, por períodos mais longos, quem sabe até parar de uma vez por todas de aquecê-los, de iluminar, de não permitir que cresçam os pés de plantas que dão frutos, folhas e raízes que substituem a época de vacas magras... Já pensou se ficam o tempo todo no escuro? E os dias em que não há lua clara, ou que o céu ficar nublado, como sairão pra caça? Suas lenhas acesas não só atiçam o bicho que os ameaçam, mas também os que lhes servem de comida.
Nobre “Maranhão”, acho que cheguei bem naquele momento em que vão erigir algo parecido com um altar (seria o altar primitivo?) e começar a adorar o Sol, suplicando-lhe para que não suma de uma vez, pois seria o fim deles.
Agora tenho que me transportar novamente - devo regredir. Já consegui o que queria aqui. Ademais, minha água está acabando e as barras de cereais que trouxe só dão pra janta – sem falar o Grrr! que ouvi ontem à noite e que me deixou arrepiado (juro que pensei se tratar de um tigre-dentes-de-sabre). Ah! E não foi sonho, não.
Até a próxima!
Raskólhnikov II
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Postado por Marcos "Maranhão" 28 de dezembro de 2008, às 21:03h
ZEITGEIST II - ADDENDUM
Settembre 12, 2013 14:31 - no comments yet
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Postado por Marcos "Maranhão" em 27 de dezembro de 2008, às 18:22h





