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Marcos A. S. Lima
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8 de Setembro de 2013, 13:37 , por Marcos A. S. Lima - | No one following this article yet.
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MINHA PREOCUPAÇÃO COM RASKÓLHNIKOV II

12 de Setembro de 2013, 14:29, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda
MINHA PREOCUPAÇÃO COM RASKÓLHNIKOV II


Estou deveras preocupado com Raskólhnikov II. Apresenta-se estranho ultimamente; não anda falando coisa com coisa. Agorá está com a idéia fixa de que encontrou uma fórmula química que lhe permite viajar no tempo, seja para o passado ou o futuro.


Segundo sua explicação, tudo aconteceu por acaso, quando voltou recentemente a Joinville, preocupado que estava devido às enchentes em Santa Catarina. Diz que ficou com medo das águas atingirem o laboratório de física onde desenvolve pesquisas juntamente com a Dra. “S”, sua ex do tempo de faculdade.


Estas pesquisas, que estavam em fase de conclusão, visavam a datação de um pequeno pedaço de couro (um pergaminho) contendo alguns possíveis escritos em siríaco, hebráico e aramáico antigos. Segundo um livreiro de um sebo da periferia de Jerusalém, onde a Dra. “S” havia estado recentemente, e com quem havia obtido o referido objeto suspeito de ser oriundo dos achados arqueológicos de 1946, tratava-se de um fragmento dos famosos Manuscritos do Mar Morto.


Para saber se o pedaço de couro era de fato uma relíquia arqueológica, a Dra. “S”, junto com Raskól, haviam desenvolvido uma fórmula contendo “Polônio 14” e “Éter 33”, no qual planejavam embeber uma pequena amostra do objeto a ser pesquisado e submetê-lo à espectometria de aceleração de massa, método para datação do pergaminho.


Quando Raskól foi chamado às pressas para auxiliar na remoção dos objetos do laboratório, no momento em que ajudava a Dra. “S” a colocar o espectômetro de massa (a máquina cujo processo de aceleração já havia iniciado) em cima de uma mesa - uma vez que a água da enchente já ultrapassava 10cm do chão -, eis que meu amigo escorrega e ambos deixam cair no chão a referida máquina que, rachada, exaliu uma fumaça que foi inspirada por ambos.


Desde então, Raskólhnikov II diz ter tido umas visões (e anda escrevendo sobre isso) acerca do passado e futuro. Conclui dizendo que, junto com sua ex, inventaram a máquina do tempo.


Eu, todavia, atribuo isso – e o tenho recomendado um neurologista – a um pequeno acidente de trânsito que ele sofreu recentemente. Raskólhnikov II andava de bicicleta pela avenida Colombo (sentido avenida Tuiuti-Pedro Taques). Quando chegou na P. Taques, vendo que o sinal havia fechado e os carros que vinham no mesmo sentido dele pararam na faixa, resolveu virar à esquerda (como de praxe) e passar pela faixa pedalando, a fim de esperar o sinal do outro lado fechar para os carros, enquanto aguardaria no canteiro central da Colombo. No instante em que ele virou, foi atropelado por outro ciclista que vinha atrás de si e pretendia seguir em frente furando o semáforo. Ambos caíram ainda na faixa de pedestre. Raskól ralou um pouquinho o braço e a perna esquerdos, o outro nada sofreu. Os dois concluíram que estavam errados. Pegaram as bicicletas e foram embora. Desde esse dia é que ele vem com essas histórias comigo de viagem no tempo. Pra mim ele bateu a cabeça quando caiu.


Em via das dúvidas, vou continuar conversando com ele aqui no blog normalmente, e disse-lhe que o blog estará sempre aberto para suas postagens, venham de onde vierem, do passado, do presente ou do futuro.

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Postado por Marcos "Maranhão" em 25 de dezembro de 2008, às 14:21h



EU ACREDITO NA EDUCAÇÃO

12 de Setembro de 2013, 14:27, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

EU ACREDITO NA EDUCAÇÃO

 

O que acabei de expor nas nas últimas matérias do meu blog é somente a amostra de uma experiência em pouquíssimo espaço de tempo, com turmas de quintas séries de uma escola, no último bimestre do ano letivo; e outra de um CEEBJA. Não posso generalizar, apesar de alguns colegas me dizerem que não é muito diferente nas outras instituições de ensino. Para que eu possa traçar um perfil completo sobre a realidade da educação no lugar onde moro, será preciso mais experiência.

 

Todavia, isso não me impede de, nessa primeira visão, arriscar algumas questões:

 

Será possível, em breve espaço de tempo, termos mais crianças de 5ª série mais preocupadas em estudar do que em fazerem bagunças? Que recado a “bagunça” tenta dar? Acaso não estão apenas manifestando os seus protestos pelo mesmíssimo “feijão-com-arroz” de sempre, os mesmos gizes, as mesmas lousas, os mesmos métodos, os mesmos professores, as mesmas escolas...? Do que as crianças mais gostam? Quais as mídias que mais as influenciam? Inserir programas nos computadores e celulares com conteúdos que elas precisam aprender seria tão caro assim? Colocar mais dessas máquinas nas escolas não seria um investimento? As revisões (no sentido de melhorar a programação educativa e proibir outras sabidamente de má influências para o público menor de idade) das concessões públicas dadas aos donos de canais de tevês abertas não poderiam ser autorizadas mediante um plebiscito? Não seria um investimento no futuro da Nação construir mais escolas (para que se diminua o número de alunos em salas), contratar mais professores e funcionários, pagando-lhes melhores salários? A quem interessa que a educação permaneça como está?

 

Os alunos com quem convivi nos últimos dois meses, em especial aqueles que “bagunçavam”, não pediram pra nascer, muito menos pra serem mal educados. Seus atos são apenas o reflexo do que o meio lhos ensina. Se os pais não lhes dão disciplina, é porque também foram vítimas quer de quem os criou, quer do meio social. As crianças com vários níveis de aprendizagem, embora estando na mesma série, só precisam de acompanhamentos especias, que, infelizmente, nem todos os mestres ou a instituição possuem. Sabendo disso, por qual motivo eu os reprovaria? Comigo (sobretudo porque os peguei já no final de ano, substituindo uma professora que vinha com outro ritmo) só ficaram reprovados aqueles alunos que desistiram, ou que já estavam reprovados desde o 3º bimestre: avaliei-os não apenas pelas tarefas realizadas em sala de aula, mais principalmente por compreender suas realidades socioculturais.

 

Fiquei tentado a falar de mais coisas que percebi, aprofundar outras que toquei só de leve, levantar questões e propor soluções. Por ora vou anotando algumas coisas (clique aqui, pra ler o que escrevi há pouco tempo). Se os deuses permitirem, espero aproveitar mais oportunidades na arte de aprender a ser educador e tentar ajudar essa instituição a falhar menos.

 

Eu acredito na educação.

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Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de dezembro de 2008, às 20:51H



Minha primeira experiência como professor no CEEBJA

12 de Setembro de 2013, 14:26, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

Minha primeira experiência como professor no CEEBJA (Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos)

 

Para contrapor a bagunça das aulas no outro colégio, na parte da manhã, a partir do dia 07 de outubro, passei a substituir uma professora que precisou entrar de licença para cuidar da saúde. Aqui tive o prazer de tentar despertar ainda mais o interesse dos dez alunos (às vezes onze) pela História. Foi muito mais tranqüilo trabalhar, principalmente porque sabiam o que queriam. Embora tal tarefa tenha preenchido meus finais de semana na preparação das aulas – a hora atividade oferecida pelo governo é pouca -, aprendi bastante nessa experiência.

 

Ao longo dos dois meses que ali passei, não só tentei dar meu recado, como aproveitei para fazer amizades com os alunos, funcionários e professores. Só lamentei o fato de ter que sair faltando pouco mais de duas semanas para o término do curso; por outro lado, foi bom para a professora a quem substituí: sua saúde melhorara, e o médico, então, pôde autorizar seu retorno.

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Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de dezembro de 2008, às 20:50h



FOI LAMENTÁVEL...

12 de Setembro de 2013, 14:24, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

FOI LAMENTÁVEL...

 

Ver lixo acumulado junto às áreas da escola que estão à espera de uma capina;

 

Ver crianças indo menos às salas de informática;

 

Ver a escola não oferecer frutas às crianças na hora do intervalo (quanto custaria uma parceria com a CEASA???);

 

Ver pais e/ou responsáveis de alguns alunos só aparecerem na escola no final do ano (pra cobrar nota);

 

Ter presenciado aquelas cenas que descrevi na postagem “De volta à 5ª...”


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Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de dezembro de 2008, às 20:48h 



IMPRESSÕES sobre colegas PROFESSORES e SERVIDORES em geral

12 de Setembro de 2013, 14:21, por Marcos A. S. Lima - 0sem comentários ainda

IMPRESSÕES sobre colegas PROFESSORES e SERVIDORES em geral

 

Percebi que a maioria dos colegas de minha profissão tentaram me ajudar em alguma coisa, seja dando uma dica de como lidar com uma situação específica de sala de aula, seja no auxílio ao entendimento de fechamento dos livros de notas, ou simplesmente abrindo um sorriso. É claro que existem aquelas figuras que fazem de conta que a gente não existe, não dá um bom dia, não nos olha...- o que é relativamente normal.

 

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Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de dezembro de 2008, às 20:47h