Aprenda a Conviver
Settembre 11, 2013 14:41 - no comments yetAprenda a Conviver
Tenho comigo um livro que comprei em 1993. Chama-se “Aprenda a conviver – como lidar com as pessoas”, de Heidelore Kluge. Ele me influenciou em alguma coisa. Transcrevo, abaixo, as 24 Regras do Jogo da convivência humana apresentadas pelo autor:
REGRAS DO JOGO
1- Seja uma boa pessoa e deixe que os outros percebam;
2- Ao lidar com os seus semelhantes, não faça nada que o aborreceria ou incomodaria se fosse feito pelos outros;
3- Mostre que está disposto a aceitar a pessoa com quem entra em contato. Dessa forma, a mesma também se sentirá mais disposta a aceitá-lo;
4- Não exija demais dos outros. Não exagere nas expectativas que formula em relação a eles;
5- Seja conciliador – mesmo,ou melhor, principalmente quando já pode contar vitória;
6- Não deixe que os outros lhe imponham suas próprias regras do jogo – especialmente os trapaceadores;
7- Aceite a si mesmo. Assim os outros terão mais facilidade em aceitá-lo;
8- Não permita que os outros “jogadores” o deixem perplexo;
9- Nunca se fixe num juízo precipitado sobre seu semelhante;
10- Sempre devemos pensar antes de dizer alguma coisa, especialmente quando pretendemos dizer aquilo que realmente pensamos;
11- Deixe que cada um se sinta feliz à sua maneira;
12- Procure sempre ver as coisas numa perspectiva correta;
13- Nunca perca a coragem de tentar de novo;
14- Não procure ganhar o jogo exclusivamente para si mesmo;
15- Aja sempre de tal maneira que você ainda se possa olhar no espelho;
16- Fortiter in re – suaviter in modo. (Firme no objetivo, mas suave nos meios);
17- Procure manter o controle do jogo;
18- Falar é prata – calar é ouro;
19- Os amigos merecem franqueza;
20- Quanto mais estreito o convívio entre as pessoas, maior deve ser a consideração recíproca e autodisciplina individual, para garantir o bom funcionamento da comunhão e evitar atritos;
21- Participe do jogo da convivência humana, mas nunca brinque com os seres humanos;
22- As exceções merecem tanto respeito quanto a regra;
23- Nem sempre devemos guiar-nos pelas aparências;
24- Seja gentil consigo mesmo; dessa forma lhe será mais fácil ser gentil com os outros.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 21 de abril de 2008, às 14:41h
O “Espaço da Cidadania Sem Dengue”
Settembre 11, 2013 14:39 - no comments yetO “Espaço da Cidadania Sem Dengue”
A praça ao redor da prefeitura de Maringá estava lotada, tinha gente até lá perto da Catedral, parecia a chegada do Papai Noel. As pessoas se espremiam. No centro do palco, o prefeito dizia: “O 'Espaço da Cidadania Sem Dengue' (ECSD), além de angariar fundos do Ministério da Saúde, alimentar-se-á principalmente da aplicação de multas pesadíssimas, de acordo com o poder aquisitivo de cada proprietário de imóveis (quanto mais rico for o dono, e em sua propriedade for constatado risco de proliferação do mosquito, maior será a multa). Ontem foi aprovada uma Lei que não dá o direito de recorrer da multa, nesses casos, ficando o indivíduo obrigado a pagar, para que sirva de exemplo. Além disso, estou determinando a paralisação imediata das grandes obras menos urgentes e, em comunhão com os vereadores, estou destinando parte das verbas daquelas obras para o fundo do ECSD, a fim de premiarmos cada morador, cada dono de terreno baldio cujo recinto esteja totalmente livre de possibilidades de desenvolvimento do vetor da moléstia, com uma quantia em dinheiro. Também, iremos contratar três mil agentes especiais temporários, para que vistoriem os imóveis. Mil garis reforçarão o time já existente. (...). Quem for a favor da criação do ECSD, levante a mão!”.
Aquelas pessoas, em sua imensa maioria, levantaram as mãos e assim acabara de ser aprovado mais um importante projeto. As pessoas se abraçavam, sorriam, gritavam o nome do prefeito.
E... então...Tuuumm! Fui acordado do meu sonho, que acabei de relatar, com a dor e o som ao bater a cabeça na parede em que encosto minha cama. “Caramba!”, exclamo em voz alta, ao mesmo tempo em que passo a mão na cabeça e olho a hora marcada no celular: 03h13.
Aí começo a pensar que este sonho possa estar ligado às minhas últimas preocupações a respeito da dengue, sobretudo quando vi, ao fazer minha caminhada matinal ontem, na Av. Colombo, no trecho entre a Av. Pedro Taques e Av. Tuiuti, principalmente em frente aos abandonados prédios do clube Teuto Brasileiro e Sambra, muitos possíveis criadouros de mosquitos: por baixo daquelas coroas-de-cristo na frente do Teuto, percebi copos plásticos, sacolinhas de supermercados, garrafas, tampinhas...; na Sambra, além desses mesmos recipientes, vi até um pneu de moto na calçada.
Também recentemente eu fiquei sabendo da morte de um homem de Sarandi (cidade da região metropolitana de Maringá), ocorrida em fevereiro de 2008, vítima de dengue hemorrágica. E o que é pior: o homem teria adquirido a doença lá mesmo.
É que ano passado peguei dengue clássica (saiba como, ao clicar aqui), o que me deixa mais propenso a pegar a hemorrágica, que pode ser fatal (informe-se aqui).
Apesar de ver mais constantemente o carro do fumacê passando por aí, não considero-me protegido, visto que tenho notado muito lixo nas casas, ruas e quitais não só do meu bairro, mas por toda parte. Sinto que algumas pessoas e autoridades – que possivelmente têm planos de saúde, ao contrário de mim e da maioria do povo -, parecem satisfeitas com o friozinho que começou a fazer de uns dias pra cá. Todavia, a fumaça não mata todos os mosquitos, e sabemos que os ovos do Aedes Aegipty podem durar até um ano no seco.
Temo que os números baixos da doença por aqui, nesta temporada, diferentemente da epidemia de dengue ocorrida no ano passado, tenham se dado também pela diminuição do calor neste verão que se foi – eu sei pelas poucas vezes que suei dentro de casa, já que o teto daqui é de eternit; no ano em que peguei a doença, tive que sair de dentro de casa muitas vezes, na parte da tarde, por não suportar a quentura.
Meu maior temor é que o verão próximo venha a ser mais rigoroso, e que o foco da dengue hemorrágica de Sarandi estenda-se pela região. Bom. Minha parte eu continuarei fazendo, cuidando de meu espaço e conversando com os vizinhos para fazerem o mesmo com os seus, sem acreditarem em possíveis demagogias eleitoreiras.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 20 de abril de 2008, às 15:33h
No tempo em que eu ajuntava tampinhas de garrafas
Settembre 11, 2013 14:35 - no comments yet
Eu deveria ter de sete para nove anos quando observava um irmão e um cunhado, na frente do espelho, arrumando seus cabelos black power, suas camisas coloridas, calças bocas-de-sino e sapatos cavalo de aço.
Baccara fazia o pessoal entrar no clima:
Em 1981 eu já tentava deixar meu cabelo crescer (mas minha irmã nunca deixava), influenciado por sons como o de Ottawan:
P.S. Assista mais vídeos nos meus prediletos
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Postado por Marcos "Maranhão" em 18 de abril de 2008, às 18:05h
UMA RECEITA
Settembre 11, 2013 14:29 - no comments yetUMA RECEITA
A maioria das pessoas com quem converso sobre minha idade dizem que não aparento ter 40 anos. Esta foto minha aí do lado, que acabei de colocar, tem um ano e três meses, tempo exatamente igual ao que deixei de pintar o cabelo e cavanhaque, hoje estando ambos um pouco grisalhos – o cheiro forte da tinta, na hora de pintar, foi decisivo pra eu parar; teve uma vez que senti dor de cabeça, e apresentei outros sinais de resfriado (é possível que um dia eu volte a fazê-lo, se assim desejar a mulher que estiver ao meu lado).
Acredito que isso se deva bastante pelo fato de minha miscigenação (meu pai era descendente de mulata com negro e minha mãe era branca). Mas o contributo maior talvez seja pelo fato de que
* não fumo,
* tenho repugnância ao álcool (uma taça de vinho no almoço vai bem),
* refrigerante na minha mesa não tem vez,
* nos últimos dez anos eu tenho me esforçado para reeducar meu estômago (como frutas, no mínimo, três vezes ao dia, legumes e hortaliças sempre acompanham meu almoço e janta, pouca carne vermelha, peixes duas vezes por semana, aboli frituras, alterno entre adoçante e mel, etc),
* durmo de seis a sete horas por noite,
* faço pinturas,
* nos últimos quatro anos, tenho ido à academia freqüentemente,
* faço caminhadas e pedalo no dia-a-dia,
* leio todo dia,
* mantenho só o essencial de convivência com pessoas muito nervosas,
* procuro rir de mim mesmo,
* resolvi a equação da questão “Deus”,
* etc.
É óbvio que aqui e acolá eu encaro uma feijoada, uma pizza, uma buchada, um mocotó, um churrasco, etc, porém, com moderação, e nunca mais do que duas vezes num mês.
Também não domino todo o espírito: ausentam-me algumas coisas. As preocupações que advêm daqui são por mim encaradas com serenidade. Aprendi várias fórmulas para lidar com as inquietações espirituais, as quais pretendo, logo, logo, externar neste espaço. Uma coisa básica: tenha sempre em mente objetivos a curto, médio e longo prazos.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 17 de abril de 2008, às 18:56h
Sobre amigos e “amigos”
Settembre 11, 2013 14:26 - no comments yet1) Durante a vida, leia várias vezes “Timon de Atenas”, de William Shakespeare;
2) Se encontrar alguém que queira ser, insistentemente, seu amigo, faça o seguinte teste: invente uma história cujo teor você contaria somente para seu psiquiatra, e passe para esta pessoa; espere algum tempo (semanas, meses, anos, até), depois sinta o clima;
3) Nunca tire o livro “O corpo fala” de debaixo do seu travesseiro.
Postado por Marcos "Maranhão" em 17 de abril de 2008, às 6:43h





