Filipe, o Raskólhnikov II
11 de Setembro de 2013, 14:10 - sem comentários ainda
Joinville, 13 de abril de 2008.
Amigo Marcos:
Não é novidade pra ti que meus infortúnios por estas terras daqui, amiúde, marcam as vezes que mais te escrevo, como bem já o deduziste à esta altura. Exceto quanto à minha percepção no tocante ao aumento das jogadas (rasteiras, até) políticas dos homens que tratam destas coisas de administrar rumos de povos – porque é ano eleitoral -, o resto vou levando.
Para ser mais preciso, e não haver dúvidas quanto ao meu intento de tornar-me o mais transparente possível, o que quero dizer com “jogadas rasteiras” depreende-se do que se segue:
Criei uma página na internet há algum tempo, motivado mais pela especulação acerca do que ocorre nos bastidores das coisas que movem nossas vidas (o que pensam, como agem, quais os planos, o que subjaz nas mentes dos homens que de fato têm o poder de manipular as massas). E brinquei um pouco, dizendo pra mim mesmo, que me tornaria uma espécie de detetive particular sem assinatura dos “Zés-ninguéns” e “manés” da vida.
Pois, lá pelas tantas, quando eu quase fui a fundo em algumas possíveis jogadas obscuras dos caras da mufunfa - apenas dei sinal de que poderia chegar lá -, eis que me cortaram, embora de leve, mas o fizeram (e olha que nem pude publicar mais da metade das minhas investigações, avisado que fui por umas pontas de razões que me sobrevieram; em outros termos, era medo mesmo, afinal, sabemos como funciona o negócio).
Acredito que veio de fora o aviso, não sem intervenção dos manda-chuvas daqui, a quem eu poderia aduzir indiretamente, como de fato eu havia dado sinal que andaria por estas praias.
Em todo o caso, serviu pra eu ter algumas certezas: nas políticas, as jogadas sempre foram, é e serão em todos os campos, de várias formas. Funcionaria como quando precisávamos agir pelo instinto na seleção natural das espécies, onde a sobrevivência das variedades mais adaptáveis era garantida com o sacrifício das menos aptas, que terminavam desaparecendo. A diferença é que agora disfarçamos os métodos através da evolução de características mais adaptativas, mais complexas, presentes em todas instituições que criamos, entre elas, as das administrações.
Por isso, passei a adotar o apelido de Raskólhnikov II, uma alusão ao protagonista de Fiodor Dostoieviski em Crime e Castigo. Meu crime: tentar dar umas “machadadas” nas velhas formas de domínio na mão de poucos. Meu castigo: passar uma temporada fora da net, fazendo “serviços forçados” nos “campos de concentração siberianos” (minha mente), tentando adaptar-me em outras páginas virtuais. E pensar que tanto cá, como lá, eu também terminei por contar o que fizera depois de perseguido pelos “Porfíris Pietróvitchs” da vida.
Meus respeitos ao senhor Isidro Júnior e sua pequena Sabrina.
Teu sincero amigo,
Filipe, o Raskólhnikov II
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Postado por Marcos "Maranhão" em 13 de abril de 2008, às 19:32h
Um desafio às emissoras de televisão
11 de Setembro de 2013, 14:06 - sem comentários aindaUm desafio às
emissoras de televisão
É comum, quando ligamos a tevê para assistir os telejornais e muitos outros programas, depararmos-nos com muitas notícias de violência: assassinatos, acidentes de trânsito, estupros, seqüestro, roubos, etc.
Outro dia assisti uma notícia dando conta de que 90% das denúncias de pedofilia no Brasil se encontram nas páginas do Orkut. Na CPI da Pedofilia, criada no Senado Federal, o diretor da Google Brasil (empresa que abriga o Orkut) concordou em repassar à CPI os dados sigilosos de mais de 3 mil usuários que utilizam esse site de relacionamentos para divulgarem material contendo pornografia infantil.
Na briga desenfreada pela audiência, muitos donos de importantes emissoras de televisão, a cada dia que passa, dão-nos mais motivos para termos certeza de que suas preocupações centrais visam tão-somente o comércio e/ou a política partidária, quase (senão totalmente) eximindo-se de dois dos mais importantes princípios norteadores da programação das emissoras de televisão no ato do recebimento uma concessão pública, contidos no artigo 221 da CF/1988, qual sejam, EDUCAR e INFORMAR.
Como se não bastassem os horários comerciais e/ou eleitorais, é normal vermos anúncios de produtos e mensagens subliminares dentro das programações; o desrespeito às crianças com a exibição, em horários impróprios, de cenas com forte apelo sexual, emocional, aterrador, etc.
Se alguns dos profissionais ou donos de televisão não concordam com o que eu disse acima (e se defendem batendo na mesma tecla de que estão fazendo muita coisa pelas crianças e adolescentes, quer com inclusão de programas infantis educativos ou com a criação de “Crianças Esperanças” ou “Teletons”), e desejam, de fato, ajudar as crianças e adolescentes, POR QUE NÃO EXIBEM, DORAVANTE, SÓ PARA REFORÇAR SUAS BOAS VONTADES, 24 HORAS ININTERRUPTAS, NO PÉ DA TELA DE SUAS EMISSORAS, A SEGUINTE INSCRIÇÃO: “PEDOFILIA: DENUNCIE LIGANDO PARA ESTE NÚMERO........” ou “DROGAS: DENUNCIE LIGANDO PARA ESTE NÚMERO......” ?
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Postado por Marcos "Maranhão" em 12 de abril de 2008, às 19:58h
CONTAGEM REGRESSIVA
11 de Setembro de 2013, 14:04 - sem comentários ainda
Essa é uma imagem do Linux Ubuntu, um Sistema Operacional alternativo ao Windows. Há 15 dias assisti o programa da Record News, Link Brasil, cujo tema foi software livre. Desde então, comecei a pesquisar as dicas dadas pelo apresentador e internautas.
Mesmo sem conhecer nada de informática (sou iniciante dos iniciantes), estou doido para experimentar o Ubuntu – que só ainda não o instalei na minha máquina porque os meus negócios de faixas andam meio parados. Calculo que lá pelo meio do ano eu já poderei colocá-lo - apesar de ser gratuito, um técnico amigo meu disse que meu espaço em HD não dá; tenho que comprar outro.
Na verdade, já cansei desse Windows – muito vírus, aquela cor azul então... me lembra o Silvio II, do PP. Chega!
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Postado por Marcos "Maranhão" em 6 de abril de 2008, às 13:21h
DEIXA O HOMEM CONTINUAR!
11 de Setembro de 2013, 14:01 - sem comentários aindaDEIXA O HOMEM CONTINUAR!
Diante da tentativa desesperada do grande bloco de oposição ao Lula, composto não só por partidos, mas por diversas instituições – os meios de comunicações mais poderosos do país são o principal instrumento deles -, que parece se utilizarem de meios escusos para queimar possíveis candidatos apoiados pelo presidente – veja o caso do “dossiê” que inventaram para queimar a Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff -, só me resta também defender o terceiro mandato para Lula.
“Golpe!”, diriam os críticos. Não se o povo decidir que quer que Lula se candidate mais uma vez à Presidência da República em 2010, através de um Plebiscito. Dessa forma, estaríamos praticando a Democracia Direta, ou seja, onde o povo, através do voto, diz quem deseja que lhe governe. Lembrem-se: na democracia, a maioria é quem manda. Qualquer coisa diferente disso aí sim é golpe. Deixa o homem continuar!
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Postado por Marcos "Maranhão" em 5 de abril de 2008, às 22:01h
A violência na escola, os fabricantes de mentes vazias e a minha utopia
11 de Setembro de 2013, 13:45 - sem comentários aindaA violência na escola, os fabricantes de mentes vazias e a minha utopia
Infelizmente, no Brasil tem-se tornado comum as notícias sobre a violência nas escolas, principalmente aquela praticada por alunos contra professores e/ou seus próprios colegas de sala de aula. Não faz muito tempo, o Paraná ficou estarrecido com as notícias que vinham de Sarandi acerca da violência nos colégios.
Refiro-me mais especificamente àquele episódio em que um adolescente teve ferimentos graves em uma das mãos e olhos, se não me engano, quando o artefato explodiu em sua mão no instante em que tentou arremessar uma bomba caseira dentro da escola. Era um problema não exclusivo daquela comunidade, ou seja, alunos que deveriam estar na sala de aula tentavam atrapalhar quem lá estava para estudar.
Aí os meios de comunicação fizeram várias reportagens sobre o assunto durante aqueles dias. A sociedade debateu a questão: falta de segurança na cidade, falta de combate ao tráfico, despreparo dos professores, baixo salário docente, ausência de políticas públicas, desemprego, etc, etc. Parece que aumentaram o patrulhamento ostensivo da polícia ao redor de algumas escolas. Depois pouco se repercutiu na mídia casos semelhantes.
Pois bem. Uma semana antes da quarta-feira passada, os alunos de uma escola estadual de Londrina haviam provocado o “apagão” na escola para poderem ir pra casa e assistir à final do BBB (Big Brother Brasil), da Globo. Antes de ontem, alunos que estavam fora e dentro da sala de aula resolveram repetir o desligamento da energia e decidiram, por volta das 21h20, fazer um quebra-quebra (rasgaram livros, quebram alguns vidros de janelas, cadeiras, carteiras, pias). Leia detalhes aqui.
Hoje, num telejornal local de Londrina, o apresentador falou do assunto, disse que estava nervoso, falou em algumas daquelas questões que a sociedade abordou no caso de Sarandi, mas fez questão de frisar, mais de uma vez, que a polícia poderia resolver a questão.
Em ambos os casos (o de Sarandi e Londrina) tive a impressão que alguns vêm o emprego da força policial como a principal solução para o problema. Ajuda, não tenho dúvidas disso. Mas a questão é outra: precisamos tornar a escola um lugar em que as pessoas vão lá por prazer, e não por obrigação.
Quando ainda fazia o ensino médio no Colégio Branca da Mota Fernandes, abordei a questão numa redação. Disse, entre outras coisas, que eu tinha por objetivo tornar a aula de História, por exemplo (já que ela era taxada de “chata” pela maioria dos colegas), se um dia fosse professor dessa matéria, tão ou mais atrativa que a aula de Educação física na quadra de esportes da escola, única em que quase todos afirmavam – e traziam os sinais no rosto – ser a melhor das disciplinas, pois iam se divertir.
Pra começar, as estruturas de muitos de nossos prédios escolares públicos me lembram um presídio: têm portões (muitos parecidos com as grades da cadeia) que são trancados a cadeado logo depois que dá o sinal de começo da aula; têm pátios vazios (que também lembram aqueles em que os presos vão tomar banho de sol), etc.
Precisamos de arquiteturas arrojadas, formas distintas daqueles modelos quadrados. Já imaginou uma escola em forma de livro aberto?! Os mastros das bandeiras poderiam muito bem serem grandes canetas ou lápis, ou réguas, sei lá. Que tal um pátio em formato de coração, com bancos diferentes, feitos de materiais distintos, arrodeados por árvores, jardins? Já pensou em banheiros cujas decorações fossem planejadas pelos próprios estudantes?
E o que dizer de uma sala de aula de História cujas paredes, tetos, pisos, fossem decorados, pintados com temáticas sobre fatos importantes que mudaram os rumos do homem? Lousas com cores diferentes dos tradicionais verde e preto. Carteiras dispostas de formas a fugir da idéia de ordem. Tenho um projeto mais louco ainda (talvez um por cidade): museus em formato de túnel do tempo, onde cada sala representaria um século, por exemplo (talvez indo até 3 mil, ou 10 mil a.C...), com o máximo de informações possíveis sobre os principais acontecimentos de cada século, contendo não só livros com conteúdos da História “Oficial”, mas principalmente das outras Histórias Ocultas; computadores, pinturas, e também reproduções de objetos, etc.
E qual seria o impacto dos alunos deparando-se com um professor chegando para dar aula sobre a Independência da Índia vestido de Gandhi? E o professor diria para eles: “Muito bem, agora liguem seus computadores e acessem esse mapa” ou “Vamos jogar esse game e ver como era composta a sociedade indiana”.
A escola tem que ser um ambiente onde os alunos se sintam bem, tenham orgulho do local e dos funcionários que lá trabalham. Os trabalhadores da escola têm que ir pra lá com igual sentimento, pra isso precisam também de ótimos salários. Os responsáveis pelo planejamento do ensino idem. Os políticos que administram os recursos públicos têm que ter esse objetivo. Os empresários que financiam as eleições desses políticos, também. Os pais e a sociedade em geral não podem se afastar desse ideal. E é por isso que devem pensar bem na hora de eleger seus administradores.
O arguto leitor poderia estar pensando: “Nossa! Quanta ingenuidade desse cara! A utopia tem limites”. É óbvio que meu sonho é difícil de ser colocado em prática hoje, num momento em o governo Lula pegou esse país arrasado pela mesma burguesia desde quando passaram a chamar esse chão de Colônia de Portugal, mas não é impossível no médio e longo prazos.
Sabemos muito bem quais as forças que o impedem. Essas barreiras que nadam contra a maré têm nomes, às vezes estão do nosso lado, disfarçados; têm objetivos, querem acumular riquezas às custas de mentes cujas capacidades ainda não foram desenvolvidas; estão infiltrados em todas as instituições. Eles desejam que professores fiquem amedrontados ao ver alunos quebrando escolas e querendo ir assistir noveletas que instigam o consumismo, o sexo barato e os vícios em geral que produzem mentes vazias para poderem votar nos mesmos desadministradores de sempre.
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Postado por Marcos "Maranhão" em 4 de abril de 2008, às 22:59h






