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Internacional

28 de Fevereiro de 2014, 14:09 , por Blogoosfero - | 1 person following this article.

Notas rápidas internacionais 17/05/18

17 de Maio de 2018, 9:52, por Desconhecido

por Ana Prestes

por Ana Prestes    
 
- Começou ontem (16) a funcionar a mesa de diálogo entre governo e sociedade civil na Nicarágua. A mediação é feita pela igreja católica, muito forte no país. A crise tem todas as características das tentativas recentes, algumas exitosas e outras não, de desestabilização de governos na América Latina. Os estímulos externos e da imprensa são muito fortes. Como exemplo, a circulação massiva de uma pesquisa do instituto norte-americano Gallup que mostra 63% da população querendo a saída de Ortega e 67% da vice-presidente Rosario Murillo (também esposa de Ortega).
 
El cineasta guatemalteco Eduardo Spiegler murió la noche del miércoles aplastado por un 'árbol de la vida' que fue derribado por los manifestantes durante una protesta en Nicaragua, según confirmó el diario local La Prensa. (fonte: univisionnoticias)
 
- Uma das práticas de desestabilização dos manifestantes nicaraguenses tem sido derrubar símbolos do governo de Ortega, especialmente em Manágua. A cidade possui grandes estruturas de metal em formato de árvores que pesam 9 toneladas cada. Ontem um homem morreu durante a derrubada de uma delas. Seu nome é Eduardo Spiegler e era um cineasta da Guatemala. Já foram derrubadas e queimadas 16.
 
- A Argentina sobreviveu à “superterça”, considerada uma prova de fogo para medir os danos da crise cambial às contas do país. Os investidores externos renovaram 100% dos títulos mensais emitidos em pesos pelo banco central do país e que venceram terça (15). As conversações com o FMI começam sexta-feira.
 
- China considerou, nesta quarta (16), a importância do engajamento da Coreia do Norte nas conversações com os EUA. O tema teria sido abordado em encontro do presidente chinês Xi Jinping em reunião com uma delegação do Partido dos Trabalhadores da RPDC (Coreia do Norte).
 
- Comissão de Inteligência do Senado dos EUA divulgou comunicado nesta quarta-feira (16) dizendo que a Rússia interferiu nas eleições que elegeram Donald Trump. Palavras do senador democrata Mark Warner, vice-presidente da comissão: “Foi um esforço extensivo, sofisticado e ordenado pelo próprio presidente Putin com o propósito de ajudar Trump e prejudicar Hillary Clinton”. O comunicado é assinado pelo presidente da comissão, o senador republicano Richard Burr.
 
- Comitê de Inteligência do Senado dos EUA também aprovou nesta quarta-feira (16) a indicação de Gina Haspel para o cargo de diretora da CIA. Seu nome agora vai para o plenário do Senado para confirmação. Gina Haspel enfrenta duras críticas por ter dirigido uma prisão secreta da CIA na Tailândia  (2002) onde os presos eram submetidos à praticas de torturas.
 
- A China lançou seu Livro Branco explicitando sua política oficial de segurança para a Ásia e o Oceano Pacífico. No livro há tópicos específicos sobre a relação chinesa com os EUA, com a Rússia, com a Índia e com o Japão. Também há tópicos sobre a ASEAN (associação das nações do sudeste asiático), a OCX (organização para a cooperação de Xangai), a Belt and Road Initiative (nova rota da seda).
 
- Ministros árabes de Relações Exteriores realizam nesta quinta (17), no Cairo, reunião da Liga Árabe para tratar da agressão israelense contra palestinos do último dia 14, data que marcou os 70 anos da criação de Israel e da Nakba (expulsão de árabes da região da Palestina).
 
- Papa Francisco declarou nesta quarta (16) estar “muito preocupado” com a “espiral de violência” na Faixa de Gaza.
 
- Autoridade Palestina convocou seus embaixadores da Áustria, Hungria, República Tcheca e Romênia para consultas. Representantes destes quatro países estiveram na inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém na última segunda-feira (14).
 
- Procuradora-chefe da Corte Penal Internacional desde junho de 2012, Fatou Bensouda, informou nesta quarta (16) que as ações de Israel, que deixaram 62 mortes e 2700 feridos na Faixa de Gaza no início desta semana, estão sujeitas ao escrutínio legal da corte e podem ser levadas ao Tribunal Penal Internacional para serem julgadas como crimes de guerra.
 
- Ontem (16) Israel voltou a fazer ataques aéreos à Faixa de Gaza contra infra-estruturas, sem mortos. Foi revelado que através do Egito chegaram intimidações ao Hamas na segunda 14 de que se não parassem os protestos, líderes do Hamas continuariam sendo mortos. Hamas fez comunicado de que a maioria dos mortos de segunda-feira são do Hamas, sem especificar o nível de liderança de cada um dos assassinados.
 
- Japão, 3ª maior economia do mundo, sofre primeira queda do PIB após várias altas consecutivas.
 
- Estudantes chilenas, grande maioria de mulheres, marcharam nesta quarta (16) em Santiago contra a educação sexista, o abuso sexual, a violência machista e a lentidão na reforma educacional. As primeiras mobilizações começaram há um mês na Universidade Austral com uma denúncia de assédio sexual contra um dos professores. Desde então cerca de 20 universidades, faculdades e escolas se integraram aos protestos.
 
- Um protesto de opositores a Maduro, organizados pela MUD, foi realizado ontem em Caracas, na Venezuela. Marcharam até a OEA e pregam o voto nulo nas eleições do dia 20.
 
- Também na Venezuela ontem houve um motim na prisão que leva o nome de El Helicoide e logo a imprensa internacional começou a cobrir (CNN, Telemundo) dizendo que a situação era “gravíssima”. Segundo autoridades venezuelanas foi uma tentativa de criar uma crise para justificar intervenção internacional. Há norte-americanos entre os presos. Embaixada dos EUA se pronunciou via twitter dizendo o governo da Venezuela era diretamente responsável se algo acontecesse aos cidadãos norte-americanos detidos.
 
- Um dos candidatos à presidência da Venezuela, o empresário e candidato independente Luis Alejandro Ratti, renunciou à candidatura e declarou apoio a Henri Falcón, candidato da aliança entre Avanzada Progressista, Movimiento Al Socialismo e Copei.
 
- Governo Colombiano informou ontem (16) sobre a morte de 8 dissidentes das FARC e prisão de outros 3, na região de Putumayo, fronteira com o Equador.
 
- Reunida com seu homólogo, ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante visita a Moscou, a Ministra de Relações Exteriores do Equador, Maria Fernanda Espinosa, anunciou que o Equador defende a “não ingerência” em assuntos de outros Estados, se referindo aos seus colegas latino americanos (grupo de Lima) que querem anular as eleições venezuelanas.



Notas rápidas internacionais 16/05/18

16 de Maio de 2018, 10:29, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- O encontro entre Trump e King Jong-un não é tão simples como a mídia faz crer. Uma reunião de alto nível que ocorreria hoje (16) entre Coreia do Sul e Coreia do Norte foi cancelada por Kim. A justificativa foi o fato de que EUA e Coreia do Sul não suspenderam seus exercícios militares anuais conjuntos realizados desde a sexta-feira (11). Segundo a imprensa sul coreana, Pyongyang também anunciou que poderá suspender a cúpula com os EUA, marcada para 12 de junho na Cingapura.

 
- Ainda sobre a Coreia do Norte, imagens de satélite foram divulgadas revelando que o centro de testes nucleares de Punggye-ri, utilizado para seis testes nucleares subterrâneos nos últimos anos, começou a ser desmontado. A mensagem que Kim está emitindo ao mundo é a de que a Coreia do Norte está trabalhando para a desnuclearização da Península, enquanto EUA e Coreia do Sul continuam seus exercícios militares como se não houvesse um acordo sendo construído.
 
- Irã pede garantias dos signatários do acordo nuclear de 2015 de que se manterão dentro. Querem resposta em 60 dias, a UE pede 90. Os EUA ameaçam aplicar sanções às empresas americanas que negociarem com o Irã dentro de 90 dias.
 
- O inspetor-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, o finlandês Tero Varjoranta, renunciou ao seu posto logo após a saída dos EUA do acordo com o Irã. Embora tenham saído do acordo, os americanos disseram que continuariam apoiando as inspeções da Agência.
 
- Com o rompimento do acordo nuclear com o Irã, europeus estão em uma encruzilhada entre acatar a nova dinâmica norte-americana ou se aproximar de Rússia, China e Irã.
 
- Macron é o único líder europeu até agora que expressou esperança de trazer os EUA de volta a um pacto, fazendo os iranianos aceitarem ampliar seu leque de compromissos no acordo.
 
- Desde o dia 30 de março mais de 100 palestinos foram assassinados pelo Exército israelense na Faixa de Gaza. Governo Trump disse nesta segunda (14) que a responsabilidade pelas mortes é do Hamas. Os protestos fazem parte de eventos pela passagem dos 70 anos da Nakba, quando quase um milhão de pessoas foram deslocadas de suas terras para a criação do Estado de Israel.
 
- Subiu para 61 o número de mortos na Palestina desde a segunda (14), seis são crianças. Os protestos continuam. Conselho de Segurança da ONU tentou aprovar ontem (15) resolução para investigação independente sobre as mortes, mas os EUA vetaram. Embaixadora americana na ONU ainda culpou o Irã pelas mortes, por seu apoio ao Hamas na região.
 
- A União Europeia tentou aprovar uma declaração comum de seus 28 Estados apontando que não concordava com a mudança da Embaixada dos EUA para Jerusalém, mas foi bloqueada por Hungria, Romenia e República Checa. Representantes destes países e Áustria estiveram presentes na transferência da embaixada americana no dia 14 em Jerusalém. A UE defende a criação de dois Estados, com Jerusalém como capital comum.
 
- Na Turquia foi solicitado ao embaixador de Israel em Ancara que se retirasse do país após as mortes nos protestos da Faixa de Gaza. Israel reagiu pedindo a retirada do cônsul-geral da Turquia em Jerusalém. A Turquia já havia convocado seus embaixadores em Israel e EUA para retornarem ao país no contexto da inauguração a embaixada americana em Jerusalém.
 
- Na América Latina, Guatemala, Paraguai e possivelmente Honduras têm prevista a transferência de suas sedes diplomáticas para Jerusalém. Representantes diplomáticos do Perú, República Dominicana, El Salvador e Panamá estiveram no ato de transferência da embaixada americana em Jerusalém no dia 14. Países maiores da região, como Brasil, México, Colômbia e Argentina estiveram ausentes.
 
- Após a morte de mais de 60 pessoas pelo exército israelense na Faixa de Gaza, seleção argentina de futebol recebe pressão para cancelar jogo amistoso com a seleção de futebol israelense marcado para o dia 9 de junho em Jerusalém. O jogo será na véspera do início da Copa do Mundo de Futebol da Rússia.
 
- The Guardian trouxe matéria ontem (15) sobre a poluição do rio brasileiro Cateté na região amazônica e que estaria atingindo a tribo indígena Xikrin. O rio estaria sendo prejudicado pela extração de níquel pela companhia Onça Puma Mineração, pertencente à companhia Vale do Rio Doce.
 
- Alta do dólar é registrada em vários países em desenvolvimento, está ocorrendo na África do Sul, na Turquia, no Brasil, no Chile. Na Argentina bateu um novo recorde histórico indo a 25 pesos. Nas casas de câmbio brasileiras o dólar chegou a R$ 4,00 ontem (15). Enquanto isso, títulos do Tesouro americano alcançaram o maior patamar desde 2011.
 
- Dirigindo pessoalmente um caminhão, o presidente russo Vladimir Putin inaugurou ontem uma ponte que liga a Rússia à Crimeia.
 
- O primeiro-ministro ucraniano, Volodymyr Groisman, acusou a Rússia de “pisotear o Direito Internacional” com a construção da ponte. A península foi anexada em 2014 pela Rússia no contexto da guerra da Ucrânia, após a população ter sido consultada via referendo. A anexação gerou uma crise entre Rússia e UE e diversas sanções econômicas por parte dos europeus.
 
- Advogado brasileiro, juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) renunciou ao seu cargo na corte por enfrentar denúncias de agressão e violência doméstica contra sua ex-esposa. Presidente da Corte fez comunicado em que aceita a renúncia e pede apuração do caso.
 
- Fábrica americana de alimentos Kellogg´s sediada na Venezuela anunciou o encerramento de suas atividades e foi entregue pelo governo venezuelano aos trabalhadores.
 
- Líder do partido FARC, Rodrigo Londoño (Timochenko) instou, através de comunicado público, o presidente Juan Manuel Santos para que não seja dado nenhum passo atrás na implementação dos acordos de paz de Havana. Há uma crise instalada com vários eventos negativos durante o processo eleitoral e com a prisão do líder das FARC Jesús Santrich que virou símbolo dos reveses nos acordos. Enquanto isso, membros das FARC-EP que não aderiram aos acordos fazem um chamado aos ex-combatentes para que não mais se deixem enganar pelo falso acordo de paz e voltem à trincheiras da luta político-militar.

 



Notas rápidas internacionais 15/05/18

15 de Maio de 2018, 10:20, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Israel abriu fogo ontem (14) contra protestos na Faixa de Gaza e assassinou 58 palestinos e deixou mais de 2700 feridos. Um verdadeiro massacre. Os funerais que já começaram e se dão no mesmo dia em que se completam 70 anos da Nakba, nome que se dá ao deslocamento forçado em massa de palestinos após a criação do Estado de Israel. Os protestos se deram contra a inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém.

- Chanceler Aloysio Nunes está na China desde ontem (14). Pauta das conversas será comércio e Acordo de Paris. Da China o chanceler vai ao Japão e ainda retorna a Xangai no dia 21 para assinar um acordo com Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS para a instalação de um escritório do banco em São Paulo.

- Grupo de Lima (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Perú e Santa Lucia) emitiu ontem (14) novo comunicado de condenação da Venezuela por “violentar a institucionalidade democrática, o estado de direito e o respeito aos direitos humanos”. Acusam também o governo Maduro de convocar processo eleitoral ilegítimo e sem credibilidade. Na verdade, o comunicado vem no bojo de uma ofensiva americana preparada para esta semana que antecede as eleições venezuelanas. Autoridades americanas se instalaram na OEA e estão fazendo corpo a corpo com os governos da América Latina para isolarem a Venezuela.

- Assessor de segurança nacional dos EUA, John Bolton, afirmou em entrevista que possivelmente serão aplicadas sanções contra empresas europeias que realizem negócios com o Irã. EUA querem um novo acordo e pressionarão a UE para sair do acordo com Irã.

- O NAFTA, em vigor desde 1994, está sendo renegociado há 8 meses por EUA, Canadá e México. O término das negociações está marcado para daqui dois dias, 17 de maio. Um dos maiores entraves é sobre a produção de peças automotivas. O México pode ser o maior prejudicado do novo NAFTA sob a liderança de Trump. O presidente americano culpa o acordo por destruir empregos industriais no seu país.

- A Rússia condenou a medida de instalação a embaixada americana em Jerusalém. “Não se deve revisar de maneira unilateral nenhum acordo internacional referente ao status de Jerusalém”, disse o ministro de relações exteriores Serguei Lavrov.

- O governo da África do Sul retirou seu embaixador de Tel Aviv em protesto contra o massacre de palestinos por Israel no dia de ontem (14).

- Está marcado para amanha (16), em Manágua, na Nicarágua, o início de um diálogo nacional pela estabilização social do país que vive uma grande tensão desde o dia 18 de abril provocado por grupos que tentam desestabilizar o governo de Daniel Ortega.

- Organizações sociais argentinas estão organizando um grande ato contra os “tarifazos” (elevação das tarifas de serviços públicos) e contra o acordo com o FMI para o dia 25 de maio próximo.

- Novo presidente do parlamento regional espanhol da Catalunha, Quim Torra, toma posse e diz que o presidente legítimo é Carles Puigdemont que se encontra exilado. Enquanto isso, o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy convocou líderes dos principais partidos para um acordo sobre uma possível nova intervenção na Catalunha.

- Campanha presidencial no México segue marcada por muitos episódios de violência.

- Presidente russo, Vladimir Putin, inaugura hoje (15) uma ponte (a maior do país com 19 kilometros) com a Criméia.

- Começa hoje (15) em Astana, no Cazaquistão, a nona rodada de negociações do governo sírio com a oposição armada do país. Negociadores dos países garantidores do processo de paz, Rússia, Turquia e Irã, participam do encontro que recebeu 24 representantes da oposição síria para esta rodada.

- O FMI informou que haverá reunião em sua sede na próxima sexta-feira (18) para analisar o pedido de empréstimo argentino.



Notas rápidas internacionais 14/05/18

14 de Maio de 2018, 11:13, por Desconhecido - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

- Nicarágua viveu fim de semana de conflitos. Especialmente nas cidades de Masaya, León e Rivas. Em Manágua os focos de tensão são na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua e na Universidade Politécnica. Presidente Daniel Ortega fez um pronunciamento por rede de TV na noite do sábado pedindo paz e a interrupção dos conflitos. CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) diz que ainda não teve permissão para visitar o país.

- O até então consulado norte americano em Jerusalém, no bairro de Arnona, hoje passará a ser a Embaixada dos EUA em Israel. Uma grande mobilização palestina já ocorre nesse momento na Faixa de Gaza com protestos contra a mudança e em memória dos 70 anos da Nakba (catástrofe) em decorrência da criação do Estado de Israel. Protestos também ocorrem em Ramallah, Belém, Hebron, Nablus, Jericó e outras localidades palestinas.

- Popularidade de Mauricio Macri despencou na Argentina. Pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Opinião Pública (CEOP) diz que 62,7% da população tem uma imagem negativa de Macri. É o índice mais alto desde o início do mandato em dezembro de 2015. Cerca de 77% consideraram negativa a decisão de recorrer ao FMI. Outra pesquisa, da consultoria D’Alessio Irol-Berensztein havia mostrado 75% considerando inadequado recorrer ao FMI e 66% responsabilizando o governo pela crise cambial.

- Presidente da Bolivia, Evo Morales, denunciou via twitter ontem, domingo 13 de maio, que os EUA e a OEA tem um plano para impedir as eleições venezuelanas do próximo dia 20. Disse que serão realizadas ações violentas apoiadas pela imprensa e que após a eleição tentarão uma invasão com forças armadas dos países vizinhos.

- Aconteceu em Paris, no sábado (12) pela noite, um atentado terrorista cuja autoria está sendo reivindicada pelo EI. Uma pessoa morreu esfaqueada e quatro ficaram feridas. Autor do atentado é checheno.

- Enquanto o ministro das relações exteriores iraniano, Mohamad Javad Zarif, está em Pequim e programado para ir a Moscou e Bruxelas na sequencia, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo dá entrevistas de que se está costurando com os europeus um novo acordo com o Irã.

- Os catalães tentaram no sábado (12) eleger seu novo líder, no entanto Quim Torra, indicado por Carles Puigdemont, conseguiu 66 votos dos 68 que precisava para ser eleito. Hoje (14) haverá segundo turno (maioria simples) da eleição e um dos partidos que estava resistente à sua candidatura, CUP (Candidatura da Unidade Popular) já anunciou que irá se abster na votação, propiciando a eleição.

- Apenas 44% dos iraquianos foram às urnas no sábado (12) para as eleições. Em Bagdá foram apenas 32%. Resultados oficiais devem sair amanhã (15). 

- Grupos pró-internet livre fizeram protestos em Moscou neste domingo (13). Uma das maiores queixas é o bloqueio pelas autoridades russas do Telegram, aplicativo criado e muito usado na Rússia. Considerado um dos mais seguros aplicativos de mensagens do mundo, impede que os serviços de segurança tenham acesso às mensagens dos usuários.

- Brasil se aproxima da liderança mundial na produção de soja. A safra de 2018 deve atingir a marca de 116,9 milhões de toneladas, enquanto a produção americana registrou 119,5 milhões, com previsão de recuar para 116,4 milhões em 2019. Brasil ainda não tem previsão para a próxima safra.

- Aconteceu em Havana, no sábado (12), uma marcha contra a homofobia, transfobia e pelo reconhecimento dos direitos homossexuais. A coordenação da marcha é do Centro Nacional de Educação Sexual (Canesex), cuja diretora é a sexóloga Mariela Castro, filha do ex-presidente e líder revolucionário Raul Castro. Esteve também na marcha a atriz chilena Daniela Veja, protagonista do filme “Uma mulher fantástica” que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2018.

- Comando Sul do exército dos EUA iniciou construção de uma nova base militar na cidade de Neuquén na Argentina, região do Alto Vale do Rio Negro. A região também tem uma base de lançamento espacial chinesa. Região estratégica é um ponto de tensão entre americanos e chineses na América do Sul.

- Segundo dados da National Science Foundation, dos EUA, em 2017 as universidades americanas perderam 31 mil estudantes estrangeiros, queda de 3,8% em relação a 2016. Declínio está sendo explicado pelas políticas anti-imigração de Trump. 

- O atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, planeja criar o Museu da Descoberta com a finalidade de contar a história da expansão portuguesa dos séculos XIII e XIV. A questão é que o nome gerou um enorme debate, já tendo provocado cartas de historiadores e intelectuais, inclusive brasileiros, e muita controvérsia. Os argumentos são de que não se pode contar a história acriticamente como se contava no tempo do salazarismo ou ignorando que o continente americano não foi “descoberto”,  pois já viviam por aqui outros povos. O debate está quente em Portugal e já foram dadas alternativas ao nome como “Museu da Viagem”, “da Expansão” e até da “Interculturalidade”.

- Cineasta queniana Wanuri Kahiu pode ser condenada a uma longa prisão em seu país pela produção do longa-metragem Rafiki (amiga), que integra a seleção de Cannes de 2018. O filme é inspirado no romance Jambula Tree da ugandense Monica Arac de Nyeko e trata-se de uma reinterpretação de Romeu e Julieta com as protagonistas sendo duas mulheres que se apaixonam.



O mundo em uma semana

11 de Maio de 2018, 19:50, por Ana Prestes - 0sem comentários ainda

por Ana Prestes
por Ana Prestes

A semana que passou foi de grande movimentação no cenário internacional. Posse de Putin para o quarto mandato como presidente da Rússia, crise cambial na Argentina, saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã foram os temas com maior destaque dos últimos dias.

Na mesma semana em que Moscou sediou mais uma parada militar pelo Dia da Vitória, celebrado a cada 9 de maio para marcar o dia em que os nazistas se renderam aos soviéticos, Putin tomou posse para mais um mandato presidencial. Empossado no dia 7, no dia 9 Putin fez uma demonstração ao mundo do poderio militar russo, com a apresentação de novos armamentos. Recebeu ainda a visita do premiê israelense Benjamin Netanyahu para depositar flores no túmulo do soldado desconhecido em memória dos judeus mortos na segunda guerra mundial. A presença de Netanyahu ao lado de Putin ao longo de uma semana em que EUA e Israel imprimiram forte pressão sobre o Irã é uma demonstração da importância do presidente russo no jogo de peças internacionais nos dias atuais. Putin está aliado ao Irã na tentativa de estabilização dos conflitos na Síria e retomado da hegemonia do governo de Bashar Al Assad no país. Enquanto Israel tem se apoiado nos EUA e seus parceiros europeus, como França e Reino Unido, para minar o que até agora parece ser um desfecho dos conflitos na Síria. O trânsito de Putin com os líderes turcos, iranianos, sírios, libaneses e israelenses no Oriente Médio é algo que os EUA não tem.

Enquanto Putin tomava posse, Trump preparava a declaração de saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã. Apesar de ser uma decisão esperada e previsível, pelo histórico de negação do atual presidente americano das negociações multilaterais (não foi à Cúpula das Américas e saiu do Acordo Climático de Paris), as consequências desta saída ainda não são totalmente previsíveis. A decisão foi considerada grave por uma série de questões, desde o descarte de 12 anos de construção diplomática, o fato do Irã não ter descumprido o acordo, o desrespeito com os demais signatários do acordo, a perda de credibilidade dos EUA na arena internacional, os riscos iminentes de um conflito com Israel em um momento de tensão na fronteira de Israel com a Síria, a leviandade da decisão por uma retaliação política e não técnica ao regime iraniano. Poderia ser feita uma lista ainda maior de agravantes da decisão, mas o mais importante é ressaltar o grande complicador mundial, para um mundo já nada simples, inserido com a decisão. O que será colocado no lugar deste vácuo desestabilizador? Ao se quebrar um ponto mínimo de estabilidade, multiplicam-se os vários pontos de instabilidade na região mais conflagrada do mundo. A associação entre um cenário com múltiplos pontos de conflito e o enfraquecimento de um elo de razoabilidade, que era o acordo nuclear iraniano, gera o ambiente perfeito para a ação imprevisível e inconsequente como o do regime de Israel.

Do lado de cá da América Latina a semana foi de muita atenção à situação da vizinha Argentina no enfrentamento de uma crise cambial de grandes proporções. A escalada do preço do dólar e da infação em uma economia altamente dolarizada levou o a uma alta estratosférica da taxa de juros, chegando aos 40%. Com uma sucessão de imprevistos e erros nos ajustes dos parâmetros econômicos, Macri resolveu recorreu ao FMI que tem um péssimo histórico de relação com a sociedade e os governos argentinos. Muitos se viram voltando ao pesadelo de 2001 quando o pânico por não conseguir tirar suas reservas do banco e a sucessão de trocas de presidentes levou milhares de pessoas às ruas. Naquela época o país chegou a ter cinco presidentes e dois ministros de economia em dez dias. Na atual crise, ainda em curso, as trapalhadas do presidente Macri não tem sido poucas. No afã de dar uma resposta à opinião pública, anunciou como acordo uma conversação que ainda está em curso, sem que os termos tenham sido pactuados. Anunciou algo que na prática ainda não existe, um empréstimo sem que estejam claras as contrapartidas. Por óbvio, os membros do Fundo exigem flexibilização das leis trabalhistas, reforma da previdência, arrocho nos programas sociais.

A próxima semana não será menos intensa, com a inauguração da Embaixada dos EUA em Jerusalém no dia 14, reta final da eleição presidencial na Venezuela, marcada par ao dia 20 e as negociações da Argentina com o FMI.

Bom fim de semana.



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