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Política

February 25, 2014 16:14 , by Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Centro-esquerda brasileira comparece em peso à refundação do Ibep

February 12, 2019 13:20, by Unknown

Em seu discurso de abertura, o senador Roberto Saturnino Braga chegou a se emocionar, diante do quadro de dificuldades porque passam os movimentos progressistas.

 

Por Gilberto de Souza – do Rio de Janeiro

Um encontro com mais de 150 pessoas identificadas com a centro-esquerda brasileira, na noite de terça-feira, em um auditório no bairro carioca de Botafogo, Zona Sul do Rio, reuniu no mesmo espaço o ex-candidato à Presidência da República Guilherme Boulos (PSOL) e a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB); além de representantes do PT e do PDT, entre as demais legendas progressistas. Foi o momento preciso para que o ex-senador Roberto Saturnino Braga e o ex-ministro de Ciências e Tecnologia Roberto Amaral lançassem o desafio de retomar o Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep) e, com ele, a prerrogativa de reordenar o pensamento político nacional.

Guilherme Boulos (PSOL) discursa após a fala do ex-ministro Amaral (E), antecedido por Saturnino BragaGuilherme Boulos (PSOL) discursa após a fala do ex-ministro Amaral (E), antecedido por Saturnino Braga

A instituição, uma iniciativa deflagrada em 2013, na iniciativa do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, do jornalista Mauro Santayana e de intelectuais como Samuel Pinheiro Guimarães, Ceci Juruá, Gizlene Nader, Saturnino Braga, Eny Moreira, Pedro Celestino, Renato Guimarães, Otávio Velho e Carlos Lessa, entre tantos outros, encaminhou-se ao ostracismo, ao longo dos anos. Segundo o jornalista Roberto Amaral, que retoma agora a tarefa de repensar os rumos dos movimentos progressistas, no país, o país vive um momento singular. E perigoso.

Pensamento nacional

Em seu discurso de abertura, o também ex-prefeito do Rio Saturnino Braga chegou a se emocionar, diante do quadro de dificuldades porque passam os movimentos progressistas, após as forças da extrema direita conquistarem o governo e, ainda mais grave, parcela significativa do pensamento nacional.

— Estamos aqui recriando um instituto que teve uma vida muito fértil e diante dessa perspectiva exigente estamos mais uma vez mobilizados e mobilizando os companheiros diante desse vendaval a que todos nós fomos submetidos. Quando criança, no colégio, aprendi que o Brasil não tinha terremoto, maremoto e, de repente, estamos nós submetidos a um terremoto político, a um vendaval que, confesso, eu não esperava — afirmou.

Frente ampla

Saturnino Braga atribui a vitória do presidente Jair Bolsonaro a uma trama internacional, com apoio dos setores mais retrógrados do capitalismo norte-americano, engendrada “há muito tempo”.

— É claro que existem os Moros, todos esses artífices brasileiros, que são títeres. Vergonhosamente, títeres. E sem-vergonhamente títeres, porque toda essa movimentação vem do fato de o Brasil ter assumido uma posição efetiva, real, de país sério, respeitado, de potência da paz e não podia, evidentemente, continuar nesse percurso. Tinha que ser submetido a uma lição. Essa é a verdade — afirmou.

Com linhas mestras definidas para o resgate da soberania do país e do retorno “ao chão de fábrica”, afirmou Amaral, o novo Ibep propõe um novo entendimento sobre a comunicação popular, uma vez superados os erros do passado recente e renovados os ânimos para que o país possa retomar o rumo, interrompido por um regime neofascista.

— A grande lição que o Ibep pretende, que não está ao seu alcance realizar mas, simplesmente, propor, é a construção de uma grande frente nacional em defesa do país. Essa frente compreende os partidos de esquerda, que devem ser o seu núcleo. Mas ela não pode restringir, não pode ser uma frente de esquerda. Precisa ser uma frente ampla e democrática, na qual devam caber todos aqueles que se opõem ao regime que aí está — conclui.

Gilberto de Souza é editor-chefe do Correio do Brasil.



Gilmar Mendes entra na alça de mira do ministro Sérgio Moro e da Receita Federal

February 9, 2019 9:47, by Unknown

Integrante da extrema direita e defensor de primeira hora do golpe jurídico-midiático-parlamentar contra a presidente Dilma Roussef (PT), há três anos, Mendes consta como suspeito de corrupção.

 

Por Redação – de Brasília

 

Desafeto declarado do ministro da Justiça e Segurança Pública, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes está agora na alça de mira da Receita Federal (RF). Em conjunto com a Polícia Federal (PF), os auditores da Receita tentam identificar “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência” de Mendes e da mulher dele, Guiomar.

Gilmar Mendes e Sérgio Moro se estranharam durante debate no SenadoGilmar Mendes e Sérgio Moro se estranharam durante debate no Senado

Líder de extrema direita e defensor de primeira hora do golpe jurídico-midiático-parlamentar contra a presidente Dilma Roussef (PT), há três anos, Mendes consta como suspeito de corrupção.

Crítico

Relatório financeiro da RF, de maio de 2018,”aponta uma variação patrimonial de R$ 696.396 do ministro e conclui que Guiomar ‘possui indícios de lavagem de dinheiro”, diz o documento vazado para a mídia conservadora.

Ainda em 2016, o ministro Gilmar Mendes enfrentou o hoje ministro Sérgio Moro em um debate sobre as “dez medidas anticorrupção”, no Senado. Mas Gilmar Mendes tem sido um crítico ferino da série de ilegalidades e ações arbitrárias cometidas por Moro, ao longo de sua carreira. O ministro, no entanto, informa que não recebeu “qualquer intimação referente ao suposto procedimento fiscal e também não tive acesso ao seu inteiro teor”.



Quando Dilma puxou o tapete de Lula

January 21, 2019 21:37, by Unknown

Em 2014, não havia nenhuma dúvida quanto à eleição de Lula para a presidência. Sondagens lhe davam mais de 60% dos votos. Todos esperavam a confirmação da candidatura, quando o PT anunciou Dilma candidata à reeleição. Ninguém entendeu. Lula estaria mais velho para retomar o poder só em 2018.  Além disso, quem garantia a popularidade de Lula em 2018, já que a direita fazia de tudo para impedir a continuação do PT no poder. O mistério do “por que Lula não foi candidato em 2014” pode ter sido desvendado com a delação de antigo ministro Antonio Palocci. Indomável, incontrolável e cabeça dura, Dilma teria batido os pés e exigido ser ela a candidata. Em síntese, puxou o tapete de Lula, achando ser ela a líder, e deu no que deu, implodiu o PT, foi deposta depois de ensaiar governar com a direita traindo também seus eleitores, Lula acabou preso e até o Cesare Battisti terminou pagando o pato da ambiciosa Dilma. Um ponto para Lula, apesar de tudo – ele digeriu o desgosto e não disse nada, até hoje, contra sua usurpadora. Vale a pena ler a coluna de Celso Lungaretti, logo abaixo. Nota do Editor.

Por Celso Lungaretti, de São Paulo:
O poste caiu em cima de Lula e o destruiu

Nunca dei total crédito ao que o Antonio Palocci dizia e, na sua condição atual de faço-tudo-para-não-ficar-em-cana, a credibilidade que ele nunca teve diminuiu ainda mais.

No entanto, os trechos que a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, divulgou da delação premiada do Palocci são peças que se encaixam perfeitamente no quebra-cabeças que eu já vinha montando das relações entre Dilma Rousseff e Lula, ponto de partida das terríveis desgraças que se abateram sobre o PT nos últimos anos, com fortes repercussões no restante da esquerda.

Nunca dei total crédito ao que o Antonio Palocci dizia e, na sua condição atual de faço-tudo-para-não-ficar-em-cana, a credibilidade que ele nunca teve diminuiu ainda mais.

No entanto, os trechos que a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, divulgou da delação premiada do Palocci são peças que se encaixam perfeitamente no quebra-cabeças que eu já vinha montando das relações entre Dilma Rousseff e Lula, ponto de partida das terríveis desgraças que se abateram sobre o PT nos últimos anos, com fortes repercussões no restante da esquerda.

Então, mesmo com muitas ressalvas, vale a pena trazer tal informação para o blog, permitindo que cada leitor tire suas conclusões.

Eis o que há de mais significativo no relato da Mônica Bergamo:

O diabo riu por último…

Segundo Palocci, havia uma ruptura entre Lula e Dilma e dois grupos distintos tinham sido formados dentro do PT. Ele diz que a briga entre os dois começou com a indicação de Graça Foster para a presidência da Petrobras.

A nomeação de Graça (…) representava ‘meios de Dilma inviabilizar o financiamento eleitoral dos projetos de Lula retornar à Presidência’.

…naquele momento, Dilma tentava se afastar do controle de Lula.  ​[o ex-presidente da estatal Sérgio] Gabrielli era íntimo de Lula, ao passo que Graça era íntima de Dilma. Não havia qualquer intimidade entre Lula e Graça e a relação entre Dilma e Gabrielli comportava permanentes atritos’.

…O ex-ministro diz que chegou a perguntar ao ex-presidente: ‘Por que você não pega o dinheiro de uma palestra e paga o seu tríplex?’. E que Lula teria respondido que um apartamento na praia não caberia em sua biografia.

Resumo da ópera: se tudo isto for verdade, a responsabilidade da Dilma nos nossos infortúnios atuais terá sido imensa.
Diretamente, por sua teimosia em retirar do baú de velharias, no primeiro mandato, o nacional-desenvolvimentismo  da década de 1950, acreditando que, por meio de receitas de mais de meio século atrás faria o carro da economia pegar no tranco. O que conseguiu foi incubar uma formidável recessão, que abriu caminho para seu impeachment e para a volta da extrema-direita à Presidência da República.

E indiretamente, porque sua disparatada pretensão de equiparar-se a Lula, descumprindo o combinado entre ambos quando ele a carregou nas costas para o Palácio do Planalto, teve consequências nefastas ao extremo:.

— a Presidência ficou praticamente acéfala durante o decisivo ano de 2015, ao fim do qual o grande capital desistiu de vez da Dilma e passou a apoiar sua deposição; e

.— o abalo que tal situação de impotência deve ter provocado em Lula, o qual, a partir daí, começou a cometer erro após erro, até o mais amargo fim.
Celso Lungaretti, jornalista e escritor, foi resistente à ditadura militar ainda secundarista e participou da Vanguarda Popular Revolucionária. Preso e processado, escreveu o livro Náufrago da Utopia (Geração Editorial). Tem um ativo blog com esse mesmo título.

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.



Artigo esclarecedor: Governos do PT foram de capitalismo puro, embora um pouco mais civilizado

January 7, 2019 21:43, by Unknown

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Foto: políticos de extrema direita com a mesma estratégia discursiva, Hitler, Trump e Bolsonaro.

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado e pesquisador

Obama comunista? Brasil socialista? A pequena ilha de Cuba ameaçando a maior potência militar do Planeta? Venezuela invadir o Brasil pela Amazônia? Tais comentários são tão absurdos que não sobrevivem a qualquer análise mais séria das informações. Mas por que elas existem?

A fala recente do Presidente empossado Jair Bolsonaro (PSL/RJ), afirmando que “o Brasil nunca mais será um país socialista” é sabidamente uma mentira histórica. Assim como Obama nunca foi um comunista, o próprio Partido dos Trabalhadores sempre executou políticas próximas à da social democracia. Em termos reais, o Governo estadunidense de Barack Obama seguiu uma linha política social-liberal, ao estilo da terceira via europeia da década de 1990. O programa de seguro-saúde defendido como modelo universal pelo ex-presidente norte-americano, encontrou fortes resistências dentro de um parlamento conservador e acabou sendo implementado de forma mitigada. Se comparado aos modelos públicos universais do Reino Unido, França, Alemanha e países nórdicos, não é nada.

Já o governo petista, no Brasil, com a ressalva de algumas políticas identitárias, esteve longe até das sociais-democracias europeias clássicas, como a Sueca e a Dinamarquesa, por exemplo. O que nós observamos foi a execução de um modelo “desenvolmentista-neokeynesiano”, com forte preocupação no investimento público na infraestrutura, na expansão dos serviços, elevação dos patamares educacionais (este o segmento que mais se aproximou de modelos europeus), tendo o consumo interno e a estabilidade monetária como balanças de controle. Ou seja, capitalismo no seu sentido puro, embora muito mais civilizado e inclusivo do que a tragédia imposta pelo receituário neoliberal de Michel Temer (MDB/SP).

A verdade é que o discurso de ignorância radicalizada da extrema-direita esconde dois grandes pontos chaves da sua estratégia: impor políticas agressivas e violentas nos campos econômico e de segurança e esconder o seu despreparo técnico para enfrentar a complexidade de um mundo não mais dividido pela bipolaridade leste-oeste das décadas de 1960-1970. A Globalização, tão criticada pelo Chanceler Ernesto Araújo, é tão capitalista quanto o dólar e um big-mac, mas a disputa de mercados no mundo atual exige conhecimento, estratégia e maleabilidade que são impossíveis para um obscuro diplomata que passou anos escondido nas sátiras dos corredores do Itamaraty.

Além disso, a busca de culpados pelos fracassos previsíveis de um modelo político e econômico excêntrico, perverso e escandalosamente equivocado serve de justificativa para um eventual arrefecimento da repressão política.

Nunca se falou tanto em comunismo no Brasil e nos Estados Unidos desde a queda do Muro de Berlim na década de 1990. Muro, aliás, que domina os discursos de ódio proferidos por Trump para esconder os escândalos financeiros e de corrupção que cercam o seu governo, fortemente ameaçado por impeachment. A linha discursiva de ódio é repetida em outros países comandados pela extrema-direita, como a Hungria de Victor Orbán contra os imigrantes, o Brexit Britânico contra os “continentais” e a direita italiana contra os refugiados ambientais da África. Em todos esses países o discuso de ódio ajuda a esconder fatos como, por exemplo, que Brexit representará um recuo de mais de 9% no PIB britânico nos próximos 5 anos.

Outro aspecto importante é que a criação de adversários fictícios sempre foi uma estratégia da extrema-direita para manter privilégios das elites ou fortalecer medidas de austeridade e de exclusão social. A América Latina nunca foi ameaçada por uma invasão comunista. A Revolução Cubana foi uma rebelião contra o colonialismo norte-americano no país e acabou iludindo até seus líderes quanto à expansão no continente. A Alemanha nunca sofreu ameaça dos judeus e quando Hitler subiu ao poder o partido comunista encontrava-se enfraquecido pelo assassinato de líderes importante como Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, além do envelhecimento das principais lideranças do partido social-democrata.

O ranço direitista tem outros objetivos: manter um debate binário e maniqueísta ente o bem e o malesconder os reais problemas que afetam o paísfugir da discussão econômicaesconder a corrupção (sim, ela nunca esteve tão presente) e impor um perverso sistema de exclusão social. Além disso, resta apenas um vazio patético de quem chegou ao poder defendendo bandeiras ridículas como o projeto “escola sem partido”. A direita, como sempre, atuando como agente político, é uma mera representação de alienação extrema com preconceito, mais nada. O problema é que as suas piadas intencionais sempre viram tragédias.



Críticas de Ciro ao PT causam desconforto em parcela da esquerda

January 7, 2019 21:37, by Unknown

De volta ao campo de batalha eleitoral, Gomes assume que manterá seu nome à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem promete fazer oposição.

 

Por Redação – de São Paulo

 

A entrevista do candidato pedetista Ciro Gomes, derrotado no primeiro turno das últimas eleições presidenciais ao diário conservador espanhol El País, em sua edição para o Brasil, gerou mal estar em setores da esquerda nacional. Ao desferir violentos ataques ao Partido dos Trabalhadores (PT), na conversa com o jornalista Florestan Fernandes, o ex-governador do Estado do Ceará volta a se apresentar como oposição “pós-PT”.

Ciro resolveu se ausentar do país, a duas semanas das eleições, "para cuidar da saúde", segundo assessoresCiro resolveu se ausentar do país, a duas semanas das eleições, “para cuidar da saúde”, segundo assessores

— O PT já foi. Agora eles encontraram alguém que tem coragem de encará-los. Eu sou pós PT — profetiza.

De volta ao campo de batalha eleitoral, Gomes assume que manterá seu nome à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem promete fazer oposição. Embora acredite que ainda é cedo para falar em sucessão presidencial, o pedetista acredita ser necessária a construção de alternativa ao PT, que ele classifica de um “partido corrupto” e “quadrilha”.

Lula preso

Ainda assim, diante da dúvida sobre integrar uma frente de oposição ao novo governo, com a presença do PT, o político cearense diz:

— Acho que sim. Nosso inimigo não é o PT.

Adiante, no entanto, deixa clara sua opinião sobre a legenda.

— Agora, nós precisamos não nos comprometer. Estou falando sob o ponto de vista histórico. Precisamos dar ao jovem brasileiro uma plataforma em que ele não precise de um salvador da pátria, de um guru, de um líder carismático que, preso, de dentro da cadeia, fica mandando recado. Isso é o fundo do poço — afirmou.

Mas coloca panos quentes para, em seguida, voltar à carga:

— Não quer dizer que a gente abandone o Lula. A questão central do país não pode ser identitarista ou o salve Lula. Enquanto a agenda for esta, estamos fazendo exatamente o que o Bolsonaro quer que a gente faça. Ele não ganharia em hipótese nenhuma no Brasil que eu conheço se não fosse o antipetismo que o petismo cevou.

Burocracia

Ciro volta, ainda, à questão da propina distribuída aos principais líderes petistas:

— O Palocci é réu confesso. E não é um petista periférico. Foi o homem que Lula escolheu para comandar a economia do Brasil por 8 anos e a Dilma escolheu para comandar o governo. O Levy foi escolhido pela Dilma. O Michel Temer foi escolhido pelo Lula. Se a gente ficar alisando essas coisas pela dor que tem do Lula estar onde está, não vamos pensar na questão brasileira.

O ex-governador cearense atira também nas últimas decisões da legenda adversária.

— Cabe a oposição vigiar, cobrar. O que faz a burocracia do PT? Se retira da posse. Ora, quando o Aécio Neves nega o reconhecimento do sucesso eleitoral da Dilma, começa a plataforma do golpe. E o PT soube denunciar isso. Como é que se explica agora para o povo brasileiro que um adversário nosso, por mais deplorável que seja, não é reconhecido como vitorioso? — questiona.

Pesquisas

Ciro Gomes, no entanto, admite que integrou os governos de Lula e Dilma.

— Eu fiz parte do primeiro mandato do governo Lula. Quando eles começaram a errar eu não aceitei mais ser ministro. Eu votei na Dilma contra todas as contradições, porque o outro lado era o PSDB e o Aécio, que eu sabia quem era. O que fiz desta vez? Disse: campanha pra eles eu não faço mais. Votei no Haddad como cidadão, mas não voto mais nesta burocracia do PT. Não faço campanha com eles nunca mais. De lá pra cá eles se corromperam. Essa é a triste, dura e sofrida realidade. Apodreceram. Tomaram gosto pelas benesses do poder — afirma.

E não faltaram críticas diretas à presidenta deposta.

— Lá atrás, a Dilma era uma pessoa sem nenhum treinamento, sem nenhuma vivência, nunca disputou uma eleição. E o Lula, aproveitando a justa popularidade que tinha, resolveu impor a Dilma contra todos nós. Estávamos eu, com predileção nas pesquisas, Eduardo Campos… E o PT não tinha nenhum quadro. E ele escolheu uma pessoa que nem tradicionalmente do PT era. Por que? Pra mandar — acrescenta.

Recursos

Lula também não escapa às críticas. Segundo o ex-candidato pedetista, mentiu para os brasileiros.

— Todas as pedras do caminho sabiam que Lula não podia ser candidato pela lei da ficha limpa. E eles impõem a candidatura do Lula, mentem para a população brasileira explorando a boa fé do nosso povo mais pobre para comovê-lo até o limite da eleição e botar uma pessoa sem autoridade — assinalou.

Segundo Ciro Gomes, Lula sequer é prisioneiro político, mas um preso comum.

— (Lula) é preso comum. Se Lula fosse um preso político, não tinha que recorrer aos tribunais. Lula não é condenado pelo Sérgio Moro, que eu sempre critiquei. É condenado por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal. Tentou diversos recursos no STJ e STF. Portanto, por definição, é um preso comum. Mas se ele entende que é um preso político, não podia estar recorrendo às instâncias formais. Eu acho a sentença que o condenou frágil. Mas isso não o transforma num preso político, porque ele aceitou a dinâmica — observa.

Ataques violentos

Para o jornalista Breno Altman, que integra o PT, “suas declarações baseiam-se em ataques violentos ao Partido dos Trabalhadores”. Assim, afirma Altman em seu blog, Ciro “se alinha ao discurso da extrema-direita ao caracterizar o PT como uma quadrilha corrupta”.

Altman chama de “nefasta” a posição anti-petista de Ciro.

“Só atende aos interesses de Bolsonaro. Ciro divide a oposição contra o governo, busca isolar o PT e cria uma celeuma no campo progressista”, escreveu.

Altman acredita que Ciro visa o fim do PT, como forma de ser a alternativa eleitoral à legenda.

“Esse cálculo é errado, sua postura está gerando um ódio do eleitorado petista ao seu papel. Ciro Gomes está cumprindo o destino que ele próprio se traçou: Não perde uma chance de perder uma chance” , conclui.



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