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Tecnologia

25 de Fevereiro de 2014, 16:05 , por Blogoosfero - | No one following this article yet.
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Parabéns aos paneleiros, governo dos golpistas vai limitar acesso à internet

13 de Janeiro de 2017, 11:56, por Bertoni - 0sem comentários ainda

Ministro confirma que limite de dados na internet fixa será aplicada no Brasil no segundo semestre de 2017

Por William R. Plaza


Em dezembro do ano passado Juarez Quadros, novo presidente da Anatel, que assumiu o posto depois que o polêmico João Resende renunciou, disse que a proibição da aplicação da franquia de dados na internet fixa permaneceria por muito tempo. Infelizmente esse muito tempo é bem menos do que todos imaginavam. 

Gilberto Kassab, que assumiu em maio de 2016 o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, disse em entrevista ao Poder360, que a aplicação da franquia de dados na internet fixa começará a valer a partir do segundo trimestre de 2017. Isso retoma toda aquela conversa em relação aos problemas que os usuários terão que lidar para desfrutar de serviços como os de streaming de vídeo com um plano de franquia. 

Kassab diz que o objetivo é beneficiar o usuário, e que a ideia é que o serviço seja o mais elástico possível, mas que tenha um ponto de equilíbrio, porque as empresas têm os seus limites. "A empresa tem 1 limite e o consumidor tem 1 sonho: que seja ilimitado ao infinito. E cabe ao governo, cabe a Anatel, definir esse ponto de equilíbrio".

O Ministro também disse que haverá um período de adaptação em que os usuários terão o limite no pacote de consumo. Isso funcionará como uma espécie de termômetro para que o governo e as operadoras possam identificar a reação dos usuários.  Quando questionado se há um temor que o governo seja taxado como o limitador de acesso, Kassab diz que não, e que o governo estará sempre ao lado do usuário, e que o problema não é a redução, é ponto de equilíbrio.

Vale relembrar que a própria Anatel no ano passado, através de um relatório, admitiu que comparando com outros países (Portugal, Chile, Austrália, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos), não é possível afirmar que "era da internet ilimitada" está chegando ao fim, e que a aplicação da franquia de dados prejudicaria principalmente as camadas mais populares, que tem menos poder de compra, já que a banda larga compromete 15% do salário mínimo do Brasileiro, e com a necessidade de adquirir novos pacotes para continuar trafegando normalmente esse percentual obviamente será maior. 

O discurso é alterado de acordo com o momento, provavelmente agora a Anatel irá apresentar mil razões para mostrar que a aplicação da franquia de dados não será tão ruim assim.



Privacidade, uma mercadoria de luxo

9 de Janeiro de 2017, 23:14, por Altamiro Borges

Por Rafael Evangelista, no site Outras Palavras:

Causou pequeno furor na Internet, recentemente, a notícia de que o Nubank poderia interromper as suas atividades no Brasil. O Nubank é uma dessas fintech, empresas de finanças que utilizam de ferramentas de alta tecnologia, principalmente big data, para realizarem suas operações de crédito e que também oferecem uma “experiência tecnológica” a seus clientes, como fazerem tudo pelo celular. O motivo do fechamento seriam mudanças na regulação do mercado de cartão de crédito propostas pela equipe econômica do famigerado Michel Temer, em especial o encurtamento no prazo de pagamento a ser feito aos lojistas pela financiadora quando alguém compra usando o cartão. O Nubank, choraram seus executivos, não teria caixa para antecipar pagamentos e não poderia manter práticas que o diferenciam de seus concorrentes, como a isenção de cobrança de anuidades. Por isso também a grita dos clientes.

Mas o ponto aqui não são as agruras dos portadores de cartões Nubank, e sim o quanto elas podem falar sobre privacidade. O direito de escolher entre ser totalmente transparente ou manter certos assuntos longe do escrutínio alheio tende a ser cada vez mais um privilégio dos ricos.

No caso acima, mantêm a privacidade aqueles com orçamento livre o suficiente para pagar a anuidade do cartão, ou que gastam tanto no crédito que gozam de benefícios dos bancos tradicionais. O cliente Nubank, assim que pede seu cartão de crédito, oferece poucos dados (e-mail, nome, CPF), mas é convidado a integrar seu perfil do Linkedin ao cadastro. Essa integração aumentaria a velocidade de resposta do Nubank ao seu pedido. É a partir do CPF e dos dados coletados em redes sociais que a empresa vai checar se o cliente é quem realmente diz ser e qual sua capacidade de crédito, que está relacionada não somente ao seu cadastro fiscal, mas também à sua inserção na sociedade, ou seja, o quem faz, onde trabalha, quem são seus amigos etc. Trata-se de uma escolha emblemática: os que podem pagar a anuidade podem ser mais obscuros ao banco; os que precisam economizar umas dezenas de reais por mês oferecem sua transparência.

O exemplo é até certo ponto trivial, uso-o aqui não por ser contundente, mas por convocar ao debate de uma questão mais ampla. Trata-se de uma investigação que todo banco faz, no entanto é uma amostra emblemática de uma mudança mais complexa e que tem a ver com o capitalismo de vigilância, uma nova lógica de acumulação do capitalismo. “Essa nova forma de capitalismo informacional pretende prever e modificar o comportamento humano como meio para a produção de lucros e o controle do mercado”, escreve Shoshana Zuboff, em um denso artigo chamado “Big Other: surveillance capitalism and the prospects of an information civilization

O artigo é um petardo e é prévia para um livro que deve chegar às livrarias no início de 2017. O capitalismo de vigilância funda-se em tecnologias como o big data, a extração e análise de grandes quantidades de dados para análises de mercado. Mas há outros dois pontos importantes de que Zuboff trata que nos ajudam aqui a mostrar como a privacidade vai se tornando cada vez mais difícil para os mais pobres.

Um deles é a reflexão que Zuboff faz sobre o futuro dos contratos. No capitalismo de vigilância, passamos a ser monitorados por dispositivos informacionais o tempo todo. Eles garantem com muito mais efetividade se estamos ou não seguindo um determinado comportamento. A tendência seria, então, de emergência de novas formas contratuais, que ela chama de não-contratos, pois a forma tradicional desses compromissos legais seria baseada na incerteza e na confiança. Estas tendem a ganhar um papel secundário no futuro, dando lugar a um monitoramento maquínico.

Por exemplo, imaginemos um plano de saúde que, como condição para oferecer preços mais baixos, oferte ao cliente o uso ininterrupto de uma pulseira de monitoramento cardíaco. Antes, a empresa podia apenas recomendar ao cliente que se exercitasse três vezes por semanas por pelo menos 30 minutos ao dia para manter uma vida saudável pelo seu próprio bem. Com a pulseira, a sincronizar dados com os computadores da empresa diariamente, esta tem como estar certa de como o cliente se comportou, se fez exercícios ou não, verificando os batimentos cardíacos. Se o cliente não cumpriu o “recomendado” então os preços, automaticamente, sobem. O risco da empresa cai consideravelmente, pois dá preços mais altos aos sedentários, condição que ela verifica ao vigiar a que velocidade bate o coração do segurado.

Parece claro que aqueles que podem pagar, que têm mais dinheiro, podem se dar ao luxo de se eximir desse tipo de vigilância pela máquina. Isso é ainda mais verdade em situações profissionais. A revista TechRepublic publicou um interessante artigo ( sobre o Mechanical Turk, o site da Amazon dedicado a oferecer trabalho remoto, a ser feito em casa, por trabalhadores independentes, em troca de micro pagamentos. São tarefas muitas vezes auxiliares aos sistemas de inteligência artificial das grandes companhias do Vale do Silício. Incluem trabalhos simples como classificar fotos, classificação que será usada para “ensinar” sistemas de inteligência artificial; ou coisas traumatizantes, como assistir centenas de vídeos do ISIS, incluindo cenas de degolamentos, para definir se se trata de conteúdo impróprio ou não. Tudo isso por alguns centavos: na imensa maioria dos casos o rendimento do trabalhador fica abaixo do salário mínimo federal dos EUA, de 7,5 dólares a hora. O que a revista descreve é um cotidiano exaustivo, em que os trabalhadores passam o tempo todo conectados, pois o rendimento depende de ser estar disponível no momento em que a tarefa aparece. Essas são oferecidas preferencialmente àqueles designados como estando no “master’s level”, mas ninguém sabe como isso é definido. A vida privada, pessoal, fora do mundo do trabalho, desaparece, O trabalhador é transparente ao sistema, precisa estar disponível o tempo todo e abrir seus dados em extensos formulários de cadastramento. Mas o contratante é obscuro e, muitas vezes, anônimo. A Amazon coloca-se apenas como dona da plataforma que conecta trabalhadores e patrões.

Outro ponto importante no texto de Zuboff é a ideia que o capitalismo de vigilância não tem as populações somente como fonte da coleta de informações comportamentais, informações essas que vão orientar campanhas de marketing, publicidade e informar a produção de produtos. Aquele que é vigiado é também alvo de tentativas de orientação de comportamento. Tradicionalmente, a publicidade já opera dessa forma, busca fazer com que os indivíduos se comportem de uma determinada maneira que seja interessante aos lucros da empresa. Mas Zuboff está falando de algo em outro nível, que não opera pelo convencimento, pela escolha e decisão.

Trata-se de uma prática de controle da ação dos pontos em uma rede – as pessoas, no caso. Entende-se ação aqui como uma operação informacional: um like no Facebook, um clique que confirma a compra em um site, montar uma página na Internet em que alguém oferece seus serviços profissionais. “Na lógica do capitalismo de vigilância não há indivíduos, somente o organismo de escala mundial e todos os minúsculos elementos dentro dele”, escreve ela. O controle aí significa a limitação das escolhas ao mínimo ou a opções que não fazem muita diferença. A Netflix lhe oferece opções de filmes que parecem infinitas, a maioria dentro do mesmo padrão hollywoodiano e todas sendo comercializadas pelas mesmas distribuidoras do sistema. Você pode optar por não utilizar o dispositivo de rastreamento que a seguradora quer instalar em seu carro, só vai ter que pagar o dobro.

Na pirâmide social da atualidade – e que, em condições normais, tende a um afunilamento crescente – apenas o 1% que está no topo pode optar pelo privilégio da total obscuridade à rede. O grau de escolha sobre privacidade parece ir diminuindo quanto mais se aproxima da base. Inclusive o nível mais inferior dessa pirâmide, hoje desconectado, é objeto de desejo das grandes empresas de tecnologia, que lançam projetos de inclusão digital – como o Free Basics, do Facebook – de olho nos dados e operações informacionais que essa população pode produzir.

Nessa enorme parte do meio da pirâmide, para sobreviver, ou apenas para termos um pouco mais de conforto momentâneo, somos a todo tempo convidados a nos tornarmos mais transparentes. Mas essa transparência, ao mesmo tempo, aumenta nossa vulnerabilidade e o poder do outro. Os efeitos não são só individuais, a invasão de uma intimidade, como o sentido comum da expressão “perda da privacidade” pode nos convidar a pensar. Trata-se fundamentalmente de uma questão de poder.



Synaptic, software brasileiro que há 15 anos facilita a instalação de programas no Linux

1 de Dezembro de 2016, 11:10, por Bertoni

O Synaptic é um aplicativo que atua como uma interface gráfica amigável para o sistema de gerenciamento de pacotes (programas) APT, utilizado no Debian e outras distribuições derivadas dele, como Ubuntu, Mint, Bodhi, etc.

Lançado em 13 de novembro de 2001, há 15 anos, o Synaptic foi criado pelo brasileiro Alfredo Kojima, quando trabalhava na empresa Conectiva Linux, de Curitiba.

O Synaptic combina a simplicidade do "aponte-e-clique" da interface gráfica com o poder do apt-get (uma ferramenta em linha de comando do terminal). Você pode:

  • Instalar, remover, configurar ou atualizar pacotes de software;
  • Navegar, classificar e procurar a lista de pacotes de software disponíveis;
  • Controlar os repositórios ou atualizar o sistema inteiro;
  • Enfileirar uma certa quantidade destas ações para serem executadas de uma só vez.

O Synaptic informará sobre as dependências (pacotes adicionais necessários para o pacote do software que você escolheu), bem como sobre os conflitos com outros pacotes que já estão instalados em no sistema.

O Synaptic também é capaz de corrigir pacotes quebrados, ou seja, programas que foram baixados e instalados no computador, mas que apresentam algum problema e não podem funcionar corretamente.

Para instalar o Synaptic na maioria das distribuições Linux que usam os pacotes .deb basta abrir o Terminal (Konsole) e digitar o seguinte comando:

sudo apt-get install synaptic

informar a senha e seguir as orientações que aparecerão no Terminal (Konsole)

Na versão 0.83 disponível no Ubuntu 16.04 LTS não aparece o Filtro Rápido (de pesquisa), que facilita ainda mais a vida de quem procura por algum pacote a ser instalado.

Inslatar o filtro é coisa rápida. De novo no Terminal (Konsole)

sudo apt-get install apt-xapian-index -y


e na sequência

sudo update-apt-xapian-index -vf

Pronto, a abrir o Synaptic o Filtro Rápido (de pesquisa) apareceu na Barra de Ferramentas do Synaptic 0.83, como vemos na figura abaixo:

Synaptic 0.83

Feito isso, você fica com a opção de instalar os pacotes via terminal ou através da interface gráfica do Synaptic.



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21 de Novembro de 2016, 0:00, por Vicente Aguiar - 0sem comentários ainda

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Por qué el futuro de Internet necesita movimientos de justicia social

11 de Novembro de 2016, 14:51, por David Díaz Ríos - 0sem comentários ainda


Hacia un Foro Social de Internet
Colectivo Promotor del FSI 

 
  • 1. Introducción
 
Al igual que los cambios tecnológicos anteriores, Internety la revolución de la conectividad electrónica en redes ofrecen la promesa de un mundo mejor y más equitativo para todos y todas. Sin embargo, es cada vez más evidente que algunas élites están utilizando los beneficios de estos progresos en su provecho, consolidando de esa manera sus posiciones generales de control. Las corporaciones globales, a menudo en asociación con los gobiernos, están enmarcando y construyendo esta nueva sociedad para responder a sus propios intereses en detrimento de un interés público más amplio.
 
Varios sectores centrales de los países ricos, en vías de desarrollo y menos desarrollados ya están sufriendo perjuicios y transformaciones importantes; por ejemplo la venta minorista es afectada por Amazon, los medios de comunicación por Facebook, la hotelería por AirBnB y los taxis por Uber. Además, Google y Apple están muy avanzados en la valorización y la mercantilización digitales de los aspectos más ínfimos de nuestras vidas personales y sociales. Con una mirada superficial, muchos de los nuevos servicios y modelos de prestación parecen benignos e incluso positivos, y de hecho aportan beneficios tangibles a algunas personas e instituciones, hasta el punto que muchos están dispuestos a renunciar voluntariamente a la protección de los datos personales y la privacidad.
 
Sin embargo, un análisis más profundo revela cambios por debajo del nivel de detección del radar que provocan alteraciones sociales fundamentales, generan nuevas formas de desigualdad y profundizan las divisiones sociales existentes. Sin un debido control, estos cambios podrían ser precursores de dinámicas institucionales y de modelos empresariales autorizados digitalmente que socavarán seriamente los derechos arduamente adquiridos por trabajadores/trabajadoras y ciudadanos/ciudadanas y erosionarán significativamente los regímenes de bienestar social y, en última instancia, las instituciones democráticas. Se requieren rigor analítico y una militancia comprometida para combatir estos modelos sociales y empresariales emergentes y desarrollar alternativas apropiadas que promuevan activamente la justicia social.
 
Esto es particularmente válido en lo que respecta la transformación interna de los distintos sectores, facilitada por la agregación y el análisis de microdatos a nivel global. En consecuencia los macrodatos (“Big data”) están creando nuevos paradigmas en numerosas áreas. Por ejemplo, el concepto de “ciudades inteligentes” es presentada como un nuevo modelo de gobernanza basado en datos que podría reemplazar a los procesos políticos y democráticos. Sin embargo, a diferencia de las transformaciones a nivel del consumo, estos cambios son en gran medida invisibles y están transformando los términos y las condiciones de empleo y trabajo, los conocimientos a los que podemos acceder, las relaciones básicas de poder económico y, en última instancia, los derechos personales. La implementación de estos paradigmas afectará a todos, ya que su influencia se extenderá a través de los diferentes sectores sociales y económicos y se convertirán en la corriente dominante en todos los países y en todas las clases socioeconómicas.
 
Es fundamental y urgente oponerse a estas dinámicas mientras se esté atravesando el rápido período formativo de un nuevo paradigma social, en el cual casi todas las instituciones sociales de la era industrial están siendo socavadas por la fuerza transformadora de una revolución de redes y datos. Es ahora, durante esta “fase de diseño”, que el compromiso de los movimientos sociales progresistas será más fructífero.
 
Sin embargo, mientras que los actores dominantes se organizan en redes electrónicas consolidadas y están en camino de configurar la sociedad digital para satisfacer sus propios intereses, las fuerzas progresistas recién están transitando las primeras etapas en las que se definen e identifican los problemas, por lo general alrededor de un tema específico. Hasta el momento es muy poco lo que se avanzó en la creación de redes, el desarrollo de colaboraciones y alternativas apropiadas, la elaboración de estrategias y la adopción de medidas a un nivel más amplio.
 
El Foro Social de Internet (FSI), a través de sus diversos eventos y acciones, ofrecerá una respuesta a estos problemas centrada en las disputas reales de quienes luchan por la justicia social. El FSI plantea construir un espacio dinámico y productivo para el diálogo y la acción en los diferentes sectores sociales y grupos de interés con el fin de sensibilizar, informar, educar y movilizar a la sociedad civil global para promover un cambio político. Desde este espacio buscaremos e implementaremos activamente alternativas concretas y coherentes que guiarán y energizarán a los movimientos sociales innovadores emergentes y conducirán hacia una vía de desarrollo más sostenible que consolide los derechos humanos y los logros en el ámbito de la justicia social.
 
La idea de lanzar un FSI surgió inicialmente como un legado de los logros de la sociedad civil durante las dos Cumbres Mundiales sobre la Sociedad de la Información (CMSI) patrocinadas por la ONU en 2003 y 2005. No obstante, después de un análisis retrospectivo, los miembros del colectivo FSI piensan que estos logros se centraron demasiado en las preocupaciones relacionadas con Internet y las TIC y no lo suficiente en la forma en la que estos factores podían transformar la vida cultural, política, social y económica, como de hecho lo están haciendo ahora. 
 
En su carácter de Foro temático del Foro Social Mundial y en la aplicación de sus principios, el FSI se inspira en la máxima que afirma que “Otro mundo es posible”. El proceso del FSI está aún en sus albores, pero la maquinaria ideológica que anuncia un nuevo orden normal ya está funcionando. Ya se le está vendiendo al público un futuro utópico: un mundo de servicios gratuitos y comodidad y ocio crecientes. Esta visión del futuro debe ser radicalmente criticada y denunciada por lo que realmente es: la ola más reciente de acumulación de capital promovida por la tecnología. Esta ola es particularmente peligrosa debido al potencial de transformación de estos cambios tecnológicos y a su aparición en una época en la que el neoliberalismo, a pesar de haber sufrido un descrédito teórico y práctico, sigue impulsando firmemente la agenda global.
 
A medida que el desafío de responder a preocupaciones sociales mucho más amplias adquiere mayor importancia y que el riesgo de perder derechos arduamente adquiridos en distintos ámbitos de la justicia social (salud, educación, medio ambiente, igualdad de género, desarrollo económico, etc.) aumenta, el grupo de facilitación del FSI convoca a los movimientos de justicia social de todo el mundo, así como a otras personas y organizaciones interesadas, a comprometerse con el proceso del FSI.
 
  • 2. Tendencias mundiales preocupantes
 
La sociedad global se encuentra a punto de sufrir un cambio profundo impulsado por el dominio rápidamente emergente de una nueva especie de entidades corporativas transnacionales y neoliberales que utilizan el argumento persuasivo que sostiene que la industria privada no sólo debería desempeñar un papel en la solución de muchos de los problemas más graves y urgentes de la sociedad sino también liderar este proceso. Las preocupaciones acerca de la forma en la que la evolución de Internet está afectando el entorno social y económico, incluyendo las nuevas áreas de riesgo como la minería de datos y la vigilancia, pierden significancia frente a las alarmantes posibilidades que se abren a medida que este nuevo paradigma de macrodatos ocupa un lugar cada vez mayor en la trama y la estructuración formativa de la corriente dominante en los ámbitos económico, social y cultural.
 
La primera generación de corporaciones transnacionales basadas en Internet y en los medios de comunicación social ha sido acusada, no sin razón, de debilitar la identidad colectiva, conspirar contra el sentimiento de privacidad y reducir la capacidad de acción del ciudadano o incluso del consumidor. Otros actores corporativos, desde la industria agroquímica hasta la hostelería, muchos de ellos nuevos, se vuelcan hacia la creación de modelos de negocio basados en redes y datos y están dispuestos a explotar plenamente esta “nueva normalidad”, transformando un sector social y económico tras otro en máquinas de generar ganancias, muchas veces en detrimento de los servicios y espacios públicos y de los derechos y las libertades trabajosamente adquiridos a través de varias generaciones.
 
Además, los algoritmos informáticos y la inteligencia artificial desempeñan un papel creciente no sólo en la vigilancia, sino también en el accionar de las fuerzas del orden, el otorgamiento de créditos financieros, la educación, el empleo, la salud y muchas otras áreas, incluso en el sector público. Existe un riesgo creciente de heredar y convalidar el sesgo de los datos recopilados por las instituciones y que ello conduzca a una agravación de la discriminación racista, sexista, étnica, clasista o etaria. Los militantes y los movimientos por la justicia social de todo el mundo deben preocuparse por estas cuestiones de fundamental importancia. Mediante una acción concertada, los militantes por la justicia social también serán esenciales para frenar la marea de estas inquietantes tendencias y desarrollar perspectivas y opciones alternativas.
 
En el contexto mundial, las estructuras de gobernanza de Internet actuales se encuentran en gran medida bajo el control de las corporaciones y de sus amigos en los principales gobiernos. Estas alianzas estratégicas buscan remodelar las estructuras de gobernanza global de manera que estén más alineadas con los intereses corporativos y del capital que con el interés público general, aun cuando parezcan incorporar a todas las “partes interesadas” como socios en la toma de decisiones. En última instancia esta estrategia forma parte, al menos en los hechos, de una agenda implícita más amplia cuya intención consiste en reemplazar las estructuras de gobernanza global democráticas (aún con todos sus defectos), por una gobernanza aún más opaca y vertical (“top-down”) por parte de las corporaciones. Esta situación determinará que los gobiernos nacionales, aun cuando representen genuinamente el interés público, y los procesos democráticos “participativos” de abajo hacia arriba, sean cada vez más impotentes frente a las fuerzas corporativas.
 
En esencia, estamos asistiendo a un ataque, de desarrollo lento pero inexorable, que amenaza numerosos frentes y sobre todo la noción misma de justicia social. Si esta estrategia resulta exitosa reducirá significativamente la importancia de las estructuras democráticas participativas como objetivos fundamentales y legítimos de la sociedad.
 
Para poder comprender plenamente los riesgos que conllevan estas tendencias preocupantes, construir una estrategia para oponerse a ellas y diseñar y crear alternativas eficaces, debemos iniciar y continuar un proceso de exploración profunda de estas dinámicas combinado con un compromiso a largo plazo de participación en acciones centradas en el cambio sistémico.
 
  • 3. Construir alternativas juntos a través del FSI
 
Los intereses neoliberales estratégicamente interconectados de todo el mundo están dispuestos a apoderarse de estas tecnologías para consolidar su dominación. La alternativa no solo consiste en ralentizar, o incluso detener, este proceso, sino en recuperar estas tecnologías para promover y fomentar la justicia social.
 
A pesar de que la tecnología digital está relacionada con la justicia social a través de su impacto sobre sectores específicos (gobernanza y democracia, educación, salud, derechos laborales, servicios públicos incluyendo el bienestar social, igualdad de género, medio ambiente, etc.) no puede ser concebida ni enfocada desde cada uno de estos ámbitos en forma aislada. Además de una comprensión y una respuesta específicas para cada sector, es importante abordar el fenómeno como un meta nivel o como un elemento infraestructural, dado que abarca estructuras sociales y dinámicas nuevas y emergentes en su conjunto. La mayor parte de las respuestas sectoriales se ha centrado en aplicaciones prácticas (o, en el mejor de los casos, en efectos adversos específicos) del fenómeno digital y no en sus construcciones y direcciones estructurales, las cuales de todos modos son difíciles de articular y abordar desde cualquier sector. Sin embargo, por su propia esencia y por la naturaleza de sus efectos, la revolución digital exige una respuesta holística e intersectorial.
 
Se necesita un espacio que facilite y fomente el aprendizaje y el accionar reflexivos orientados hacia la justicia social para comprender el significado de estos factores y actuar de la mejor manera para modificarlos. Esta es la razón por la que el FSI intenta comprometerse con aquellas y aquellos ya implicados en las luchas por la justicia social dentro de un amplio espectro de cuestiones y de sectores. El análisis exhaustivo y crítico, así como las experiencias de intervención positiva, revelarán la forma en la que estas mismas tecnologías pueden ser redirigidas hacia la justicia social y el cumplimiento de los objetivos democráticos. 
 
Algunos de los interrogantes que deben ser planteados son los siguientes:

  • ¿Qué significa justicia social en el contexto de las transformaciones inducidas digitalmente en diferentes problemas y sectores (medioambiente, seguridad pública, educación, transporte, salud pública, seguridad nacional, inmigración, etc.)?
  • ¿De qué manera estas tendencias digitales ya están afectando los movimientos de justicia social en todo el mundo?
  • ¿De qué manera se pueden analizar, criticar y modificar eficazmente las nuevas prácticas empresariales que dominan la era digital?
  • ¿Cuáles son las implicaciones de estas tendencias en la gobernanza global de Internet y en las estructuras de gobernanza en un sentido más amplio, así como también en la gobernanza y la democracia en general?
 
El colectivo FSI puede descubrir, documentar y apoyar alternativas prometedoras como las mencionadas en la siguiente lista ilustrativa:

  • Formas en las que el mundo de Internet, los “macrodatos” y la “inteligencia artificial” pueden contribuir al bienestar social y las estructuras de gobernanza necesarias para lograrlo.
  • Medios de comunicación de la sociedad civil y de los movimientos sociales que se pueden utilizar para educar, informar y fomentar la participación en las respuestas y acciones, tanto a nivel local como a nivel global.
  • Sistemas tecnológicos de propiedad comunitaria que sirven como alternativas a las infraestructuras digitales controladas por el gobierno o las corporaciones.
  • Proyectos de commoning en todo el mundo (open sourceopen knowledge, etc.) y el movimiento de la economía solidaria.
  • Herramientas de Internet para apoyar los movimientos de justicia social y la forma de vincularse con activistas de Internet para construirlos.
  • Ejemplos de activismo efectivo de las partes interesadas (por ejemplo, avances en el terreno de los derechos en Internet y de la privacidad, movimientos que promueven la neutralidad de la red o se oponen a la tasa cero (“zero-rating”), activismo de los accionistas orientado hacia la justicia social en los distintos sectores de la industria).
  • Lucha contra la vigilancia promoviendo la seguridad basada en la afirmación de los derechos fundamentales del usuario final mediante tecnologías sólidas de encriptación y de protección de la privacidad como alternativas al discurso de seguridad informática proclamado por las corporaciones y los gobiernos. 
  • Ejemplos éxitosos en los ámbitos de la equidad de género y los derechos de la mujer en la formulación de políticas de TIC.
  • Perspectivas y enfoques específicos que pueden aportar los jóvenes en tanto que         “nativos digitales”, dado que son los blancos principales de las estrategias corporativas digitales y a la vez representan uno de los grupos constructores de alternativas más articulados y creativos.
 
Octubre 2016
 
El colectivo promotor del FSI alienta a las personas y a los grupos interesados a ponerse en contacto con nosotros a escribirnos a la siguiente dirección: secretariat@internetsocialforum.net
 
ISF Secretariat: 393, 17th Main 35th Cross, Jayanagar 4th T Block, Bengaluru  India 560 041
Local ISF Organiser: Swecha, Sy. No. 91, Greenlands colony, Hyderabad India 500032 
 
Fuentes:
 
 
 
 
 
 


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