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Versão chinesa do GPS dá início a operações mundiais

28 de Dezembro de 2018, 11:57 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A construção do sistema para a rede de satélites de terceira geração BeiDou foi concluída, o que já permite oferecer serviços precisos de posicionamento, navegação e horário em nível mundial.

Por Redação, com EFE – de Pequim/Tóquio

BeiDou, a versão chinesa do sistema de geolocalização norte-americano GPS, começou a oferecer serviços em nível global nesta quinta-feira, segundo anunciou o Escritório de Navegação por Satélite da China.

O sistema estava em funcionamento na China e em partes da região Ásia-Pacífico desde dezembro de 2012

A construção do sistema para a rede de satélites de terceira geração BeiDou foi concluída, o que já permite oferecer serviços precisos de posicionamento, navegação e horário em nível mundial, explicou em entrevista coletiva o diretor do departamento, Ran Chengqi, citado pelo jornal oficial “China Daily”.

– Isto marca a entrada de BeiDou em uma ‘era global’ depois de sua ‘era regional’ – acrescentou Ran.

O sistema estava em funcionamento na China e em partes da região Ásia-Pacífico desde dezembro de 2012. Nessas áreas a plataforma conta com uma margem de precisão de cinco metros, enquanto em nível mundial esse número aumenta para dez metros.

Atualmente, a China conta com 33 satélites BeiDou em funcionamento: 18 da terceira geração e 15 da segunda. O governo ainda pretende lançar outros 11 satélites de terceira geração e um de segunda.

A China começou a construir o seu próprio sistema de navegação por satélite em 2000 para acabar com a dependência do GPS. BeiDou é o nome que os astrônomos chineses da antiguidade deram às sete estrelas mais brilhantes da constelação de Ursa Maior.

BeiDou é um dos quatro projetos espaciais de redes de navegação, junto ao GPS; ao Galileo, da União Europeia; e ao GLONASS, da Rússia.

Japão

O Governo do Japão e várias empresas tecnológicas e automobilísticas criaram um roteiro que fixa 2023 como o ponto de partida para a comercialização de veículos voadores e seu uso no âmbito urbano.

Após meio ano de reuniões, um comitê público-privado formado por cerca de 20 companhias e os ministérios de Economia, Comércio e Indústria e Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo terminou de definir um plano de negócio que contempla normalizar a circulação pelo ar em um prazo de cinco anos.

– A ideia por trás do carro voador é que podemos obter um preço mais razoável que o de um helicóptero ou de um avião. Além disso, é mais fácil de pilotar – explicou Tomohiro Fukuzawa, CEO de Skydrive, empresa integrante deste comitê que há quatro anos trabalha na elaboração de um veículo voador.

O projeto para desenvolver o turismo desta companhia já conta com um financiamento de mais de US$ 5 milhões por parte de empresas do setor automobilístico e dos governos de Tóquio e Japão.

Cerca de 400 pessoas trabalham para a fabricação do carro voador Skydrive, que nasceu das mentes de uma dezena de jovens engenheiros que investiram seu tempo livre na criação de um novo sistema de mobilidade aérea.

– Começamos a trabalhar neste projeto como uma espécie de trabalho voluntário ou hobby – lembrou Fukuzawa, que em 2014 se dedicava à produção de peças de automóveis para a Toyota Motors.

Agora, a Toyota é um dos principais investidores desta empresa emergente, cujo objetivo mais próximo é participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, algo que já estão negociando com a organização do evento.

Após os jogos, querem que o lançamento do Skydrive no mercado seja em 2023, para sedimentá-lo como meio de transporte urbano nos anos seguintes, algo que o Governo japonês está disposto a formalizar através da criação de novas infraestruturas e da elaboração de leis que regulem a circulação destes veículos.

No entanto, a produção em massa e lançamento no mercado do automóvel, que os seus engenheiros planejaram para 2026, é um desafio por causa do alto custo do produto, que agora ronda os 50 milhões de ienes (US$ 450 mil).

Por este motivo, o CEO de Skydrive explicou que o Governo do Japão estuda, a princípio, fazer deste tipo de veículos um serviço público: “Hoje em dia não precisamos possuir o veículo, mas podemos compartilhá-lo ou usá-lo como serviço. Se o utilizamos como um táxi, o preço é muito mais razoável”.

Este automóvel é único quanto ao tamanho – menor ao de outros projetos deste tipo – e sua decolagem é vertical. Além disso, conta com uma fonte de energia elétrica e mais estabilidade no voo que os veículos planejados por outras companhias.

Com 3,6 metros de comprimento, 3,1 de largura e 1,1 de altura, o pequeno tamanho do Skydrive lhe permite decolar de um espaço reduzido, por isso que seu criador comentou que “poderia ser estacionado inclusive em um konbini”, nome dado às lojas de conveniência japonesas.

Embora o automóvel “possa voar a qualquer altitude”, segundo o engenheiro, a equipe que o desenvolve calcula que sua ascensão deva ser de um mínimo de 150 metros, altura que permitiria que se abrisse um paraquedas em caso de acidente.

Neste mês de dezembro, a companhia conseguiu fazer voar com sucesso um protótipo em escala real do carro, que é projetado para abrigar duas pessoas, pesa 400 kg e espera-se que alcance uma velocidade de 100 quilômetros por hora no ar.

O primeiro teste com um piloto humano vai acontecer no segundo semestre de 2019, após receber a sinal verde do Governo japonês, que desde este ano permite que este tipo de teste aconteça em áreas externas.

Além disso, o Japão organizará testes de voo para todos os projetos de automóveis voadores em escala nacional no próximo ano.

– No Japão, muita gente consome ficção científica, onde aparecem muitos carros voadores. Já estamos muito familiarizados – concluiu Fukuzawa.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/versao-chinesa-gps-inicio-operacoes-mundiais/

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