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Tela cheia

A Globo, uma lembrança quase apagada

10 de Abril de 2014, 22:36 , por Desconhecido - 0sem comentários ainda | No one following this article yet.
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Depois que descobri a internet, só uso a televisão para ver jogo de futebol, especialmente os do Palmeiras, sem som, filmes gravados em dvds e outros pinçados do Youtube - nesse caso, a tela de 37 polegadas funciona como monitor do notebook.
Não vejo novela da Globo desde os anos 80. 
Minha memória guardou apenas alguns fragmentos desses programas, como aquela mulher gordíssima, a dona Redonda, interpretada pela Wilza Carla em "Saramandaia", ou o Odorico Paraguaçu de Paulo Gracindo em "O Bem Amado".
Mas são apenas flashes que passam pela cabeça.

Nunca achei boas, ao contrário de muitos, essas novelas da Globo.
Tentei, poucas vezes, confesso, assistir a alguns minutos dessas produções mais recentes, impelido pela curiosidade.
São uma porcaria.
Atores péssimos, direção que lembra os primórdios do cinema, na base do plano-contraplano, uma chatice só.
Quanto ao jornalismo da Globo...
Tenho lido, cada vez mais, críticas pesadíssimas dos meus prezados amigos de Twitter e Facebook quanto à extrema parcialidade dos jornais da emissora, especialmente do carro-chefe, o Jornal Nacional.
Dizem que eles servem apenas para espalhar o pessimismo, fazer a mais rasteira propaganda político/partidária/eleitoral contra o governo trabalhista.
A última crítica que li é demais: uma foquinha foi cobrir manifestação de sindicalistas em São Paulo e se recusou a entrevistar diretores da CUT sob o pretexto de que as suas ordens eram para gravar só com o Paulinho da Força...
A história do JN todos sabem - foi um dos sustentáculos da ditadura, e isso, por si só já explica o que ele é hoje.
É bom lembrar também do papel que teve na eleição de Fernando Collor, com a edição que fez do debate final entre ele e Lula.
Aquilo pode ser chamado de tudo, menos de jornalismo.
Também não vejo outros programas da Globo.
Gostava do "Esquenta", da Regina Casé, muito mais pelo pessoal do samba que participava dele, como o genial Arlindo Cruz.
E só.
Então, sem entrar em nenhuma consideração sobre o papel de uma concessão pública de televisão numa democracia, que é o justamente o contrário desse que a Globo, suas afiliadas e suas concorrentes desempenham, digo apenas isso: se amanhã, por um ato divino de Justiça, a transmissão da emissora for definitivamente interrompida, juro que não vou soltar rojões ou brindar com um gole generoso da minha querida Salineira.
É que para mim, a Globo há muito tempo não existe mais.
Porcaria por porcaria, prefiro gastar meu tempo com outras coisas, como escrever essas crônicas.
É bem mais divertido.
Fonte: http://cronicasdomotta.blogspot.com/2014/04/a-globo-uma-lembranca-quase-apagada.html

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