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Projeto Egberto 70 reúne big band e diversos solistas

7 de Agosto de 2018, 15:10 , por segundo clichê - | No one following this article yet.
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Nos dias 22, 24 e 25 de agosto, o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo) vai apresentar três grandes shows do projeto Egberto 70, dirigidos e regidos por Gaia Wilmer (na foto de Leo Aversa), com participações de diversos artistas: André Mehmari, Jaques Morelenbaum, Mauro Senise, Yamandú Costa, Gabriel Grossi, Ricardo Herz e Egberto Gismonti.

Na primeira apresentação, dia 22, o palco de Gaia Wilmer contará com a participação de Jaques Morelenbaum, Mauro Senise e o homenageado, Egberto Gismonti. No segundo dia, 24, os convidados serão Gabriel Grossi, Jaques Morelenbaum e Yamandú Costa. O projeto se encerra, no dia 25, com André Mehmari, Jaques Morelenbaum e Ricardo Herz. Em cada noite, Gaia apresentará arranjos inéditos para composições de Egberto escritos para sua big band, formada por 19 músicos de diferentes gerações e provenientes de diferentes regiões do Brasil, e seus convidados especiais.


“Egberto 70” homenageia os recém-completados 70 anos de idade do multi-instrumentista, compositor e arranjador. Egberto Gismonti é um dos músicos brasileiros mais destacados no cenário musical nacional e internacional e sua obra é um retrato da diversidade cultural brasileira. Nesse projeto, Gaia faz um tributo à obra do artista celebrando a beleza e a vitalidade de sua música e da cultura brasileira nela presente.


Pesquisadora e apaixonada pela obra de Egberto Gismonti, a compositora, arranjadora e saxofonista Gaia Wilmer é a idealizadora deste projeto, que lhe rendeu o prestigiado Prêmio DownBeat Award 2017, da revista especializada em jazz DownBeat, na categoria Melhor Arranjo Para Big Band. Natural do Sul do Brasil, Gaia reside em Boston, onde se formou em Jazz Composition pela Berklee College of Music e pelo New England Conservatory e onde vem se destacando como uma voz emergente do jazz contemporâneo e da música instrumental brasileira.


“A minha ligação com Egberto vem de tempos que eu nem me lembro quando. É um dos compositores que quando eu escuto algumas das músicas ou um dos discos, como ‘Circense’ ou o ‘Mágico’ me transporto automaticamente para minha infância” afirma Gaia, sobre sua admiração especial pelo multi-instrumentista.


Natural da cidade do Carmo, no Rio de Janeiro, na divisa com Minas Gerais, Egberto criou suas raízes musicais acompanhando o tio Edgar, mestre de banda na cidade. Descendente de pai árabe e mãe italiana, começou a estudar piano aos 6 anos e se dividia entre o romantismo e a dramaticidade da mãe italiana e a rigidez e disciplina do pai árabe, características que fazem parte até hoje de sua música. Após despontar no Festival Internacional da Canção de 1968, com a canção “O Sonho”, Egberto viajou para Europa e deu início a sua consagrada carreira. Com mais de 60 álbuns gravados e distribuídos ao redor do mundo, Egberto trabalha ativamente com trilhas para balé, cinema e teatro, compõe e arranja para diferentes formações, incluindo diversas orquestras ao redor do mundo, e se tornou um dos músicos mais respeitados no cenário internacional, tanto pelo seu virtuosismo pianístico e sua forte personalidade violonística quanto pelas diversas sonoridades exploradas em suas composições e arranjos.


As apresentações, todas dirigidas e regidas por Gaia Wilmer acompanhada de sua banda, trazem na primeira noite, na quarta, dia 22 de agosto, Mauro Senise, ao lado de Jaques Morelenbaum, e do próprio homenageado, Egberto Gismonti, com um espetáculo que promete ser dos mais especiais já realizados no Teatro do CCBB São Paulo.


Mauro Senise coleciona em sua trajetória de 15 projetos solo e três indicações ao Prêmio Latin Grammy Awards sendo vencedor em 2017 (na categoria Melhor Álbum de MPB com “Dos Navegantes”). Além de ter atuado como solista no Lincoln Center, em Nova Iorque, e em Amsterdã, com a Metropole Orkest. Jaques Morelembaum, em seus 44 anos de carreira musical, tomou parte em 772 álbuns, colaborando com gigantes da música brasileira. Com Egberto Gismonti, viajou o Brasil e o mundo para shows e gravações diversas, entre 1988 a 1993.


Além de Jaques Morelenbaum, Yamandú Costa e Gabriel Grossi são os convidados da segunda noite de “Egberto 70”, na sexta, 24 de agosto. Foi a convite do Circuito Cultural Banco do Brasil, aos 17 anos, que Yamandú se apresentou pela primeira vez em São Paulo e, a partir daí, passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro. Hoje, ele é referência mundial na interpretação da nossa música, a qual domina e recria a cada performance, inclusive em suas composições. O gaitista Gabriel tem carreira estabelecida dentro e fora do país. Ao todo, já se somam 11 discos lançados em seu nome, além de gravações e shows com grandes nomes da música nacional e internacional, entre eles Hermeto Pascoal, Chico Buarque, Leila Pinheiro, João Donato, Dave Matthews, Lenine, Milton Nascimento e Dominguinhos.


Na noite de sábado, 25 de agosto, Gaia Wilmer fecha o projeto com a participação de Jaques, do violinista Ricardo Herz e do pianista André Mehmari. Ricardo, reconhecido como o músico que reinventou o violino brasileiro, tem a música de Egberto como uma de suas influências. Sua técnica leva ao violino o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro. Enquanto Mehmari, importante nome da música brasileira, conquistou prêmios nas áreas erudita e popular, teve composições e arranjos tocados por expressivos grupos orquestrais e gravou com bambas da MPB.


Natural do Sul do Brasil, Gaia Wilmer é compositora, arranjadora, saxofonista e produtora musical. Ao longo dos quase quatro produtivos anos que viveu na cidade do Rio de Janeiro, desenvolveu alguns dos grupos com os quais trabalha até hoje, como o Tungo e o Rama Trio e teve a oportunidade de tocar com músicos como Egberto Gismonti, Guinga e Gilberto Gil.


De mudança para os Estados Unidos, em 2013, onde reside atualmente, formou-se em Jazz Composition, na Berklee College of Music, e, recentemente, terminou seu mestrado no New England Conservatory. Entre as cidades de Boston e Nova Iorque, Gaia atua como saxofonista e arranjadora e desenvolve seu trabalho autoral com sua big band e com seu octeto, grupo com o qual lançou o disco “Migrations”, pelo selo de jazz americano Red Piano Records e pela Biscoito Fino no Brasil. Com sua big band, grupo com o qual iniciou seu projeto em homenagem à Egberto Gismonti, ganhou o DownBeat Award 2017, da revista especializada DownBeat, na categoria Melhor Arranjo Para Big Band, com seu arranjo de Sete Anéis.


Para a realização desse projeto, Gaia montou sua big band no Brasil com 19 excelentes instrumentistas de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Homens e mulheres, de diferentes gerações, amigos e conhecidos que têm em comum o profundo respeito à vida e à obra do compositor, somados aos cinco convidados especiais – André Mehmari, Gabriel Grossi, Jaques Morelenbaum, Mauro Senise, Ricardo Herz –, bem como o próprio Egberto. Com arranjos recém-produzidos para esse projeto, Gaia apresentará um panorama da obra de Egberto Gismonti homenageando seus 70 anos de vida, completados em dezembro de 2017.


Gaia Wilmer Big Band, formação:


Gaia Wilmer – regência
Maiara Moraes – flauta, flauta em sol e flautim
Aline Gonçalves – flauta, flauta baixo e flautim
Fernando Trocado – sax alto e sax tenor
Rui Alvim – sax alto, clarinete e clarone
Gustavo D’Amico – sax tenor e sax soprano
Joana Queiroz – sax tenor, clarinete e clarone
Henrique Band – sax barítono
Bruno Soares – trompete
Diego Garbin – trompete
Gilson Santos – trompete
Pedro Paulo Júnior – trompete
Rafael Rocha – trombone
Everson Moraes – trombone
Fábio Oliva – trombone
Leandro Dantas – trombone baixo
Luciano Camara – guitarra
Rafael Martini – piano e acordeom
Mayo Pamplona – baixo acústico
Lourenço Vasconcellos – bateria
 

Fonte: http://segundocliche.blogspot.com/2018/08/projeto-egberto-70-reune-big-band-e.html

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