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Motta

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Senado discute se forró pode se tornar patrimônio cultural do país

13 de Junho de 2018, 8:45 , por segundo clichê - | No one following this article yet.
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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados vai discutir o processo de registro do forró como patrimônio cultural do Brasil. O debate foi proposto pelos deputados do PCdoB, Daniel Almeida (BA) e Luciana Santos (PE). Ao lado dos bens culturais de ordem material, o poder público tem também o dever de preservar os bens intangíveis.

Segundo os parlamentares, a Constituição de 1988 ampliou consideravelmente o conceito de patrimônio cultural, ao incorporar os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto. Assim, além de monumentos históricos e sítios arqueológicos, as manifestações artísticas, como festas também fazem parte do patrimônio cultural brasileiro. 

No ano 2000 o governo federal editou o Decreto 3.551, que institui o registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro. Desde então, diversos bens culturais já foram registrados em livros específicos, entre eles o samba. Nada mais justo, na opinião de Daniel Almeida e Luciana Santos, que o forró receba o mesmo tratamento.

O reconhecimento do forró como patrimônio cultural imaterial, segundo os deputados, foi solicitado em 2011. “Estamos convictos de que o reconhecimento do forró como patrimônio cultural imaterial brasileiro aponta para o fato de que a maior riqueza de nosso país não se resume à exuberância da natureza, nem às dimensões continentais do território nacional, mas se concentra na cultura de nosso povo que, em meio à adversidade e à pobreza a que está submetido, consegue manter viva essa bela tradição cultural nordestina: o forró”, afirmam os parlamentares no pedido para realização dessa audiência, marcada para esta quarta-feira, 13 de junho.

Foram convidados para participar da discussão, entre outros, a presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, e a representante da Sociedade dos Forrozeiros de Pernambuco Tereza Acioly.

Já o Projeto de Lei 4124/08 pede o reconhecimento do funk como manifestação cultural popular digna do cuidado e proteção do poder público. O texto foi aprovado em maio na Câmara e vai ser agora analisado pelo Senado.

De acordo com a plataforma de streaming de músicas Spotify, o consumo de playlists desse gênero musical aumentou 3.400% fora do país nos últimos dois anos. Se o Brasil for incluído, o aumento no consumo de funk foi de 4.700%. (Agência Senado)
Fonte: http://segundocliche.blogspot.com/2018/06/senado-discute-se-forro-pode-se-tornar.html

Motta

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