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Alta na produção industrial não cobre queda histórica

4 de Agosto de 2020, 14:54 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A produção industrial, em todo o país, registrou ao longo de junho avanço de 8,9% sobre o mês anterior, depois de alta de 8,2% em maio, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por Redação – do Rio de Janeiro

A indústria brasileira cresceu em junho pelo segundo mês seguido e no ritmo mais forte em um ano, indicando que o pior do impacto econômico da pandemia de coronavírus pode ter ficado para trás. Mas o resultado ainda não foi suficiente para compensar as perdas no ápice do isolamento social.

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, recuou 0,5 ponto, para 95,4 pontosApesar de robusta, alta na produção industrial não é suficiente para cobrir os meses em que o setor foi impactado pela covid-19

A produção industrial registrou em junho avanço de 8,9% sobre o mês anterior, depois de alta de 8,2% em maio, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado mensal foi o mais elevado desde junho de 2018 (+12,9%), quando o setor retomou a produção logo após a greve dos caminhoneiros, de acordo com o IBGE.

Saldo negativo

Em maio e junho, o ganho acumulado foi de 17,9% e o resultado mostra que o setor reverteu o caminho na direção de uma recuperação depois das fortes perdas anteriores em razão das paralisações para contenção do coronavírus. Entretanto, ainda foi insuficiente para reverter a queda acumulada de 26,6% de março e abril.

— O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%). É preciso relativizar o resultado que ocorre sobre base muito depreciada. Claro que é um resultado positivo, temos uma volta gradual da produção, mas são avanços sobre uma base frágil — destacou o gerente da pesquisa, André Macedo, a jornalistas.

Ainda assim, o segundo trimestre encerrou com recuo de 17,5% em relação aos três primeiros meses do ano. No primeiro trimestre a queda havia sido de 2,7% sobre os três meses anteriores. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a produção teve queda de 9,0%, no oitavo resultado negativo seguido nessa base de comparação.

Paralisações

As expectativas em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas eram de alta de 7,7% na variação mensal e de queda de 10,2% na base anual. O ritmo de produção vem aumentando desde maio com o afrouxamento do isolamento social após a intensificação das paralisações em diversas plantas industriais por causa da pandemia do novo coronavírus.

Em junho, o avanço foi generalizado, com destaque entre as grandes categorias econômicas para a alta de 82,2% na produção de Bens de Consumo Duráveis. Os Bens de Consumo Semi e não Duráveis subiram 6,4%. A produção de Bens de Capital, medida de investimento, aumentou 13,1% em junho sobre o ano anterior, enquanto a de Bens Intermediários apresentou ganho de 4,9%.

Entre as atividades, a influência positiva de maior destaque partiu de veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançou 70,0%, impulsionada pelo retorno à produção de unidades paralisadas por causa da pandemia.

Vai encolher

Com esses resultados, a atividade acumulou alta de 495,2% em dois meses consecutivos de crescimento, mas ainda se encontra 53,7% abaixo do patamar de fevereiro. Também figuram entre os destaques de expansão em junho a fabricação de bebidas (19,3%), de indústrias extrativas (5,5%), de produtos de borracha e de material plástico (17,3%) e de outros equipamentos de transporte (141,9%).

Por outro lado, dois ramos produtivos tiveram resultados negativos: produtos alimentícios e de coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, ambos com queda de 1,8%. Para economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central, a economia brasileira vai encolher 5,66% este ano, com a produção industrial retraindo 7,92%.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/alta-producao-industrial-cobrir-queda-historica/

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