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Ambiente político fica mais tóxico após a nova acusação contra Temer

12 de Setembro de 2017, 15:55 , por Jornal Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Declarações de Temer ampliam desconfiança de investidores diante possível prisão da cúpula do PMDB.

 

Por Redação – de Brasília

 

Presidente de facto e implicado em processos de corrupção e formação de quadrilha, investigados no Supremo Tribunal Federal (STF), Michel Temer afirmou a jornalistas, nesta terça-feira, que existem no Brasil pessoas dispostas a “atrapalhar o outro”. Acrescentou que existem problemas “artificialmente criados”.

Temer (D) esteve com Meirelles em uma reunião com empresários, quando falou sobre risco de prisão da cúpula do PMDB

Temer (D) esteve com Meirelles em uma reunião com empresários, quando falou sobre risco de prisão da cúpula do PMDB

A declaração de Temer serviu como mais um motivo de desconfiança, por parte de investidores e instituições financeiras, quanto aos destinos do peemedebista. A moeda norte-americana passou a subir frente ao real, logo após o pronunciamento

— Um problema importante no país é que cada um quer derrubar o outro. Ela não quer ajudar o outro. Cada um quer encontrar um caminho para verificar como é que atrapalha o outro. Mas não conseguem porque o Brasil não para — diz ele.

Cúpula do PMDB

Ainda na declaração, Temer acrescenta que “o povo brasileiro é maior que toda e qualquer crise.

— O povo brasileiro é capaz de encarar os problemas muitas vezes artificialmente criados, e dizer ‘não vou no artifício, eu vou na realidade’. E a realidade é o crescimento do país — afirmou, referindo-se às acusações formuladas pela Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF).

No final da tarde passada, a PF entregou ao STF o relatório sobre a investigação contra o PMDB. O documento aponta indícios de corrupção contra Temer e dois de seus principais assessores — Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência —; além de boa parte da cúpula do PMDB.

Segundo a PF, Temer teria recebido vantagens indevidas no valor de R$ 31,5 milhões. Outras notícias que irritaram o peemedebista foram vazamentos da delação premiada do empresário Lúcio Funaro. O doleiro o acusa de ter negociado pagamentos por telefone mais de uma vez.

‘Ações clandestinas’

Mais cedo, o Palácio do Planalto divulgou uma nota dura de resposta às acusações, em que afirma que o Brasil vem assistindo a violação das garantias individuais “sem que haja a mínima reação”.

“Facínoras roubam do país a verdade. Bandidos constroem versões ‘por ouvir dizer’ a lhes assegurar a impunidade ou alcançar um perdão, mesmo que parcial, por seus inúmeros crimes. Reputações são destroçadas em conversas embebidas em ações clandestinas”, diz a nota, sem citar diretamente nem o relatório da PF nem a delação de Funaro.

Temer reuniu representantes de vários setores industriais e das centrais sindicais para uma reunião aberta no Palácio do Planalto. O almoço era para ouvir reivindicações que ajudem no aumento do emprego no país.

Recessão

Entre o pedidos, a facilitação de crédito via BNDES; um programa para renovação de frota automobilística; controle para o dólar não cair mais e facilitar as importações que competem com produtos nacionais – especialmente na área de têxteis –; e a retomada de obras públicas.

Temer fez ainda um balanço de dados oficiais no aumento de emprego e crescimento de setores industriais nos últimos meses. “Saímos de uma recessão acentuadíssima e progredimos nesses 16 meses”, afirmou.

Leia, adiante, as respostas dos envolvidos:

Michel Temer

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
O presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha, como foi publicado pela imprensa, deste 11 de setembro. O Presidente tampouco fez parte de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. O Presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela justiça”.

Moreira Franco

“Com relação a citação do meu nome em investigação da Polícia Federal, esclareço:
Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático.
Ministro Moreira Franco
Brasília, 11 Set 2017″.

Eliseu Padilha

“O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

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Fonte: http://www.correiodobrasil.com.br/ambiente-politico-toxico-nova-acusacao-contra-temer/

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