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Análise: genocídio Yanomâmi pode ser contido pela força do governo

29 de Janeiro de 2023, 16:44 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Em linha com os fatos em curso, a primeira presidente indígena da Funai, Joênia Wapichana, viajou com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Roraima, onde acompanhou as ações emergenciais do governo federal para atenuar a crise humanitária na Terra Indígena Yanomâmi.

Por Redação – de Brasília

Diante do quadro de genocídio de uma nação indígena, segundo o sertanista Sydney Possuelo, 82, comprovado pelas cenas de yanomâmis desnutridos e doentes, divulgadas na última semana, o país está de volta à década de 1990. Ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Possuelo foi o responsável pelo trabalho de demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992, e acredita que o governo federal dispõe de meios para conter o garimpo ilegal nas terras demarcadas.

Joênia WapichanaA presidente da Funai, Joênia Wapichana atua para impedir a continuação dos mineradores ilegais em terras indígenas

— Fiquei profundamente chocado. Poxa vida, estou revivendo aquele mesmo processo, será possível? Naquela ocasião, havia a mesma situação: destruição, morte de criança, falta de alimento — lembrou, em entrevista à mídia conservadora.

Em linha com os fatos em curso, a primeira presidente indígena da Funai, Joênia Wapichana, viajou com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Roraima, onde acompanhou as ações emergenciais do governo federal para atenuar a crise humanitária na Terra Indígena Yanomâmi.

Hospital

Em recente entrevista exclusiva ao site de notícias Brasil de Fato (BdF), Wapichana relatou ter encontrado uma situação calamitosa na saúde indígena, herança de “muita negligência” do governo de Jair Bolsonaro (PL). Ela acredita que o ex-presidente desejou a extinção do povo Yanomâmi, dada a soma de ações e omissões contrárias ao povo cometidas por sua gestão.

— Nos deparamos com uma tragédia humanitária. Pessoas morrendo de fome, que deveriam estar sendo assistidas pelo Estado brasileiro — lamentou.

Após a declaração de emergência em saúde, houve reforço nas equipes de saúde e a criação de um hospital de campanha da Força Aérea Brasileira (FAB), que começou a funcionar a sexta-feira.

— Eu vi, na prática, os profissionais da saúde fazendo reuniões e pude ver que melhorou o atendimento, mas ainda existem demandas. O número de atendimentos aumentou consideravelmente — relatou Joênia.

Para a advogada de Roraima, os altos índices de mortes por doenças tratáveis indicam que houve uma intenção genocida por parte do presidente Jair Bolsonaro (PL).

— Se formos estudar e parar para pensar, ele (Bolsonaro) desejou praticamente a extinção do povo indígena, por suas intenções e por suas omissões — concluiu.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/analise-genocidio-yanomami-contido-forca-governo/

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