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Apesar de ‘pausa espiritual’, Francisco mantém cardeal de Colônia

24 de Setembro de 2021, 10:12 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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A investigação do Vaticano sobre os crimes cometidos internamente mostrou que o cardeal cometeu “grandes erros” na comunicação sobre os abusos, o que contribuiu para uma “crise de confiança” na Igreja Católica, mas que ele não “agiu contra a lei”.

Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano

O papa Francisco decidiu manter o cardeal Rainer Maria Woelki, arcebispo da Diocese de Colônia, na Alemanha, em meio a um escândalo de abusos sexuais ocorridos no local, informam diversos jornais e sites alemães e vaticanos nesta sexta-feira.

Para o Vaticano, Woelki cometeu “grandes erros” na comunicação sobre os abusos

Porém, Woelki tirará um período de “pausa espiritual”, que deve durar entre o início do mês de outubro e a quaresma de 2022.

A investigação do Vaticano sobre os crimes cometidos internamente mostrou que o cardeal cometeu “grandes erros” na comunicação sobre os abusos, o que contribuiu para uma “crise de confiança” na Igreja Católica, mas que ele não “agiu contra a lei”.

O cardeal de Estocolmo, Anders Arborelius, e o bispo de Roterdã, Johannes van den Hende, que foram enviados pelo Papa para Colônia entre o fim de maio e o início junho, constataram que não houve “nenhuma ilegalidade” por parte de Woelki ao receber as denúncias, que foram apuradas, e que ele não tentou encobrir nenhum religioso ou laico sob suspeita.

Francisco ainda “reconheceu a lealdade” de Woelki à Igreja e determinou que, temporariamente, a arquidiocese será gerida por um administrador. “Emergiu a determinação do arcebispo de enfrentar os crimes dos abusos, de cuidar das vítimas e de promover a prevenção”, diz o site Vatican News.

Após o anúncio, o arcebispo se manifestou, assumindo que “errou na comunicação e assumo a responsabilidade por isso”. “Isso me faz mal ao coração porque provocou uma crise de confiança no Episcopado – e me dói muito”, acrescentou.

O líder católico ainda rejeitou a demissão dos bispos auxiliares Dominikus Schwaderlapp e Ansgar Putt, pois “foram constatados defeitos de gestão, mas não a intenção de cobrir abusos ou de ignorar as vítimas”.

O escândalo

O escândalo em Colônia abalou a confiança dos alemães na instituição católica e jogou dúvidas sobre a Igreja. Woelki foi para o meio do furacão após tentar impedir a divulgação de um relatório de 800 páginas que mostrava crimes sexuais cometidos por religiosos e por laicos ligados à Diocese entre os anos de 1975 e 2018.

A atitude de Woelki provocou uma debandada de fiéis das igrejas de Colônia e nunca ficou clara. Por isso, o papa Francisco ordenou uma investigação independente para apurar o que aconteceu. Com a decisão desta sexta-feira, porém, não foi divulgado quais foram as motivações para os “graves erros” do cardeal.

O dossiê revelou que há, ao menos, 314 vítimas de abusos sexuais em atos que teriam sido cometidos por 202 religiosos e laicos.

Cerca de metade das vítimas eram crianças menores de 14 anos, mas há também pessoas maiores de idades.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/apesar-pausa-espiritual-francisco-mantem-cardeal-colonia/

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