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Blinken promete diplomacia ‘implacável’ para evitar ataque russo à Ucrânia

19 de Janeiro de 2022, 13:45 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Em uma visita a Kiev para mostrar apoio à Ucrânia, o principal diplomata dos EUA disse que os ucranianos devem se preparar para dias difíceis. Ele acrescentou que o país continuará fornecendo assistência de defesa aos ucranianos e renovou a promessa de impor sanções severas contra a Rússia no caso de uma nova invasão.

Por Redação, com Reuters – de Washington/Kiev

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse nesta quarta-feira que a Rússia pode lançar um novo ataque sobre a Ucrânia em um “prazo muito curto”, mas que os Estados Unidos buscarão a diplomacia enquanto puderem.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken

Em uma visita a Kiev para mostrar apoio à Ucrânia, o principal diplomata dos EUA disse que os ucranianos devem se preparar para dias difíceis. Ele acrescentou que o país continuará fornecendo assistência de defesa aos ucranianos e renovou a promessa de impor sanções severas contra a Rússia no caso de uma nova invasão.

A Rússia disse que as tensões em torno da Ucrânia estão aumentando e que ainda espera uma resposta por escrito dos EUA sobre suas demandas amplas por garantias de segurança do Ocidente.

As declarações pessimistas ressaltam o abismo entre Washington e Moscou, enquanto Blinken se prepara para uma reunião com o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, na sexta-feira, classificada por um analista de política externa russo como “provavelmente a última parada antes do desastre”.

Blinken prometeu “esforços diplomáticos implacáveis para evitar novas agressões e promover o diálogo e a paz”. Ele disse que o acúmulo de dezenas de milhares de militares russos na fronteira com a Ucrânia está acontecendo “sem provocação, sem motivo”.

– Sabemos que há planos em vigor para aumentar essa força ainda mais em um prazo muito curto, e isso dá ao presidente (Vladimir) Putin a capacidade, também rapidamente, de tomar ações agressivas contra a Ucrânia – disse ele.

A Rússia também moveu tropas até Belarus para o que classifica como exercícios militares conjuntos, o que garante a opção de atacar a vizinha Ucrânia a partir do norte, do leste e do sul.

Mas os russos continuam negando tal intenção. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o fornecimento de armas de países ocidentais para a Ucrânia, as manobras militares e voos de aeronaves da Otan são os responsáveis pelo aumento de tensões em torno da Ucrânia.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, acusou a Rússia de tentar semear o pânico na Ucrânia. Ele disse que a diplomacia oferece a única saída, que é um “princípio indestrutível” cujas decisões sobre a Ucrânia não podem ser tomadas sem seu envolvimento.

Os Estados Unidos dizem que a Rússia está ameaçando sua vizinha pós-soviética e que pode estar se preparando para uma nova invasão, oito anos depois de tomar a Crimeia dos ucranianos e apoiar forças separatistas que tomaram o controle de grandes partes do leste do país.

A Rússia diz que se sente ameaçada pelos laços crescentes de Kiev com o Ocidente e quer impor “linhas vermelhas” para prevenir que a Ucrânia se junte à Otan e para que a aliança retire tropas e armamentos do leste europeu. Washington diz que essas demandas “não têm chance de avançar”.

Vladimir Frolov, um ex-diplomata russo que é hoje analista de política externa, disse que o governo de Moscou não será apaziguado pela proposta dos EUA e da Otan de realizar negociações pelo controle de armamentos e está buscando um rearranjo muito mais amplo da ordem de segurança na Europa.

Invasão

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse nesta terça-feira que a crise na Ucrânia é extremamente perigosa e que a Rússia pode lançar um ataque ao país a qualquer momento.

O principal diplomata da equipe do presidente norte-americano, Joe Biden, visitará Kiev nesta semana, após as negociações com a Rússia na semana passada terminarem em um impasse, em meio a preocupações nos Estados Unidos e em outras nações ocidentais de que Moscou está se preparando para invadir novamente a Ucrânia.

Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos conversou com várias empresas internacionais de energia sobre planos de contingência para o fornecimento de gás natural à Europa se o conflito entre a Rússia e a Ucrânia interromper o abastecimento russo, disseram à agência inglesa de notícias Reuters duas autoridades norte-americanas e duas fontes do setor na sexta-feira.

Os Estados Unidos estão preocupados que a Rússia esteja se preparando para a possibilidade de um novo ataque militar ao país que invadiu em 2014. A Rússia nega ter planos de atacar a Ucrânia.

A União Europeia depende da Rússia para cerca de um terço de seu abastecimento de gás, e as sanções dos EUA por qualquer conflito podem interromper esse fornecimento.

Quaisquer interrupções no fornecimento de gás da Rússia para a Europa exacerbariam uma crise de energia causada pela escassez do combustível. Os preços recordes de energia aumentaram as contas de energia do consumidor, bem como os custos das empresas e provocaram protestos em alguns países.

Autoridades do Departamento de Estado norte-americano abordaram as empresas para perguntar de onde poderiam vir suprimentos adicionais se fossem necessários, afirmaram à Reuters duas fontes do setor familiarizadas com as discussões, falando sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

As empresas disseram aos representantes do governo dos EUA que o suprimento global de gás está apertado e que há pouco gás disponível para substituir grandes volumes da Rússia, segundo fontes do setor.

As discussões do Departamento de Estado com as empresas de energia foram lideradas pelo consultor sênior de segurança energética Amos Hochstein, disse um funcionário de alto escalão do departamento, também falando sob condição de anonimato. O órgão não pediu às empresas que aumentassem a produção, acrescentou o funcionário.

“Discutimos uma série de contingências e conversamos sobre tudo o que estamos fazendo com nossos parceiros e aliados”, afirmou a fonte.

“Fizemos isso com a Comissão Europeia, mas também com empresas de energia. É correto dizer que falamos com elas sobre nossas preocupações e falamos com elas sobre uma série de contingências, mas não houve qualquer tipo de pergunta quando se trata de produção.”

Além de perguntar às empresas qual capacidade elas tinham para aumentar os suprimentos, as autoridades dos EUA também perguntaram se as empresas tinham capacidade de aumentar as exportações e adiar a manutenção de campo, se necessário, disseram as fontes.

Não ficou claro quais empresas as autoridades dos EUA contataram.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/blinken-promete-diplomacia-implacavel-evitar-ataque-russo-ucrania/

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