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Bolsonaro troca cúpula do clima por passeio a Minas e Goiás

16 de Setembro de 2021, 15:29 , por Correio do Brasil - | No one following this article yet.
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Presidente dos EUA, Joe Biden irá liderar, nesta sexta-feira, um novo esforço de conscientização planetária quanto aos efeitos das mudanças climáticas que têm causado, nos últimos meses, catástrofes ambientais sem precedentes, nos dois hemisférios.

Por Redação – de Brasília

A diplomacia secular brasileira, ensinada no Instituto Rio Branco, esteio do Palácio Itamaraty, tem passado por testes de fogo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O último desafio, disparado na véspera e com desfecho previsto para as próximas 24 horas, consiste em dizer aos Estados Unidos, anfitrião do evento, que o Brasil não participará da cúpula mundial sobre o clima.

Bolsonaro, ditaduraGeralmente às sexta-feiras, Bolsonaro, com segurança na garupa, sai para passear por cidades no interior do país

Presidente dos EUA, Joe Biden irá liderar, nesta sexta-feira, um novo esforço de conscientização planetária quanto aos efeitos das mudanças climáticas que têm causado, nos últimos meses, catástrofes ambientais sem precedentes, nos dois hemisférios. O Brasil, no entanto, não deverá participar das discussões sob a alegação de que os norte-americanos enviaram os convites há “apenas sete dias”, quando o prazo regulamentar é de quatro semanas.

O convite, encaminhado “em cima da hora”, segundo fonte do Ministério das Relações Exteriores, teria gerado um problema logístico para o presidente Jair Bolsonaro, entre outros contrapartes. O mandatário neofascista brasileiro, embora não tenha anunciado ainda, já haveria marcado passeios de moto e aglomerações em viagens para Minas Gerais pela manhã, e para Goiás na parte da tarde, nesta sexta-feira.

COP-26

Os interlocutores nacionais irritaram-se com o lado norte-americano também porque os EUA não aceitaram que representantes do governo brasileiro comparecessem no lugar dos presidentes ou primeiros-ministros. No caso do Brasil, poderia falar em nome de Bolsonaro o chanceler Carlos França, ou o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, mas tiveram os nomes vetados.

Bolsonaro havia prometido, na última reunião de cúpula sobre o clima em abril deste ano, dobrar o Orçamento para os órgãos de fiscalização ambiental; acabar com o desmatamento ilegal até 2030; e antecipar, de 2060 para 2050 o prazo para atingir a chamada neutralidade de carbono, que consiste em compensar todo o dióxido de carbono emitido. Nenhuma medida consistente na direção destes objetivos, no entanto, foi anunciada até agora.

Os encontros preparatórios ocorrem pouco mais de um mês antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, que acontecerá na Escócia, em novembro deste ano. Na reunião desta sexta-feira, a expectativa é que EUA e União Europeia anunciem compromissos mais ambiciosos para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa.

Sem vacina

Se decidir tomar a vacina anticovid ou obter um entendimento das Nações Unidas em sentido contrário, Bolsonaro é esperado, na semana que vem, para o discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro a falar na reunião de líderes mundiais. Entre os temas a serem tratados pelo presidente brasileiro estão a pandemia de covid-19, o meio ambiente e a recuperação da economia.

Na véspera, a ONU comunicou a exigência do comprovante de vacinação para liberar a participação no encontro. Bolsonaro, no entanto, reagiu ao documento enviado pela organização aos Chefes de Estado e chegou a dizer que não participaria da reunião.

A ONU, ao que tudo indica, tende a liberar a entrada do representante brasileiro, uma vez que o secretário-geral, António Guterres, disse que não pode barrar chefes de Estado não vacinados. Há dois dias, Bolsonaro voltou a repetir a apoiadores que não havia tomado imunizantes contra a doença.


Fonte: https://www.correiodobrasil.com.br/bolsonaro-troca-cupula-clima-passeio-minas-goias/

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